Ordinary Girl
31 Capítulo 32 Um final? Não, um começo
Notas iniciais
~~le música~~ http://www.youtube.com/watch?v=R7Gf2SOmz5Q
Meu coração estava na boca. Quantas vezes na vida se tem a oportunidade de correr atrás de seu amor e não deixá-lo mais ir embora? Talvez não muitas. Não sabia ao certo o que aconteceria após hoje, mas tinha a plena certeza de que não deixaria Charlie ir embora sem que eu lhe explicasse o que havia acontecido. Quem entende o que é amar alguém? Não se pode explicar tal sentimento com palavras, seria como tentar explicar para alguém sem braços qual seria a sensação de tocar em alguma superfície macia. Esse alguém precisa sentir para poder saber qual seria a sensação.
Com relação ao amor não é diferente. De que adianta ler romances e mais romances se seu coração nunca sentiu coisa igual? Somente sentindo o coração acelerado, as mãos trêmulas, aquele reboliço sem igual no êstomago, somente assim para saber o quanto é prazeroso se apaixonar. Pode até doer, mas, garanto que, enquanto seu coração estiver sofrendo por tal alguém, este pode não ser a pessoa certa. Alguém uma vez disse, aquele que um dia merecer suas lágrimas, será o único que não lhe fará chorar de tristeza. E Charlie era este alguém, eu sentia isso.
Talvez tivesse demorado muito para perceber isso, quase o perdi tantas vezes. Mas eu estava decidida. Estava dentro de meu carro, dirigindo rumo à minha casa e pensando em como lhe daria a notícia. Se seria difícil viver sem sua companhia por pelo menos um ano? É claro que seria, ficaríamos a millhares de quilometros de distancia, e isso iria quase me matar. Mas eu irei esperá-lo. Afinal, distancia não significa nada, quando alguém significa tudo.
Assim que me aproximei de casa, mal estacionei meu Impala. Apenas o deixei completamente torto no lugar da garagem. Não estava com tempo para estas tais coisas. Já com lágrimas em meus olhos, abri a porta de forma bruta e corri para casa. Desejei internamente que Claire e Peter estivesse ocupados esta noite, seria preciso. Me posicionei em frente à porta da entrada, meu coração parecia estar prestes a sair por minha boca. Segurei a maçaneta e a girei, a porta estava destrancada, quase como se já estivessem esperando por mim.
Adrentei e não havia sinal nem de meu irmão nem de Claire. Fechei a porta e andei apressadamente. Quando passei pelo corredor, notei a porta de meu quarto fechada. "Perfeito" pensei "Claire e Peter estavam juntos". Com um sorriso discreto no rosto, corri para o quarto de Charlie. Mas hesitei assim que notei a porta apenas encostada. Pela fresta, espiei. Avistei o loiro, sem camisa, guardando algumas roupas em sua mala. Pelo visto ele não mudara de ideia. E eu também não iria mudar a minha.
Com força, empurrei a porta e, apressadamente, me aproximei de Charlie. Este me olhou assustado, mas não lhe dei tempo de pensar. Corri até seu encontro, enlaçando meus braços em seu pescoço e o beijando. Senti uma lágrima escorrer por meu rosto, mas não me importei. Continuei apenas prensando meus lábios nos seus, até que Charlie pareceu finalmente reagir. Segurando minha cintura com uma das mãos, e minha nuca com a outra, aprofundou o beijo. Era difícil explicar a saudade que senti de seus lábios. Aquela beijo era tão doce quanto os demais.
Mas tinha algo diferente, e eu sabia o que era. Senti que aquilo era mais como uma despedida, não uma reconciliação. Charlie estava indo embora, e eu não poderia fazer nada com relação a isso. Senti seus lábios se acalmarem entre os meus. Uni nossas testas e fechei meus olhos, tentando não imaginar em sua partida.
- Nina... O que... O que foi isso? — Charlie perguntou levantando meu rosto e olhando em meus olhos.
Mordi meu lábio inferior com força, ele estava completamente trêmulo. Eu não conseguira dizer uma palavra. Toda vez que minha boca se abria para que eu pudesse tentar lhe dizer o que queria, a vontade de chorar tomava conta de minha garganta. Era quase como se minha voz tivesse desaparecido, como se eu não pudesse mais pronunciar uma palavra sequer. Apenas abracei seu pescoço e abaixei minha cabeça. As lágrimas acumuladas estavam todas escapando, eu já não conseguia mais controlá-las. Escutei Charlie respirar fundo. Seu peito nu subia e descia com certa intensidade. Não pude deixar de notar seu físico.
- Nina, o que quer me dizer? — ele disse acariciando meu rosto.
- Eu te amo. — as três palavras simplesmente escaparam de meus lábios. Nem eu mesma consegui acreditar que havia dito aquilo.
Levantei meu rosto e notei que Charlie sorria tanto que pequenas lágrimas haviam se acumulado em seus olhos. Mesmo chorando, lhe dei o melhor sorriso que consegui, segurando delicadamente sua mão que ainda estava em meus rosto.
- Isso quer dizer... — Charlie começou, mas não se permitiu terminar.
- Sim, isso quer dizer que eu estou escolhendo você, Charlie. Sempre foi você, desde o dia em que nos conhecemos. Como Peter me disse mais cedo, acho que eu já tinha a resposta comigo esse tempo todo, só não havia admitido para mim mesma. — completo sorrindo.
Charlie não conseguiu dizer mais nada, apenas me beijou novamente. Suas mãos seguravam meus rosto, enquanto seus lábios carnudos encaixavam-se nos meus perfeitamente. Sentir sua boca na minha era uma das sensações que me marcariam para sempre. Desci minhas mãos por seu tórax e segurei sua cintura. Sua pele era macia, e, em contato com a minha, me rendia certos arrepios.
Comecei então a empurrá-lo, sabia onde aquilo ia chegar. Sem quebrar aquele contato, o empurrei até que ele caísse em sua cama, comigo por cima. Meu coração, que já estava quase a ponto de falhar, agora poderia fornecer energia para mandar um foguete para a Lua. Continuei beijando-o. Sentia que o ar poderia me faltar a qualquer minuto, mas não me importava. Eu precisava daquilo, não deixaria Charlie partir sem antes sentir que pertenceria a ele em todos os sentidos. Aos poucos, senti Charlie interromper nosso beijo.
Sentei-me sobre seu abdomen e tirei minha blusa de moletom, restando apenas uma camiseta de maga longa. Charlie entendeu o que eu queria.
- Tem certeza? — ele perguntou se sentando na cama.
- Absoluta. Tecnicamente, esta vai ser minha primeira vez. E eu sinto que tem que ser com você. — digo sentindo meu rosto começar a queimar. O abaixei tentando conter a vergonha.
Meus olhos passeavam pelo corpo de Charlie, até que encontrei uma marca conhecida. Com a ponta dos dedos, deslizei sobre o pequeno corte na parte direita de sua barriga, na altura do umbigo. Sorri com as lembranças.
- Ainda se lembra deste dia? — perguntou-me Charlie.
- Sim, quase que perfeitamente. — respondo.
Charlie então envolveu minha cintura com suas mãos, tornando a me beijar. Mas este beijo tinha algo mais. Tinha desejo, de ambas as partes. Senti uma de suas mãos acariciar minhas pernas. Normalmente, eu não gostaria daquilo, recuaria. Mas ali, com Charlie, eu apenas queria mais.
Com um movimento rápido, senti suas mãos subirem e tocarem minhas costas por baixo da camiseta. Isto me causou um grave arrepio. Em questão de segundos, nossos lábios foram desgrudados e minha camiseta fora tirada. Charlie então nos invertei e me colocou deitada na cama, de costas. Parando de beijar meus lábios, passou a beijar meu pescoço, enquanto abaixava minha calça. Naquele momento, tive certeza do que queria. Estava certa de que aquele era o momento certo e, principalmente, a pessoa certa. Meu corpo se arrepiou por completo assim que senti meus tênis saírem de meus pés e minha calça sendo atirada para algum canto.
Charlie se levantou subitamente. Quando estava prestes a reclamar, vi que ele apenas levantou para poder trancar a porta. Sentei-me na cama e dei risada.
- Não queremos que Peter entre aqui em algum momento errado, certo? — ele disse rindo.
Apenas revirei os olhos e o observei tirar sua calça. Charlie tinha pernas... deliciosas, pode-se assim dizer. Usava uma cueca box preta, que lhe caia muito bem apropósito. Já conseguia notar sua excitação. Isso apenas fez com que eu me animasse ainda mais. Ele foi até uma mesinha ao lado de sua cama e tirou de lá uma camisinha.
- Então você já tinha até estoque? — pergunto ficando de joelhos na cama bem em sua frente.
- Esse estoque é do seu irmão, depois eu compro mais. — Charlie disse abraçando minha cintura e beijando meu colo.
Mas, assim que chegou em meus seios, não segurei os pequenos gemidos. Seus lábios escorregavam por meus seios ainda cobertos por meu sutien. Segurando sua clavícula, o puxei para que voltasse para a cama. Deite-me, mas consegui abrir o fecho da única peça que cobria meus seios. Charlie pareceu ficar feliz. Escorregou lentamente a peça por meus ombros, revelando meus seios. Senti meu rosto corar, fiquei um tanto envergonhada com isso. Mas Charlie apenas deu risada e beijou a ponta de meu nariz. Ele sabia como fazer com que eu me sentisse melhor.
Sorri e envolvi meus braços em seu pescoço.
- Você é linda, Nina. Sem dúvidas é a mulher mais linda que já vi. — ele disse descendo suas mãos até minhas pernas e as abrindo gentilmente.
Meu coração foi parar em minha boca, mas eu não desistiria ali. Charlie tocava suavemente minhas coxas, e, somente depois, tocou meu centro. Isso fez com que meus olhos se fechasse involuntariamente. Mordi meu lábio inferior tentando abafar um gemido. Mas esta atitude foi em vão. Era algo prazeroso demais para descrever. Apenas com aquele toque, Charlie fez com que eu sentisse como se estivesse tudo bem. Como se eu não precisasse me preocupar. Aquela sensação estava ficando cada vez melhor. Porém ele parou.
Lancei a ele um olhar de desaprovação. Ele apenas riu e desceu minha calcinha, deixando-me completamente exposta. Senti meu rosto corar novamente. Apenas fechei os olhos e me pus a imaginar o que aconteceria após isso. Pela primeira vez, não fiquei com medo de ser tocada. As lembranças de Lucas já não me assustavam mais. Charlie me passava tamanha segurança que eu mal conseguia explicar. Senti-me sendo tocada em meu ponto sensível novamente. Assim que abri os olhos, notei que Charlie estava novamente sobre mim.
Abracei seu pescoço e continuei aproveitando ao máximo aquilo. Estava melhorando a cada segundo. Senti uma onda de prazer tomar conta de meu corpo, era como se eu estivesse a um passo de chegar ao extremo. Mas Charlie parou novamente. E então, afastou um pouco mais minhas pernas. Queria obrigá-lo a continuar, mas sabia que o que estava por vir provavelmente seria melhor. Então apenas segurei em suas costas e senti seus lábios tocarem os meus uma outra vez antes de Charlie completar o que haviámos começado.
Uma pequena dor tomou conta a princípio, mas não fora nada do que senti naquela noite com Lucas. Aquela dor pareceu ser diferente. Não era algo completamente horrível, chegava até a ser prazeroso. Assim que senti Charlie por completo em meu interior, ele começou a se mover lentamente dando, vez ou outra, beijos em meus lábios. Alguns gemidos baixos sempre escavam de meus lábios, não queria fazer escandalos como meu irmão. Apenas gemia quando não tinha mais como segurar.
Nosso ritmo se tornou ainda mais rápido, e estava melhorando cada vez mais. Agora não eram apenas os meus gemidos que tomavam conta do quarto, Charlie também parecia não aguentar. Cravei minhas unhas em suas costas, e aquilo pareceu motivá-lo ainda mais. Fiz isso uma segunda vez, Charlie gemeu ainda mais alto. Minhas unhas passavam por toda a extensão de suas costas, não queria nem ver o estrago que havia feito.
Ainda se movimentando em mim, senti algo estranho, algo novo. Era como se o clima estivesse mais quente, como se algo tivesse elevado minha temperatura. E então senti-me atingir o épice. Com um gemido um tanto mais alto, me senti completa. Não demorou muito para que Charlie o atingisse também. Ficamos parados por alguns segundos, apenas fitando um ao outro. Um sorriso bobo saiu de meus lábios, me sentia completamente feliz. Charlie também sorria.
Lentamente, senti Charlie estava se separando de mim. Ele apenas se levantou e correu até o banheiro. Foi jogar a camisinha fora. Deitei-me em sua cama e me cobri com o edredom. Fiquei um tempo encarando o teto e me perguntando se haveria um dia mais feliz do que hoje. Não demorou para que Charlie se deitasse ao meu lado, me abraçando e me trazendo para seu peito. Ele acariciava meus cabelos e, juntamente a mim, observava o teto.
- Em que está pensando? — ele me perguntou.
- Em como sou sortuda por ter você aqui, mas também me sinto um tanto burra, porque você vai embora e... — não consegui terminar minha frase. Uma ponta de tristeza bateu em meu coração.
A expressão de Charlie mudou, ele agora também parecia estar preocupado. Mas continuou me acariciando. Notei que sua respiração havia se alterado um pouco, seu peito descia e subia com mais rapidez.
- Nina, olha, tem uma coisa... tem um jeito de ficármos juntos... Mas não sei se você irá gostar. — ele me disse.
Levantei-me de seu peito e me sentei na cama.
- Um jeito? Qual jeito? — pergunto.
Charlie se sentou também. Ele pegou delicadamente minhas mãos e as beijou.
- Eu te amo, Nina, e te juro que por mim não sairia mais do seu lado. Mas não posso deixar esta viagem de lado. Infelizmente, também não queria deixar você de lado. Então, tem apenas um jeito. Vamos comigo para a Suiça. E não vamos apenas para lá, teremos Londres, Paris, Roma, Grécia... Todos os lugares que estirem sob nosso alcance. — ele disse.
Pisquei os olhos diversas vezes tentando processar o que Charlie havia acabado de falar. Viajar... aquele sempre fora meu sonho. E, pensando por um lado, a faculdade de Arquitetura não era muito o que eu pensava. Nunca admiti isso para ninguém, mas já não sabia se queria ou não continuar com aquilo. Uma alegria súbita tomou conta de meus lábios, que se abriram revelando o sorriso mais feliz que já dei em toda minha vida.
Charlie, vendo minha reação, apenas sorriu novamente. Não aguentei e pulei sobre ele novamente, lhe dando, não o último, mas um dos primeiros dos muitos beijos que ainda daríamos.
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