Ordinary Girl
10 Capítulo 10 Ele sente o mesmo
Notas iniciais
Suas mãos me seguraram firmemente pela cintura, enquanto eu abraçava seu pescoço. Frank me pegara de surpresa, mas devo admitir que aquele beijou mexeu comigo. Ele me beijava de maneira calma, sem pressa. Seus lábios eram macios, parecia que seu toque ia me fazer derreter. Me perdi em seus braços naqueles minutos. Eu apenas o sentia assim, tão próximo. Parecia que ao redor, nada mais estava acontecendo.
Abracei-o ainda mais apertado, Frank retribuiu. Apertou minha cintura e fiquei na ponta dos meus pés para poder ficar mais do seu tamanho. Eu estava descalça, e a calçada estava realmente gelada. Meu dedos estavam começando a ficar amortecidos, mas por alguma razão, não me importei com isso. Apenas continuei beijando-o.
Assim que estava ficando sem ar, paramos o beijo aos poucos, e Frank me deu um último selinho. Depois, se afastou de mim, alguns passos, e sorriu.
- Não é apenas mais uma pra mim, Nina. No começo, eu não sabia o que era. Esse aperto no peito, essa reboliço no estômago, o buraco que eu sentia dentro de mim toda vez que me despedia de você... Eu não sabia, até ontem. Três dias foram suficientes para que eu me desse conta que... estava completamente apaixonado por você, desde a primeira vez que eu te vi. Eu tinha medo, estava morrendo de medo de... sentir isso. Queria ficar ao seu lado à todo momento, e me despedir de você... era uma tortura. Eu só não aguento mais ficar longe de você, Nina. Não consigo mais lutar contra meus próprios sentimentos.
Assim que Frank terminou de falar, senti meu olhos se enxerem de lágrimas. Não conseguia acreditar em suas palavras. Enxuguei algumas lágrimas, mas não consegui realmente contê-las.
- Frank... Eu tenho medo, essa é a verdade. Você é famoso, rico, bonito, pode ter a mulher que quiser. E mesmo assim está aqui, na casa de uma caipira que acaba de se mudar. Que não tem nada à seu favor, mal sabe usar salto e esbarra em tudo por onde passa. O que eu pergunto, Frank, é por quê? Por que eu?
Agora quem tinha os olhos repletos de lágrimas, era Frank. Ele havia tirado os óculos escuros, e eu não havia percebido. Ele chegou até mim e segurou minha mão, e esta não parava de tremer.
- Por que você, Nina? Porque você foi a primeira garota que não se atirou pra cima de mim quando teve a oportunidade. Porque você tem um rosto lindo, e um sorriso mais lindo ainda. Porque você e esse seu jeito atrapalhado de ser acabaram me conquistando. Porque você é você, e nada mais. Porque... Bom, não sei exatamente o que dizer. Estar apaixonado, está mexendo um pouco com a minha cabeça, sabe. As pessoas estão começando a notar. Mas eu não ligo, porque a única coisa que realmente me importa é você. — ele disse acariciando meu rosto.
Meus olhos, que já não suportavam mais as lágrimas, permitiram que estas caíssem. Não consegui dizer nada, apenas chorei. Mal podia acreditar em suas palavras. Frank McCain, o ator famoso, rico e lindo, que tinha milhões de fãs e admiradoras, o homem que conseguiu me conquistar, estava aqui, em minha casa, dizendo que se apaixonara por mim!
Queria dizer algo a ele, queria dizer tudo o que eu realmente estava sentindo. Mas as lágrimas e o choro não me permitiam. Ele então me abraçou e pude sentir seu perfume. Era marcante, e eu realmente me lembraria dele para sempre. Frank estava completamente apaixonado por mim, e eu, estava completamente apaixonada por ele. Tinha como ficar melhor?
- Frank... Não sabe como eu fico feliz escutando isso. Desde... Desde aquele dia, no aeroporto, não consigo pensar em outra coisa que não seja você. Mas eu me machuquei muito no passado, acho que é por isso que tenho tanto medo de me entregar aos meus sentimentos. É até estranho dizer isso, mas... Também estou completamente apaixonada por você, Frank. Você é muito mais do que eu pensava. Me mostrou que ainda existem pessoas boas. Pessoas pelas quais valem a pena lutar. — digo então me soltando de seus braços.
Frank tinha um meio sorriso nos lábios. Com o polegar, os toquei levemente. Ele fechou os olhos com meu toque. Seus lábios eram finos, mas tinham sua graça. Segurei seu rosto e mordi o lábio inferior, tentando tomar coragem para beijá-lo. Ele, percebendo o que eu queria fazer, segurou minha cintura e me trouxe para mais perto. Não, eu não podia esperar mais. Simplesmente fechei os olhos e selei nossos lábios. Começou apenas com um selinho longo, mas logo senti Frank aprofundar o beijo. Era isso o que eu queria. Queria sentir seus lábios, seu toque. A ideia de tê-lo distante acabava comigo, não queria mais que Frank se afastasse de mim.
Estava frio, mas seu corpo passava todo o calor para mim. Já não me importava com meu cabelo não estar arrumado, ou eu estar de pijama no meio do jardim de minha casa. O que importava, é que Frank estava comigo. Ele era o cara que roubara meu coração. Ele era o cara com quem eu queria sonhar toda noite. Ele era o cara que eu queria sentir o toque de seus lábios nos meus todo dia e noite. Era ele, e ninguém mais. Frank podia não ser perfeito aos olhos da sociendade, mas era perfeito pra mim.
Havia perdido a noção do tempo enquanto o beijava, até escutei um pigarro. Desgrudei-me dele rapidamente e olhei para trás. Peter me olhava de maneira assustadora com os braços cruzados na altura do peito. Ele não parecia muito feliz.
- O almoço está pronto. — ele disse olhando para mim.
Senti meu rosto enrubrescer.
- Hã... Peter, esse é o Frank. Acho que vocês nunca foram apresentados formalmente. — digo apontando para Frank.
Peter o examinou por um segundo e depois se voltou para mim novamente.
- É melhor entrar, parece que você tem um compromisso mais tarde. — ele disse e desapareceu em minha casa.
"Nem parece que teve a noite que teve ontem" pensei. Peter tinha um humor tão agradável quanto um cão com raiva. E ele não tinha ido com a cara de Frank, isso estava claro. Me virei para Frank e notei que ele parecia um tanto confuso.
- Tudo bem, Frank? — pergunto.
- Sim... Hã, vai à algum lugar hoje?
- É, vou. Tenho que cumprir uma aposta. — digo rindo.
Frank riu também. E depois me deu mais um beijo, um beijo longo e demorado. Cheio de carinho. Fiquei um tanto sem graça, pois lembrei que não havia escovado os dentes ainda. Mas não pararia de beijar o melhor homem do mundo por causa disso. Ele deve ter notado, mas como no amor a gente perdoa todas as falhas, não disse nada. Continuamos nos beijando até que senti o frio realmente bater. Meu shorts era curto, então minhas pernas estavam completamente descobertas. Estremi com a rajada de vento que bateu em minha pele. Precisava por calças imediatamente.
- Acho que é melhor eu entrar. — digo ainda com os lábios próximos dos dele.
- Mas já? — Frank perguntou entre beijos.
- Sim, tenho que sair. — eu disse me afastando um pouco — Mas a gente se vê, certo?
Frank sorriu e me puxou para um último beijo rápido.
- Claro, vou te levar para um lugar incrível. Esteja pronta amanhã às três. E diga para o seu irmão que talvez não volte cedo. — ele disse rindo.
- Sim, eu aviso Peter. Para onde vamos?
- Segredo, só vai ficar sabendo amanhã. Mas aposto que você vai amar. Agora acho que é melhor você entrar, antes que seu irmão venha até aqui. — Frank brincou.
- Certo, então. Nos vemos amanhã. — digo lhe dando um último beijo.
Ele piscou para mim e corri para dentro de casa. Não sabia ao certo se aquilo realmente havia acontecido. Tinha medo de abrir os olhos e descobrir que aquilo fora apenas um sonho. Assim que fui para a cozinha, meu sorriso provavelmente ocupava meu rosto inteiro. Vi Claire e Charlie comendo, ambos me olharam de maneira assustada assim que me viram. E Peter estava parado, encostado na pia, parecia estar me esperando. Mas ele poderia me dar a bronca que fosse, acho que nada acabaria com meu bom humor.
Eu estava feliz. Na verdade, estava mais do que feliz. Não conseguia explicar o que estava sentindo. Era como se uma flor tivesse nascido dentro de meu peito. E agora ela estava se abrindo e procurando pelo sol. Era algo inexplicável. Algo que só podia ser sentido. Algo chamado amor. Sim, eu estava completamente apaixonada por Frank. E agora, daria de tudo para que nós dois déssemos certo. Não desistirei tão fácil.
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