Opostos Perfeitos

34 Capítulo 33


Notas iniciais
Oláá gente bonita, tudo bem com vocês? Comigo tudo certinho! Ainda mais depois de acordar com uma chuvinha gostosa hoje! :) Queria deixar um obrigada enorme as 4 gurias lindas que recomendam a OP, as 60 pessoas maravilhosas que favoritaram e aos 153 que marcaram a estória como acompanhando! Fico muito feliz de ter todos aqui e também um obrigada mesmo aos leitores fantasmas (me deem um oi, please D: kk) PS: Ficaria mais feliz ainda se tivesse mais recomendações aqui na OP, então, quem gosta muito muito, recomenda aí >< PS²: Eu criei um grupo esses dias no facebook pra quem lê minhas estórias, aqui o link: https://www.facebook.com/groups/271266463067203/?fref=nf o nome é MIC & OP, qualquer coisa podem me adicionar no meu fb e pedir para que eu adicione no grupo se vocês não conseguirem... :D Agora sim, Boa leitura e Divirtam-se!

Capítulo 33

Narrado por Rafaella:

Passamos o resto da manhã do domingo na cama, simplesmente aproveitando o momento, era aquilo que iríamos fazer naquelas duas semanas.

Perto do meio dia levantamos e eu esquentei uma pizza no micro-ondas, depois do almoço Enzo disse que iria em casa trocar de roupa e mais tarde viria me buscar para darmos um passeio.

— Mas um passeio aonde? Ninguém pode ver a gente juntos... — falei.

— Confie em mim. — ele sorriu e me deu um selinho me segurado pela cintura.

Já eram cinco horas da tarde quando o Enzo voltou, como ele não disse onde iriamos coloquei uma calça jeans, uma camiseta e sandália sem salto, escovei um pouco os cabelos, passei um pouco de rímel e uma sombra leve.

Ele me deu um beijo na porta e disse que eu estava linda. Deixei um bilhete avisando a Jú que havia saído e descemos até seu carro.

Fomos até a cidade vizinha que era pequena e calma, Enzo estacionou o carro e descemos.

— Pronto, aqui podemos caminhar de mãos dadas tranquilamente e ninguém irá se importar com isso. — ele sorriu segurando minha mão.

Eu me senti completamente feliz naquele momento, poder andar em público de mãos dadas com ele era uma sensação prazerosa.

— Então, para onde vamos agora? — perguntei sorrindo e curtindo aquela sensação.

— Pensei em jantarmos em algum restaurante, o que você acha?

— Restaurante? Por quê você não me avisou? Eu teria colocado outra roupa... — fiz careta, não estava exatamente vestida para ir no tipo de restaurante que o Enzo frequentava.

— Ou podemos ir em alguma lancheria. — ele deu de ombros. — estar com você é o que importa. — falou baixinho me cantando é claro. Algumas coisas realmente não mudam.

— Uma lancheria seria ótimo. — falei e saímos caminhando em busca de uma lancheria.

Na primeira esquina encontramos um lugarzinho aparentemente agradável, podíamos nos sentar na parte de dentro ou nas mesas na calçada mesmo, preferimos ficar fora já que não havia perigo de alguém que conhecesse o Enzo nos ver juntos.

O garçom deixou dois cardápios e se retirou.

— Vamos pedir pizza ou você prefere outra coisa? — Enzo me perguntou.

— Pizza está ótimo. — sorri.

— Qual sabor?

— Que tal calabresa? Eu adoro... — sugeri.

— Hum... Gosto mais da portuguesa...

— Eca, aquilo é cheio de cebola. — fiz careta, odiava pizza portuguesa.

Enquanto discutíamos qual sabor de pizza escolher o garçom voltou para anotar os pedidos.

— O que vão querer? — ele perguntou com o bloquinho em mãos.

— Uma pizza grande... — Enzo começou a falar.

— De calabresa. — cortei antes que ele pedisse aquela cheia de cebola horrível.

— Portuguesa. — ele falou.

O garçom nos olhou meio confuso.

— Peça uma pequena então porque você vai comer sozinho. — dei de ombros.

— Você quer o que então?

— Pizza de calabresa.

— Mas eu não gosto de calabresa...

— Eu não gosto da sua cheia de cebola.

— Com licença... — o garçom se meteu vendo nossa birra particular. — podemos fazer a pizza metade de calabresa e metade portuguesa, se vocês quiserem. — ele sorriu.

Enzo e eu sorrimos lembrando que aquela não era a primeira vez que discordávamos sobre o gosto por alguma coisa.

— Meio a meio está ótimo, obrigado. — ele sorriu para o garçom agradecendo.

Pedimos refrigerante para acompanhar porque o Enzo estava dirigindo, então não era bom beber, pelo menos nisso concordávamos.

Depois de devorarmos nossa pizza fomos caminhar pela cidade, ainda era cedo, apenas sete e meia da noite. Sentamos na pequena praça e vimos o céu escurecer e as estrelas surgirem. Mais tarde voltamos para casa e Enzo se despediu de mim na porta do meu apartamento.

— Até amanhã na empresa. — ele sorriu.

— Até amanhã. — sorri também.

— Dorme bem, meu anjo. — disse no meu ouvido quando me abraçou.

Dei outro sorriso de orelha a orelha para ele, ele me beijou e depois foi embora.

Entrei em casa com um sorriso bobo e vi a Júlia e o Leê abraçadinhos no sofá.

— Bom noite, casal.

— Isso são horas, senhorita Rafaella? — Jú me olhou feio e depois sorriu.

— Estou dentro do toque de recolher mamãe, não são dez horas ainda.

Cumprimentei o Leê também e depois disse que tomaria um banho e deitaria.

— Nada disso, quero saber onde foram, o que fizeram, e todos os detalhes.

— Aff, sua chata. Não enche. — reclamei. — fomos a um restaurante na outra cidade, caminhamos um pouco, de mãos dadas para a sua curiosidade ser saciada e sentamos em um banco, ficamos vendo estrelas, conversando e agora estou em casa. Satisfeita?

Virei os olhos e depois ri. Deixei os dois na sala, fui para o quarto, tomei meu banho e depois caí na cama exausta.

Acordei no dia seguinte as oito horas, levantei e fiz minha higiene e fui preparar um café, depois me arrumei e fui para a empresa.

— Bom dia, Beth. — sorri quando cheguei.

— Bom dia, Rafa. Nossa, você parece ótima, o final de semana foi bom hein? — ela piscou.

— Muito bom. — concordei corando sem ela ver.

— Bom dia, flores do dia. — Enzo entrou logo depois de mim, o que surpreendeu a mim e a Beth.

— Nossa, parece que não foi só a Rafa que teve um final de semana maravilhoso. E você caiu da cama, menino? — Beth perguntou doce, como sempre era com o Enzo e a Fernanda, ela os tratava como filhos praticamente.

— Um final de semana maravilhoso! — Enzo exclamou repetindo as palavras da Beth, foi até ela e a pegou nos braços fazendo um giro de dança. — Maravilhoso meu final de semana!

Ele realmente estava muito alegre, eu não consegui conter uma risada boba e ele olhou para mim.

— E você está rindo do que? Eu danço muito bem, sabia? — ele me encarou e eu dei de ombros ainda segurando o riso.

Enzo veio até mim e me pegou nos braços como tinha feito com a Beth, depois deu dois giros de dança comigo.

— Bom dia, anjo. — falou só para mim.

Naquele momento ouvimos um pigarro de alguém que acabava de chegar, Enzo parou e nos afastamos rapidamente, Beth estava com um sorriso largo para nós, se divertindo com a cena. Olhamos para a porta e vimos que o pigarro tinha vindo do Augusto que acabara de chegar.

— Eu acho que isto é uma empresa, não um salão de danças. — Ele falou sério.

— Oh, por favor, Augusto, Enzo só está feliz. — Beth falou e depois se calou vendo o olhar de censura dele.

— Pai, papai... — Enzo sorriu. — O senhor seria tão mais feliz se isto fosse um salão de danças e não uma empresa. Talvez o senhor sorrisse um pouco... talvez voltasse a ser como era quando a mamãe estava viva. Talvez a sua felicidade e dos seus filhos fosse mais importante que o seu trabalho, que uma empresa... — Enzo disse isso calmo e sem tirar seu sorriso de garoto feliz do rosto, ele não havia sido arrogante, apenas sincero. Então virou as costas e foi para a sua sala.

Augusto ainda estava parado no mesmo lugar, apenas vendo o Enzo sair dali. Depois ele olhou para mim e para a Beth, ambas começamos nosso trabalho fingindo que não tínhamos ouvido nada.

— Betina, você pode vir até a minha sala? — Augusto pediu ao passar por ela.

Beth olhou para ele, em seguida me olhou parecendo... envergonhada? Eu fingi que não percebi.

— Sim, claro.

Ela o seguiu até a sala e vi quando ele fechou a porta.

Hum. Será que... Não...

Deixei meus pensamentos bobos de lado e voltei ao trabalho, estava revendo uns papéis ali na minha antiga mesa mesmo. Dois minutos depois a porta do elevador se abriu e um entregador chegou com um pequeno buquê de rosas.

— Senhorita Rafaella Belmontt? — ele perguntou.

— Eu mesma. — respondi.

— Entrega. — ele sorriu e me estendeu o buquê. — assine aqui por favor.

Assinei a folha de entrega e peguei o buquê constituído de quatro rosas cuidadosamente arrumadas e rodeadas por folhas verdes que deixavam o buquê com uma cor incrível.

Peguei o cartão e o abri.

“Um final de semana maravilhoso” eram as palavras escritas. Sorri boba e olhei para a porta da minha sala e do Enzo. Ela estava aberta e Enzo estava escorado com as mãos nos bolsos me observando. Ele sorriu e depois voltou para dentro.

Sorri totalmente boba e procurei por um vaso na sala de café, era permitido ter enfeites pessoais na mesa, porta-retratos, flores, enfim... peguei o vaso, coloquei um pouco de água e depois levei até a minha mesa, coloquei o buquê dentro e o ajeitei. Estava ajeitando minhas coisas para ir para a sala e levar o buquê comigo quando a Bianca saiu da sala do Enzo, deveria ter chegado quando eu estava na sala de café. Ela veio até onde eu estava encarando o buquê com uma sobrancelha erguida, parou na minha frente e pegou o cartão do buquê sem dizer nada, como se fosse dela.

— Ei! Isso não é seu! — falei tomando o bilhete das mãos dela antes que ela abrisse.

Bianca me olhou espantada como se eu tivesse agido com desrespeito para com ela.

— E para quem mais seriam?!

— São minhas, Bianca. Por quê você acha que seriam para você?! Se alguém te mandasse flores provavelmente mandaria para a sua casa ou o seu local de trabalho, não para o meu.

Ela ficou me encarando com desdem, mas eu não abaixaria mais minha cabeça para ela. Não mesmo.

— Para você é senhora Bianca.

— No momento em que você usar o pronome de tratamento “senhorita” para se dirigir a mim eu penso em usá-lo para me dirigir a você. E você ainda não é casada, que eu saiba. — encarei ela. — Não pense que vou abaixar minha cabeça só porque a conta bancaria, do seu pai, é maior que a minha.

Bianca me olhava com a boca aberta como se não acreditasse que eu estava respondendo-a.

— Abusada! Você devia ser demitida! Incompetente.

— Abusada é você que trata as pessoas como lixo. Se eu fosse demitida encontraria emprego e me sustentaria, já você se não ganhasse a mesada do seu pai faria ensaio pornográfico para comer. Sou muito mais competente que você, até porque eu trabalho de verdade, não passo o dia em shopping, e, mais uma coisa, eu sou secretaria aqui, se fosse incompetente como você diz, você estaria no meu lugar. Com licença, Senhorita Bianca — fui irônica —, mas eu tenho mais o que fazer do que ficar discutindo com você.

Virei as costas e deixei ela me olhando de boca aberta, fui para a sala do Enzo com o vaso de flores e alguns papéis. Entrei com um sorriso satisfeito no rosto, não para o Enzo, mas para mim mesma. Ela que me engolisse agora.

— Você está bem? — Enzo perguntou me olhando esquisito.

— Muito. — sorri. —acabei de colocar sua futura esposa no lugar dela.

Coloquei o buquê em cima da minha mesa e virei para ele.

— Obrigada, são lindas. — Sorri.

Enzo sorriu também e depois pareceu preocupado.

— Ela... falou alguma coisa? Das flores...

— Pegou o cartão, mas não deixei que lesse. — dei de ombros. — quem ela pensa que é? Se tivesse pedido eu mostraria, não tem seu nome... mas não, ela tinha que pegar sem mais nem menos, só respondi o que ela mereceu ouvir.

— Você é meio maluca né? — ele riu. — e se ela pedir para o meu pai despedir você?

— Enzo, eu vou embora na semana que vem. Ele não deixou que eu fosse nesse final de semana, por que você acha que seu pai iria me despedir? E se ele despedir só irei mais cedo para a Itália, que diferença faz? — dei de ombros novamente.

Enzo me olhou meio triste depois desviou o olhar.

— Enzo, não me olhe assim. Você sabe que eu estou certa. Sabe que depois dessas duas semanas não vamos mais nos ver. Vai acabar, tudo. Eu não estou sendo cruel, não quero ser cruel, mas é a realidade. Você não a ama, você não quer se casar, mas de que adianta se não faz nada para impedir seu casamento? Não diga que eu estou sendo cruel, porque não estou, só não vou lutar sozinha por algo que nós dois queremos. Ou lutamos juntos, ou aceitamos as coisas como elas serão.

Enzo olhava o horizonte pelas grandes paredes de vidro sem dizer nada. Sentei no meu lugar e comecei meu trabalho.

Aquele dia foi estranho. Enzo pareceu perdido, distante. E eu não quis incomodá-lo. No final da tarde fui para casa com um medo dentro do peito. Talvez ele tivesse realmente entendido o que eu quis dizer. E eu queria que ele entendesse, mas queria aquelas duas semanas também. Tomei um banho demorado e vesti um shorts e uma camiseta, fiz um coque folgado e fui para a sala assistir TV.

— Rafa, estou saindo com o Leê, vamos tomar um sorvete. — Jú sorriu e abriu a porta no mesmo momento que o interfone tocou lá em baixo. — Estou descendo! — ela disse pelo aparelho ao lado da porta e saiu.

Respirei fundo e troquei os canais sem achar nada que me agradasse.

Uns cinco minutos depois o interfone tocou de novo.

— Quem é? — perguntei pelo aparelho do apê.

— Sou eu. Posso subir?

Fiquei paralisada por um momento e então um sorriso se formou em meu rosto.

— Sim, vou abrir.

Apertei o botão que abria a porta lá em baixo e logo Enzo estava tocando a campainha.

— Oi. — abri a porta com um sorriso.

— Oi. — ele sorriu ao me ver.

Ficamos em silêncio durante alguns segundos, nos encarando. Então Enzo me agarrou pela cintura e me tirou do chão, fechando a porta com o pé, agarrei seus cabelos enquanto ele me levava no colo até o sofá da sala. Continuamos nos beijando por minutos, aproveitando aquela sensação de reconciliação mesmo que não tivéssemos brigado. Só queríamos estar juntos, como se fossem nossos últimos dias. E eram, afinal.

Mais tarde jantamos e ficamos juntos assistindo TV, deitei em seu ombro e ele passou o braço por cima de mim para que minha cabeça ficasse no seu peito. Aos poucos o som da TV foi ficando distante e eu adormeci.

Acordei na terça deitada em minha cama, me levantei devagar e percebi que o Enzo não estava ali. Eu havia sonhado? Sentei na cama e vi um bilhete na mesinha de cabeceira.

“Você pegou no sono, não quis te acordar, durma bem meu anjo.

Ps: Você fala dormindo.

Enzo”

Primeiro eu sorri, depois um leve tremor percorreu meu corpo. Eu sabia que as vezes murmurava algumas coisas durante a noite. O que eu teria dito ao Enzo?

Notas finais
Então? O que acharam desse capítulo enorme? Comentem *-* Respondo sempre! Lá nas notas iniciais está o link do grupo no facebook! :D Gente, recomendem e favoritem a estória, por favor! :D Beeeijos, e uma ótima semana