Opostos Perfeitos

32 Capítulo 31


Notas iniciais
Olá gente liinda, como vocês estão? E esse sábado lindo? Pelo menos aqui na minha cidade está lindo! Trouxe um super capítulo para você, espero que gostem, haha! Boa leitura e divirtam-se! PS: Capítulo Dedicado a minha Elida Liiinda que estava de aniver dia 4, Feliz aniversário guria, tudo de mais lindo na tua vida sempre! Espero que goste do teu capítulo haha Beeijão!

Capítulo 31

Narrado por Rafaella:

Acordei no domingo com Enzo ao meu lado e só então percebi que a noite passada não havia sido um sonho. Ele estava ao meu lado, um braço passava por cima da minha cintura e uma de suas pernas estava entre as minhas. Virei a cabeça para olhá-lo e sorri quando ele sorriu para mim.

— Bom dia.

— Bom dia. Está acordado há muito tempo?

— Não muito. Você é um anjo dormindo. — ele disse passando a mão no meu rosto e me deu um selinho em seguida.

— Hmm... que maneira boa de acordar. — sorri.

— Concordo plenamente. Dormiu bem?

— Muito bem.

— Digo o mesmo, senhorita Belmontt.

Ficamos mais alguns minutos na cama curtindo aquele momento. Depois levantei e fui até o banheiro fazer minha higiene. Tomei um banho rápido e enquanto estava no chuveiro escutei o Enzo escovando os dentes. Saí e coloquei a roupa da noite passada, blusa de manga comprida e o shorts porque ainda estava fresco da chuva de madrugada.

Fui até a cozinha e o Enzo estava vestido só com a calça, descalço e sem camisa. A mesa estava arrumada com duas xícaras, café, açúcar, pão, leite e algumas coisas da geladeira. Em uma das xícaras vi um sachê de chá e percebi que ele lembrou que eu não gostava de café, tinha também uma flor que ele provavelmente havia tirado do vaso da sala e colocado na mesa, completamente lindo.

Enzo virou com a chaleira de água quente na mão e a colocou em cima da mesa me olhando em seguida.

— Café da manhã?

— Nossa. Essa realmente foi uma surpresa. Não queimou a mão esquentando água? — brinquei.

— Não subestime meus dotes culinários, senhorita Belmontt. Posso te surpreender. — ele piscou.

— Digamos que eu já esteja bastante surpresa. — sorri. — gostei da flor, entrega rápida da floricultura em um domingo...

Enzo sorriu e me abraçou.

— Improvisei. — deu de ombros.

— É o melhor café da manhã que eu já tive na vida. — sorri.

Tomamos o café da manhã juntos e depois arrumamos a cozinha. Pelas onze horas Enzo foi para casa, ele voltaria mais tarde. Jú ligou e disse que almoçaria com o Leê, ela perguntou como tinha sido a noite passada e eu resumi tudo para ela. Fiz um almoço rápido para mim, uma lasanha de micro-ondas. Quando já tinha acabado de lavar a louça a campainha tocou. Fui atender e era o Caio.

— Caio... Oi. — sorri meio sem jeito.

— Oi princesa. — ele me deu um beijo na bochecha e eu dei passagem para ele entrar em casa. — Você anda sumida, parece que faz um tempão que a gente não se vê. — ele sorriu parecendo sem jeito também. — Senti sua falta.

— Caio... eu...

— Como foi a viagem? — ele mudou de assunto vendo que eu havia ficado desconfortável. Aquilo era novidade, quando eu ficava desconfortável ele normalmente insistia mais ainda no assunto.

— Ah, maravilhosa! — falei sincera. — Aquele lugar é lindo.

— Aquele... seu chefe, o Enzo... vocês foram juntos não é?

— Hum... sim. O Augusto, que é o meu chefe... ele me promoveu a secretária-assistente do Enzo e caso ele precisasse de ajuda por causa do inglês...

— Hum... — ele murmurou mas pareceu não gostar nada daquilo.

Ficamos uns segundos tensos em silêncio.

— Você quer sentar...? — Ofereci lembrando as boas maneiras. — Quer beber alguma coisa?

— Não, não... to bem, obrigado. — ele sentou e sorriu.

— Você veio por algum motivo especial? Fiquei surpresa de te ver...

— Nada de especial, só queria te ver e ver como estava.

— Ah... — sorri.

— Essa semana foi... estranha para mim. — ele comentou me olhando nos olhos. — tem um tempo que a gente anda afastado, quer dizer, você se afastou de mim... desde que começou a trabalhar naquela empresa. Antes a gente saía para tomar sorvete ou caminhar na praia e agora... quase nem nos falamos. — ele pareceu ressentido.

— Mas sempre saíamos os quatro, a Jú o Leê, você e eu... como amigos, e agora que a Jú e o Leê parecem mais casados do que dois amigos as coisas mudaram... Quer dizer, eles saem os dois agora, então por isso que a gente não tem saído mais tanto... — tentei explicar, vi que o Caio estava triste.

— Você e aquele cara... vocês estão... quer dizer... rola alguma coisa entre vocês?

Puta merda.

— Não Caio, não tem nada entre o Enzo e eu. — afirmei, não podia correr o risco de ninguém saber o que estava rolando entre eu e ele, exceto a Jú, Leê, Gui e Fer que sabiam mais ou menos já...

— Eu descobri que trabalho com a namorada do Enzo. Você sabe que ele tem namorada, não é? — ele disse em tom acusador.

— Você trabalha com a Bianca? — perguntei bastante surpresa.

— É. A agência é de alguém da família dela, uma tia eu acho, e ela sempre faz fotos lá, me contrataram esse ano, fiz algumas fotos com ela até para uma marca importante de roupas mas não sabia que ela era namorada dele. A gente conversa as vezes, descobri um tempo atrás... — ele deu de ombros como se aquilo não fosse importante.

— Vocês são amigos...

— Não... parceiros de trabalho. — deu de ombros de novo. — mas então, você sabia que ele tem namorada? — usou de novo o tom acusador.

— Sim, claro. — dei de ombros querendo demostrar que eu não tinha nada a ver com aquilo.

— Então você sabe que eles vão se casar, não é? — ele falou quase que com um sorriso no rosto. Por um segundo cheguei a achar que ele queria me atingir de alguma forma com aquilo, fazer algum tipo de intriga ou sei lá, mas depois desviei os pensamentos disso, ele só queria me alertar, como qualquer amigo faria.

— Eu fiquei sabendo... — dei de ombros outra vez.

Caio pareceu surpreso ao ver que não dei importância ao que ele disse. Depois sorriu e mudou de sofá sentando ao meu lado.

— Realmente senti saudades de você. — falou sentindo o cheiro dos meus cabelos.

Há algum tempo eu teria gostado da proximidade do Caio, sempre fomos amigos parcialmente coloridos, eu até sentia uma certa atração por ele, mas parecia que tudo isso tinha passado, quase que como uma fase boba da adolescência.

— Caio, eu... vou embora daqui uns dias... Meu pai está doente, vou ir ver ele.

— Co... Como assim? Para onde?

— Ele mora na Itália, recebi uma carta...

— Mas você não pode Rafa, quer dizer...

— Eu quero conhecê-lo, e pode ser minha última chance.

— Ah, sinto muito. — ele me abraçou. — Você vai voltar?

— Eu não decidi isso ainda, vou ver como são as coisas por lá.

— Eu acho que a gente deveria tentar... se conhecer desde o início. Quero dizer, dar uma chance pra nós dois... Eu queria falar com você sobre isso, e agora você... você vai embora e nem sabe se volta. — ele pareceu triste. — Se você voltar, será que podemos tentar? Você me dá uma chance ai? — ele perguntou olhando em meus olhos de modo doce enquanto aproximava nossos lábios.

Naquele momento a porta do apartamento abriu.

— Ei, Caio, oi. — Jú sorriu meio confusa, Leê apareceu atrás dela confuso também.

— E aí galera...

— Fala cara. — Leê sorriu e veio fazer um toque de mão com o Caio.

— Rafa, me ajuda aqui na cozinha um pouco? — Jú pediu me chamando.

Fui até lá.

— Por quê o Caio está aqui? — ela perguntou confusa. — E... E o Enzo? — sussurrou a segunda pergunta.

— Foi embora... ele volta depois. — dei um sorriso bobo que fez a Jú sorrir também. — O Caio apareceu agora... disse que veio ver como eu estava.

— Mas vocês estavam quase se beijando... quer dizer, não tenho nada a ver com isso, é só que achei... achei que você e o Enzo... sabe...

— Caio disse que vai me esperar voltar da Itália, e que depois deveríamos dar uma chance para nós dois. — falei.

— Mas e o Enzo?

— O Enzo estará noivo no dia que eu estiver indo embora e casado antes de eu voltar para o Brasil. E mesmo que ele não estivesse casado quando eu voltasse, mesmo que ainda estivesse só noivo da Bianca, sem um anel no dedo e um papel assinado, como nos ficaríamos juntos? Eu não quero isso para mim, Jú, quero um namoro normal e estável como qualquer outro. Quero pode andar na rua de mãos dadas com meu namorado, não me esconder dentro de casa ou numa sala do escritório com medo de ser pega no flagra por alguém. Eu quero algo verdadeiro, não uma ilusão. E o Enzo não vai me oferecer algo verdadeiro, Jú. O Caio por outro lado é livre e desimpedido, e ele gosta de mim.

— Bom amiga, você quem decide isso não é? — ela sorriu e colocou a mão no meu ombro. — E você pode contar comigo, seja qual for sua decisão.

— Obrigada, Jú.

— E as duas semanas que ele te propôs, você não aceitou?

— Ei, como você sabe disso?

— O Leê ué. — ela deu de ombros e eu ri.

— Topei. — dei de ombros. — eu gosto dele, só não queria que isso tivesse que acabar em duas semanas. — confessei.

— Ah, amiga. — ela me abraçou. — ele também gosta de você.

— Mas vai casar com aquela... argh. — bufei só de lembrar da Bianca.

— Sim, sim, aquela vadia recalcada com silicone porque os peitos já eram caídos aos quinze de tão... utilizados. — Jú falou normal como se descrevesse algo comum.

— Só você mesmo! — ri dela e a abracei.

— Sim, sou magnífica. Agora vamos voltar para a sala. — ela me puxou fazendo bico. — E vê se não dá muita bola para o Caio não porque ele anda bem estranho. — ela falou olhando feio para o Caio sem ele ver.

— Mas o que... — ia perguntar do que ela estava falando, como chegamos até os meninos, fiquei na minha.

— Que tal se a gente sair para jantar hoje, Rafa? — Caio perguntou me olhando nos olhos. — Podíamos pegar um cinema e comer uma pizza...

— É que... eu... eu... já tenho compromisso. — falei me desculpando. Enzo estaria ali. Logo. Puta merda.

— Com quem? — ele disparou.

— Uma amiga da gente, do tempo da escola. — Jú me salvou.

— Vocês vão sair as três?

— Vamos.

Leê olhou para a Jú e ela piscou para ele sem o Caio ver.

— Ah, pois é. Também fui dispensado hoje... — Leê disse dando de ombros. — mas preciso ver algumas coisas do testamento dos meus pais... — Leê mentiu. — Vocês vão sair daqui a pouco não é, meninas? — ele ainda ajudou.

— Sim. Ela ia passar aqui, deixa eu ver... — olhei no relógio. — daqui a pouco... — mordi o lábio, Enzo chegaria logo mesmo, Caio precisava ir embora.

— Ah, a gente tem que trocar de roupa ainda. Tudo bem se eu praticamente te escorraçar de casa, amor? — Jú perguntou ao Leê brincando.

— Tudo bem, já estava na minha hora mesmo. — ele deu um selinho nela.

— É, Caio... desculpa então... — falei e dei um sorriso leve como se pedisse desculpas.

— Fazer o que então né... fica para outro dia. Mas a gente se vê antes de você ir embora ainda, né? Quer dizer, só nós dois, um jantar, pode ser?

— Claro. — concordei, Caio era meu amigo e eu iria embora, não podia negar aquilo a ele.

Levantei para abrir a porta para os meninos e a campainha tocou.

Merda!

Abri a porta e vi um entregador com um buquê de rosas vermelhas.

— Boa tarde, senhorita. — o cara disse com um sorriso no rosto.

— Boa tarde. — respondi educada.

— Entrega para...

— Ah, entregaram mais cedo, queria que chegassem quando eu já tivesse saído, amor. — Leê sorriu para a Jú e nós sabíamos que ele estava mentindo para ajudar.

— Assino aqui? — perguntei e o cara fez que sim com a cabeça.

— Obrigado. — ele me entregou as flores e saiu.

— Nossa, que flores lindas. — Jú pegou o buquê e eu agradeci a ela sem fazer som com a boca. —obrigada, amor. Você realmente sabe como deixar uma mulher perdidamente apaixonada. — Ela falou para o Leê fingindo e ao mesmo tempo dando uma indireta para ele de que ela realmente gostaria de receber flores.

Leê passou a mão nos cabelos sentindo um pouco de vergonha, eu acho, por nunca ter dado flores a ela.

— Então, acho que a gente deveria ir, as meninas precisam se arrumar. — Leê falou para o Caio dando um selinho na Jú. Ela disse alguma coisa para ele que eu e Caio não ouvimos.

— Então... até mais princesa. — Caio veio até mim e me deu um abraço apertado me dando um beijo perto da boca.

— Aham. — murmurei meio incomodada pelo contato dele.

Caio e Leê saíram do apartamento e eu me joguei no sofá respirando fundo.

— Anda, corre tomar um banho, coloca a langerie de renda preta, e um vestido macio por cima. — ela ordenou me puxando e rindo.

— Uau. — ri dela. — E o que a senhorita disse no ouvido do Leê, hein? — perguntei indo para o quarto como ela mandou.

— Pra ele voltar assim que o Caio não estiver na vista. — ela deu de ombros.

— Ok. Vou para o banho rapidinho, se o Enzo chegar... — ela me cortou.

— Sim, sim, eu digo que você está esperando ele no banho...

— Hei! — protestei e ela me cortou de novo.

— Brincadeira, eu amarro ele no sofá.

— Isso aí.

Fui para o banho e fiquei pronta em dez minutos, no quarto vesti uma langerie preta de rendas, depois coloquei um vestido preto também, leve como a Jú tinha dito, nada muito sofisticado, mas era muito bonito mesmo assim, justo até a cintura e rodado na saia, com um decote em V delicado e ao mesmo tempo sensual. Apliquei um pouco de rímel, uma sombra escura, mas fraca e delineador, meus olhos ficaram destacados. A Jú abriu uma fresta na porta do quarto e depois entrou e fechou-a de novo.

— Uau! — ela disse surpresa. — Nossa, você está linda, Rafa! Quer dizer... UAU! — ela falou de novo. — ele vai cair de quatro!

Eu ri dela terminando de ajeitar meus cabelos, que ficaram levemente ondulados com o creme especial que eu tinha usado.

— Nossa, amiga, você está demais! — ela disse outra vez. — Só vim avisar que Leê e eu estamos saindo, vou passar a noite com ele de novo... — ela disse toda boba — Ah, e o Enzo já chegou. — sorriu me mandando um beijo e saindo do quarto. — Vou dizer para ele que você já está vindo. — piscou.

— Boa noite para vocês. — falei para ela.

— Digo o mesmo para vocês. — ela sorriu e saiu.

Passei um pouco de perfume e coloquei um sapato de salto alto e fino que combinava com o vestido. Escutei a porta do apê abrir e a Jú e o Leê se despedindo do Enzo. Respirei fundo e sorri me olhando no espelho. Eu gostava de me sentir bonita, e estava ansiosa para ver o que o Enzo ia dizer. Depois de dois minutos abri a porta do meu quarto e fui até a sala.

Tudo estava escuro, a sala estava iluminada somente por velas e um abajur e na cozinha duas velas em castiçais estavam sobre a mesa, ele deveria ter trazido aquilo. Em pé virado para a pia estava Enzo, servindo alguma coisa em copos, assim deduzi.

Voltei a caminhar devagar, com passos lentos apreciando tudo ao meu redor e meus olhos encontraram os do Enzo que havia virado para me ver, ele estava parado, imóvel, contemplando-me. Estava vestindo um jeans que lhe caia perfeito na cintura com uma camisa polo de grife e segurava dois copos de vinho nas mãos. Depois do que me pareceram uns três minutos em que eu e ele permanecemos imoveis nos apreciando, ele finalmente começou a se mover devagar em minha direção, um leve sorriso nos seus lábios. Chegando a minha frente parou, se inclinou devagar e se aproximou do meu ouvido.

— Você está linda. — disse com a voz rouca, num sussurro enlouquecedor.

— Obrigada. — sussurrei de volta.

Enzo me deu um beijo na bochecha e depois um dos copos que segurava. Vi que a Jú havia colocado o buquê de flores em um vaso e posto na cozinha.

— Obrigada pelas flores também. — agradeci quando já estávamos um pouco separados.

Ele sorriu e tomou um gole de vinho.

— Então, o que teremos para o jantar? — perguntou.

Eu sorri e fui para a cozinha com ele me seguindo, prepararia um molho com massa e queijo.

Conversamos enquanto fazíamos o jantar, Enzo ajudou com os ingredientes e depois de quarenta e cinco minutos estava pronto.

— Então, está a seu gosto? — perguntei quando ele provou a comida.

— Hmm... — ele murmurou. — muito bom.

Sorri e jantamos trocando olhares.

Depois de lavar a louça e deixar a cozinha organizada sentamos no sofá e ficamos conversando. Era tão fácil conversar com ele, os assuntos simplesmente surgiam e parecia tão normal estar sentada em um sofá conversando, como se fossemos um casal apaixonado há muito tempo.

Já era meia-noite quando decidimos ir para a cama, antes fomos até a sacada e ficamos vendo o movimento e as luzes da cidade, deitei a cabeça no ombro dele olhando as estrelas e sorri feliz com tudo o que estava acontecendo.

Notas finais
Comentem, comente, estou indo agorinha responder os comentários auehaueauhe Favoritem a estória ou recomendem, por favor! :) Beeijos ;*