Desde os primórdios da existência temporal, duas forças coexistiram. Completavam-se e divergiam ao mesmo tempo, seus conflitos se confundiam com a própria história do Tempo.

Bem e mal. Luz e trevas. Forças ambíguas e codependentes. Em todas dimensões, elas se manifestam de várias maneiras distintas, e no sistema estelar CGLR-4, apareceram sob a forma de dois Deuses celestes, o Sol e a Lua.

O Sol, que se mantinha ora aquecendo ora queimando, era poderoso e invejado pela Lua.

A Lua, por sua vez, era amada e protegida pelo Sol, embora invejasse todo grande poder solar. Para agradá-la, o Sol dava parte de seu poder a Lua, para que pudesse se manter sempre brilhante e iluminada.

A comunhão entre o Sol e a Lua, gerou as Forças da Existência, chamadas pelos homens de Dragão e Fênix.

O Dragão surgiu arrogante e prepotente sob suas asas já exercia poder sobre o Universo.

A Fênix nasceu e respeitosa, e por aparentar ser mais fraca que sua irmã, era querida pelo Sol.

O Dragão, entretanto, sabia do poder oculto da Fênix e por isso a desprezava. Influenciou a Lua que já se sentia desfavorecida pelo Sol, o acusou de dar parte de seu poder a Fênix.

Fênix já consciente de seu poder, resolveu dar forma ao mundo dos homens, e criou maravilhas e belezas para desfrutarem. O Dragão, no alto de sua inveja, tomou para si criaturas da Fênix e corrompeu-as, trazendo a Dor e a Morte ao mundo.

A Fênix procurou o Dragão para confrontá-lo, que se escondia sob as órbitas da Lua.

O Dragão acusou seu gêmeo de guardar todo poder para si, e tentou roubar o poder da Fênix para si.

E então a Primeira Batalha das Forças aconteceu, e as cicatrizes dela podem ser vistas até hoje na Deusa Lua.

O Dragão perdeu a batalha e humilhado, desapareceu da face da Existência. Sol e Lua nunca mais demonstraram sua Vontade, e conta-que adormeceram em desgosto.

A Fênix ocultou-se e aguarda o retorno do Mal para oferecer seu poder ao Merecedor.