Ordem dos Cavaleiros - Parte 2
17 Arco Arcádias - A dupla inesperada
Notas iniciais
A luta pela derrubada do primeiro muro seguia para seu embate final, levando consigo milhares de mortos de ambos os lados. Fisk seguia demonstrando um conhecimento tático excepcional, aproveitando todas as aberturas criadas pelas explosões de Mary Rockbell, e também aproveitando a queda da moral inimiga, no entanto, seu oponente misterioso seguia parando alguns avanços importantes elaborados por Fisk.
— General! O mestre Yoda recebeu uma transmissão do lado direito! Eles passaram e estão planejando um ataque de pisca em grande escala! – reportou um oficial, enquanto defendia-se dos tiros com um escudo a laser.
— Ela planejou tudo isso... Admito que estou surpreso — disse Fisk, enquanto pegava algumas granadas.
— Talvez você tenha um dom para ser professor- brincou o oficial.
— E você deveria procurar seu dom em algum lugar- retrucou Fisk, tentando fazer seu aliado voltar a ter atenção na batalha.
— Sim, senhor! — disse o oficial, percebendo que incomodou seu comandante, ele decidiu retornar para seu esquadrão.
O campo de batalha virando ao favor da República, o ataque de pisca veio em boa hora, para os planos de Fisk, fazendo com que ele decidisse travar uma investida fatal contra o General inimigo.
— SOLDADOS! SIGAM-ME PARA O CENTRO – disse Fisk, que cobriu-se com um escudo de terra e avançou atropelando seus inimigos .
— PREPAREM OS ESCUDOS – gritou uma oficial de Arcádias, fazendo seus aliados prepararem seus escudos de blasters para parar o inimigo.
— Miseráveis.... Terei que tentar outro caminho? — questionou Fisk enquanto seguia seu ataque.
— NÃO SE PRECEPITE, GENERAL! – gritou um oficial republicano, arremessando uma pequena granada na frente dos escudos.
— EXCELENTE TRABALHO, COMANDANTE ERALY – gritou Fisk.
A granada explodiu, afastando os escudos e, permitindo a passagem de Fisk, que conseguiu escapar dos lanceiros, percebendo que os arqueiros que estavam no muro haviam sido mortos graças ao plano de Mary Rockbell. O cavaleiro não hesitou em criar duas Torres de cerco, capazes de chegar há nove metros de altura, e as arremessou em direção ao muro, matando seus inimigos e construindo uma possível passagem para subi-lo.
— ATIREM! MATEM! CORTEM, MAS NÃO DEIXEM NINGUEM SUBIR O MURO! – gritou um dos oficiais, tentando levantar a moral inimiga.
— Sinto muito, mas não será necessário... proteger esse muro – disse Fisk, enquanto acionava um detonador.
As torres de terra que estavam presas ao muro, explodiram junto às granadas que estavam em seu centro. O estresse, preocupação e falta de organização do exercito inimigo, devido ao contra ataque de Fisk, fez com que, naquele momento, ocorresse a primeira vitória da República, junto ao ataque de pinça ordenado por White e liderado por Connor, Wanda e Catapk. Depois de muito tempo e esforço, o primeiro muro foi destruído, permitindo a invasão do grande exército da República.
Os soldados republicanos seguiram derrotando seus inimigos e avançando para buscar a destruição do segundo muro. Enquanto invadiam a capital, o general Fisk decidiu adentrar na cabine de comando do exército arcadiano, para tentar descobrir quem estava prevendo seus ataques. No entanto, quando o cavaleiro entrou na base, ele encontrou apenas um soldado comum, que não apresentava nenhuma quantidade excepcional de reitsu ou parecia de um grande líder, apenas um simples e comum humano.
— Era você que estava dando as ordens? – questionou Fisk, enquanto sentava-se a frente do inimigo.
— Escória – sussurrou o soldado.
Os olhos do arcadiano estavam totalmente sem vida, sua voz parecia cansada, seu corpo com diversas cicatrizes, aparentando não se passar de um simples saco de carne ou até mesmo um morto.
— Está realmente vivo? Ao que me parece, você está pior do que os seus amigos lá atrás – disse Fisk.
— Escória — sussurrou novamente o comandante.
— Sabe... Talvez você esteja certo a meu respeito, mas pelo menos eu ainda consigo viver sem ser uma marionete — disse Fisk, levantando-se para ir ao encontro de suas tropas.
— Escória – disse novamente o arcadiano.
— Você está sendo controlado, não há o que fazer, provavelmente um dos Jaegers fez isso. Pensando bem, vou te levar para minha tenente, talvez o sangue dela faça você voltar a razão... Acho que agora é tarde – disse Fisk, percebendo que seu inimigo, havia acabado de morrer sem responder nenhuma pergunta .
O cavaleiro seguiu ao encontro de seus companheiros, eles estavam avançando fortemente em direção ao primeiro muro, no entanto, à frente deles estava alguém que não deveria estar lá, as informações que White havia repassado, não estavam batendo com a realidade, pois, protegendo o segundo muro, estava talvez a maior ameaça para a conquista de Arcadias.
— Ele bate com a descrição do Nagato... Parece que pegamos um peixe grande – disse Connor.
— Talvez até grande demais – retrucou Wanda.
— República... Não esperava que atravessassem o primeiro muro. Sinceramente, eu preferia esperar a mudança de estação para acabar com isso, mas Kirin propôs um plano interessante – disse aquele que se apresentava como Kairos, à frente de todo o grande exército da República.
— O líder do exercito inimigo... Está na nossa frente? – questionou Wanda.
— Que comece o contra ataque! – disse Kairos.
Enquanto o líder da capital entrava em contato com seus inimigos, aqueles que o procuravam dentro do castelo seguiam em frente à sala do trono.
— Então..., Esse braço mecânico, ele é bem resistente, qual o metal utilizado? – questionou Levi Fosster, enquanto seguia junto a Tiago para a sala do trono.
— Bom.... Se não me engano, Nikid, cortesia de Frug – disse o cavaleiro.
— Entendo, parece que aquele planeta realmente tinha algo além de neve – disse o assassino.
— De fato... Quantos guardas ainda vão vir? – questionou Tiago, enquanto reparava que mais um inimigo se aproximava.
— Não sei... Mas já esta começando a incomodar, sua vez? – questionou Levi.
— Acho que sim... Já perdi a conta, mas vou tentar algo – disse Tiago, usando seu Attaco cerebrale.
— Hã? Esse não caiu – reparou Levi.
— É uma técnica especial, uso quando quero obter informações – disse Tiago.
— Como funciona? – questionou o assassino.
— Não vou te contar- respondeu o cavaleiro.
— Mas você já viu o meu – retrucou Levi.
— E você também não explicou sobre o seu – disse o cavaleiro.
— Tuché – concluiu Levi, desistindo de retrucar.
— De fato... Onde estão os escravos? – questionou o cavaleiro.
— Eles estão mais adiante, dentro da portaria 2 – disse o soldado.
— Entendo, pode bater a cabeça e desmaiar por gentileza- disse Tiago, enquanto o soldado seguia sua ordem.
— Escravos? Pensei que quisesse acabar com Kairos – disse Levi.
— Ele não vai sair do lugar – disse Tiago.
— Eu não contaria com isso, podemos estar perdendo uma chance de atacá-lo – retrucou Levi.
— Talvez, mas se esse lugar desabar, com eles aqui dentro... Ficaremos exatamente como Kairos – disse Tiago.
— Entendo... Por mim tudo bem, mas vamos logo, eu não vim aqui para salvar ninguém — disse Levi.
O cavaleiro e o assassino seguiram para a sala de escravos, no entanto, quando adentraram, encontraram pessoas com medo de sair da própria sombra, reconhecendo um cavaleiro, inimigo natural de sua nação, aparecendo a sua frente.
— Olá, estão todos bem? – questionou Tiago, mas não recebeu nenhuma resposta.
— Podem responder... Ele quer tirá-los daqui, esse lugar vai desabar – disse Levi, referindo -se aos explosivos que colocou no castelo.
— Lorde Kairos ou algum membro de Sharaf leh ordenou nossa salvação? – questionou uma das escravas.
— Não, eles nem mesmo sabem que estamos aqui – disse Levi.
— Viemos por vontade própria... Vocês são amigos da Sakura? Ela esta conosco na base republicana e eu quero tirar vocês daqui, para libertá-los dessa vida — disse Tiago, mesmo reparando que ninguém estava disposto a sair da sala.
— Não adianta... As almas deles já estão mortas, acredite, já tentei algo assim, mas eles já não conseguem viver por si mesmos, existindo apenas para cumprir os caprichos dos nobres – explicou Levi
— Não adianta? Bom, admito que sou um péssimo perdedor- disse Tiago, enquanto movia-se para o meio dos escravos e quebrava as correntes com sua espada.
— O que está fazendo? Eles vão nos matar!!! – questionou um dos escravos.
— Sim, eles vão.... Mesmo assim, vocês querem ficar aqui? Presos a líderes que tratam vocês como gado? ACORDEM PRA VIDA! NINGUEM VAI VIVER A DE VOCÊS! Não importa o quanto queiram, ninguém virá salvá-los! – disse Tiago.
— Cale a boca – retrucou um escravo.
— O quê? – questionou o cavaleiro, enquanto os demais na sala seguiam em silêncio.
— O senhor Darius prometeu que iria libertar os escravos, sem matar uma única pessoa... Já vocês... , invadiram nossa cidade, mataram milhares de pessoas e agora vem falar de salvação? É muita cara de pau de vocês- disse o escravo.
— Darius? Está referindo-se a Darius Rachel? Líder dos Jaegers? – questionou Levi.
— Isso mesmo, ele já foi um escravo e, mesmo subindo na hierarquia do planeta... Ele nunca se esqueceu de nós – disse o escravo.
— Talvez, mas acredite... Ele está completamente enganado, pessoas podem te ajudar a lidar com traumas, dores e outros pesares... Mas pessoas se salvam sozinhas — disse Tiago.
— Sozinhas? – questionou uma escrava.
— Sim, nenhuma pessoa IRÁ TOMAR AS DECISÕES POR VOCÊS! NÃO IMPORTA A HIERARQUIA! A VIDA É DE VOCÊS! Mesmo que esse cara tenha a chance de conseguir isso... Quanto tempo vai levar? A capital será destruída nesse instante e não há como mudar isso, mas vocês tem a chance de escolher seu caminho. Os cavaleiros da Ordem dos Cavaleiros acreditam em livre árbitro, ou seja, não vou tentar tomar a decisão de vocês- disse Tiago, destruindo a porta da sala.
— Precisava mesmo disso? – questionou Levi.
— É bem simples, seguindo esse corredor, vão encontrar vários guardas derrubados. Imagino que, depois de tanto tempo servindo nesse lugar, saibam onde encontrar veículos, peguem as armas dos guardas e lutem ou apenas encontrem algum meio de sair... O local irá explodir em alguns minutos — disse Tiago.
— 20 minutos, sendo mais preciso, a saída mais próxima é pelo saguão, seguindo pelo corredor, devem chegar lá em 10 minutos.... Eu não sou complacente como meu parceiro, mas como ele disse... A escolha é de vocês- disse Levi.
Os dois decidiram deixar a decisão para os próprios escravos buscarem sua liberdade, em meio a diversos desafios e questionamentos como: “O que vai acontecer conosco?”, “Vamos morrer como estamos?” e o principal “O que é liberdade? Devemos temê-la ou abraçá-la?”. Seguindo uma pequena criança, saindo um por um, acreditando em uma pequena possibilidade de descobrir o que é liberdade, os escravos seguiram o caminho indicado por Levi. Enquanto isso, eles estavam frente à sala do trono.
— Quer fazer as honras? – questionou Tiago.
— Se insiste – disse Levi, enquanto empurrava os portões da sala.
Em meio a sala, próximo ao trono, estava aquele que deveria ser o soldado mais poderoso do exercito inimigo, fazendo frente a ele, estava a aliança mais improvável de todas.
— O que estão fazendo aqui? – questionou o Jaeger.
— Esse é Kairos? – questionou Tiago.
— Não, esse é o Darius... O líder dos Jaegers.
— Vejo que já me conhecem... Então sabem que não posso permitir que saiam daqui – disse o Jaeger.
— Não se preocupe- disse Tiago.
— Nenhum de nós pensou nisso – confirmou Levi.
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