Opostos
2 Que dia!
Notas iniciais
Continuo olhando para o ringue com a boca entre aberta. A luta começa o tal Lucio dá um soco em David que desvia como se já estivesse feito isso várias vezes. É obvio que ele fez!
David segura seu corpo, parecendo não usar muita força, parecia moleza. Dando uma joelhada em sua barriga, fazendo o cuspir. Por incrível que pareça eu estava amando aquilo, era diferente de tudo que eu vivi.
Então David fica em cima de Lucio dando vários socos e o homem que estava em baixo não conseguia se mover, já que estava imobilizado, já não sabia se Lucio estava consciente ou não.
Então o Juiz segura o braço de David, dizendo que o havia ganhado:
—Fatality!-Grito da arquibancada me exaltando trazendo todos os olhares para mim, principalmente de David, coro e me sento na cadeira.
Alicie e Kevin começam a ter uma crise de risos de mim.
Filhos da mãe!
—Isso continuem rindo de mim, pra isso servem os amigos- Digo revirando os olhos e eles riem mais.
Olho para o ringue e David estava me encarando e rindo de mim com aquele sorriso idiota.
Acho que nunca fiquei com tanta vergonha assim na minha humilde vida.
O juiz levanta o braço de David, dizendo que ele havia ganhado. Uns homens que estava ali, prestam socorro ao coitado do Lucio. David sorri para a plateia, não um sorriso que eu diria que estava “feliz”, mas é claro que estava! Ele havia acabado de ganhar uma luta.
Mas não um sincero.
“Pode me fazer mais um favor? Quero ir pra casa sozinha com Kevin no carro. Te dou dinheiro pro táxi, pode?” “ E você poderia nós deixar a sós lá, por algumas horinhas :3”
Recebo essa grandiosa mensagem de minha amiga. Ainda tem mais essa.
Concordo com a cabeça, descendo a arquibancada e lendo seus lábios que diziam
“Te amo”
Ama nada, sabia o que ela iria fazer com Kevin, mas não ligo, conheço o jeito dela.
Vou para fora e dou de cara com David havia várias garotas ao seu redor.
Suspiro e tento passar pelo outro lado sem ser notada. Missão falha.
—Alyson não é ?-Pergunta o mesmo para mim
Concordo com a cabeça e as meninas me olham como se fossem me matar.
—Não podemos nós falar direito, mas muito prazer em te conhecer!
—O prazer é todo seu-Digo em desgosto e ele ri
—Você é muito engraçada sabia? Não gosta de mim?-Pergunta sedutor
—Nem um pouco- fui sincera e ele riu
—Eu não acreditava em amor a primeira vista. Mas quando te vi mudei de ideia-Diz ele e eu rio de sua cara.
— Que coincidência! Eu também não acreditava em assombração. -Falo o provocando -É assim que consegue pegar essas meninas?
—Mais ou menos isso, mas até que essa cantada foi boa!
—Muito!-Digo exalando sarcasmo na voz- Só se a menina for muito otária.
—Vai embora sozinha?
—Pretendo continuar assim.
—Da pra parar de me dar um fora? Você tem uma língua muito afiada sabia?
—Sabia!
Caminho rápido pela estreita calçada e de repente começa a chover, tento achar alguma lugar que dê para pelo menos esperar passar a chuva, mas não acho.
Tá de sacanagem não é?! Vejo um carro se aproximando de mim, ele era escuro não dava para ver quem estava dentro, me afasto um pouco.
Vai que o cara quer me matar.
—Ainda quer ir embora sozinha?-Pergunta o idiota me caçoando.
Não respondo e continuo andando.
—Para de ser metida ruiva, engula esse seu orgulho e deixa eu te dar uma carona!-Diz cansado
Então a chuva começa a piorar, olho para o céu desacreditada da vida.
Sua cara que agora habitava um sorriso debochado estava me dando raiva! Entro no carro e tampo meu nariz instantaneamente.
—O que foi?
—Isso está cheirando a puro sexo!-Falo indignada
Ele começa a rir que nem uma hiena, e eu fico olhando pra ele tipo: estou falando sério!
—Também olha aonde você foi sentar, justo no lugar que eu dei uma “rapidinha”.
Faço cara de nojo:
—Para o carro agora! Não mereço isso.
—Estou brincando ruiva-Diz rindo da minha cara- E então aonde você mora?
—Pode me deixar no shopping mesmo.
—Por que?-Pergunta realmente curioso?
—Minha amiga e seu amigo devem estar fazendo algo que eu não quero ver no momento!
—Hum... Você gosta mesmo de luta não é fatality?-Diz rindo
Mudo de cor na mesma hora.
—Não é bem assim, aquilo... foi um deslize-Invento, mas havia sido mesmo.
—Vou fingir que acredito. Estou levando você no meu apartamento, vou te emprestar uma blusa minha, se não você vai ficar gripada.
—Eu acho que sou bem grandinha...
—Chegamos!-Diz o mesmo me interrompendo
Saímos do carro e fomos para o elevador, vejo duas meninas conosco ali o encarando com um olhar “selvagem”. Ele me olha percebendo que eu já havia “manjado” aquilo e ri da minha reação, nego com a cabeça.
Nesse momento ele abri a porta do seu apartamento, era bem espaçoso, tinha dois quartos, um banheiro, uma sala, uma cozinha e etc... Tudo normal, mas era tudo com um grande espaço.
—Meu quarto é ali-Aponta-pode entrar. Tem uma blusa jogada na cama, quando se vestir vamos para o shopping.- Diz indo ao banheiro.
Sigo ao lugar apontado e pego a blusa que pra mim era enorme, já que o meu tamanho não era de uma pessoa normal, mas também não era de um anão.
Visto a blusa que parecia um vestido e assim que saio esbarro em um porta retrato que deixo cair. Agradeço aos céus que não era de vidro.
Pego o mesmo e o boto no lugar. Reparo. Ele estava abraçado com ela na foto.
Parecia feliz!
Ela tinha cabelos curtos que combinavam com a sua pele branca, seus olhos eram verdes e tinha cabelos extremamente loiros.
Levo um susto com a porta se abrindo:
—Você estava demorando então... Não mexa nisso!-Puxa o porta retrato da minha mão com força.
—Me desculpa, eu não ... queria-Digo sincera
Ele guarda o mesmo e me puxa para fora.
Já estávamos bastante tempo dentro do carro sem nenhuma comunicação:
—Eu queria pedir desculpas de novo-Falo de cabeça baixa-Não deveria ter mexido nas suas coisas.
—E então o que, quer fazer? qual filme?
Percebo que ele não queria falar sobre isso, respeito de bom grado.
—Que tenha terror, com certeza!-Sorrio
—Está de brincadeira? Nenhuma menina que eu conheça gosta de filme de terror.
—Não é possível? Elas devem ter sérios problemas!-Rimos
(...)
Estava tudo escuro e eu não lembrava em qual fileira do cinema nós estávamos sentados, fiquei olhando e tentando achar uma pessoa que o cabelo era preto.
“Legal fera”. Podia ser loiro, qualquer cor! Mas preto?
Bem tudo começou quando nós já estávamos sentados e o filme não havia começado, pois estava passando os trailers e a luz ainda estava acesa, então minha barriga começou a doer e eu tive que ir ao banheiro e quando voltei, tava assim. Tudo escuro.
E eu não consigo achar meu lugar. Fim
Chuto pela quinta fileira e acerto!
Isso! Sou sinistra. Faço uma dancinha da vitória e todos me olham.
Merda!
—Por que ficou olhando para os lados?
—Pensei que tinha visto alguém-Minto descaradamente
—Sabia que você é péssima em mentir-Diz rindo
—Xiu! Quero ver o filme-Digo fazendo careta e ele ri
(...)
O filme já havia acabado e meu tempo perto de David também.
—Então pode me levar embora?
—Claro!
Seguimos para o carro e muitas mulheres olhavam descaradamente para ele:
—Quer pirulito irmãzinha?
An?
—“Irmãnzinha”?
—Que tal você fingir ser minha irmã ai, eu pego mais mulheres?-Diz me olhando maliciosamente
—Idiota!
Saio de perto dele, isso já era não era novidade pra mim, irmãzinha?
Já é sacanagem!
Sinto alguém puxar meu braço e vejo David:
—O que foi?
—Foi mal?-Sorri
—Foi mal? Não sabe pedir desculpa? Mas não tem problema, tá tranquilo!-Digo sorrindo
Vejo um monte de gays passando por nós.
Essa era uma oportunidade única:
—Estou decepcionada com você-Digo fingindo choro
Consigo a atenção de quem eu queria e continuo com ele me olhando estranho.
—Só porque eu disse que o meu irmão é gay, você quer terminar comigo? Seu... seu homofóbico!
Todos os gays começam a correr atrás de David e é ai que sua ficha cai!
Ele me puxa pelo braço e saímos correndo pelo shopping a fora.
—Você é doida menina?
—Você nem imagina-sorrio
Vejo ele sorrindo como se estivesse realmente se divertindo.
Ele era maluco?
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