Ops, I Did It Again

5 Capítulo 5 - Um gostinho de quero mais


Notas iniciais
Oie minhas lindas, fico feliz por estar tendo votos positivos, isso estimula qualquer um a continuar, brigadinha mesmo ♥

Saí da escola com o Bê como de costume, e ele me convidou pra almoçar na casa dele, era dia de lasanha e ele sabia que eu amava! Fofo! Fui andando meio calada e ele percebeu.

– O que houve Val? Cê tá bolada ainda por causa da Fani?

– Ah, tô sim Bê, essa garota me tira do sério, e o pior é que cada dia que passa eu fico com mais ódio ainda dela, um dia eu ainda arrebento a cara dela. — Falei muito emputecida.

– Você sabe que ela quer atenção né? Quando ela perceber que você não tá nem aí pra ela, ela vai desistir...

– Mas Bê!!!!!!!!!!!!! Você viu que foi ela que começou hoje, eu não fiz nada, tava na minha, ela que veio com aquele braço nojento esbarrar em mim — Falei rapidamente perdendo o fôlego na última palavra.

– Eu sei minha Valentinha, mas você tem que tentar se esquivar de confusão esse ano, porque 2 ano não é mole, a gente tem que enfiar a cara no livro pra tentar passar sem ficar de recuperação em 50 matérias. — Ele falou com um tom meio paternal. Olhei pra cara dele com um ponto de interrogação.

– E desde quando a gente fica de recuperação? Temos as nossas colinhas amigas, muy amigas. — Falei piscando um olho e sorrindo pra ele, ele riu e me puxou pra um abraço. Me encaixei no pescoço dele e fechei os olhos sentindo o perfume dele que nunca tinha chamado a minha atenção antes, ele beijou a minha cabeça e saímos do abraço. Acho que ele percebeu que eu tava fungando no cangote dele, ai meu deus socorro. Olhei pra ele com cara de assustada e ele me olhou com cara de que não tava entendendo nada.

– Que foi? Tá loucona? — Ele perguntou franzindo o cenho por motivo da minha cara de retardada. Eu pensei mesmo que ele tinha percebido que eu tava sentindo o cheirinho dele. Aff, que coisa imbecil.

– Que foi o que? Nada moleque, me erra. — Respondi rindo.

– Porra, aperta esse passo aí que eu to com fome maluco. — Ele riu e balançou a cabeça negativamente me olhando de rabo de olho.

Chegamos na casa dele, fui logo tirando o sapato e colocando minha mochila no hall, invado mesmo, sou dessas. Fomos a cozinha e eu ajudei ele a por a mesa, enquanto ele pegava a lasanha no freezer. Ele colocou no microondas e ia ficar pronta daqui a 14 minutos, quem aguenta 14 minutos quando se tem 5 aliens pra alimentar?

– Eu acho que eu vou morrer — Falei fazendo biquinho e olhando pro timer do microondas.

– Deixa de ser dramática, vamos ver tv enquanto não fica pronta. Ele disse me puxando pela mão e eu fui praticamente arrancada do chão deslizando por causa da meia e o chão lisinho. Eu ia cair muito feio. Típico né?

– Eu nunca vi mulher pra gostar tanto de um chão cara. — Ele falou me olhando com um sorriso no canto da boca.

– Ah cala a boca moleque, deixa de ser insuportável.

– Um insuportável que você não vive sem né?

– Além de insuportável ele é prepotente e nada humilde né? — Perguntei boquiaberta partindo pra dar um golpe de judô nele. Não deu certo. Lógico. Caímos um em cima do outro e eu bati a cabeça no chão, puta merda que dor, ele ficou por cima de mim todo desengonçado, levantando e me ajudando a levantar também, rindo pra cacete e eu quase chorando de dor.

– Você tá rindo porque não foi com você! — Falei meio puta e chorosa.

– Sem choro Valdelícia, vem cá, deixa eu dar um beijinho. — Ele veio se aproximar de mim.

– Aonde tá doendo? Aqui? — Ele colocou a mão e fez um carinho.

– Sabe que isso vai dar um galo do tamanho do maracanã né? — Ele falou rindo.

– É, eu sei, e você ri porque não foi com você, saco. — Falei fazendo biquinho.

– Para de charme e vem comer, depois a gente coloca um gelo, já que a dor tá tão sufocante assim, se bem que a gente podia dar uma passada no hospital né? Vai que você esmagou um neurônio aí — Ele falou com um tom de arrependido na última frase sabendo que ia levar um mata-leão. Fui feroz até ele imobilizando e dando uma chave de braço, ele conseguiu se soltar e me imobilizou fazendo com que nós deitássemos. Ele prendeu minhas mãos no chão e ficou em cima de mim (sexy) me olhando, e eu olhando pra ele sem muito o que fazer, só fiquei analisando e respirando ofegante e imaginando o quanto que eu queria beijá-lo.

– Vem Valentinha, vamos comer. — Ele disse se levantando e me puxando mais uma vez.

Comemos, e eu repeti umas três vezes, ele não ficou nada espantado, sabia que essa ia ser a minha reação. Ainda mais sabendo que eu AMO lasanha.

– Vai precisar de gelo? Deixa eu ver esse coco aí. — Ele disse vindo ao meu encontro e passando a mão no meu galo.

– Caralho, vai sair um dinossauro daqui HAHAHAHAHA. — Ele falou caindo na gargalhada.

– Pega um gelinho pla mim? — Pedi com carinha de gato de botas fazendo olhinho de sofrido. Ele sempre caía nessa, foi na hora pegar gelo e depois me chamou pra deitar no sofá enquanto ele segurava o gelo pra mim. Estado de ameba mode on. Enquanto ficava deitada no colo dele, ele segurava o gelo no meu galo e acariciava os meus cabelos. Não deu 5 minutos pra eu pegar no sono.

Acordei com a cabeça encharcada, o Bê acabou pegando no sono também e deixou um saco d'água na minha cabeça, que súdito mais incompetente! Mas era uma gracinha dormindo, levantei pra ir no banheiro ver o meu estado de gatinha molhada e percebi que a minha blusa também tava encharcada, puta que merda, mereço né? Tirei a blusa e fiquei de sutiã, tentando espremer a blusa na pia, eu tava muy sexy, de calça jeans, meia, cabelo totalmente molhado, blusa encharcada, nossa uma beleza. Ainda com a blusa na mão ia lá em cima no quarto do Bê pegar uma blusa dele, mas quando abri a porta dei com esse babaca que adora me dar susto.

– HÁ! TE PEGUEI DE NOVO. E você tá, tá de sutiã? — Ele falou olhando sem disfarçar pros meus peitos, com cara de criança feliz.

– Hey! Deixa de ser tarado! Eu vou lá em cima pegar uma blusa sua — Ele fez que sim com a cabeça e continuou me olhando com cara de babaca, até parece que nunca viu uma garota de sutiã...no fundo eu até gostei, ele parece ter gostado mesmo, será?

Entrei no quarto dele e peguei a blusa dele que eu mais gostava, uma daquelas lojas de blusa de palhaçada, escrito: "Deus ajuda, quem cedo" E uma cara do seu madruga, essa camisa é genial, não sei porque nunca roubei antes. Vesti e desci, tava na hora de ir pra casa, os pais dele iam chegar já já, não que eu me impostasse com a tia Martha e com o tio Zé, mas já eram quase 21h mamãe já devia estar em casa e eu tava com saudade da minha lindona.

– Vou pra casa Bê, depois a gente se fala, e obrigada por ter molhado a minha cabeça! – Ele riu e mordeu o lábio pra tirar uma pelinha, me olhando (que delícia)

– Tá, mas só sai daqui se me der um beijo e um abraço, vem cá. — Ele veio na minha direção me abraçando.

– Você é o melhor amigo do mundo sabia? — Falei olhando pra ele.

– E você é a valentinha mais dengosa que eu conheço. — Me dando um beijo na testa em seguida, sorri, foi inevitável. Era como se o abraço dele começasse a me proteger do mundo todo, eu só queria saber de ficar ali com ele.

– Tchau gatchenho — Falei chorosa.

– Tchau Valdelícia — Ele disse me levando até a porta e esperando eu entrar em casa.