Notas iniciais
Olá!!! Como vão? Aqui está mais um capitulo desta nova aventura! Boa leitura PS: EU SALTEI UM CAPITULO... VOLTEM ATRÁS E LEIAM-NO :O

POV LILY

Na rua, a temperatura era mais baixa. Quando saímos da festa, arrepiei-me com o vento e o Potter ofereceu-me o seu casaco, não aceitei.

A primeira parte do plano estava feita: entrar no grupo. Agora, só faltava a segunda parte, pelo menos por esta noite: levar James Potter, e os amigos, em segurança para casa. Tínhamos acordado não nos revelarmos, a menos que fosse mesmo necessário.

Eu andava no meio de James e Remus, com Sirius um pouco atrás acompanhado por uma miúda qualquer que tinha encontrado na festa. Eu não disse que ele tinha cara de idiota?!

– Então, o que vocês fazem? – Perguntei apenas para por conversa.

– Eu estudo mitologia – informou Remus. – Sabes como é, vampiros, bruxas, lobisomens…

– Isso é interessante – disse eu a sorrir. – E tu? – Perguntei para James.

– Eu ajudo o meu pai na empresa – disse ele. Embora eu soubesse que era raro o Potter trabalhar.

– Empresa de quê? – Fingi não saber.

– Armas – afirmou.

– Armas? – Sorri. Qual era o meu problema? Sempre que ouvia a palavra “armas” parecia que entrava na DisneyLand.

– Já percebi que gostas – indicou ele.

– Sabes disparar? – Questionou Remus.

– Nunca tentei – menti. Eu era atiradora profissional, a melhor das três.

– Um dia levo-te a disparar – prometeu James. Sorri.

Continuamos a conversar pelo caminho, até que entrámos numa rua escura. No fundo dessa rua, estavam um grupo de homens. Uns cinco no total. O meu instinto de sobrevivência deu alarme, enquanto os rapazes que me acompanhavam continuavam a falar divertidos.

– Ora ora, o que temos aqui? – Pronunciou um dos homens do grupo quando chegamos mais perto. – Algum de vocês é James Potter?

Por favor, não respondas! Por favor, não respondas!

– Sou eu – disse James. Tudo o que eu queria era bater-lhe.

O homem desconhecido riu-se e os outros aproximaram-se.

– Era mesmo contigo que queríamos falar – disse outro.

– Acalma-te Lily – pediu a voz de Lene. – Podem não ser ameaças.

– Com ele? – Questionou Black, aproximando-se de James. A garota que o acompanhava estava a tremer de medo. Cobarde! – O que querem com ele?

– E quem és tu? – Perguntou o primeiro homem.

– Ninguém que te interesse – provocou o Black. Idiota.

– Ora seu… — O primeiro homem avançou alguns passos mais perto de Sirius.

O meu instinto apoderou-se de mim e meti-me no meio. Eu estava em missão: leva-los em segurança para casa! Eu era a sua segurança! Não ia deixar que ninguém lhes faça mal.

– Desculpa o meu amigo – pedi, estando bastante próxima do homem. – Ele não sabe o que diz. O meu nome é Tanya e o teu?

O homem olhou-me e sorriu.

– Olha uma princesinha para eu brincar – disse e agarrou-me no braço, puxando-me para longe do Black. – És bonitinha, sabias?

– Larga-a – ordenou o Potter, dando um passo em frente.

Bolas! E agora? Se eu lutasse, o meu disfarce iria ser comprometido. Se não lutasse, provavelmente, James iria se meter.

– Por favor, larga-me – choraminguei. Precisava fingir-me indefesa. – Não me faça mal! – Implorei enquanto tentava afastar o casaco dele para o lado. Consegui e não gostei do que vi preso nas suas calças. Ele estava armado!

– É melhor não lhe tocares – ameaçou Black. – Não vais gostar do que pode acontecer!

– Lene, eles estão armados – sussurrei sem mexer a boca, não era preciso. Visto que o microfone estava na minha boca, Lene ouviria. – O Potter e o Black vão se meter com eles.

– E vais fazer o quê? – Provocou um terceiro homem.

– Esquece o plano – ordenou Lene. – Protege-os!

Foi só ouvir aquelas palavras que a minha posição mudou. Endireitei-me e sorri. O homem olhou para mim, confusos.

– Tu não te devias ter metido com uma ruiva – informei. Todos me olharam sem entender. – Elas são stressadas!

Sem deixar tempo para que ele entendesse, com o meu braço livre dei-lhe um soco que o fez largar-me o braço. Então de indefesa, eu passei a alvo a abater. Os quatro homens viraram-se contra mim, enquanto Potter e os outros estavam sem entender nada.

Boa! Cinco contra mim! Já passei por coisas piores!

O segundo homem avançou com um soco, baixei-me e, com as pernas, preguei-lhe uma rasteira, fazendo-o cair no chão. Quando me levantei, tive poucos segundos para recuperar, pois outro homem avançou sobre mim. Desviei-me e dei um pontapé na cara de um dos outros. Dois fora, faltavam três!

Eu adorava quando vinham dois para cima de mim, ao mesmo tempo. Era engraçado porque isso acontecia sempre. Os idiotas tentavam dar-me socos, um de cada lado, e esqueciam-se de que se eu me baixasse acertavam no colega e não em mim. Foi o que eu fiz, e isso garantiu-me alguns segundos longe deles.
O último homem veio na minha direcção. Este lutava bem. Eu tive de me desviar de vários socos, antes de conseguir acertar-lhe com a cabeça na parede, fazendo-o desmaiar.

Dois contra um!

– Vamos lá, rapazes – provoquei. – Dêem o vosso melhor! – Sorri.

– Quem és tu? – Perguntou um deles.

– Isso é o que muitos querem saber, meu querido – informei. – E nenhum sabe!

Ele deu dois passos na minha direcção, eu dei dois passos para trás. Continuamos a mexer-nos até que eu fiquei encostada á parede. Ele sorriu como se já tivesse ganho a luta. Levantou a perna para me dar um pontapé na cara. Rapidamente, eu passei por baixo da sua perna e empurrei-o contra a parede, fazendo-o bater com a cabeça e desmaiar.

Virei-me para o último homem, que me olhava com algum receio.

– Finalmente, uma luta justa, – brinquei. Eu devia ter algum problema, adorava andar á luta. Ele começou aos pulinhos como os lutadores de box e eu ri. – Sério? Queres andar aos pulinhos? Sabes, eu estou de saltos, não dá muito jeito.

Ele olhou para baixo e eu aproveitei o momento de distracção para levantar a perna e acertar-lhe no queijo. Ele caiu para trás, inconsciente.

Olhei á minha volta. Potter, Lupin e Black, juntamente com a garota desconhecida, olhavam-me de boca aberta.

– Estão bem? – Perguntei quando me aproximei.

Eles acenaram, incapazes de falar. A garota olhava-me assustada, suspirei. Peguei a minha bolsa do chão e retirei dela um spray. Comecei a andar na sua direcção.

– Por favor, não me faças mal – implorou ela. Revirei os olhos, impaciente, e premi o spray. Bastou uma inspiração daquele químico e ela desmaiou.

– Tu mataste-a – acusou o Black.

Olhei para ele.

– Obvio que não – garanti. – Só está desmaiada, embora amanha tenha uma dor de cabeça do diabo. – Sorri. – Agora, -olhei para o Potter, — quando um homem suspeito te pergunta se tu és James Potter, nunca digas que sim, ok? As probabilidades de ele te querer matar são muitas.

– Quem és tu? — Perguntou Lupin, receoso.

Sorri para ele.

– A vossa salvação, – pisquei o olho. Olhei para os homens caídos no chão. – Lene, preciso de uma equipa. Tenho cinco atacantes e uma testemunha desmaiados no meio da rua.

– Já tratei disso – garantiu a morena. – Eles estão bem?

Olhei para os rapazes, analisando-os. Tirando o choque, estavam bem.

– Óptimos, – disse.

– Trá-los para a carrinha – afirmou ela.

– Ok – concordei. Virei-me para eles. – Então é assim, vocês vão seguir-me, andando normalmente, e não vão olhar para trás por nada, estamos entendidos?

– Porque devíamos confiar em ti? – Questionou o Potter.

Sorri, impaciente.

– Eu acabei de salvar a vossa vida – indiquei. – Isso devia servir para algo não?

Eles ficaram calados alguns segundos, ate que concordaram em seguir-me.

Continuamos o caminho, mas desta vez eu ia á frente a guiar. A carrinha não estava muito longe. Enquanto andava, analisava tudo á minha volta. Anos de treino, levaram-me a ser desconfiada. Vi algumas sombras de que não gostei nada.

– Lene, estamos a ser seguidos – informei. Ouvi-a bufar do outro lado o auricular. – Preciso de um sítio isolado.

– A Alice diz para virares á tua esquerda – indicou ela. – É um beco, mas ficas fora das vistas da rua. Podes brincar á vontade, Lily.

– É um beco – disse Black, quando viu para onde íamos.

– Eu sei – afirmei. – Mas é o lugar ideal para eu brincar e dar as boas vindas aos nossos amigos. – Mal eu acabei de falar, e vários homens apareceram na entrada do beco. – Vocês os três, para trás de mim. Não importa o que aconteça, não se metam! – Ordenei.

Notas finais
Então? E comentários?