Organização: Caçadores de Monstros (interativa)
35 A família Willians - parte final
Notas iniciais
Rose dormia no quarto daquela casa. Apesar de ser irracional aquela atitude, de dormir na casa de desconhecidos, ela não se importava, nem sentia medo. Ela sabia que algo aconteceu naquela casa. Seus olhos abrem no meio da madrugada, ela se levanta da cama e abre a porta lentamente, para evitar ruídos naquela casa. Ao abrir a porta, ela toma um leve susto com o gnomo de jardim que estava parado em frente a porta do quarto. Como aquilo tinha chegado ali? Ela não fazia a menor ideia. Então, ela caminhou ate as escadas e desceu lentamente. Ela não estava de pijama, ela tinha dormido com uma roupa apropriada para sair a noite e investigar, não só a casa, mas se preciso, caminhar pela cidade.
Ao descer os dez primeiros degraus, ela olha para trás por instinto, e vê o gnomo parado, dois degraus atrás dela. Aquilo já estava estranho. Ela tira um canivete de seu bolso, por segurança. E desce mais três degraus, mas com os olhos ainda focados no gnomo, ao perceber que ele não se move, ela olha para frente, e depois para traz, novamente, e o gnomo tinha descido dois degraus da escada. Ela deu um leve sorriso, pois a cena estava engraçada, e lembrava um desenho animado. Mas logo, sua atenção se voltou para uma garota que estava la em baixo. A mesma garota que assassinou o menino.
–Você quer brincar?- diz a garota. Rose já viu que aquela garota tinha algo naquela historia.
–Quem e você, garotinha? — diz ela, com um sorriso.
–Eu sou a filha dele. — diz a garota, apontado para o gnomo. Rose olha para trás, e o gnomo já esta a um degrau de distância dela. — Ele é baal.
Rose se lembrou desse nome, era um deus pagão citado na Bíblia.
–Que bela família. — diz a Rose, com um olhar sarcástico.
–Ele quer você. — a garota levanta a mãe, e Rose começa a levitar, e algo enforca ela. Era a garota. Rose sabia como matar um deus pagão, mas ela só estava com um canivete no momento. A garota jogou Rose contra a parede. A caçadora caiu no chão. Ela se perguntava o que um deus pagão fazia naquela casa. Logo, ela viu Carla, sentada no sofá, segurando uma faca..
–Você deve morrer. — diz ela.
–Então é isso que você faz, alimenta um deus pagão? — diz ela, sorrindo.
–Esse é o único jeito de ele nos dar um tempo bom. — Carla se levanta e ataca Rose com a faca.
–E para isso, você matou seu próprio filho? — diz Rose, segurando a mão da mulher.
–Foi necessário! — diz ela. — Todas as pessoas que eu matei deveriam morrer.
Rose da um chute na barriga da mulher. Logo em seguida, ela pega o canivete e enfia na perna da mulher. Rose não iria conseguir matar ela, pois ela não gostava de matar pessoas.
–Como faço para ele sair daqui? — diz Rose, levantando a mulher pelo pescoço.
A garotinha puxa Rose pelas pernas, e começa a arrasta-la pelo chão. Rose tenta reagir, mas a garota faz com que ela durma, apenas olhando-a.
(...)
Já estava anoitecendo, Alexsander e Alice observavam o céu enquanto estavam deitados na grama.
–Nossa, estou com fome...- diz Alexsander. Alice olha para ele com um olhar de: "É sério isso?". Walker nota o olhar e fica sem graça. — O que foi? — diz ele, com um sorriso sarcástico surgindo em seu rosto. Ele logo bagunça o cabelo da Alice, fazendo um leve carinho em sua cabeça. Alice solta um sorriso, que ela mesmo tenta disfarçar.
–Vamos ir em alguma lanchonete, então. — diz ela. Alexsander se levanta e puxa a mão dela para ela levantar. Graças ao puxão, ela levanta rapidamente e desconfortavelmente. — Caso queira uma faca no meio da sua testa, é só me levantar assim de novo. — diz ela. Eles pegam as armas e se retiram.
(...)
Rose acordava, presa em uma cama de madeira. Símbolos estavam desenhados nas paredes daquele local. Logo, um homem ruivo, com um jaleco chega no local.
–Prazer, senhorita Rose. Não vou me apresentar, pois a minha filha já fez isso. — diz ele. Rose revira os olhos, pois já estava virando clichê essa historia de criaturas prenderem os caçadores ao invés de os matarem logo. O deus pagão se senta em uma cadeira, e em seguida, Carla chega com uma faca detalhada com símbolos. — Comece logo o ritual.
–Sim, senhor. — diz a mulher. A caçadora pensa em um jeito de escapar. Seus pulsos e seus tornozelos estavam amarrados por cordas naquela "cama" de madeira. Carla começa a sussurrar algumas palavras. Quando ela termina de falar, ela levanta a faca e investe um golpe em Rose. Mas a caçadora consegue desprender sua mão esquerda, mesmo com a dor que sentiu para realizar esse feito. Ela defende o golpe com a mão, e a faca atravessa a mão da caçadora. Ela faz uma expressão de agonia, mas soca o rosto de Carla com a mão perfurada pela faca. Ela tira a mão direita, que fica avermelhada, pois machucou tanto quanto a esquerda para tirar. Em seguida, ela retira a faca que estava perfurando a sua mão esquerda, e usa essa arma branca para cortar a corda de um dos tornozelos. O deus pagão apenas observa. Carla se levanta e ataca Rose, mas a caçadora investe uma cotovelada na barriga da mulher, que perde o folego. Rose corta a ultima corda que a prende, e então sai daquela cama de madeira. Ela caminha ate o deus pagão, mas a mulher segura ela. Por reflexo, Rose acaba cortando a garganta de Carla.
O deus pagão solta um um sorriso.
–Parabéns, você matou a minha "sócia". — diz ele. Rose olha para a criatura com um olhar de raiva, e joga a faca na direção dele, mas ele logo desaparece.
A caçadora aguenta firme a dor que esta sentindo na sua mão. Ela se retira do local, que parecia ficar num deposito abandonado da cidade. Ela caminha ate um mercado mais próximo e compra álcool em um pano. A faca não danificou nenhum osso, pois ela só perfurou entre os ossos da mão da caçadora. Rose derrama um pouco de álcool na sua mão e em seguida amarra o pano no local.
Ela caminha ate o carro de Alexsander, e então, se retira da cidade, ainda preocupada com o deus pagão.
(...)
Alexsander e Alice estão sentados no sofá da sala, assistindo um filme qualquer. De repente, a porta do apartamento se abre e Rose aparece, segurando uma mala com as armas.
–Rose? — diz Alexsander. A caçadora se surpreende ao ver que os dois não estão parecendo zumbis.
–O que aconteceu?
–Você tinha razão. John não morreu a toa. — diz Alexsander. — Então, eu vou matar a desgraçada da Arion.
Rose solta um sorriso.
–Nunca mais saia com meu carro sem minha permissão. — diz Walker. Rose sorri.
–O que aconteceu com a sua mão? — perguntou Alice, ao notar a ferida.
–Foi apenas um machucado. — diz ela.
–Então, vamos pegar a estrada. — diz Alexsander, com seu sorriso que demonstrava a vontade que ele estava de caçar...
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