Oreland: O Coração do Mundo
13 Capítulo 13: O Corvo Sedento
Quando a lua brilhava lindamente no céu, os guerreiros se enfileiraram em formação de batalha. Na frente estavam Pacjorn, Rezil, Jaak Vu e Mikel. Bronfir e Felipe estavam, ainda, a caminho da guerra por estarem a quilômetros de distância do campo de batalha. As armaduras de ferro e bronze quase brilhavam ao luar, as espadas nas bainhas foram afiadas e todos estavam inquietos em suas posições, principalmente Pacjorn.
O forte havia sido projetado para ser impenetrável. Porém, Pacjorn tinha visto falhas nas paredes. Um grupo de soldados de elite iria quebrar e entrar por essas falhas, abrindo o portão principal e deixando, assim, o caminho livre para os soldados da Fênix Militar entrar, quase que, tranquilamente. Era uma missão suicida, mas Mikel e outros três mercenários concordaram com o plano.
Estando todos prontos, Pacjorn, Rezil e Jaak Vu conduziram o exército para a batalha. Quando o primeiro sentinela avistou os inimigos lá embaixo, saiu aos gritos avisando a todos que a Fênix Militar havia chego. Quando ouviu aquilo, o jovem Jonh ordenou a seus homens que protegessem a todo custo a fortaleza. Estava com medo, não havia tido sequer uma luta de verdade.
Mas mesmo sendo covarde, era um bom estrategista. Tinha mandado alguns de seus homens fazerem uma falange no portão em formato de meia lua e o restante foi mandado para as muralhas com arcos e flechas. Via e ordenava tudo de uma torre guardada por mais soldados.
Quando as tochas puderam ser vistas, os soldados da Fênix pegaram seus escudos e gritaram com furor "Pela fênix! Pela liberdade!" e correram para os portões, Pajorn e seus camaradas se juntaram a seus homens. Nisso, os mercenários da Ordem do Dragão soltaram uma saraivada de flechas. Nessa carga, muitos perderam a vida, mas mesmo assim continuaram a correr em direção do forte.
Enquanto seus amigos travavam a batalha principal, Mikel e outros soldados adentravam a fortaleza. Pacjorn havia acertado sobre as paredes terem falhas. Foi escolhido a fenda mais próxima, pois não tinham muito tempo. Logo seus aliados chegariam próximos ao portão:
– Muito bem, nosso objetivo é simples: Descer o portão principal. — Dizia o general — Como senhores? Vamos nos misturar com eles. Afinal não nos conhecem e eles não tem uma armadura padrão ainda. Irão nos confundir facilmente.
– Tem certeza disso? — Disse Balgur, um mercenário — Acha mesmo que não irão saber quando o portão baixar?
– Não, ninguém vai nos ver entrando lá dentro. — Respondeu outro, chamado Hugo — Vamos tentar entrar ali o mais discretamente e sorrateiramente possível.
– Acho melhor pararmos de conversar. — Interrompeu Rand, mais um dos mercenários — Estão quase chegando nos portões.
Como o planejado, todos estavam muito concentrados em proteger a porta de entrada. Ninguém percebeu quando os quatro entraram em uma sala com uma alavanca e desceram o portão. Muito menos souberam explicar como o portão havia sido aberto. Isso assustou os soldados que estavam na falange, deixando-a menos perigosa.
Com a porta e a moral do inimigo baixas, a Fênix Militar havia conquistado uma vitória. Mas havia ainda uma batalha para ser travada, e os corvos voavam sobre eles, sedentos.
"Chegou a hora. Vai haver uma chacina hoje. Os corvos sabem. Se os céus nos permitirem, sairemos vitoriosos. Mas estou com medo. Não quero morrer não aqui."
Esses foram os últimos pensamentos de Pacjorn antes de desembainhar a espada e cortar uma lança da falange. A guerra tinha começado.
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