Opposites
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Nekoos, me perdoem a demora T^T
Eu estou realmente muito atarefada, mas eu juro que irei terminar essa historia
(Pov Gumball)
Eu já havia me levantado cedo como de costume, estava na pequena cozinha da casa de Marshall. "Idiota, não tem nada que eu possa cozinhar aqui?" Estava agachado de frente a geladeira velha, estava quase vazia, me perguntava como ele tomava café todos os dias naquela bagunça. Empurrei todos as embalagens de salgados, restos de maçãs, latas de refrigerante entre outras porcarias de cima da mesa, talvez preparar alguns sanduiches não seria má coisa.O barulho que eu fazia já devia tê-lo acordado. "Preguiçoso..." Involuntariamente um pequeno sorriso desenhou-se em meu rosto. Suspirei e passei a mão nos cachos rosados completamente desgrenhados, Eu estava usando apenas uma de suas camisetas negras, que me batiam na metade das coxas, por ele ser mais alto que eu, e uma box por baixo. Um arrepio balançou meu corpo, Marshall aparecera atrás de mim mordendo o lóbulo de minha orelha.–Bom dia... Ele sussurrou me derrubando no chão da cozinha, me prendia a cintura envolvidamente com os braços fortes.–M-Me solte... Gemi enquanto ele beijava meu pescoço.–Marshall! Berrei e o empurrei me levantando, o doce som de sua risada abafada enchia meus ouvidos.-Tem que parar de me agarrar assim sem mais nem menos. Cruzei os braços torcendo para não estar corado.–Não tenho culpa se você fica terrivelmente gostoso vestido assim. Deu-me um selinho.-Por falar nisso vamos nos vestir, senão vamos pegar um resfriado Respondi ao ver que ele estava de calças, mas sem camisa. Terminamos o café da manhã, admito que eu sempre prestava muita atenção em como ele se alimentava, quando pegava a maçã e fincava seus dentes nela, instantaneamente a cor vermelho sangue era substituída por cinza, como se a cor fosse sugada por ele, mais tarde descobri que isso realmente acontecia. Nós dirigimos para o quarto e nos vestimos devidamente, Marshall vestiu uma roupa comum, eu tive que usar algo mais formal, infelizmente eu tinha que voltar ao palácio e fazer meus deveres. Levamos em media 30 minutos para chegar, eu vinha de mãos dadas com Marshall, mas insistia em soltá-la quando alguém estava por perto. Aquilo aparentemente aborrecia Marshall, mas meu lado tímido me fazia querer esconder nosso relacionamento das outras pessoas. "Estou sendo hipócrita?" Lembrei de ter pensado certa vez que poderia gritar que eu estava saindo com ele. "Por que na hora H eu sempre amarelo?" Fiquei com raiva de mim mesmo. Raiva não, ódio. Assim que cheguei no palácio dei de cara com o Mordomo Menta, ele questionava inquieto onde eu passara a noite e o que estava fazendo. Inventei uma serie de desculpas esfarrapadas sem nenhuma ligação lógica, mas pelo menos pareci o convencer. Eu e Marshall ainda tivemos que esbarrar em Fionna e Ethan. Marshall desenhou em seu rosto a pior expressão de "Você brincou com fogo, agora aguente as queimaduras" que conseguiu para Ethan, o mesmo que sempre insistia em chamá-lo de "Lee", e se dirigir a ele com toda a doçura do mundo, eles discutiram um pouco, Ethan colocando toda a culpa na bebida, o pior é que ambos sabíamos que isso era a mais pura verdade. Quando Fionna finalmente conseguiu acalmar o clima, combinou uma "noite de filmes" na casa da árvore.–Nós não vamos Marshall disse friamente me assustando. Eu não estava afim de ir, mas talvez quebrasse aquele clima de tensão entre os dois.–Sim nós vamos Rebati o fazendo me fuzilar com o olhar.–Cheguem de oito da noite Fionna parecia realmente animada com aquilo, concordei. Me despedi de Marshall e me dirigi ao escritório, quase morri de depressão ao ver todos ao papéis que me aguardavam em cima da minha mesa, Menta sorria alegremente, aquilo me tomaria muito tempo com certeza.–Tem apenas isso hoje? Perguntei sentando na cadeira e começando a preencher todos aqueles papéis.–Senhor, hoje tem a visita ao Orfanato, o senhor está esquecido? Dei-me conta naquele momento, eu esquecera completamente da visita trimestral que eu fazia ao Orfanato. Como eu pude esquecer algo tão importante? Talvez Marshall tomasse muito meu tempo e meus pensamentos. Passei no mínimo duas horas naquilo, apressando o máximo que podia, não via a hora de terminar e me dedicar ao Orfanato. Era um pouco mais de meio dia quando deixei o palácio e entrei na minha carruagem, rumo ao Orfanato. Assim que cheguei, meus olhos encontraram uma diversidade de crianças que brincavam no jardim da frente, algumas delas pararam o que faziam para me olhar, vi em seus olhos certa admiração, talvez curiosidade. Não sei bem explicar, mas eu amava ir aquele lugar. A Senhora Cheesecake veio ao meu encontro, continuava a mesma de sempre, estatura baixa, pele azulada e cabelos brancos com a aparência gelatinosa, recoberto com granulado colorido.–Como è bom revelo príncipe Ela fez uma reverência, inclinei a cabeça com outra reverência e sorri.
–È ótimo revela também. Entramos no Orfanato repleto de criança e adolescentes. A senhora me conduziu até a biblioteca onde um grupo de crianças me aguardava, estavam todas animadas sentadas em círculo, sentei cuidadosamente no centro do círculo vivo. Me sentia realmente feliz, elas riam docemente e me perguntavam várias coisas aleatoriamente, eu sempre me sentia muito bem quando ia ali, sempre me arrancavam sorrisos e risadas. Interagir com todas elas me tirava de qualquer depressão ou desânimo. Observei que haviam alguns adolescentes na sala, o brilho dos olhos da maioria deles não se perdera com o tempo, eu sabia que também foram aquelas mesmas crianças revigorantes, e que continuavam assim, porém com os traços que marcam toda a adolescência. Mas havia um pequeno grupo, com mais ou menos cinco garotos, que possuíam olhos sem nenhum tipo de brilho, e sim pareciam mergulhados em algo sombrio, eles me encaravam e cochichavam uns com os outros algo que não fui capaz de ouvir. Os ignorei e continuei contando histórias, e rindo com aquelas crianças adoráveis.–Você tem namorada? Uma menina perguntou, me pegando desprevenido.–Tenho sim um... UMA namorada "Essa foi quase..."–Ela é bonita?–C-Claro, ela è linda... Ri falsamente passando a mão na nuca, por algum motivo eu tentava imaginar uma versão feminina Marshall.–Qual o nome? Ela hesitou. E eu Hesitei ainda mais.–O nome dela... è... O nome dela... Fui salvo quando o sinal tocou e todos eles desfizeram o círculo e saíram em disparada se despedindo apressadamente. Suspirei aliviado. Conversei um pouco com a Sra. Cheesecake sobre os investimentos que faríamos nos próximos meses e me despedi. Eram sete e meia da noite. Eu havia combinado de esperar Marshall na frente do Orfanato. Sai pela porta lateral do Orfanato, caminhei por um beco que ficava ao lado. O mesmo grupo de homens que me encarava mais cedo na biblioteca vinha na direção oposta da minha, eu só me dei conta do que aconteceria comigo quando passamos lado a lado, eles me jogaram no chão sujo e começaram a desferir chutes e socos violentos por todo o meu corpo, por mais que eu tentasse fugir o maior deles me empurrava de novo no chão.–Podemos matá-lo? Perguntou um deles socando meu rosto.–Não, eles nos proibiram, a ordem è espancá-lo. “Eles?”Meu corpo estava estirado no chão, sem capacidade de movimento algum, quando eles pararam de me bater, eu estava consciente, mas meus esforços para fugir foram todos em vão. –Ei, vejam como ele è gostoso Um deles colocou o pé nojento em uma das minhas nádegas me virando de barriga para baixo, ouvi os murmúrios excitados dos mesmos me examinando.–Será que podemos?–Eles nem vão perceber Ou risos nojentos deles e o som de zípers abrindo,encheram meus ouvidos, eu sabia o que teria a seguir, eu não podia suportar, preferia morrer a sofrer tal humilhação. Abri a boca para morder a língua, mesmo sem tempo para pensar direito estava convicto que eu deveria morrer ali, mas antes de fazê-lo ouvi a voz que eu mais queria ouvir naquele momento.Marshall Eu não podia ver quem estava ganhando, mas o som de socos, dos corpos caindo e se levantando, me assustava. Mas eu apenas torcia para que Marshall ganhasse, e eu acreditava cegamente nele. Fez — se um breve e atordoante silêncio. Marshall apareceu em meu campo de visão, os olhos me fitavam com dó. Ele passou as mãos em meus joelhos e minha cintura elevando meu corpo e colando junto ao dele. Ele perguntou várias vezes se eu estava bem, respondi que sim mesmo sendo mentira.–Vamos para a casa da árvore, Fionna deve ter primeiros socorros. Ele caminhava comigo em seus braços no escuro da noite fria. Ele sempre estava comigo, não era à primeira vez que ele me salvava, ele sempre estava, ou melhor, sempre esteve me protegendo de corpo e alma. Passei os braços ao redor do pescoço dele, eu prometi a mim mesmo que assumiria meu relacionamento com o herdeiro da Noitosfera.–Marshall, você esta sangrando... Disse tocando o seu queixo.–Esse sangue não è meu Gumball
Notas finais
Não esqueçam de comentar! :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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