Notas iniciais
OIE!!! uma historia original feita por mim e minha melhor amiga: LUIZA GOMES!!espero que gostem ♥

Não sei por que o sonho de hoje foi em um hospital. Na verdade, não foi bem um sonho, mas sim um pesadelo. Estava parado no meio de um corredor antigo, provavelmente abandonado, mas havia algo diferente, estava repleto de sangue e corpos pelo chão. Estava tremendo de medo e torcendo para que aquilo acabasse logo.

Quase morri quando percebi que algo havia passado por mim. Uma garota havia me atravessado. Ela era quase meio metro maior do que eu. Algo me dizia que eu a conhecia de algum lugar. Ela se virou, olhou para mim, com os olhos aterrorizados. Eu era tão feio assim?

– Ei! – Gritei.

Ouvi um rugido. Virei para ver o que era. E mais outro rugido. Corri. A garota havia sumido, mas não o rugido. Corri até o fim do corredor. Precisava de algum lugar para me esconder, encontrei uma brecha entre duas estantes.

Quando me acomodei naquele canto, a garota apareceu novamente, mas dessa vez ela não tinha para onde correr. Bateu as mãos na parede procurando alguma saída, mas mesmo se achasse não conseguiria fugir a tempo. Os passos estavam perto demais. Ela se virou desesperada para a criatura e pela primeira vez ouvi a sua voz:

– Por favor, não... Não faça isso... – Pedia ela, viu que não havia mais saída, gritou.

Quase saltei da cama quando acordei. Olhei para todo o meu quarto para confirmar se aquele sonho havia acabado mesmo. Olhei para o relógio no criado mudo. Eram quase seis horas da manhã. Finalmente iria para um colégio de verdade, o tal do I.E.N. (Instituto de Ensino de Nilam (mas se fala Lilam)).

Se o que eu falei pareceu que eu estava animado, você está enganado. Eu nunca iria querer entrar nesse colégio, mas nada que eu dissesse iria mudar a opinião da minha mãe. Ainda lembro o dia em que senti o gostinho de como era a escola.

Foi no dia em que tive que fazer uma prova que concorria a bolsas de estudos. Não sei qual é o tipo de educação que elas tiveram, mas não precisavam ser grossos. Balancei a cabeça para tirar essas más lembranças.

– Hoje será diferente. – Pensei alto.

Olhei para meu quarto vazio repleto de caixas. Depois de todos esses anos, iria me mudar do complexo militar, mas claro que algumas coisas nós não queremos deixar para trás.

Levantei de minha cama e fui até a janela, olhei em direção do apartamento de Helena. “... algumas coisas nós não queremos deixar para trás.”.

– Bom dia, filhão! – Gritou minha mãe abrindo a porta estrondosamente.

Desviei o olhar para minha mãe.

– Oi, mamãe. – Tentei forçar um sorriso. Agora entendi porque aquele povo me olhou torto.

– Animado para uma nova vida? – Perguntou ela animada, parecendo que aquilo era a melhor coisa de sua vida.

– Não. – Cortei.

– Mas, filhão, lá vai ser o melhor para você...

– Claro, um lugar cheio de pessoas babacas que eu não estou nem um pouco animado em conhecer, sim, mamãe, vai ser super divertido. – Disse sarcasticamente.

– Deixa de ser chato, Leo, sabe quantas crianças queriam estar no seu lugar?

– Não sei quantas, mas posso dar pra elas se elas quiserem.

– Então que tal você arranjar uma para eu te trocar por ela? – Perguntou minha mãe rindo. – O café já está pronto, criança chata. – Ela saiu do quarto e fechou a porta.

...

Pegar minhas caixas no quarto fazia parecer com que eu estivesse indo embora e nunca mais voltaria a ver nada mais deste lugar. Saí com a última caixa do meu quarto. Dei uma última olhada. Fechei a porta. Dei a caixa para minha mãe.

– Vamos? – Chamou ela.

– Mais cinco minutos.

– O.K. Vou te esperar lá fora.

Comecei a andar pelo pequeno apartamento.

– Acho que vou sentir falta daqui, dos momentos com a mamãe e principalmente da Helena, nunca vou poder confessar meu amor por ela... – Pensei alto.

– Amor por quem? – Disse Helena entrando no apartamento.

– A-a-ah He-Helena? – Gaguejei.

– Surpreso? – Disse ela indo até mim. – Não achou que deixaria você ir embora sem se despedir de mim.

Mesmo conhecendo ela há tanto tempo, e conhecendo outras garotas, Helena não deixava de ser a garota dos meus sonhos.

– E pensar que o meu pirralho vai embora. – Correu até mim e me abraçou.

– Seu pirralho... já tem onze anos, tá?

– O.K. O.K. Já entendi. – Ela me soltou. – Acho melhor a gente descer.

Pisei para fora do apartamento. Olhei pela última vez a casa que vivi por onze anos e nisso minha nova vida começou

Notas finais
eae curtiram??
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.