Opossite

7 Capítulo 7- Loira


Notas iniciais
Gentee! eu esqueci no capítulo anterior, de botar a personagem. . . . . Lucy -> Lucy Hale

Acordo no dia seguinte mais tarde que o de custume, já que não há aula hoje. Esfrego as minhas mãos nos olhos. Afasto uma mecha loira do meu olho.

Loiro?!?

Levanto o mais rápido que posso, e corro até o banheiro. Quando chego, vejo apenas borrões.

Merda! Esqueci os óculos!

Corro até o quarto e, em cima do criado-mudo, pego os óculos e volto para o banheiro.

—Ah não, não, não. —grito enquanto olho o meu reflexo.

Aquela não podia ser eu. Ela até podia ter os mesmos olhos que eu, a mesma boca, o mesmo nariz. Mas que eu me lembre, os meus cabelos sempre foram castanhos, e não loiro. Não. Aquela definitivamente não podia ser eu. Mexo-me na frente do espelho e o reflexo segue meus movimentos.

Vou até o quarto de Becca e a sacudo, tentando acorda-la.

— Rebecca! Acordaa!

—Hã? Só mais cinco minutinhos, Lene. —geme ela.

—Eu só preciso de você por cindo segundos.

—Ta bom...— diz ela enquanto levanta. Quando ela olha pra mim, seus olhos se arregalam. — Lene?!? Você está loira?!?

—Como eu imaginava! — saio do quarto dela, batendo o pé no chão.

Já sei quem fez isso! É tão óbivio.

Passo pela porta, e vou em direção ao apartamento de Clovis. Bato inúmeras vezes na porta, e nada.

—Eles saíram. —diz um faxineira que estava varrendo por ali.

—Obrigada.

Mas aí você pensa: você deve esperar eles chegarem, certo? Errado.

Vou para a recepção, e todos começam a olhar pra mim. Não sei se é pelo fato de eu estar vestindo um pijama mega curto, ou porque eu estava LOIRA!

—Bom dia! —digo para a recepcionista — Você por acaso sabe onde os hóspedes do quarto 127 foram? É urgente!

—Claro, eles falaram que iriam passar a noite na casa de um amigo deles, á dois quarteirões daqui. —infoma-me. —... e eu aconselharia você á trocar de....

Saio dali sem ouvir o resto que ela estava dizendo. Quando saio para a rua, todos me encaram. Concerteza, foi um péssimo dia pra vestir um pijama de unicórnios. Mesmo assim continuo indo em direção a casa do amigo deles. Ele vai me pagar.

Finalmente chego ao meu destino. A casa era simples, era branca com um quintal pequeno.

Vejo uma janela aberta, e entro por lá, já que provavelmente a porta estaria trancada.

Quando entro, vou até a cozinha e pego duas frigideiras. Começo a bate-las, uma nas outras, emitindo um som agudo e desconfortante.

Logo depois, a porta de um dos quartos é aberta, e eu paro de bater. De lá, saiu um garoto com um sorriso malicioso no rosto.

—Sabe o que eu acho, lenezinha? Que você deveria usar mais esse modelito! —diz ele apontando pra minha roupa. Posso ver que ele está tentando prender o riso.

Ates que eu pudesse responder, ele tira de trás dele uma embalagem transparente quase cheia de...Ah não. Uma embalagem quase cheia de água oxigenda.

Corro até ele, tomando o frasco de suas mãos.

—Como você conseguiu? —digo sentando num banquinho.

—Até que foi bem fácil. Eu só precisei usar minhas técnicas de ninja pra abrir sua porta, e pintar seu cabelo enquando dormia.

Eu não consigo acreditar que isso aconteceu.

—Quanto tempo dura?

—Duas semanas!

—Tem certeza?

—Não.

As lágrimas começam a rolar pelo meu rosto. Clovis vem até mim e, surpreendemente, me abraça.

—Não chora...—diz ele tentando me acalmar. —...eu não sei muito bem o que fazer quando garotas choram.

—Você não precisava me ver chorar, se não tivesse pintado meu cabelo! —resmungo

—Você até que ficou bonitinha.

—Vamos ver se vou poder dizer o mesmo de você. — digo e antes de perceber o que eu estava querendo dizer com aquilo, jogo todo o conteúdo do frasco em seu cabelo.

Me afasto dele, com um sorriso enorme em minha boca.

—Até mais...—me despido —...loirinho.

E vou embora, deixando um Clovis furioso para trás.

Notas finais
Ah não! Meus morenos ficaram loiros!!