Notas iniciais
O capítulo demorou dessa vez, né? Desculpa gente, eu abria o word, via o início do capítulo mas a inspiração não vinha de jeito nenhum =/ Depois de muita luta, garra e suor, consegui fazer ele sair! Espero que gostem =) E ah, quero agradecer a todo mundo que está comentando *-* Obrigada gente, de verdade ♥

Isabelle sabia que era bonita. Não havia quem não lhe falasse isso, não existia demno ou humano que não ficasse a seus pés, rastejando para conseguir um pouco de atenção, algum sorriso, um olhar mais provocante. Qualquer homem faria de tudo somente para passar a noite com ela, mesmo sendo ainda tão nova. Estava com exatamente doze anos, mas mesmo assim, já tinha um corpo com curvas certas e maduras. Não aparentava a idade que tinha, parecia quase uma mulher feita.

Ela sorriu, divagando em seus pensamentos enquanto suas escravas penteavam suas longas melenas sedosas e lisas. Duas humanas, de aparência calma e gentil, cuidavam de sua dona, tomando o máximo cuidado ao desembaraçar poucos fios rebeldes.

— Mestra, a senhora tem o cabelo tão bonito... — falou Ana, uma escrava que aparentava ter quatorze anos.

— Sim, e macio... — disse Júlia, a escrava mais nova, que parecia ter nove. — Gosto de fazer carinho nele...

Isabelle sorriu para elas um tanto ternamente. Não era do tipo de demno que amava humanos, mas gostava de suas escravas particulares. Eram sempre bondosas e doces com ela, sempre elogiando-a e cuidando para que ela sempre continuasse linda e perfeita perante os olhos dos outros.

— Obrigada — agradeceu, ainda sorrindo. — Poderiam me fazer uma trança? — Ela sabia que não precisava pedir, era só ordenar, mas não gostava de quebrar o clima harmonioso que havia entre elas. — O Brunott me ligou agora há pouco e me chamou para sair. Quero estar linda, vocês sabem, para o caso de encontrar o meu Seth. Ai, ai... — Suspirou apaixonada enquanto colocava as mãos nas bochechas e rolava os olhos. — Esse vilarejo é um ovo, é claro que o encontrarei por aí.

As escravas se entreolharam. Não entendiam a sua ama, ela tinha os homens mais lindos e poderosos aos seus pés, mas escolhera logo o único que não dava a mínima para ela. As duas tinham teorias de que Isabelle só poderia ser aquele tipo de mulher que esnoba todos que a amam e só consegue amar quem a despreza. Só assim para explicar aquela estranha e assombrosa paixão que ela possuía por um demno que só faltava pisar nela.

— Claro, ama — falou a mais nova.

— Obrigada — Isabelle agradeceu, voltando-se para o espelho e avaliando a sua aparência.

Isabelle era uma adolescente alta, chegava a 1.73cm, mas já demonstrava que iria parar de crescer. Ainda bem, ela agradecia. A ideia de ficar mais alta que os meninos de seu vilarejo não lhe agradava nem um pouco. O corpo era esguio e seus seios eram médios, nada exagerado. Seu cabelo tinha uma cor púrpura e terminava pelo meio das costas. Os olhos tinham a mesma cor dos cabelos, mas com mais brilho, debochados e incrivelmente sinceros, como se fuzilassem as pessoas e desnudassem seus defeitos mais horrendos. Era uma menina esnobe, disso ninguém tinha dúvidas, até mesmo ela se autodenominava assim. A seu ver, aquilo não era motivo de vergonha, muito pelo contrário. Se era assim, era porque tinha motivos. Era linda, rica e popular. Precisava ser humilde? Não, não precisava.

— Isabelle! — Ela ouviu duas vozes lá embaixo. Rolou os olhos. Por que aqueles dois tinham que ser tão pontuais?

— Eles já chegaram, ama — Júlia murmurou calmamente.

— É, eu ouvi — grunhiu em resposta, um tanto impaciente. As suas servas ainda estavam reunindo mechas de cabelo para começar a trança, o que significava claramente que não estava com o penteado feito.

— Mestra, não conseguimos terminar a trança a tempo, nos perdoe... — Ana baixou a cabeça, em um claro sinal de culpa, esperando um castigo.

— Não se preocupe — respondeu Isabelle enquanto se levantava e olhava-se no espelho. — Não faz mal. Eu continuo bonita do mesmo jeito — disse, lançando um beijo para o espelho. — E hoje eu estou me sentindo mais bela que nos outros dias, sinto como se pudesse seduzir o mundo inteiro!

— Mas, ama... A senhora já seduz o mundo inteiro... — disse timidamente a criança.

— Eu sei, meu amor. — Piscou para ela, mostrando a linguinha. — Estava tentando ser humilde, mas claro, acho que isso eu não consigo ser. — E riu, olhando-se novamente no espelho. Era incrível como ela não conseguia enjoar do próprio reflexo!

— Isabelleeee! — Dessa vez ela conseguiu ouvir claramente a voz de Brunott. — Você vai descer ou eu vou precisar ir aí em cima te arrastar pelos cabelos?

Ela suspirou pesadamente, fazendo a franja lisa subir. Brunott era calmo, mas definitivamente ele odiava esperar.

— Por todos os Deuses, que cara impaciente! Como posso eu, uma linda filha de Satria, conseguir me arrumar e sair linda por aí com essa pressa toda? — Isabelle reclamava com ela mesma, enquanto gesticulava e dramatizava a situação. Suas escravas nada falavam, olhavam para o chão e esperavam a próxima ordem. — Queridas, estão dispensadas. — Seu rosto indignado transformou-se em um sorriso doce. — Quando eu voltar, eu as chamo para preparar o meu banho, tá?

— Sim, senhora — falaram em uníssono.

— Ah, façam-me me o favor! — Colocou as mãos na cintura. — Estamos sozinhas!

As duas se entreolharam e riram baixo.

— Sim, Isabelle. — Sorriram debilmente para ela.

— Assim é bem melhor. — Andou até elas e afagou-lhes a cabeça. — Antes de vocês serem minhas escravas, vocês são minhas amigas, quero que sempre se lembrem disso. Só na frente dos outros demnos que é preciso manter essa formalidade entre a gente. — Olhava fixamente nos olhos delas.

— Isabelle... — começou a mais nova, se arrependendo logo em seguida. Porém, ao perceber que os olhos de sua mestra estavam focados em si, ela soube que não poderia voltar atrás. — Você... Gosta de humanos?

A demno arregalou os olhos, um tanto surpresa com a pergunta. Ela, gostar de humanos?

— Não, não gosto — respondeu em tom natural, inclinando a cabeça levemente. — Por que a pergunta?

A escrava mordeu o lábio. Sabia, não deveria ter falado nada, tinha que ter ficado na sua, como qualquer escrava obediente fazia.

E agora teria que responder, sua ama queria uma resposta para aquela pergunta tão absurda e óbvia.

— É que... A senhora é tão boa com a gente, cheguei a pensar que... — Brincava com os pés no chão de madeira, como se estivesse tentando cavar um buraco para se esconder lá para sempre.

Isabelle enfim entendeu o motivo da pergunta da escrava. Ignorando os resmungos que vinham dos seus amigos do lado de fora, dirigiu-se até a sua cama e sentou-se na beirada, encarando-as com olhos compassivos.

— Vocês são... Diferentes — ela começou, desviando o olhar. — Vocês cuidam de mim, são amigas e bondosas comigo. Jamais tentaram se revoltar, me machucar, fugir. Sempre quando precisei, vocês estavam lá. Deram-me conselhos, me abraçaram quando eu chorei, compraram chocolate pra mim quando eu estava na TPM. Não há a mínima possibilidade de algum dia eu odiar vocês, não depois de tudo que fizeram pra mim. Quero ter vocês por perto pelo resto da vida, e vou cuidar para que ninguém jamais as tome dos meus braços. Como eu já disse, mais do que escravas, vocês são minhas amigas. — Isabelle olhou de relance para as duas. Estavam com os olhos úmidos. — Eu não gosto de humanos por motivos naturais e eu também não posso gostar deles. O motivo vocês sabem bem qual é. Se eu acabar virando uma demno que gosta e protege humanos, eu terei muitos problemas lá na frente com Eles — sussurrou a última palavra, como se os seres mencionados estivessem escondidos por detrás daquelas paredes de madeira e pudessem atacá-la a qualquer minuto, por estar revelando aquele tipo de coisa para reles escravas. — Então, é mais fácil pra mim simplesmente aceitar esse ódio incubado que vem de fábrica e não questionar.

A mais velha torceu o nariz. Havia ficado emocionada com a declaração de amor de sua mestra para com elas, mas não concordava com aquela conduta egoísta que muitos demnos preferiam seguir, inclusive Isabelle. A demno, como se tivesse ouvido os pensamentos da humana, voltou a falar.

— Eu sei que vocês devem me achar egoísta por preferir não me revoltar contra minha natureza, mas, meninas... Essa sou eu: uma demno. Um ser que sobrevive de sangue humano. Uma criatura das trevas que veio para esse mundo com o objetivo claro de infernizar a vida dos humanos. É a minha missão, é o que eu sou. Por trás desse meu rostinho perfeito, habita um ser assassino que só se mantém vivo e belo por meio da morte. Eu sou assim, e assim são todos os demnos. Não dá para mudar.

As escravas se arrepiaram, apertando uma a mão da outra, discretamente. Observaram sua mestra, que parecia estar com a cabeça muito longe daquele quarto, provavelmente pensando em todas as pessoas que tivera que matar ao longo da vida. Ela não parecia uma assassina, nem de longe. Isabelle era o estereótipo perfeito da menina mais popular da escola, metida e arrogante, não um demno assassino de humanos. Aquelas imagens não se encaixavam de jeito nenhum em suas cabeças.

— Mas, como eu já disse — retomou Isabelle, quebrando os pensamentos das humanas —, com vocês é diferente.

Júlia mordeu o lábio inferior.

— Mas, Isabelle... Não dá problema pra você... Tratar-nos bem? — ela perguntou, um tanto temerosa. E se sua ama pensasse seriamente nisso e resolvesse maltratá-las? Poderia estar cavando sua própria cova ao fazer aquela pergunta.

Porém Isabelle somente riu fraco.

— Não tem problema, Jú. — Levantou-se, olhando-se no espelho novamente. Era bom ir logo, antes que os gêmeos resolvessem entrar em seu quarto e a surpreendessem conversando tão normalmente com humanas. — Eu só não posso ser boazinha com todos os humanos, aí sim terei problemas.

Isabelle só notou que as escravas estavam tensas quando as viu relaxar os ombros retesados e os dentes pararam de castigar os inocentes lábios que nada fizeram, apenas pagavam pelo nervosismo das duas. Virou-se de costas e andou vagarosamente até a janela, sentindo o seu vestido branco de bordas douradas farfalhar pelo assoalho.

Deveria ter tido mais cautela ao abordar aquele assunto com humanas, elas estavam visivelmente impressionadas por tudo o que ela, sua mestra, havia dito. Pudera, pensou triste, aquelas duas estavam em sua casa desde que nasceram, nada conheciam do mundo lá fora, do poder e crueldade dos seres de sua raça, inclusive dela mesma. Abriu as cortinas grossas de veludo vermelho e pousou as mãos nas vidraças quadriculadas da janela, separadas por hastes de madeira, e olhou lá para baixo, quatro andares abaixo de si. Lá estavam os gêmeos, olhando para o seu quarto com o semblante irritado. Aliás, somente Brunott, Collet parecia mesmo era ansioso.

Espiou por cima do ombro e notou que as duas meninas ainda estavam lá, de cabeça baixa. Pobrezinhas. Mais uma vez Isabelle se culpou por ter falado demais, deveria ter ido devagar, não despejando em cima das duas todas as informações de uma vez. Esperava que elas continuassem do mesmo jeito com ela, que nada daquilo houvesse interferido na sua amizade.

— Júlia? Ana?

As duas, ao ouvirem seus nomes, levantaram suas cabeças, ansiosas.

— Sim, Isabelle? — Ao ouvir o seu nome, sem ser o irritante mestra” ou ama”, a demno suspirou aliviada. Continuavam as mesmas, olhavam para ela com o mesmo olhar meigo e amigável de sempre.

— Nada, minhas lindas. Podem ir para o aposento de vocês, se quiserem. Eu tenho um encontro com certos gêmeos geniosos. — Riu, acompanhando com os olhos as escravas que faziam uma rápida mesura antes de deixarem o seu quarto.

Voltou-se para a janela, abrindo-a e deixando o ar fresco da manhã invadir o aposento, junto com o som do cantar dos pássaros e o barulho das ruas do vilarejo.

— Oi, gente! — falou um pouco mais alto, do quarto andar.

— Oi, gente? Você nos deixa esperando mais de quinze minutos e a única coisa que você fala é “oi, gente?” — resmungou Brunott friamente.

— Aham! — respondeu a garota, sorrindo cinicamente e subindo na janela, ficando em pé no parapeito.

Antes que os gêmeos registrassem qualquer ação, Isabelle já estava na frente dos dois, sorrindo daquele jeito que era uma mistura de alegria e sarcasmo. Pulara tão rápido da janela que os dois sequer conseguiram vê-la chegando ali.

— Pronto, aqui estou. Não precisam mais reclamar como duas velhas! — Sorriu de lado, colocando as mãos na cintura.

Collet, que ainda estava hipnotizado demais com a imagem de Isabelle, pareceu acordar do transe para protestar contra o que estava sendo acusado.

— Eu não reclamei! — Juntou as sobrancelhas, olhando fulminantemente para Brunott. — Não reclamei em nenhum momento!

Isabelle desfez o sorrisinho presunçoso e o transformou em doce, fazendo carinho nos cabelos alaranjados do seu amigo apaixonado.

— Eu sei, Collet, estava brincando. — A voz saiu mansa. — Eu realmente não me importo de vocês ficarem me chamando, sei que vão me esperar por mais que eu me atrase. — E voltou a sorrir daquele modo odiável que, aos olhos de Collet, só a deixava mais linda ainda.

Brunott cerrou os olhos, cruzando os braços e tentando manter a pose imparcial de sempre. Como aquela garota conseguia ser irritante quando queria!

A demno observou as bochechas do outro corarem e ele se desvencilhar de seu toque, tentando se esconder em algum buraco, um esconderijo para evitar deixar tão na cara o que sentia por ela. Mas Isabelle sabia. Se tinha um dom que ela havia adquirido depois de ter meio mundo aos seus pés, era saber quando alguém estava afim dela, mesmo que a pessoa disfarçasse. E Collet não conseguia disfarçar nem para a pessoa mais distraída do mundo. O amor que ele sentia por ela era tão óbvio e parecia ser tão puro que deixava o coraçãozinho de Isabelle apertado. Ela não gostava dele, pelo menos não do jeito que ele gostava. O seu coração pertencia a outro demno, um demno que a desprezava e agia como se ela não existisse. Não era irônico? Enquanto o garoto parecia querer vender a sua alma só para estar ao lado dela, seu coração suspirava e se derretia para alguém que não a queria, um dos únicos do vilarejo que eram indiferentes à sua existência. Não era possível! Ela era a garota mais linda daquela região e como ele não olhava para ela? Como ele não estava aos seus pés como os outros, como Collet mesmo estava? Balançou a cabeça, tentando espantar aqueles pensamentos. Seth não gostava dela porque não a conhecia, nunca tinha parado para olhá-la de verdade, nunca haviam conversado olho no olho.

Um dia, pensou ela, vou conseguir conversar com ele e fazê-lo se apaixonar por mim! Não iria desistir. Não do único cara de quem ela já havia gostado. Quando nos encontrarmos, ele vai ver só! Irei ser tão simpática e sedutora que ele não vai conseguir resistir! Arquitetava seus planos de sedução silenciosamente, olhando para os gêmeos, mas com a mente muito longe dali. Brunott percebeu logo que a amiga estava dispersa.

— Isabelle? Você está bem? — Estalou os dedos na frente do rosto da amiga, fazendo-a piscar aturdida. — Nossa, você estava longe, no que estava pensando? — perguntou Brunott, inclinando levemente a cabeça.

Isabelle, que ainda estava com seus pensamentos em Seth e no que planejava fazer, olhou-os demoradamente, tentando formular alguma resposta. Seu cérebro agia lerdamente, quase parando. Estava nas nuvens antes de Brunott arrancá-la de seu mundo perfeito.

— Eu estava... Pensando no que a gente vai fazer hoje... — ela disse, meio aérea, focalizando os dois e tentando voltar ao normal. — Acho melhor a gente ir andando, não é? Senão não sairemos daqui hoje.

Os gêmeos se entreolharam. A amiga estava esquisita, não parecia a mesma Isabelle esnobe e insuportável que eles conheciam. Parecia até mesmo... Triste.

— Sim, vamos andando — retomou Collet, evitando encará-la. Depois de ficar de pernas bambas na frente dela, ele preferia evitar qualquer tipo de contato mais íntimo.

Preferia a morte a Isabelle saber que ele gostava dela, seria humilhante demais. Era um garoto bonito, algumas meninas estavam afim dele, mas não chegavam aos pés da demno. Ela era perfeita, jamais olharia para um garoto como ele. Então, preferia deixar seu amor no anonimato, um amor platônico. Assim, não teria uma desilusão amorosa.

A garota concordou animadamente, colocando-se no meio dos gêmeos e agarrando um braço de cada irmão.

— Vamos andando assim, vamos mostrar para esse povo quem é a elite desse vilarejo! Queixo erguido, nariz empinado e postura altiva, vamos! — Empertigou-se Isabelle, logo em seguida olhando para os amigos que a encaravam sem entender. — Vamos, gente! Postura! Ou vocês dois querem sair andando por aí como se fossem quaisquer pessoas? Nããão, vocês são meus melhores amigos, os únicos em quem eu tenho confiança e, acreditem, muitos gostariam de ter esse posto. Então, ajam como tais! Postura! — ela falava em tom de brincadeira, mas os dois sabiam que ela estava falando sério. Isabelle era tão esnobe que não falava com ninguém daquele vilarejo, somente com os dois. Rolaram os olhos e sorriram em sincronia, deixando a coluna altiva e majestosa.

— Assim está bom para você, Senhorita Insuportável? — Brunott perguntou, no seu tom mais debochado.

Isabelle sorriu radiante.

— Estão ótimos! Dá até orgulho andar com vocês assim! Vamos! — Isabelle os puxou para frente, rindo enquanto sentia os seus amigos tropeçarem por ela tê-los puxado rápido demais. — O mundo precisa nos ver!

E por meio de puxões, xingamentos e risadas de descontração, os três melhores amigos saíram da propriedade de Isabelle brincando e se divertindo. O glamour que Isabelle tanto queria mostrar ficara somente na sua imaginação.

Notas finais
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