Opposites
10 Capítulo 10
Lembro de ter recuperado a consciência e aberto as pálpebras lentamente, estava deitado, olhava para o teto branco com um ventilador pendurado no teto, não sentia minhas pernas e meu corpo inteiro doía, assim que acordei não tinha lembranças do que ocorrera, mas depois de pouco tempo lembrei do incidente que me ocorrera.
–Finalmente você acordou...
Suspirou uma voz abafada, Marshall apareceu no meu campo de visão limitado, e segurou meus ombros me ajudando a sentar na maca, na qual ele estava sentado também.
–Acho que você vai querer saber o que aconteceu...
Assenti com a cabeça.
–Bem... você se meteu no meio da nossa briga, e aí alguém atirou uma faca em você, nós não fazemos a mínima ideia de onde ela saiu, e muito menos quem a atirou, a faca passou cortando sua garganta, por sorte não atravessou, mas como sabe um corte na garganta pode te matar facilmente, mas o Menta foi rápido e chamou os paramédicos e como você é feito de chiclete foi fácil para eles impedir que você morresse, mas... teve um pequeno problema...
“Qual foi o problema?”
Tentei dizer, mas a única coisa que saiu da minha boca foi um monte de ar sem nenhum som articulado, tentei falar de novo, mas minha voz não saia da minha garganta, logo entendi o problema.
–É Gum, você está sem voz temporariamente.
Senti um aperto no coração, será que aquilo foi proposital, ou a intenção era me matar?
Tentava desesperadamente pronunciar alguma coisa, o que fosse, mas eu ansiava por ouvir minha voz, só saiam da minha boca alguns gemidos, eu não entendia como eu não conseguia formar palavras mas conseguia gemer.
Talvez fosse proposital me deixar sem fala, tudo era baseado no “talvez”.
Marshall me silenciou completamente inclinando-se na maca e selando meus lábios aos seus em um selinho suave, demos mais dois, três e quatro selinhos até que ele voltasse a sentar.
–É inútil tentar falar Gumball, e aconselho que não tente esforçar sua voz.
“Tudo bem Marshall”
–Outra coisa Gumball, temos uma lista de suspeitos, pessoas do Reino Doce, e da Noitosfera, pessoas que estiveram próximas de você os últimos dias, e são, O mordomo Menta, Fionna, a enfermeira Bolo Fofo, o doutor Sorvete, Canelinha, Várias pessoas da festa de aniversario, Hunssietta, Simone, Ethan, alguns servos demônios...
Ele fez uma breve pausa antes de dizer o ultimo nome, como se doesse dentro dele aceitar aquele nome na lista de suspeitos.
–e por ultimo eu.
“Você?! Você nunca me mataria Marshall”
Inclinei-me tocando o rosto gelado dele.
–Nossa primeira iniciativa para descobrir quem esta tentando te matar foi baseada na teoria de que as tentativas de assassinatos estão acontecendo em intervalos regulares de vinte e duas horas aproximadamente, por isso iremos trancar todos os suspeitos e você no seu quarto já que ele é grande o suficiente para vinte pessoas, e chegaremos a conclusão de que, se o culpado estiver entre as pessoas que estarão no quarto durante as vinte e duas vai tentar te matar no sigilo aí vamos saber porque vai ter apenas nós suspeitos no quarto, ou seja, o culpado tem que estar entre as pessoas trancadas junto com você, é perigoso, mas vai dar certo.
“Entendi”
–Gum, eu... acho que deveríamos assumir nosso relacionamento...
Ele disse se inclinando na maca, ficando de quatro e com o rosto bem próximo do meu.
Enrubesci, era verdade eu amava o Marshall e ele aparentemente também me amava, eu queria ficar junto dele a todo minuto e não o tirava da cabeça, já tivemos muitos beijos e alguns “quases”, mas eu temia a reação das outras pessoas diante disso, o príncipe do Reino Doce e o sucessor da Noitosfera, isso seria um grande choque, mas isso não importava, queria apenas ficar ao lado dele.
Assenti com a cabeça.
–Quer namorar comigo rosado?
Ele sorriu, fazendo meu coração pular de felicidade, acho que a resposta não deveria ser respondida com palavras até porque eu não podia falar, e sim deixar os lábios falarem por mim.
Puxei a gola do casaco cinza dele e selei nossos lábios, as línguas invadiram cada uma a cavidade do outro, se entrelaçando magicamente, ele tinha os braços apoiados na parede em que eu me encostava, e eu torcia os fios negros do cabelos dele em meus dedos.
–Gumball, nós reunimos todos os suspeitos, só faltam vocês...
Era a voz de Fionna que havia entrado na enfermaria, e nos flagrado.
Me afastei lentamente de Marshall sem muita preocupação, e encaramos juntos Fionna e Ethan, ela estava boquiaberta, e havia soltado, deixando cair no chão a pasta que carregava, ela parecia realmente surpresa e frustrada, Ethan tinha um sorriso estampado em seu rosto, e tinha os braços cruzados sob o peito.
–Ah sim Fionna, já estávamos indo
Marshall levantou e segurou minha mão, me puxando para junto deles, ao chegar na frente de Fionna, apanhou a pasta e colocou na mão da garota imóvel, depois saiu da enfermaria acompanhado de mim e Ethan, deixando a pobre e surpresa Fionna plantada boquiaberta na entrada da enfermaria.
–Finalmente vocês se desenrolaram não é?
Ethan andava pelos corredores com as mãos atrás da cabeça, rindo como um idiota.
–Sim ,nós estamos namorando
Marshall sorria como nunca sorrira antes, Ethan ria debochadamente e eu apenas apertava a mão gélida do meu Marshall.
Fionna apareceu, ou melhor se jogou na nossa frente.
–O QUE FOI AQUILO?
–Isso mesmo que viu, eu e o Gum estamos namorando
–Mas... mas Gum, você é...Marshall você... vocês...
–Sim Fionna.
Marshall a ignorou e seguiu até onde um monte de gente se amontoava em frente ao meu quarto, tinham vinte pessoas como Marshall dissera, os me verem, todos pararam a baderna e se calaram, abrindo espaço para que eu entrasse primeiro no quarto, o fiz e esperei que os dois guardas gritassem o nome de alguém na lista que eles traziam nas mãos e a pessoa chamada entrasse no quarto e se acomodasse em um canto qualquer do quarto, até que todos os suspeitos estivessem dentro do quarto, depois disso, os guardas fecharam a grande porta do meu quarto e se ouviu um ruído de quando a chave é girada, nos trancando ali.
“A pessoa que esta querendo me matar está aqui”
Estava assustado, muito assustado, mas a mão de Marshall junto a minha me acalmava um pouco os nervos, mesmo que eu soubesse que aquelas próximas vinte e duas horas seriam de total tensão.
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