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3 Capítulo 3- A escola
Notas iniciais
Volto pra casa assim que anoitece. Tomo um banho, visto meu pijama e vou para a sala.
Ligo a TV, e coloco em um filme.
Toc. Toc. Toc.
Ouço batidas vindas da porta. Um arrepio percorre o meu corpo. Quem diabos seria a essa hora da noite?
‘’ Um ladrão! ‘’ disse meu subconsciente.
—Quem é? —pergunto.
—Ah, sou eu. — Respondeu uma voz.
—‘Eu’ quem?!?
—A sua colega de quarto! — responde ela como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Ela deve ter se esquecido que eu NUNCA a vi. Ás vezes isso acontece (com retardados).
Abro a porta devagarinho, para poder confirmar que ela era, sendo que eu nunca a vi.
—Ah! Oi! — digo meio constrangida.— Qual é o seu nome mesmo? A Rebecca não me falou.
— Melissa... Melissa Taylor.
—Marlene...Marlene Mason. Ah! Pode entrar!
Ela pega suas malas e entra. Melissa é alta, mas não tanto, magrinha, mas não demais, tem cabelos avermelhados, pele um pouquinho mais bronzeada que a minha, mas tem uma cor bonita. Ela é LINDA. Ótimo. Agora tenho duas colegas de quarto mais bonitas que eu!
— Seu quarto é o do meio, ao lado do meu.
—Obrigado.
Ela vai até o quarto dela e arruma suas coisas. Eu vou até ela ver se ela queria minha ajuda, mas, graças a Deus, ela recusou. Fiquei feliz. Não tava com a mínima vontade de arrumar alguma coisa.
— Então...você veio de onde? — pergunto.
—Flórida. E você?
—Texas.
Ficamos um longo tempo conversando. Ela contou que tinha uma irmã de 12 anos, ela veio á Chicago para estudar Biologia, ela tem 16 anos e ela ia estudar na mesma escola que a minha. Depois de um longo tempo falando besteira, nós resolvemos ir dormir.
Escovei os dentes e me joguei na minha cama.
Levanto de manhã, um pouco cedo demais, e me arrumo pra ir para a escola. Melissa e Rebecca demoraram um pouco mais pra acordar. Peguei meu cereal, e o botei numa tigela com leite. Eu AMO cereal. Quero mergulhar numa piscina de cereal.
—Gente, fui! Tenho que pegar meus horários.— aviso para elas.
Saio do apartamento e vou para o elevador. Arghh!!! Vejo que um idiota está indo, também para o elevador. Escolho ir pelas escadas. A pior escolha que já fiz na minha vida! Porque eu tinha que morar no penúltimo andar?!?
Chego, finalmente, á recepção. Chamo um táxi e vou para a escola.
+ + +
—Então a senhorita vai escolher qual matéria técnica? —pergunta o diretor. Ele era um homem, provavelmente, de 50 anos, gordo e careca.
—Química.
—Bom, aqui estão seus horários e seu equipamento. — diz ele me entregando as coisas. O meu horário era, na maioria já que era uma escola técnica, de Química, e o restante das matérias básicas. O meu equipamento, era na verdade como um uniforme, um jaleco branco, um óculos de proteção ( que eu não faço a mínima ideia de como eu vou botar ele em cima do meu óculos) e um par de luvas.
—Obrigado.— agradeço e saio da sala.
Fui para a aula. O professor explicou sobre reações químicas quando uma coisa se mistura á outra. Fiquei com um pouco de medo de explodir a sala, caso eu misturasse os elementos errados.
Finalmente chega a hora do recreio. Isso mesmo meus amigos! R-E-C-R-E-I-O. Nada de “intervalo”. Recreio hoje. Recreio amanhã. Recreio sempre.
Saio em busca á uma mesa vazia. Melissa e Rebecca estão sentadas em uma, mas está lotada.
Em uma mesa distante vejo Jhonathan, um dos meus melhores amigos. Saio correndo até ele e, simplesmente, me jogo em cima dele.
—Jhona!!! Jhona, Jhona!! — Grito em seu ouvido.
—Ai, sua maluca! Sai de cima de mim!!— berra ele.
Me afasto. Estou indignada. Ele não lembra de mim?!?
—Jhonathan Allan, não me diga que você se esqueceu de mim?!?
Ele olha por um instante para mim.
— Lene?—pergunta ele confuso. — O que está fazendo aqui, florzinha?
—Estudando? — pergunto irônica.
—Que legal!! Gente essa aqui é a Marlene — apresenta-me á outra pessoa que estava sentada na mesa dele,que eu não havia notado antes.— Esse aqui é o Matthew. —ele aponta para um garoto com cabelos cor de mel, olhos castanhos e pele com uma coloração bonita. Admito: ele é muito L-I-N-D-O.—...ele e o irmão dele dividem o apartamento comigo.— eba! Vou te visitar, e muito.
Sento-me ao lado deles, e começo á apreciar meu cupcake.
— Fala aí, James! — diz Matthew para um garoto que estava atrás de mim, mas não me preocupei de olhar para o tal de James, meu cupcake era mais importante.
—Matt, me empresta...— começa a dizer o James, mas para no meio da frase—... Mason?
Sabe aquela sensação quando nos filmes alguém diz o seu nome, sendo que você não se lembra que é, aí ela ferra com a sua vida toda? Bom, acho que a minha não vai ser muito diferente disso.
Olho para trás e vejo ele. Oh não! Por que tinha que ser ele? Por que não podia ser um dementador? Ou um Gnomo?
—Evans?!? —digo, mas acho que soou como: Avesn?!?, já que eu estava com a boca entupida de cupcake. — Oque você faz aqui?!!
—Eu estudo aqui.
—Pensava que seu nome era Clovis!
—E é! Clovis James Evans!
—Vocês se conhecem? — Pergunta Jhona.
—Infelismente, sim. — digo com um tom de nojo.
Lanchamos em silêncio, sem trocar uma única palavra. Logo depois, o sinal toca e nós nos levantamos para ir embora, mas Jhona segura meu braço.
—Hey Lene, porque não vai lá em casa hoje? Podemos passar o dia juntos!— convida ele.— Você pode dormir lá se quiser, temos um quarto sobrando.
— Claro!
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