Organização: Caçadores de Monstros (interativa)
32 Dragões da era atual - parte 2
Notas iniciais
Urkdra caminhava por sem rumo, preocupado. Ele não entendia, eles nunca mataram mais do que precisava. Esses caçadores eram abominantes para ele. Por que humanos tem direito de viver e qualquer outra criatura não tem?
Qualquer que seja o caçador que chegou, ele tinha que mata-lo. Vlad tinha um ótimo olfato e conhecia vários cheiros de vários caçadores, quase de todos, ele não iria errar. Urkdra caminhava naquela floresta, com um ar de morte, de vazio.
(...)
Raquel chegou na cidade, ela tinha que investigar o local aonde a maioria desaparecia, quase todos. Mas o problema é que ela tinha que investigar e descobrir aonde fica o local. Descobrir não é um problema,mas investigar e descobrir a criatura responsável era difícil. Ainda mais draconicos, que são criaturas pouco conhecidas entre os caçadores. Ela não fazia ideia de que criatura era. Já enfrentou algo que fazia crianças desaparecerem, mas qualquer pessoa desaparece? Não tem nenhuma característica que as ligue? Ela não pretendia ficar em nenhum lugar daquela cidade, nenhum hotel ou coisa do tipo, ela só pretendia chegar lá, matar a criatura, e voltar. Ela foi ate um bar próximo buscar informações sobre a floresta aonde todos desapareciam.
Ela foi ate um bar próximo, aonde tinha uma televisão ligada. Raquel pensou em perguntar algo para o barman, mas ela escutou na televisão esse caso, de pessoas desaparecendo, então, logo em seguida, escutou dois homens conversando.
–Eu é que não vou nessa floresta...- diz um dos homens. Raquel pensou em perguntar para eles.
–Com licença, poderiam me dizer aonde fica essa floresta? — disse ela, com um sorriso simpático. Tentar ser discreta? Pra que? Ela queria resolver aquilo rápido e ir embora daquela cidade. Os homens começaram a rir.
–Não tem medo não, garotinha? — perguntou um dos homens.
–Não, não tenho medo.
–O que quer fazer lá? — perguntou um dos homens.
–Quero encontrar meu irmão mais velho, ele sumiu faz dois dias. — Raquel fala com uma expressão triste, fingindo, é lógico, afinal ela estava mentindo. Um dos homens se sente comovido.
–Olha, eu vou com você. Sou um caçador muito bom. — diz ele. Raquel pensou se ele era um caçador que nem ela.
–Sério?
–Sim, ontem mesmo matei um urso enorme com minha espingarda. — diz ele. Raquel logo percebe que ele é um caçador normal.
–Senhor, não necessito de sua ajuda. Eu só quero que me fale aonde fica este local. — diz ela.
–E deixar uma garota como você ir sozinha? Não. Vamos. — diz ele, levantando. Eles saem do bar e esse homem pega seu rifle na caminhonete dele. Raquel já estava com uma pistola e um machado pequeno, e sabia o que fazer quando eles chegassem na floresta. Os dois foram caminhando pela floresta. Aquele homem era louco? Ou ela era louca para caminhar com um estranho? Ela não sentia medo, afinal, se ele tentasse algo, não ia conseguir. Raquel coloca os fones de ouvido do seu celular, e começa a escutar a música Stairway to Heaven — Led Zeppelin. Os dois chegam na floresta. Aparentemente, tinham colocado placas avisando o perigo do local.
Raquel tira a sua pistola e aponta para o homem.
–Desculpe, você foi legal, mas não pode entrar aqui, é perigoso. — diz ela. O homem segurava uma espingarda, mas não ia tentar mirar nela, pois estava com medo dela atirar. — Me empresta sua arma? Eu devolvo ela quando voltar.
–Cla-Claro. — diz ele, entregando a arma para Raquel, com medo da garota. Ela guarda a pistola e pega a espingarda.
–Fique um pouco longe daqui, quando eu sair, vou te devolver a arma. — diz ela, sorrindo.
Raquel começa a caminhar pelo local, com calma, atenção e tenta dar os passos mais silenciosos.
(...)
Vlad dançava com suas três esposas, as três reversavam. Eles dançava com o barulho do sangue correndo de uma pessoa que estava presente no local e presa a uma cadeira.
–Você é o demônio. — diz o homem preso. Vlad para de dançar e olha para o homem, um sorriso cresce em seu rosto, e ele começa a gargalhar.
–Por que me chama assim? — perguntou Vlad.
–Você mata a sangue frio. Não sente um pingo de pena, você não tem coração...- diz o homem.
–Claro, eu não sinto nada. Não sinto amor, nem medo, nem remorso, nem felicidade...- diz Vlad. — E vocês humanos? Mesmo sentindo esses sentimentos, vocês matam da mesma especie, vocês roubam de seus irmãos...- diz Vlad. — Eu nunca mato mais do que necessito pra comer, nem minhas esposas. Vocês me consideram o malvado, mas a verdade é que todo "vilão" acha que é o herói. No meu ponto de vista, o que eu faço é o certo. — diz Vlad.
–Ele é sempre tão incrível. — diz Elena, a outra esposa de Vlad. Ela tinha cabelos com a cor branca, mas não era valha, era um branco juvenil, era aquele branco que ela sempre teve no cabelo, um branco tão branco como a neve. E sua pele era pálida, seus lábios carregavam um batom vermelho, e seus olhos eram violetas. Ela era a esposa que mais fascinava Vlad.
–Emily, Lilian e Elena. — diz Vlad. Podem se servir. — diz ele, sorrindo. As esposas de vlad logo revelam suas presas, e começam a drenar todo o sangue do homem, que grita de dor enquanto ele sai do local.
Vlad estava no seu castelo da Transilvânia. Aquele castelo tinha itens antigos. Vlad conheceu vários cientistas, músicos, ditadores, reis. Seu músico favorito foi Mozart, e ele tinha uma partitura exclusiva de Mozart, que ele escreveu para o casamento de Vlad com Elena. Vlad começa a dançar sozinho, com o barulho dos gritos do homem, os gritos de dor.
–Mozart, nenhuma sinfonia sua chega ao nível de um grito de dor...- diz ele, para si mesmo, sorrindo...
(...)
Urkdra estava pensando, quando sente o cheiro de Raquel. Ele não sabe que é Raquel, mas sabe é que um cheiro de humano.
–Sera o caçador? — perguntou ele para si mesmo. Ele logo se prepara para atacar o invasor...
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