Ordem dos Cavaleiros - Parte 2
15 Arco Arcádias - o Plano de White para a conquista
Notas iniciais
O ataque à capital seguia conforme o planejado, no entanto, todos os comandantes republicanos perceberam que devido à ausência de um pequeno fator, o plano estava destinado a falhar. Dentre aqueles que estavam na capital, a pessoa que melhor entendeu a situação foi a tenente Mary Rockbell, que deduziu que essa ausência no lado direito, impediu o batalhão de seguir avançando junto ao centro para a destruição do primeiro muro.
A situação não poderia ser alterada, o tempo estava correndo, a estação acabando e o exército inimigo estava começando a perceber a presença de inimigos sob o primeiro muro. Todos esses fatores, exigiam decisões imediatas da tenente.
— Vamos começar com isso, vamos destruir esse muro – disse White, demonstrando já ter um plano em mente.
— Destruir? Senhorita, não deveríamos ajudar o exército central? – perguntou uma oficial.
— Não temos tempo pra isso, peguem seus explosivos, temos que ser rápidos- respondeu a tenente, no entanto, se surpreendeu com o silêncio do exercito.
— Bom... Estamos com problemas sobre a quantidade de explosivos – disse um soldado.
— Sem enrolar – retrucou a tenente.
— Estamos com poucos explosivos, usamos grande parte do estoque para explodir... Nosso próprio forte – explicou uma oficial.
— O próprio forte? Esqueça, pensando bem não preciso saber, peguem, tenho 50 comigo- disse a tenente, entregando uma sacola de explosivos.
— Excelente, mas com essa adição temos apenas 150 explosivos, não será o bastante para destruir o muro – explicou outra oficial.
— Hã? Bom, não tem problema, podemos destruir outras coisas – disse White, enquanto acendia um cigarro.
Enquanto isso, dentro da cidade, diversos soldados inimigos perceberam a presença de indivíduos desconhecidos sob o primeiro muro, eles começaram a suspeitar sobre uma possível invasão, fazendo com que o oficial responsável pela segurança enviasse soldados para avisar o comandante do muro e atacar os infiltrados, no entanto, o que ele não podia medir era o tamanho da estratégia de Mary Rockbell.
— Senhorita, os inimigos chegando! – disse um soldado.
— Ótimo, não usem nenhum explosivo por enquanto – ordenou White.
— O quê? Mas, senhorita...? – questionou uma oficial.
— Esperem o momento certo... Eu disse que ia forçar vocês a trabalharem – respondeu a tenente, enquanto criava uma lança utilizando seu sangue.
Os soldados que estavam na cidade subiriam o muro e avisaram seus compatriotas, começando uma batalha pela tomada do primeiro muro, o exército republicano adotou uma estratégia de ataque indireto, focando-se em atacar as aberturas criadas pelos soldados, deixando White no centro do ataque. A luta seguia em igualdade, mesmo com o baixo número de soldados republicanos. O plano de White acabou sofrendo algumas interferências, pois ela não contava com a essa grande quantidade de inimigos, mas, percebendo a desvantagem, ela alterou seu próprio posicionamento.
— CONTINUEM FOCANDO NAS ABERTURAS! Vou dar uma volta! – ordenou White, saltando para frente dos soldados, arrancando a cabeça de vários deles com sua lança.
— PEGUEI A DESGRAÇADA! CERQUEM ELA – disse um soldado inimigo, enfiando sua lança no rosto da tenente republicana.
— Cerquem ela? Se queriam morrer mais rápido, poderiam simplesmente se jogar desse muro – disse White, segurando a lança com seus dentes, quebrando a ponta da lança e arrancando a cabeça do inimigo.
— MISERÁVEL! – gritou um dos subordinados de Ember.
— Se querem me matar, terão que estar preparados para as consequências! – A tenente seguiu derrubando todos que a cercavam, levando diversos danos, mas sua raiva, ferocidade e inteligência causavam mais medo aos inimigos do que qualquer soldado abaixo do muro, seus olhos vermelhos, refletiam a cor do sangue em seu corpo, sua cicatriz no rosto em formato de “X" amedrontava até mesmo seus aliados. Durante a batalha, eles acreditavam ter percebido o verdadeiro rosto de Mary Rockbell, uma manipulara de sangue que causava pesadelos até em seus companheiros.
— Eles já pararam de vir? – perguntou White.
— Senhorita – disse uma oficial, que não sabia nem mesmo como formar uma opinião sobre o que havia acontecido.
— Não temos tempo para molengas, não quero mais surpresas, adotem uma formação ofensiva, provavelmente encontraremos mais soldados no outro lado do muro – deduziu White, arrancando partes dos cadáveres.
— O que devemos fazer? – questionou um dos soldados, tentando ignorar as atitudes de sua chefe.
— Sigam em frente, coloquem 100 explosivos no muro, mas coloquem em lugares distantes – respondeu White, enquanto seguia mexendo nos corpos dos soldados inimigos.
O batalhão de Nagato seguiu para o outro lado do muro conforme ordenado, eles sofreram perdas, mas conseguiram derrubar todos os seus inimigos e colocar os explosivos.
— Senhorita, conforme ordenado terminamos de colocar os explosivos, estamos saindo do muro para ativá-los! Onde você está? – perguntou um oficial, utilizando seu comunicador de bolso.
— Já estou fora do muro, terminei o que estava fazendo, podem prosseguir com o plano, explodam todo esse lugar – ordenou White
— Já estamos preparando tudo! Daqui a alguns minutos, o muro já terá caído- reportou outro soldado.
— Excelente! Estou ansiosa pelos fogos – disse White, desligando a ligação.
As ordens de White foram diretas, mas os soldados não conseguiam parar de pensar sem seus movimentos, suas habilidades, seu temperamento e na quantidade de corpos que ela devia ter “aberto" sem motivo, foram mandados três soldados para explodir o muro, eles estavam com o detonador, aguardando o momento certo para a explosão.
— Ainda não está carregado? – questionou uma oficial.
— Faltam só alguns segundos, fique tranquila! – respondeu o soldado com o detonador.
— Aquela mulher.... Os olhos dela não lembram “aquele homem"? – questionou o outro soldado que lá estava.
— “Aquele homem"? Isso não é Harry Potter, podemos mencionar quem quisermos, fale como adulto!- ordenou a oficial.
— Harry Potter? Tem alguém que o nome não pode ser dito na obra? – questionou o soldado.
— Sem spoiler! Leia o livro e assista os filmes – retrucou a oficial.
— E temos tempo pra isso? – questionou o soldado.
— Não sei, mas preste ate atenção no detonador, está quase ativo- respondeu a oficial.
— Eu me refiro ao Alucard – disse o soldado, conforme lhe foi ordenado.
— Alucard? Refere-se ao último vampiro? – questionou a oficial.
— Aquele que é procurado com recompensa de sete bilhões de Währung (moeda de Makedo), procurado em todos os sistemas... Esta achando que ela é uma vampira? – questionou o soldado que estava com o detonador .
— Bom... O que mais ela estaria fazendo com os cadáveres? Nem mesmo o Nagato faz isso – disse o soldado.
— Ainda – brincou o outro soldado.
— Independente disso... Eles não podem ficar na luz do sol, ela teria derretido antes de chegar ao muro — explicou a oficial.
— Sim.... Mas aqueles olhos, nada me tira da cabeça que ela estava comendo aqueles soldados – retrucou o soldado.
— O detonador já carregou! Suspeitas sem nenhuma prova, continuam sendo apenas teorias – explicou o soldado.
— De fato, mas esse segredo eu não quero contar por enquanto – disse uma voz surgindo do nada.
— SENHORITA? Desde quando esta aqui? – questionou a oficial, tentando se recuperar do susto.
— Cheguei há alguns minutos. Destruam logo isso, temos que concluir a segunda parte do meu plano – disse White.
— Segunda parte? – questionou o soldado com o detonador.
— Exploda isso de uma vez, já não consigo suportar olhar para aquela coisa sem nenhum buraco – retrucou White.
— SIM! – disse o oficial.
O detonador foi ativado, o plano de White causou imensas explosões, mas não causou dano apenas no muro, vários locais do campo de batalha começaram a explodir.
— Entenderam agora para onde foram os cadáveres – disse White, recolocando seus fones de ouvido.
Os soldados republicanos não conseguiam acreditar nas palavras de sua tenente, o muro seguia sofrendo com as explosões, junto há locais específicos no campo de batalha, seu objetivo não era destruir o muro, mas a moral de todos aqueles que o defendiam, pois sem comunicações, sem aliados no muro, todos aqueles que lutavam por Arcádias pensariam em apenas uma coisa: eles foram derrotados. As dúvidas sobre Mary Rockbell não desapareceram, mas dentre todas as suas suspeitas, seus aliados tinham apenas uma certeza, ela era um gênio da guerra.
— Hora de iniciar a parte 2 do plano B – disse a tenente ascendendo um cigarro.
— Plano B? – perguntou a oficial.
— Quanto tempo até a mudança de estação? – questionou White.
— Uma hora e meia – respondeu a oficial
— Entendo.... Acabei de me decidir – afirmou a tenente, observando o campo de batalha.
— Se decidir? – questionou um soldado.
— Faremos esse ataque acontecer dentro do previsto – respondeu a tenente, mirando seus olhos para o lado direito republicano.
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