Ops! Casei Com O Meu Melhor Amigo!

2 Bebidas, beijos e... Olha, um cartório!


Notas iniciais
Hey dramiones de plantão, como vão? Primeiramente eu quero agradecer MUITO, a todo mundo que comentou a fanfic. O review de cada um de vocês me deixou mega feliz e, caralho, dez reviews só no primeiro capítulo? É uma coisa boa demais pra sem verdade. Sério, sem palavras, muito obrigada! E em segundo, eu queria pedir MIL DESCULPAS por não ter atualizado a fanfic antes! Eu sei, postei ela durante as férias de julho, e venho aqui atualizar apenas em 2013, muita sacanagem né? Mas eu realmente estava enrolada com a escola e fiquei totalmente sem inspiração para vir postar aqui. Mas o que realmente importa é que eu voltei, e prometo prometidinho que não vou mais demorar assim para postar ok? Eu fiz o segundo capítulo com muito carinho, e estou dedicando ele a todas as pessoinhas lindas que leram e deixaram reviews no capítulo anterior. Espero que vocês gostem :3 Agora, finalmente, Boa Leitura! OBS 27/10/2013 - O capítulo 2 foi reescrito, porque eu mudei grande parte do enredo da história e esse capítulo e o três não condiziam com as minhas novas ideias. Espero que gostem, e em breve a fic volta a ser atualizada.

Capítulo 2 – Bebidas, beijos e... Olha, um cartório!

Draco POV

Eu estava no bar, esperando pelos copos com a minha quinta, quem sabe sexta ou até mesmo sétima dose de vodka. Sei um completo exagero para um jovem de minha idade, ou para qualquer pessoa de qualquer idade, devido aos altos riscos de passar mal e vomitar a noite inteira, ou até mesmo de entrar em coma alcoólico. Mas eu realmente não estava me importando com nada disso. Tudo o que eu queria era curtir minha primeira noite fora de Londres de uma maneira digna. Eu estava nos Estados Unidos, longe de todo aquele frio e umidade de Londres, e pra melhorar tudo, eu estava em uma balada em Las Vegas! Dançarinas com pouca roupa, muitas mesas com jogos e muito dinheiro e fichas rolando soltos por ali. Então, sim, eu não ligava se aquela seria a sétima ou até mesmo a vigésima dose de Vodka, eu iria beber e ser feliz.

O bartender estava demorando um pouco mais do que de costume, o que era bem compreensível, levando-se em conta que a casa estava completamente cheia naquela noite. Isso era uma coisa que eu entenderia perfeitamente em condições normais, é claro. Mas também é claro que eu não estava em condições normais naquele momento, e então eu comecei a me irritar com a súbita demora do bartender. Sim, quando eu estou com um alto nível de álcool no sangue, eu viro um pau no cu, fico chato pra caralho, e ninguém me aguenta.

Eu já estava pronto para xingar o bartender de alguns nomes bem feios que fariam minha mãe querer lavar minha boca com sabão, quando senti mãos delicadas em minha nuca. Virei-me de supetão, e antes mesmo que eu pudesse observar quem seria a bela dona daquelas mãos, senti lábios fartos e macios se encostando aos meus. Um choque repentino percorreu meu corpo, e os pelos dos meus braços e da minha nuca se eriçaram. Eu não tive muito tempo para pensar, e como qualquer homem com o álcool alto no sangue e com a falta de raciocínio em alta, apenas aprofundei o beijo, nem sequer me importando com quem era a garota que estava me beijando daquela maneira.

Foi um beijo que durou pelo menos uns cinco minutos, direto. E bastou uma pausa para que pudéssemos respirar, e retomamos o ato em outros muitos beijos maravilhosos, que se eu parar para contar, devem ter durado mais de vinte minutos. Sim, nós nos beijamos muito, e a essa altura do campeonato eu já começava a ficar um tanto quanto animadinho. Eu não havia parado para olhar a garota com quem eu trocava aqueles beijos extraordinários nem sequer por um segundo, muito mais concentrado em beijá-la e me sentir bem com as sensações únicas que aquele beijo me proporcionava, sensações que nenhum outro beijo havia me proporcionado na vida.

Quando finalmente meus lábios começaram a latejar, indicando que já estariam suficientemente vermelhos pelo contato com outros lábios, e o ar se fez necessário mais uma vez em meus pulmões, finalmente me separei da garota. Respirando fundo e sentindo o ar tão desejado tomar conta de meus pulmões, abri os olhos, me deparando com o rosto que eu conhecia melhor do que qualquer outro no mundo. Olhos com de âmbar me encaravam, e o sorriso que me deixava fascinado desde os meus oito anos de idade brincava nos lábios da garota que eu havia passado todo esse tempo beijando.

Minha ficha demorou um pouco a cair, mas quando finalmente caiu, e eu me dei conta do que realmente estava acontecendo, eu quis simplesmente me bater. Foi quase a sensação de estar caindo de uma altura incrível, e não ter nada nem ninguém para me salvar, uma vez que eu não merecia de maneira alguma ser salvo. Eu estava beijando a Hermione. A filha dos Granger. Minha melhor amiga desde a infância. A única garota no mundo que eu jurei para mim mesmo que nunca ia encostar um dedo com segundas intenções, apenas para não estragar nossa amizade, que era algo que eu prezava demais.

Ela continuou parada em minha frente, me olhando com um sorriso brincalhão nos lábios, que estavam extremamente vermelhos, quase beirando o roxo. Presumi que meus lábios não estavam muito diferentes, já que eu os sentia latejar de uma forma quase absurda. Nossos beijos tinham sido realmente insanos para causar tais reações.

Abri a boca, determinado a falar alguma coisa, mas nada saiu. Parecia que as palavras se encontravam presas em minha garganta. Diante da minha falta de iniciativa, Hermione se manifestou.

– Parece que tudo o que nós precisamos é uma pequena dose de álcool pra fazer algumas coisas que nunca faríamos, né? – Falou ela, as bochechas corando um pouco, me dando a incerteza de se ela estava corada por vergonha ou pela alta taxa de álcool em seu sistema. Dei de ombros.

– Realmente. Jurei pra mim mesmo que nunca ia chegar perto de você com segundas intenções, Mione. E olhe agora o que você fez, dez anos de autocontrole jogados no lixo. Espero que esteja feliz. – Falei, tentando soar sério, mas rindo ao final da frase e sendo acompanhado por ela.

– Eu não ia bem fazer isso, sabe... Todo esse lance de amizade entre a gente... Mas a raiva e o álcool misturados me levaram até você e consequentemente até a sua boca que me pareceu altamente convidativa naquele momento de acesso raivoso. – Ela falou, olhando para baixo e agora ainda mais vermelha, me dando a certeza de que estava envergonhada. Ri, me aproximando novamente dela e colocando seu rosto em minhas mãos.

– Não precisa ficar assim. Apesar de eu ter feito essa promessa estúpida te beijar foi meio que muito bom, e eu não me arrependo. E pode ficar tranquila que nossa amizade vai continuar a mesma. -–Falei. Meu cérebro lento de bêbado me fazendo raciocinar as falas dela apenas uma por vez. Franzi o cenho quando me dei conta de que ela tinha falado em acesso de raiva. – Espera, acesso de raiva por quê? Alguém te fez alguma coisa? – Perguntei, já ficando nervoso e olhando em volta, em busca de algum possível culpado por qualquer coisa que tivesse acontecido a Hermione. Ela segurou meu rosto, fazendo-me olhar para ela novamente e negando com a cabeça.

– Me fizeram alguma coisa, sim, mas ninguém que você possa encontrar aqui para dar uma surra, que eu sei que é o que você está morrendo de vontade de fazer com quem quer que tenha causado meu acesso de raiva. – Falou ela, e eu respirei fundo, focando-me nela. Mesmo bêbado e com as ideias meio bagunçadas, Hermione ainda era uma parte muito importante de minha vida e tudo o que dizia respeito a ela tomava toda a minha atenção. Me dei conta de que ela iria falar mais alguma coisa e continuei em silêncio. – Foi o Ronald, como sempre. Aquele cretino me pediu um tempo, lembra? O nariz dele que ele queria um tempo, Draco. Foi só eu colocar os pés nos Estados Unidos que ele já foi lá se esfregar na Lilá.

A raiva subiu por todo o meu corpo, e eu fiquei mais irritado do que já ficava quando estava bêbado. Saber que algo tinha causado um acesso de raiva em Hermione já fora o suficiente para me fazer ficar com raiva também. Saber que o causador dessa raiva era o Weasley aumentava ainda mais a minha própria raiva, e a crescente vontade de socá-lo que me acompanhava nos últimos tempos.

– Como você ficou sabendo disso Mione? – Perguntei, tentando controlar a raiva em minha voz enquanto me dirigia a ela. Eu não gostava de demonstrar minha raiva com ela por perto, ainda mais quando não estava em meu juízo perfeito. Temia assustá-la.

– Gina me mandou uma foto. Sei que talvez ela não devesse ter feito isso, mas penso que foi melhor assim. Pelo menos agora já sei que ele me traiu na primeira oportunidade, e que na verdade ele nunca foi merecedor do meu amor. – Ela falou, a voz começando a embargar e os olhos se enchendo de lágrima. – Não acredito que perdi seis meses da minha vida com ele.

– Hey, Mione, não chora! – Falei, aproximando-me dela e a abraçando apertado, deixando-a esconder seu rosto na curva de meu pescoço – Estamos em Las Vegas, lembra? Vamos passar um mês maravilhoso aqui, na companhia um do outro, e vamos aproveitar ao máximo que pudermos sem pensar no Weasley e nessas atitudes deploráveis dele. Ele nunca te mereceu e eu sempre soube disso. Não vamos pensar mais nisso enquanto estivermos aqui, ok? Vamos apenas nos divertir.

Ela fungou, confirmando com a cabeça.

– Álcool pode ser uma coisa maravilhosa, mas me deixa extremamente sentimental. Odeio isso. – Ela falou, enxugando os olhos.

– Quer ir pro hotel? Vou entender se você não quiser mais ficar aqui. Além do mais, chegamos hoje, ainda temos muitos dias para aproveitar as baladas e os cassinos. – Falei, olhando-a com uma atenção especial.

– Tem certeza de que não vai ficar chateado? – Perguntou ela. Neguei com a cabeça.

– Certeza absoluta. – Sorri, passando a mão pela cintura dela e colocando sobre o balcão algumas notas em dólar, para pagar o que havíamos consumido. Logo depois caminhamos em direção à porta, deixando a balada rapidamente.

Caminhamos pelas ruas de Las Vegas em silêncio. O hotel não era muito longe dali, e não haveria problema nenhum em irmos caminhando, assim pouparíamos o dinheiro do táxi.

Por grande parte do caminho me peguei pensando no que havia ocorrido na balada. Nos beijos que eu e Hermione trocamos, e em como eles me fizeram sentir bem. Estremeci apenas ao pensamento de que eles poderiam ter significado alguma coisa a mais para mim.

– Draco... Podemos parar ali naquele barzinho? Parece que não está muito cheio, e eu não estou muito a fim de ir pro hotel. Sei que se formos para lá agora eu vou deitar e chorar a noite inteira. Queria sentar e conversar um pouco, talvez beber algumas coisas a mais... – Falou, apontando para um barzinho simpático que ficava próximo a nós e que realmente não estava muito cheio. Confirmei com a cabeça.

Entramos no estabelecimento e nos sentamos em uma mesa afastada para dois. Mione suspirou, apoiando a cabeça nas mãos e respirou fundo. Eu imaginava o quão difícil toda a situação devia estar sendo para ela. Um garçom se aproximou de nós dois, oferecendo o encarte de bebidas, que ela aceitou imediatamente. Logo depois o garçom se retirou.

– Acho bom a senhorita tomar cuidado com a dose de álcool que vai ingerir em, já está levemente bêbada, não quero te ver entrando em coma alcoólico, e muito menos quero ter que ligar pros seus pais para dar esse tipo de notícia. – Falei, brincalhão e ela apenas revirou os olhos, rindo.

– Ah, Draco, por favor né. Sou uma pessoa controlada com o álcool, apesar de já estar um pouquinho alta. Mas o dia de hoje pede mais algumas doses de qualquer coisa que tenha álcool. Depois de uma noticia dessas eu preciso disso. – Ela falou, e eu concordei.

– Tá se sentindo muito mal? – Perguntei, apenas para não deixar que o assunto morresse.

– Não... Estou me sentindo mal, é claro, mas é como se uma parte de mim já esperasse isso dele, sabe? Quando ele pediu um tempo, eu quase não vi esperança de que aquilo não significasse um fim definitivo. Agora vejo que foi. – Falou ela. Eu concordei – Olha, esse drink parece tão bonito e colorido pela foto... Vamos pedir?

Seus olhos brilhavam enquanto ela me mostrava a foto de um drink típico do bar. Olhei-a, preocupado por ela já estar consideravelmente bêbada, mas no final acabei cedendo aos pedidos dela. O que aquela garota não pedia chorando que eu não fazia sorrindo? Além do mais, que mal fariam mais um ou dois drinks? Ela precisava disso. Não era como se fossemos cometer alguma besteira, certo?

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Saímos do barzinho quando já eram quase quatro horas da manhã. Eu e Hermione estávamos ainda mais tontos e idiotas do que estávamos na balada, com mais quatro doses de drinks extremamente coloridos e açucarados, sem falar em cheios de álcool, em nosso organismo. Dizem que os coloridos e docinhos são os piores pra te deixar doidão.

– Vem Draco, se não você vai perder a corrida seu mané. – Mione gritava com a voz meio mole, rindo e correndo pelas ruas agora desertas de Las Vegas, com as sandálias de salto fino nas mãos, e um sorriso tão grande que eu nunca havia visto em seu rosto. Sorri junto apenas pela alegria de bêbada dela que já me contagiava. – Vem, ou então não vou mais te beijar. Nunca mais.

Ah, é. Apesar de eu estar criticamente bêbado agora, e já estar vendo estrelinhas e hipopótamos voadores por aí, eu ainda me lembrava da sessão amasso que eu tive com Hermione no bar. Foi uma coisa meio sem explicação, em um momento estávamos conversando e rindo de qualquer coisa idiota que ela havia falado, e no segundo seguinte estávamos quase nos engolindo. Foi meio surreal. Creio que isso só aconteceu por estarmos completamente bêbados. Em situações normais eu não teria beijado ela novamente. Já bastou uma vez mais cedo pra eu me sentir bem culpado.

Comecei a correr em sua direção, meio inseguro pelos passos cambaleantes, resultado da bebida, e não demorei muito para alcança-la. Assim que o fiz, fui recompensado por um beijo rápido, mas muito bom, assim como os outros que havíamos dado naquele dia.

– Parece que você superou rápido o lance do Ronald, em? – Falei, segurando firme em sua cintura, enquanto ela ria muito, passando os braços por meus ombros.

– Sinceramente? Superar eu não superei. A gente ficou junto por um tempão e tem toda aquela história, mas já que ele deu pra trás comigo, não tem porque eu ficar me prendendo a ele, certo? – Ela falou, e eu concordei, procurando seus lábios e dando inicio a mais um beijo, que durou uns belos cinco minutos, e só foi parado porque meus pulmões, e provavelmente os dela, imploravam por ar. – Eu não sei por que eu demorei tanto tempo pra te beijar. Foi uma das melhores coisas que eu já fiz na minha vida, de verdade.

Sorri sincero para ela, apreciando suas palavras. Tenho certeza de que em circunstâncias normais, não falaríamos esse tipo de coisa um pro outro, em prol da nossa amizade, que era a coisa que eu mais prezava no mundo. Mas naquele momento eu estava pouco me fodendo pra tudo. Eu só esperava que essa noite não tivesse efeitos negativos na nossa convivência do dia seguinte em diante.

– É também foi uma das melhores coisas que eu já fiz. Acho que fomos burros de adiar o momento por tanto tempo. Porque eu vou admitir, Mione, eu quero fazer isso há tanto, mas tanto tempo, que eu já perdi as contas inclusive. – Falei, e ela sorriu ainda mais do que achei que seria possível. Uma sensação estranha tomou conta do meu estômago apenas por ver a expressão feliz no rosto de Mione, e eu sinceramente preferia não pensar no que é que aquilo significava. Ela aproximou o rosto do meu e me deu um selinho rápido, logo depois pegando minhas mãos e me puxando, para voltarmos a andar pelas ruas, agora vazias, de Las Vegas.

– Vem, vamos voltar pro hotel, Sr. Malfoy. – Ela falou com um sorriso fofo ainda brincando em seus lábios. – Já ficamos tempo demais na rua por hoje, e eu realmente preciso dormir.

Apenas concordei com a cabeça, sorrindo, e passei meu braço por seus ombros, sentindo ela fazer o mesmo, com o braço em meu quadril. Caminhamos em silêncio pelas ruas bem iluminadas, mas desertas. Passei a olhar os estabelecimentos e construções que nos cercavam enquanto andávamos, e me perdi em pensamentos, quando de repente Hermione parou bruscamente, apertando minha mão. Olhei para ela assustado, já em alerta para a suspeita de que algo estaria acontecendo. Mas o que eu encontrei foi uma Hermione que sorria mais do que achei que seria possível, e encarava um prédio extremamente brilhante, cheio de luzinhas de natal e alguns enfeites chamativos demais, como corações e nuvens em alto relevo. Arqueei as sobrancelhas.

– Algum motivo especial pra termos parado em frente a esse prédio um pouco... Enfeitado demais, Mione? – Perguntei. Ela me olhou finalmente, ainda com o sorriso grande demais que já começava a me assustar.

– Você já pensou em fazer alguma loucura na sua vida? Tipo, ir contra tudo e todos, fazer alguma coisa grande e que chocaria muita gente, sem pensar nas consequências do seu ato? – Ela perguntou, e eu balancei a cabeça afirmativamente.

– Eu pensava nisso sempre, pra ser sincero. Namorar a Pansy foi um desses atos de coragem que você classifica como loucura. Meus pais ficavam chocados comigo todos os dias por eu ter arrumado uma namorada tão... Diferente cultural e socialmente. – Falei, e Hermione riu, dando um tapa no meu ombro.

– Eu to falando sério, idiota. – Ela falou, gargalhando, e eu ri junto com ela – Se bem que eu concordo com os seus pais. A Pansy foi golpe baixo com a sua própria integridade moral.

Fiz cara de chocado, levando as mãos até o peito, como se estivesse ofendido.

– Ouch! Essa doeu, mesmo eu sabendo que é a mais pura verdade. – Falei, e o riso de Hermione continuou mais discreto dessa vez, até se transformar apenas em um sorriso.

– Agora sério, você já pensou nisso? – Perguntou, olhando no fundo dos meus olhos, e por um momento eu me perdi naquele mar âmbar que eram seus olhos.

– Muitas vezes... Acho que todo mundo pensa em fazer uma loucura na vida de vez em quando. A normalidade é chata quando vem em excesso. – Ele falou, e ela concordou – Mas depende de que tipo de loucura você tá falando.

Ela me olhou travessa, enquanto segurava mais firme em minhas mãos, e olhava novamente para o prédio.

– Eu passei boa parte da nossa aventura essa noite pensando em maneiras de me vingar do Ronald. Eu acabei me revoltando demais com ele, e um pouco com a vida em geral. Eu sempre fui ingênua demais, eu nunca me arrisquei, sempre fui a menina exemplo, que nunca enxergava a maldade nas pessoas. Acho que o Ronald já está de rolo com a Lilá há muito tempo, e só eu que nunca vi isso, apesar de muitas pessoas terem tentado me dar um toque. – Ela fez uma pausa e suspirou, mas logo voltou a falar – Acho que apenas de ter ficado com você essa noite já foi uma vingança e tanto contra ele. Fala sério, é você, Draco Malfoy, meu melhor amigo que desperta ciúmes quase absurdos no Rony. Mas apesar disso ainda não tá bom pra mim. Eu quero mais. Muito, muito mais. Não apenas pra me vingar do Rony, mas pra me sentir um pouco rebelde por um momento na minha vida, e não fazer só o que as pessoas esperam de mim. E fala sério Draco, estamos em Las Vegas. Se tem um lugar em todo o mundo onde podemos realmente ousar, é aqui. E sendo assim acho que devemos ousar.

Fiquei olhando para ela admirado após seu discurso. Essa era uma das coisas que eu nunca esperei ouvir da boca dela, uma vez que ela sempre foi o tipo de garota exemplo, como ela mesma falou, dedicada a tudo ao extremo, totalmente desaprovadora à maioria das coisas erradas e desonestas que eu fazia. Que fazia tudo o que os pais queriam e esperavam dela sem mesmo eles pedirem.

– O que você ta querendo dizer com “devemos ousar”? – Perguntei, um pouco confuso. O discurso dela havia sido grande, e meu cérebro de bêbado estava muito, mas muito lento.

– Olha bem pro prédio, Drago. Leia a placa, e depois tire suas próprias conclusões sobre que tipo de loucura devemos fazer. – Ela falou, e pela primeira vez eu me vi analisando o prédio com mais atenção. Meus olhos se arregalaram e minha boca caiu aberta assim que me dei conta do que realmente era aquele prédio.

– Cartório 24h. Mione, você ta falando que a gente devia... Que eu e você... Que nós dois... Meu Deus, você ficou maluca Hermione? Nós temos só dezoito anos, ainda somos menores de idade pra muita coisa nesse país! – Falei, desesperado por um momento e assustado pela proposta que se escondia nas entrelinhas da fala dela. Ela tava mesmo falando que a gente devia...

– Sim, Draco. Pensa, somos melhores amigos, estamos em Las Vegas sozinhos, e pra esse tipo de coisa, sim, nós somos maiores de idade. Se você quer fazer uma loucura das grandes na sua vida, aí está a chance! Las Vegas é a cidade da loucura. E outra, a gente não tem nada a perder. – Falou, como se aquilo fosse a coisa mais sensata do mundo. Eu podia estar bêbado, talvez um pouco menos que ela, todavia, mas eu sabia que aquilo era de fato loucura.

– Mione, meu amor, você tá falando de casamento! Pode ser um cassino 24h daqueles que dão licença de casamento em vinte minutos, e tem aquelas cerimônias um tanto quanto cafonas realizadas por caras vestidos de Elvis Presley, ou de Cupido, mas ainda assim é um casamento de verdade, e legalizado! – Eu falei – Tem noção do que nossos pais fariam se descobrissem uma coisa dessas? Eles iam no mínimo nos deserdar. E nos matar. Talvez até castigo eterno, e adeus dinheiro pra pagar a faculdade.

Mione revirou os olhos diante do meu crescente desespero, e eu fiquei ainda mais indignado. Será que eu era o único que via a loucura ali?

– A gente pode fazer isso Draco, e você sabe. Acho que pros nossos pais, nos ver casados, nem vai ser o maior problema de todos. Perco as contas de quantas vezes minha mãe tentou me empurrar pra cima de você, e eu sei que sua mãe faz a mesma coisa. – Ela falou, e eu estava pronto para protestar mais uma vez e arrastá-la para o hotel comigo e coloca-la debaixo de uma ducha de água bem fria pra ver se ela acordava e recuperava o juízo, quando ela continuou falando – E esse lance de ser um casamento legalizado, todo mundo sabe que é meu querido, não seja estúpido. Mas por ser feito em um cartório 24h, onde todos sabem que a maioria dos frequentadores estão bêbados e coisa e tal, é mais fácil de se anular. Já escutei tio Snape falando sobre isso.

– Mione, mesmo assim, eu não acho que... – Fui cortado mais uma vez por ela, que parecia ter a missão de me convencer de que aquilo não estaria sendo suicídio. Não que eu ligasse de me casar com ela, claro que não. Nós até tínhamos um pacto estranho, desde que nos conhecemos, de que se nós chegássemos aos trinta anos de idade e não estivéssemos casados ainda, nós nos casaríamos e seriamos um lindo casal. Mas isso só quando nós fossemos mais velhos. Eu nunca tinha pensado em me casar com a minha melhor amiga, aos 18 anos e em um cassino 24h de Las Vegas!

– Você não quer se vingar do Ronald pelo que ele fez comigo? Então, uma surra resolveria momentaneamente, mas Draco, um casamento seria uma humilhação sem descrição para ele. – Ela falou, e por um momento eu parei para pensar que aquilo era verdade. O Weasley tinha pisado na bola com a Mione, e tinha pisado muito feio. A raiva começou a subir para minha cabeça novamente, e os meus pensamentos começaram a se tornar confusos. – E outra, eu prometo que isso só vai durar até ele ficar bem puto da vida, e a gente falar que era tudo uma brincadeirinha de mal gosto pra ele aprender a não mexer comigo. Logo depois a gente pode anular esse negocio. Eu ligo pro tio Snape e em cinco minutos ele resolve, e aí voltamos a ser apenas a Mione e o Draco de sempre. – Ela falou, e eu continuei pensativo, de repente mudando o rumo dos meus pensamentos.

Ela falou que queria cometer uma loucura, certo? E que loucura seria maior do que aquela que ela estava propondo? Nenhuma! Antes que eu tivesse mais tempo para ponderar os prós e contras (não que eu realmente estivesse pensando direito nas coisas, eu ainda estava bem bêbado), puxei a mão dela, e caminhei em direção ao prédio que tinha prendido nossa atenção por todo esse tempo.

– Vem, antes que eu mude de ideia sobre esse negocio. – Falei, e ela apenas sorriu de orelha a orelha, entrelaçando os dedos aos meus e saltitando para dentro do Cartório.

Eu sinceramente não queria nem pensar no que tudo isso ia dar no dia seguinte. Apenas entrei naquele cartório com Mione agarrada a mim, e fui recebido por um sósia do Elvis. Eu tinha a sensação de que nós dois estaríamos completamente fodidos depois dessa noite, que diga-se de passagem era apenas a primeira de uma viagem de um mês e meio. Mas tentei afastar todos os pensamentos e me focar naquela loucura. É o que todos dizem, “What happens in Vegas, stay in Vegas”... Pelo menos é o que eu realmente espero que aconteça.

Notas finais
E então, gostaram? Espero que sim! Prometo não demorar com o próximo! Aqui vai um agradecimento especial para ThiffaneL, Natynhaa, Ilone_10, Priscilla, Mary Lira, Julia Venturi, Kamoon (obrigada pelo review perfeito que você deixou na fic), Chanandler Bong, DraMione e RockyStocky, que deixaram os reviews que me incentivaram a continuar a fanfic, e também agradecimentos especias para Luana Gabriela e Rafaela Black Lestrange que favoritaram a fanfic! Obrigada gente, de verdade! Bom, é isso, vou parar de falar agora shauhsuah Beijos e até o próximo capítulo :*