Oreland: O Coração do Mundo

18 Capítulo 18: A Égua Renegada


Mais de um ano havia se passado desde que Oreland havia se tornado a casa de Pacjorn. O rapaz se tornou um grande líder e, em menos de dois meses antes, o exército da Fênix e da Ordem cresceu muito e vários acampamentos foram instalados na ilha, de ambos os lados.

Porém, com esse aumento, os líderes começaram a ver uma pequena agitação nos soldados de suas armadas. Só haviam homens e rapazes entre os mercenários e muitos começaram a olhar seus Lordes com certa indiferença. Certo dia, Rezil convocou Pacjorn e os outros Senhores para discutir sobre a tal situação:

– Meus caros amigos. Tenho a infelicidade de informar que meus espiões ouviram conversas sobre uma pequena amotinação entre nossos homens.

Aquilo abateu a moral dos líderes presentes, os quais ficaram inquietos. Pacjorn tomou a iniciativa e perguntou ao amigo de olhos brancos:

– Mas por que, Rezil? O que há de errado?

O rapaz, que havia deixado o cavanhaque crescer, respondeu:

– Parece que alguns batedores viram cortesãs em alguns acampamentos inimigos e começaram a se perguntar de "por que nosso exército não tem mulheres".

Bronfir soltou uma gargalhada e bateu na mesa, sorrindo:

– O que há agora? — Disse — Nossos soldados estão querendo algumas putas? Pelos Céus!

– Não é culpa deles Bronfir. — Disse Jaak Vu — Os sacerdotes dos templos no deserto dizem que o homem tem um desejo incontrolável pelas mulheres. Logo, é da nossa natureza. Não dá para negar. Aposto que você sente um formigamento no seu membro às vezes. — Riu.

Bronfir fechou a cara e se calou. Depois, ficaram alguns minutos discutindo quais mulheres trariam para o lado da Fênix Militar. No fim, decidiram que as Amazonas seria uma ótima escolha. Tanto por beleza quanto por serem exímias guerreiras:

– Mas como faremos com que aceitem mandar algumas garotas para um lugar cheio de homens? — Perguntou Pacjorn — Todos sabem que elas preferem morrer do que acordar na cama de um de nós.

Nisso, Algustin interveio:

– Eu tenho a solução.

Todos ficaram em silêncio olhando o escriba, que, sorrindo, disse:

– Existe uma aldeia de Amazonas que foram renegadas de seus clãs e formaram um próprio: o clã da Égua Negra. Elas, além de serem guerreiras, fazem trabalhos como cortesãs, por um preço alto. Penso que nosso ouro pode conquista-las.

No fim da discussão, todos concordaram e logo um falcão foi mandado às Amazonas. Alguns dias mais tarde, um navio chegaria à ilha. O ouro seria provido de saques que estavam começando a acontecer nas ilhas próximas a Oreland, onde navios mercantes passavam. Com o aumento do número de carpinteiros, a Fênix Militar e a Ordem do Dragão estavam com uma grande frota de navios de guerra. Felizmente, não havia tido nenhum encontro entre as frotas de batalha, que na certa seria desastrosamente mortal.

Ao chegar o dia do aniversário de Mikel, as Éguas Negras chegaram e prestaram as devidas "homenagens" tão aguardadas pelos homens. Eram muitas mulheres, 2 para cada soldado. Logo, o exército estava com mais um acréscimo de guerreiras, que treinavam o dia todo e cumpriam seu dever de cortesãs a noite.

Assim, uma nova nação estava se formando em Oreland. Poucos dias mais tarde, algumas Amazonas e alguns soldados se apaixonaram e tinham o desejo de casar. Por isso, trouxeram sacerdotes miseráveis de todos os continentes e, junto deles, veio a notícia de um novo reino. Dessa maneira, vários nobres pequenos e comerciantes pobres foram para Oreland a fim de conseguirem terras e ouro. Cada um escolheu um lado e foi assim que, após mais dois anos de pequenos conflitos, a ilha voltou aos mapas e a insegurança chegou aos reis dos continentes, pois temiam uma vingança vinda dos príncipes exilados.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.