Opostos contudo Complementares
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Davi finalmente tinha voltado, eu mal consigo acredita que ele estava novamente aqui em São Francisco. Eu o agarrei assim que o vi parado me esperando no final da aula, foi uma surpresa e tanto, pois eu o esperava que ele chegasse na parte da noite ou no outro dia. Mais foi uma surpresa maravilhosa, o que não foi nada agradável foi chegar em casa no maior amasso e me deparar com minha irmã deitada na cama do meu namorado apenas de lingerie, o que aquela garota tinha na cabeça? Se o Davi não tivesse me segurado eu tinha avançado sobre ela, ainda mais depois dela me chama de Pirralha sendo que a única que estava agindo de forma mimada aqui era ela, que não aceitava o fato de que Davi me quer.
Passamos uma tarde simplesmente maravilhosa juntos, eu sentia tanta falta de ter ele assim pertinho de mim, o que mais me agradou foi que ele decidiu contar para dad sobre a gente, ele estava dando um prova importante de que realmente queria um relacionamento comigo, eu sabia que ele me amava, eu sentia nos gestos dele comigo, ele apenas tinha que se dar conta disso.
Quando mom chegou fomos conversar com ela, que ficou feliz por mim e disse que falaria com dad, caso ele implicasse o que dizendo ela dúvida, ele poderia ficar com ciúmes, contudo ela acreditava que ele aceitaria bem, assim eu esperava. O tempo parecia ter parado quando Davi saiu da sala com dad, e eu ficava ansiosa a cada minuto, Manuela chegou nesse meio tempo, não sabia onde ela tinha ido e sinceramente não me importava. Quando Davi voltou pra sala acompanhado por dad olhei pra ele e quando o vi sorrindo fiquei mais aliviada, dad tinha aceitado.
Agora era a minha vez de conversar com ele. Quando entrei no seu escritório ele fechou a porta atrás da gente.
– Davi conversou comigo Peanust. – ele disse assim que sentamos no sofá. – Você tem certeza que é isso que você quer?
– Eu amo ele dad.
– Eu tinha percebido, que você tinha sentimentos por ele. Mais você tem certeza.
– Tenho dad, eu não saberia descrever pra você tudo o que ele me faz sentir. Eu realmente amo ele, é completamente diferente dos meus outros relacionamentos, com ele eu me sinto realmente completa, apesar das nossas personalidades diferentes. Somos como você e a mom. – eu disse sorrindo, porque era a mais pura verdade.
– Você o ama, mais ele te ama Megan?
– Ama. – afirmei prontamente. – Ele apenas não se deu conta disso ainda.
– Como você pode ter certeza querida? E mesmo que tenha você esta disposta a esperar?
– Eu tenho dad, pela forma como ele me trata, a forma como ele se preocupa comigo e só dele ter esperado você chegar aqui para falar com você é mais uma prova disso. Ele não faria isso se não levasse a sério o que nós temos. – eu falei verdadeiramente. – E eu vou esperar, porque eu sei que por ele vale apena, ele vai se dar conta que me ama como eu amo ele. – e para minha surpresa eu o vi sorri pra mim.
– Você cresceu Peanuts e se tornou uma mulher tão obstinada quando a sua mãe. – eu sorri pela comparação. – Sou muito orgulhoso de ter uma filha como você. – eu dei um suave aperto na sua mão. – Vou apenas torcer para que ele perceba logo que te ama! E se de conta da mulher maravilhosa que ele teve a sorte de conquista.
Fiquei emocionada pelas palavras dele e o abracei apertado.
– Obrigada dad.
– Pelo que você está me agradecendo?
– Por não ser contra a minha relação com Davi. Por aceitar que eu cresci e posso fazer as minhas escolhas. Por estar aqui agora tendo essa conversa comigo e se preocupar.
– Não precisa agradecer querida, eu sou seu pai, faz parte do pacote me preocupar. – disse piscando e me fazendo rir.
– Dad?
– Sim Peanuts.
– Tudo bem se eu mudar o Davi de quarto.
– Megan..
– Sério dad, só vou colocar ele no quarto de hospedes de fica no terceiro andar. – ele suspirou, eu sabia que ele não tinha creditado nem por um segundo que Davi dormiria no quarto de hospedes, mais até parece que eu o deixaria dormir sozinho, ainda mais depois daquela cena de hoje a tarde, contudo eu não iria contar pra ele o que Manu tinha aprontado.
– Tudo bem Megan. Mais juízo, por favor. – disse me fazendo sorri. — Agora vamos voltar pra sala que todos estão nos esperando para jantar.
Voltamos pra sala lado a lado e quando eu vi Davi eu simplesmente me sentei no colo dele o abraçando, agora não precisávamos esconder mais, ele rapidamente enlaçou minha cintura. Mom olhou pra gente sorrindo, Dorothy também parecia contente por mim, Brian tinha parado de meditar, desde o momento que Davi e dad tinha se retirado da sala eu tinha pedido a ele para mentalizar coisas boas para dar tudo certo, e realmente deu. Manu era a única que nos olhava completamente irritada, mais para o bem dela era melhor se manter bem longe do meu namorado, era tão bom poder falar isso. Meu namorado!
O jantar transcorreu bem, tirando os olhares que Manu lançava pra mim, parecia querer me explodir coitada, acho que ela pensou que o dad seria contra minha relação com Davi, se deu mal.
Depois do jantar dad se retirou para poder conversar com Brian e eu chamei Davi para subir.
– Você tem que tirar suas coisas do quarto. – ele franziu o cenho.
– Porque?
– Porque eu estou mudando você para o quarto no mesmo andar que o meu. – respondi piscando pra ele, que me retribuiu com um sorriso.
– Não que eu esteja reclamando, mais posso saber o motivo dessa mudança. – rolei os olhos, ele sabia muito que eu não o deixaria dormindo sozinho, não depois do que a doida da minha irmã tinha aprontado hoje.
– Porque ficará muito mais fácil para você ir pro meu quarto. – disse piscando enquanto lhe dava um selinho.
Entramos no quarto só pra ele poder pegar a mala e mochila dele e seguimos para o terceiro andar, abri a porta do quarto vazio, não era muito diferente do que ele estava antes, o que mudava apenas era a decoração. Davi olhou em volta e colocou a mala sobre a cama.
– O que o seu pai queria falar com você? – suspirei.
– Perguntar se eu tenho certeza sobre meus sentimentos.
– E o que você disse? – olhei pra ele, que tinha olhar um pouco ansioso e sorri. Me sentei no colo dele.
– A verdade, que eu amo você. – disse olhando nos olhos dele e ele suspirou baixinho, me apertando um pouco. Eu sabia que ele me amava também, apesar de doer um pouco quando eu dizia e ele não falava nada, eu esperaria ele se dar conta disso.
Aproximei meu rosto do dele, e suguei seu lábio, ele fechou os olhos, sorri e comecei um beijo calmo e aos poucos fui aprofundando o beijo. Senti a língua dele enroscando na minha com urgência, sua mão que estava na minha cintura começou a passear pelo meu corpo, me senti sendo erguida no colo e descolei nossos lábios.
– O que você está fazendo?
– Vamos para seu quarto. – ele disse me levando no colo, quando chegamos ao meu quarto que agora seria nosso quarto, ele fechou a porta sem me soltar.
Depois me deitou na cama ficando sobre mim, juntando nossas bocas novamente, enquanto suas mãos me tocavam em todos os lugares possíveis, logo o senti tirando o meu vestido, ergui os braços o ajudando. Eu rapidamente o livrei das roupas dele também o deixando apenas com a boxer branca.
Ele ficou ao meu lado e voltou a me beijar, senti sua mão deslizando pelo meu corpo até atingir a borda da minha calcinha, pouco depois os dedos dele estavam onde eu mais precisava, quando nos separamos estávamos ofegantes. Contudo ele começou a beijxar meu pescoço, o sugando levemente me fazendo gemer.
Minhas mãos começaram a tocar as costas e os braços dele, arranho suavemente e me deliciei quando ele gemeu baixinho e o puxei para mais um beijo, ele tirou a minha calcinha ao mesmo tempo que se livra da boxer.
Afastei as minhas pernas para poder recebe-lo e quando seu pau fez contato contra minha entrada eu gemi, nem parecia que tínhamos praticamente passado a tarde trancados nesse quarto tamanho o desejo que eu estava sentido nesse momento.
– Pronta pra mim Bad Girl? – sussurrou no meu ouvindo.
– Sempre. – ele sorriu pra mim e ofeguei quando ele entro com uma estocada.
– Davi.. – agarrei o cabelo dele o puxando pra mim o beijando enquanto rebolava debaixo dele. Ele investia rápido e com movimentos fortes e precisos, atingindo o ponto exato para me deixa perto próxima a borda.
Rebolei mais contra ele, o incentivando a continuar, enquanto arranhava suavemente suas costas, meu corpo tremeu levemente quando atingi meu ápice, contudo ele parecia ter muita disposição ainda. Ele me olhou sorrindo e nos virou me deixando montada sobre ele.
Ele colocou as mãos na minha cintura e me ajudou a me movimentar já que meu corpo ainda estava um pouco mole do orgasmo de agora a pouco, levantado e descendo rapidamente, ele tentava controlar os gemidos, mas era difícil não apenas para ele.
– Davi... – apoiei minhas mãos em seu peito, e ele prontamente desceu as mãos dele pela lateral do meu corpo até chegar a minha bunda me ajudando nos meus movimentos. Rebolei um pouco, pois tinha percebido que ele adorava quando eu fazia isso, ele gemeu alto aumentando a velocidade, me ajudando a ir mais rápido.
Eu sentia que ele estava perto e eu não estava longe de atingir o clímax novamente, dessa vez explodimos juntos.
E me permitir cair sobre ele, nossas peles completamente suadas. Ele me abraçou depositando um beijo na minha testa enquanto suas mãos brincavam com o meu cabelo, ficamos assim por um tempo.
– Vai a aonde? – ele questionou assim que me ergui um pouco, precisava de um banho e ainda tinha que atualizar o blog já que não tinha chegado nem perto dele hoje, a manhã na faculdade e o resto do dia curtindo meu namorado, meu namorado!! Como era bom poder falar isso abertamente agora.
– Banho, quer me acompanhar? – ele me deu um meio sorriso sexy.
– Claro. – e eu ri.
– Mais é apenas um banho mesmo, tenho que ver o blog e meu e-mail.
– Tudo bem, Bad Girl.
Ele disse me acompanhando, liguei o chuveiro e quando entrei de baixo da água morna, senti meu corpo relaxar, ele me abraçou por um tempo e sorri quando ele começou a lavar o meu corpo.
Depois do banho nos enrolamos na toalha e voltamos pro quarto fui ao meu closet pegar uma camisola enquanto Davi vestia a blusa que ele estava antes e a boxer.
Segui para o estúdio, enquanto ele foi ao quarto onde tinha deixado suas coisas tanto para pegar seu MarraBook quanto para vesti uma bermuda não que eu considerasse isso necessário, mais só pra garanti se por acaso alguém resolvesse vim atrás da gente.
Separei os e-mails que eu tinha que ler e postei algumas matérias que eu já tinha deixado prontas. Davi também estava vendo alguns e-mails dele, quando terminei de responder os e-mail mais importantes, ele já tinha terminado e estava no sofá e estava olhando para o lado onde estava o meu Gibson Les Paul azul vibrante.
– Você realmente toca?
– Sim. Mom e dad adoram música, apesar de saber tocar um pouco piano, minha paixão mesmo é o violão e a guitarra.
– Você tocaria algo pra mim? – Sorri, assentindo e pegando meu violão o acariciando quase amorosamente, mom que me presentou com ele no meu aniversário de 17 anos, ela tinha mandado gravar o meu nome no lado inferior esquerdo em ouro. Senti o suave peso dele fazia algum tempo já que eu não o tocava, voltei a me sentar na cadeira o colocando no meu colo e testando a afinação. Dedilhei algumas notas e olhei para Davi que estava sorrindo pra mim em expectativa. Suspirei e comecei a cantar para ele.
...
Loved – Lucy Hale
Eu não preciso de uma centena de rosas esperando
Pela porta da frente
Eu não preciso de uma casa chique nas colinas
Você poderia me dar a lua
E trazer-me todas as estrelas
Do céu
Não vai mudar o que eu sinto
Você não precisa ser um shakespeare moderno
Você não tem que ser algo que você não é
Não tem que me dar diamantes para me impressionar
Apenas me dê o seu coração
Faça-me sentir amada, faça-me sentir bonita
Faça-me sentir dançando ao redor da sala
Uma espécie de Cinderela mágica
Faça-me acreditar que sou tudo que você precisa
Segure-me perto e me faça sentir
Um milhão de tipos maravilhosos
Querido, seu toque é mais do que suficiente
Faça-me sentir amada
..
Quando terminei de tocar o silêncio se instalou, enquanto eu olhava para Davi que sorria pra mim com os olhos brilhando, esperava sinceramente que ele tivesse entendi que escolhi essa música especialmente para ele.
– Você canta muito bem. – sua voz estava um pouco rouca e o sorriso dele estava me deixando deslumbrada.
– Obrigada.
Ele se levantou e se aproximou de mim, retirando o meu violão do meu colo o depositando no sofá, voltando e me puxando de encontro a ele, enlacei seu pescoço com meus braços enquanto ele reivindicava os meus lábios em um beijo diferente, era suava e doce ao mesmo tempo, senti meu coração disparar quando ele começou a aprofundar o beijo um pouco mais.
Quando nos afastamos eu suspirei com a testa ainda colada a dele, um sorriso bobo gravado no meu rosto. Depois de tudo o que aconteceu hoje, de um peso ser tirado dos meus ombros e de eu estar oficialmente namorando o Davi agora, uma esperança ainda maior penetrou em meu coração de que ele realmente me ama depois desse beijo.
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