Ordem de Fénix: Equipa de Elite
6 A Sede
Notas iniciais

Crystal Marie Reed como Alice Pevett (Longbottom)
A sede da Ordem de Fénix era escondida. Por fora, tudo o que se via era um armazém enorme em ruínas, com as paredes brancas desgastadas e o portão azul-escuro enferrujado. Então, não foi surpresa para nenhuma das mulheres quando os rapazes as olharam, sem acreditar.
– É aqui? – Procurou confirmar Sirius. Lene sorriu divertida e confirmou. O Black fez uma careta. – Esperava algo mais…moderno.
– É melhor do que uma barraca – disse James. – Então deves estar contente, cachorro – brincou e piscou o olho.
Remus riu da cara de emburrado de Sirius. As mulheres apenas os olharam se entender.
Dorcas aproximou-se da porta e, com um encontram, abriu-a. Todos a seguiram quando ela entrou.
Era uma sala pequena, com paredes altas, e vazia. Tudo o que se encontrava na sala era uma porta, sem fechadura, e um pequeno ecrã de lado, com alguns botões.
– E agora? – Perguntou o Potter.
A loira aproximou-se do ecrã e clicou num botão.
– Identificação? – Foi ouvida uma voz feminina por toda a sala.
– Agente 21981, – informou. — Dorcas Meadowes.
– Identificação aceite – a voz confirmou.
Um bip foi ouvido e a porta abriu-se. Quando passaram por ela, os rapazes abriram a boca com o que viram. Se por fora, a sede estava em ruínas, por dentro era impecável.
– Bem-vindos á Sede da Ordem de Fénix, – disse Alice a sorrir. – Esta é a recepção – informou ela.
– Como é possível? – Questionou Lupin.
Dorcas sorriu.
– A sede foi construída dentro do armazém – afirmou. – Tem cinco pisos, sendo que quatro deles são subterrâneos e mais largos do que a largura do armazém – informou. – O primeiro piso é este que estão a ver – apontou em seu redor. – Aqui temos a recepção, o bar, o refeitório e vários sofás para a convivência.
– Praticamente, este é o piso do “não se faz nada”, como eu gosto de chamar – brincou Lene.
Alice começou a encaminhá-los para um dos elevadores, atravessando toda a recepção. Enquanto andavam, os olhos dos agentes que se encontravam na sala foram até eles. Alguns apenas olhavam, outros cumprimentavam a Equipa de Elite, outros, apenas, acenavam respeitosamente.
– Vocês são famosas ou algo assim? – Brincou Sirius.
Lene encolheu os ombros e sorriu.
– Eles amam-nos – respondeu, simplesmente.
– O que mais há na sede? – Perguntou James.
– O segundo piso é subterrâneo e é onde estão os dormitórios – informou Lily. – O terceiro piso está ocupado com as salas de missões. É onde planeamos, estudamos e analisamos as missões – disse. – Lá também estão todos os computadores.
– O quarto piso é o dos treinos de armas – continuou Dorcas. – É longe o suficiente da superfície para que não se oiça os tiros, na rua. Nesse piso, também há aulas teóricas e de luta…
– Mas, é no quinto piso que a magia acontece – interrompeu-a Lene, a sorrir. – Quinto piso, o melhor de todos!
– O que acontece lá? – Questionou Remus.
– Não liguem – pediu a loira. – A Lene só gosta do quinto piso porque é onde estão os campos de treino.
– Ou seja? – Perguntou Black ainda sem entender.
– Espaços pensados para simular tiroteios ou lutas, – informou Lily. – E, as pistas de corrida. – Olhou para a morena. – O que me lembra da nossa corrida!
– Se quiseres podemos ir agora – sugeriu Lene.
– Por favor – interrompeu Dorcas. – Não poderiam deixar isso para outro dia? Da ultima vez, fiquei três horas á vossa espera…
Lily e Lene concordaram.
– Evans! – Um homem moreno, alto e forte, com olhos castanhos achocolatados e um sorriso na cara, chamou-a. Lily olhou-o, tal como todos os outros. – Albus quer falar contigo, na sua sala. E ele disse para os outros irem dormir, há três quartos guardados para eles – apontou para os rapazes que as acompanhavam.
– O Al quer falar contigo? Sozinha? – Questionou Lene, confusa.
– Não deve ser nada – disse Lily. Olhou para o homem. – Obrigada Frank – agradeceu quando viu Frank aproximar-se de Alice. Era melhor agradecer antes que eles entrassem num mundo só deles.
– Sempre às ordens, Lily – afirmou o homem. – Bem, nós – apontou para ele e Alice, — vamos dormir. Até amanha!
– Boa noite – despediu-se Alice e seguiu Frank até o elevador.
– Dormir, pois – afirmou Lene com um sorriso malicioso no rosto, depois deles desapareceram de vista. – Se eles chamam aquilo dormir, eu nem quero imaginar o que é sexo para eles!
– Lene – repreendeu-a Dorcas. – Deixa-os em paz – pediu. – Vamos?
– Claro – confirmou a ruiva.
Os seis entraram no elevador que parou no segundo piso. Cinco saíram, enquanto uma ruiva ia de encontro ao terceiro piso, falar com Dumbledore.
– Bem, é aqui. – Lene apontou para três portas, lado a lado. – Um quarto para cada um de vocês.
– Vocês têm sempre quartos disponíveis? – Questionou Black.
– Nem sempre – disse Dorcas. – Mas ninguém quer esses quartos — esclareceu.
– Qual é o problema dos quartos? – Perguntou Lupin.
– Nenhum – defendeu Lene. – São em frente aos nossos – sorriu.
– Ah, é verdade – disse Potter. – Vocês são as estrelas daqui, certo?
Dorcas sorriu timidamente.
– Quase isso – afirmou Lene. – Boa noite – desejou e entrou no seu quarto.
– As vossas malas estão em cima da cama – informou Dorcas, gentilmente. Antes que algum deles perguntasse. – Dumbledore falou com os vossos pais, quer dizer – olhou para Sirius, — com os Potter e os Lupin – esclareceu timidamente.
– Hey loirinha, não precisas ficar assim – assegurou Sirius. – Os Potter são meus pais!
Dorcas sorriu.
– Bem, então se não precisarem mais de mim, eu vou dormir – disse ela, entrando no quarto. – Boa noite e até amanha.
– Boa noite – despediram-se os três, ao mesmo tempo.
James, Sirius e Remus entraram no mesmo quarto, que aparentemente era o do Potter, pela mala que estava em cima da cama. O quarto era simples. Uma cama de casal, um armário, uma cómoda e uma casa de banho. Havia também um sofá, onde James se sentou, e uma cadeira ocupada por Remus.
Sirius deitou-se na cama, com os braços atrás da cabeça, numa real imagem do à-vontade.
– Então, o que acharam da noite? – Perguntou Sirius, com um sorriso na cara.
Remus suspirou.
– Eu nunca mais vou dizer que estou entediado – afirmou ele.
– Eu acho que podemos aprender uma importante lição, esta noite – disse Sirius, sentando-se na cama. Os outros olharam-no á espera. – James, nunca mais te metas com uma ruiva!
Remus caiu na gargalhada, enquanto James bufou.
– E eu ia lá saber quem ela era – defendeu-se. – Eu apenas sabia que ela era bonita.
– Nisso tem razão – ajudou Remus, recebendo um olhar maligno do amigo.
– Tu não te atrevas a meter-te com a minha ruiva, Moony – ameaçou Potter.
Sirius não se conteve e riu.
– Minha ruiva, Prongs? – Gargalhou. – Já estão tão íntimos assim? – Ironizou.
– Eu gostei dela – afirmou James. – E tu não podes nem falar porque eu vi a maneira como secaste a Lene, quando ela apareceu.
Remus riu-se.
– Estás a rir de quê? – Questionou Black. – Oh Merlin, Tanya ajuda-a – disse numa voz fina, tentando imitar o que Remus havia dito quando viu Dorcas. – Eles vão magoá-la!
– Qual é? Eu fiquei preocupado com ela – defendeu-se Remus. – Ela poderia ser só uma mulher no sítio errado, á hora errada.
– Claro que sim, Moony – disse James sarcástico, enquanto ria.
– Mas, agora a sério, quem é que vocês acham que nos quer fazer mal? – Perguntou Sirius, sério.
Os outros dois rapazes endireitaram-se.
– Eu não sei – admitiu Remus. – A Potter’s Empire é uma grande companhia, pode ser qualquer um.
– Eu acho que não nos precisamos preocupar com isso, agora – afirmou James. – Afinal, temos três mulheres sexy para nos protegerem! – Sorriu malicioso, acompanhado por Sirius. – Agora, fora do meu quarto que eu quero dormir.
– Nossa, que gentileza – ironizou Sirius, enquanto se levantava.
– Desculpa, Black – pediu, — mas os meus pais nunca me deixaram dormir com um cachorro no quarto.
Sirius bufou e saiu, sendo acompanhado por um Remus que ria da sua cara.

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