Operação babá
23 Chapther twenty three
Takeru estava chocado com essa história de colégio interno, assim como os demais digiescolhidos.
— Preso? Mas que conversa é essa? Pergunta Koushiro estarrecido
— Modo de dizer, ruivo! É que… AH ta bem, gente, é que o Yama-Kun acha que o Ray e Natsuko pode sei lá querer colocar o Takeru num colégio interno, enfim dá pra gente se focar em música, sol e diversão? Mimi pula com o cunhado no colo e o mesmo gorfa no seu cabelo quando para, os bebês riem da castanha mais velha e os digimons também não aguentam.
— Eu… E- Dei a mamadeira antes de sairmos e outra a caminho do parque. Explica Yamato sem graça.
—”A Mimi-Chan não dá sorte, primeiro o Ken agora você loirinho, eca esse cheiro de leite azedo fede”. Daisuke pentelha.
—”Tira a mão daí Takeru, não vê que ta piorando ao invés de ajudando”. Repreendeu Iori vendo Takeru passando as mãozinha nas mechas enquanto a mesma se enoja.
— Vem Mimi-Chan, não precisa dar chilique, vai ter que se acostumar vai ficar três dias no ônibus com ele no colo.
— Que ótimo, toma Yama-Kun, sorinha tenho uma coisinha pra te contar. Cochicha Mimi olhando de lado pra Yamato.
A castanha conta a verdade a ruiva, que o namorado usou a imagem de colégio interno e uma caixinha de transporte para convencer os digimons a ir sem resistência. Com isso quase Sora arranca uma mecha do seu cabelo.
— Você… Só porque ama o Yamato isso não te impede de botar juízo na cabeça dele, isso foi muita maldade.
— Sorinha vem não, vem não que você também não fez nada pra por juízo na cabeça oca do Taichi, ele ta desesperado Sora… Mimi se senta no banco do parque.
— Eu cresci sozinha, mas com certeza não gostaria se houvesse essa divisão entre um irmão e eu, por isso participei disso, sei que é errado, mas não quero ver o Takeru indo embora e nem o Yamato triste…
— Tenho certeza que faria o mesmo se fosse pelo Taichi-Kun e a maninha dele, você tem um amor maternal, tenho certeza que você e o Taichi terão lindos anjinhos. Mimi pentelha deixando a ruiva corada a fazendo colocar o dedo na torneira molhando a amiga.
— Mimi-Chan.
— Sorinha sai dessa de japinha recatada, se o cara não diz que te ama faz melhor diz pra ele e faz ele dizer. Mimi soa desafiador subindo no banco.
—Anda desse daí Mimi-Chan, desce antes que você comece a cantar… Por que todos estão no nosso pé? Perguntou a ruiva.
— Nós vimos os dois se beijando, os dois se olham parece que saem corações dos olhos e quase dá pra ouvir os core batendo…
— É sério antes que eu me arrependa de não te afogar na torneira volta já pro parque, isso não teve graça. Sora ainda resistia toda corada.
— Vai negando ruivinha, mas seu brasão já diz, e o cupido já agiu, só falta uma das mulas desistir de fugir. Taiora ta namorando, Taiora ta namorando… Cantarola Mimi sendo perseguindo a ruiva.
Os gritos foram ouvidos pelos pais ao redor, os digiescolhidos e seus parceiros.
— Elas não iam lavar só o vômito? Questionou Plotmon.
— Humanos fêmeas às vezes me confundem! Chibimon solta sem pensar.
— Você não é o único! Suspirou Koushiro.
— A sua é humana mesmo? A pergunta tola fez Koushiro repetir o ato de Sora e Mimi com Taichi.
— Calma ruivo, calma, é. Taichi parava pra respirar. — Depois de ver o Joe cantando uma digimon fêmea, eu já não me surpreendo com mais nada. Explica o castanho.
— Ela é humana, mas não é namorada… É uma colega do clube de informática, eu fui grosso com ela e preciso pedir desculpas. Confessou o ruivo.
— “kOUSHIRO TA APAIXONADO”. Miyako e Hikari não resistem e cantarolam batendo palmas, arrancando risos dos demais.
— Ué como é que vocês nerds pedem desculpas? Questiona Yamato arrancando risos dos amigos menos de Koushiro que fica corado.
— Dá pra cessar a curiosidade por aqui? Esse assunto já está quase resolvido.
— Anda conta mais, vocês ao menos já tocaram as mãos, sabe sem querer quando foram mexer no mouse, no teclado? A castanha fez Koushiro pitaguearrar.
— A questão aqui é outra…
— É mesmo? O que foi quer umas diquinhas de como chegar junto? Taichi arranca gargalhadas dos amigos.
— Se for pra ter dicas prefiro ler em algum site do que pegá-las com você! Koushiro pentelhou sem dó arrancando gritos entre os mais velhos e risos entre os bebês.
—” Que toco bem dado”. Miyako batia palmas.
—” Meu irmão bem que mereceu”. Hikari concordou.
—”Puxa Hikari-Chan você falou igual a minha irmã”. Daisuke observa.
— “ Muita convivência”. Provocou a violacea.
— Anda ruivinho, a gente conhece? É da sua classe? É alta, baixinha? Mestiça, japonesa? Mimi dispara a curiosidade tentando adivinhar, deixando o ruivo envergonhado.
— Pelo menos diz o sobrenome! Yamato se manifesta também curioso, acabando com as expectativas do ruivo de defesa em meio ao grupo de amigos.
— Até você Yamato? Pessoal, ela é uma colega do grupo… Por que de repente se tornou um debate, uma investigação? Perguntou Koushiro.
— Hora ruivinho, porque é a primeira coisa interessante que te desperta a curiosidade fora o computador , agora você vem com um dos mais doces mistérios e desse eu entendo. Se gaba Mimi.
— “É claro que entende, não fala de outra coisa”? Iori pentelha fazendo os amigos rirem.
— Eu apenas vou pedir desculpas pela grosseria, eu acabei descontando nela a frustração em saber que não podemos destruir a Witchimon se há vínculo, se há sentimentos envolvidos, principalmente quando eu vi as próximas fases e a anterior. Koushiro mostra tudo o que descobriu.
Após todas as brincadeiras, os digiescolhidos levaram os pequenos para casa da familia Tachikawa.
— Agora esses anjinhos vão todos tomar um banhinho pra tirar a areia das fraldas, comer um papa bem gostoso e tirar uma sonequinha, seu papai passa aqui mais tarde, nossa gente que coisinha fofa, a gente vai passear muito hoje viu lindinho tem que tirar uma sonequinha muito gostosa. Mimi esfregou seu nariz ao de Takeru.
— Vamos encher as banheiras, qual de vocês encheu mais a fralda? Brinca Sora.
—”Ainda tentando segurar as necessidades Iori-Kun? Perguntou Miyako.
— “Você não estranhou o coco escorrer pelas suas pernas”? Questionou Iori.
— Já subiu pelas minhas costas, eca. Hikari fala enojada.
— Fora colocar os pés dentro da fralda na hora errada. Daisuke se lembrou.
—”Nos primeiros dias eu tava com vergonha, não que eu esteja menos. Iori aponta.
—”Ta com vergonhinha de ficar peladinho”? Miyako arrancou risos dos amigos e fez Iori ficar totalmente corado.
Após o banho, Taichi, Sora, Mimi e Yamato saíram do banheiro molhados.
— Nossa resolveram adiantar e tomar banho junto. Pentelhou Koushiro.
— Eles não estão fáceis hoje, você devia ir aprender a dar banho, afinal quando você e sua amiga forem pais quem vai dar banho? seu notebook? Yamato pentelhou o ruivo.
— Eu tenho que ir, tenho que resolver um assunto importante no colégio. Koushiro anuncia se levantando.
—”Eles crescem tão rápido”! Pentelhou Miyako.
— Eles aspiraram o gás do riso? Perguntou Yamato.
— Essas fotos estão uma mais fofa que a outra, vamos vestir eles e tentar não levar um banho de papinha. Mimi pegou o boddy.
Depois da troca, os digiescolhidos foram dar o papa e não demorou para o alimento começar a ser espalhado pelos rostos, roupas e cabelos, mesmo de babador a sujeira foi grande.
— Daqui a pouco temos um show e eu estou coberta de papinha de bebê! O que tem a dizer em sua defesa eih coisinha linda?
— “Nem que ele dissesse você ia ouvir”. Daisuke joga a colher longe e vira o prato sob a cabeça.
— Quem te ensinou a comer? Pergunta Taichi.
Na hora da soneca foi outra dificuldade, nenhum dos bebês nem mesmo Ken, estavam muito afim de dormir, enquanto os digiescolhidos corriam pela mansão atrás dos pequenos, e tentavam todos os métodos para fazê-los dormir, Koushiro passou em um doceria e escolheu uma caixinha de papelão com desenhos e escolheu um laço bonito, a atendente cochichou com a colega de trabalho e as duas riram disfarçadamente do rosto levemente corado do ruivo, o dia dos namorados já tinha passado e para elas foi a coisa mais fofa ver um rapaz comprar presente antes da hora, uma das caixas apertou as próprias bochechas indicando o quão achou fofa a atitude.
Koushiro escolheu os pequenos chocolates e a caixa embrulhou os presentes entregando a caixinha para o ruivo junto com uma cartolina decorada para o mesmo escrever uma mensagem.
—Boa sorte com a dama, depois volte com ela para nos contar se deu certo, aqui… Uma rosa. A caixa deu a flor para Koushiro que aceitou trêmulo com medo de seu pedido de desculpas ser mal interpretado.
Mesmo assim seguiu caminho até o colégio e viu a jovem com uma prancheta em mãos sendo puxada por um grupo de meninas para substituir as alunas que faltavam.
— Como eu digo isso Motimon, espero que ela não esteja muito zangada, eu a tratei com muita grosseria. Koushiro cochicha com seu digimon.
— Emi-Chan, olha eu gostaria de te pedir desculpas por tudo, sei que não devia te tratar daquela maneira… Koushiro ensaiava sem saber que estava sendo observado. De repente o ruivo ouviu um som de alguém correndo logo atrás dele, mas quando olhou para trás não viu mais ninguém.
Uma das colegas da classe dos dois correu até Emi e relatou saltitando de alegria que ouviu Koushiro Izumi com uma rosa vermelha em mãos e uma caixinha de doces muito bonita, Emi correu até a mochila e com ajuda das amigas arrumou o cabelo.
— Você tem certeza? Questionou Emi.
— Eu ouvi ele ensaiando, kyaaa Emi-Chan você é muito sortuda, não vai ter que esperar até o próximo dia dos namorados esse é o seu ano, vai voltar as aulas de namorado novo.
— Confesso que pensei que ele gostasse da Inoue, mas apaga, deleta, ela agora é mãe de um bebê do menino gênio, que aliás não consigo falar com ele pro vlog da escola. Emi faz as últimas anotações e sai em disparada. — Como estou? Voltou de costas perguntando para as amigas.
— Ta linda! Gritam em coro.
Emi anda em direção ao pátio e observou ao longe Koushiro conversando com um grupo, alguns perguntavam sobre o boato do Ichijouji Ken ir para Odaiba High school ser verdadeiros, outros questionavam o paradeiro dele e de Inoue que também estava desaparecida, o time de futebol queriam saber notícias de seu capitão, se era verdade que ele e Hikari foram pais durante as férias, Koushiro os fez pensar na cronologia de uma gestação, mesmo assim teorias surgiam, diziam Hikari e Miyako já estavam grávidas enquanto estudavam e durante as férias os bebês de ambas nasceu.
— Emi-Chan? Koushiro tentava ao máximo abrir espaço entre os alunos para ver Emi ali parada.
— Koushiro-Kun. Emi fica com as bochechas levementes ruborizadas e os alunos desviam os olhares direto para as mãos do ruivo. Ficando calados a princípio esperando.
— Emi-Chan, eu nem sei como te pedir isso, você não deve nem estar querendo olhar na minha cara, e eu entendo. Koushiro faz a reverência se desculpando. — Sei muito bem que…
— Eu aceito, claro que aceito. Emi interrompe Koushiro.
— Aceita? Perguntou Koushiro bastante confuso, esperava que Emi fosse dar um sermão, ou ser orgulhosa, ou mesmo mais grossa do que ele foi com ela, mas ela estava meiga.
— Claro que sim, isso é pra mim? Perguntou hipoteticamente, pois sabia a resposta.
— É claro, que bom Emi-Chan, que bom que aceitou…
— Com um cavalheiro, bonito, educado e inteligente eu seria louca se não aceitasse. Emi cheira a rosa e olha piscando com muito charme para o ruivo que na hora percebeu que suas intenções foram além das esperadas. — Emi… “Céus como saio disso? se eu desminto vou magoá-la, pior aqui vou humilhar”. Pensa o ruivo olhando constrangido pra multidão.
— Como é sensei, vai ensinar com se faz não, já pedi, já foi aceito, falta uma coisa! Provocou o zagueiro do time de futebol.
— Acho que eles se referem a isso! Emi foi ousada em tomar os lábios do ruivo o deixando da cor de seus cabelos, foram somente dois segundos que levantaram aplausos e celulares, agora sim o guardião da sabedoria estava numa fria, os amigos tiraram fotos e a rapidez com qual fizeram as notícias correrem foi mais rápida do que Imperialdramon dando a volta no mundo.
— Kami era pra senhorita estar dormindo, não a besta do seu irmão. Sora reclama com Hikari nos braços, a garota brincava com Plotmon.
— "Ah a culpa não é nossa se eles estavam mais exaustos do que a gente"! Miyako ri ao olhar Yamato e Taichi dormindo onde os bebês deveriam estar.
— Eles estão piores que o tamanho normal, não param quietos, nem o você quis nanar? Mimi se abaixa na altura dos bebês falando com Ken seu celular toca e a castanha pega o aparelho achando que podia ser da festa que fariam show. — Espera só um pouquinho anjinhos, kyaaaa, Sora o Koushiro-San… Aliás os meninos estão nos surpreendendo, Joe e Koushiro deixaram o amor levar, e se entregaram. Chilica Mimi com Takeru no colo.
— Do que está falando? Sora arregalou os olhos e abre a boca. — O Koushiro-San tava apaixonado pela Emi? Sora comenta.
— Acordem vocês dois… Yamato, Taichi oh belas adormecidas a hora da sonequinha acabou. Sora solta a almofada na cabeça do castanho.
—Acorda ele com mais carinho ruiva! Pede Mimi.
— O Takeru já acordou? Pergunta Yamato bocejando olhando em volta.
— Ele nem dormiu! Palmon respondeu.
— Você que tirou uma soneca! Pentelhou Gabumon.
— Eu não acredito que eu dormi. Yamato resmungou.
— Meu amor, depois da décima vez cantando nana nenem na gaita, a sua música e cantando a capela até eu tinha dormido. Mimi pentelhou o namorado. — Mas agora temos um breve ensaio então vai pra casa desamassar essa cara e levar seu maninho, acho que sua mãe consegue te por pra nanar não é baixinho. Mimi brincou com o cunhado.
— “Só me responde uma coisa, quem compôs essa música”? Perguntou Daisuke.
— “Que música Dai-Kun”? Perguntou Hikari.
— “Nana neném que a cuca vai pegar… Isso é música de ninar, o bebê ouve isso e deve ter o mesmo efeito da trilha sonora do Freddy Gruguer”. Daisuke teorizou arrancando risos da namorada e dos amigos.
Yamato levou o irmão para casa e encontrou Natsuko no sofá, a loira estava pensativa e Patamon entrou para o quarto e pousou no berço já ouvindo o choro de Takeru.
— Deve estar com sono! Supõe a loira surgindo logo atrás dos filhos.
— Eu tenho um show hoje a noite com a Mimi-Chan, não me esperem para o jantar. Avisa Yamato. — Deve ser sono mesmo já que não dormiu quando era hora. Yamato nina Takeru.
— Desde que soube que seria irmão mais velho você já desenvolveu um amor muito grande pelo Takeru. Lembra Natsuko.
— É, dizem que a distância faz o amor aumentar. Yamato solta a indireta calando o choro e fazendo o loirinho encarar a mãe e o irmão. — Eu vou tomar um banho e me trocar.
— Oniisan, isso foi desnecessário.
— Eu preciso resolver tudo hoje, mas antes… Natsuko volta o olhar para o mais novo.
Enquanto Yamato tomava banho e se perfumava, Mimi arrumava sua mala e preparava Palmon, a castanha espalhava o hidratante pelo corpo ao som das músicas de Yamato, o casal se encontrou na porta do local, seus amigos vieram prestigiar e Taichi veio ajudar os amigos na fuga.
Mimi até chegou a comentar que deviam ter poucas pessoas, mas se surpreenderam com o público.
Os dois sobem ao palco e Yamato cantou umas composição intitulada de “Boku ni totte”
Ironna mono wo shitte tomadotte miageta sora wa
Itsumo yori takaku kanjita betsu ni samishiku wa nai yo
Motto tsuyoku natte kimi wo mamoritai to chiisaku itte waratta
Mada daijoubu na ki ga shita
Don’t say good bye kimi janakya dame nanda yo
You say good bye tatoeba sonna toki mo
Boku ni totte kimi wa kakegaenai hito
Bokura ga kawashita yakusoku wa itsumo koko ni
Hanasaki wo kasumeta kaze ni suzushisa wo kanjite nantonaku
Maitoshi kitto omoi dasun darou futo omotta
Kisetsu wa megutte bokura mo otona ni natteku
Tayorinakatta tsubasa wo ima ookiku habatakasete
Don’t say love you mou sukoshi ganbatte
I say love you munehatte todoke you
Kimi ni totte boku wa donna sonzai darou?
Kakkou warukute mo ki ni natte shikatanainda yo
Don’t say good bye kimi janakya dame nanda yo
You say good bye sonna koto iwanai de
Boku ni totte kimi wa kakegaenai hito
Bokura ga kawashita yakusoku wa itsumo koko ni
Kimi janakya
O Show seguia sendo um sucesso, nas redes sociais ficou entre uns dos mais vistos, comentados, o entrosamento do casal nos palcos estava sendo muito elogiado, suas vozes e desenvoltura.
Natsuko fez o jantar e ligou o notebook para falar com Ray, mas recebeu o link de uma das colegas de trabalho, acompanhando a live do show, quando Hiroaki foi chamado por uma de seus colegas ele pode ver o filho e a namorada cantando para a multidão e os colegas de trabalho viram o brilho de orgulho que o castanho tinha.
Natsuko fez um obento grande para Yamato, pois pensou que o filho após o show estaria com fome, ela foi chamar os digimons e se sorriu com a brincadeira dos dois, pareciam irmãos brincando, Patamon e Gabumon pulavam corda tentando regredir para suas formas em treinamento.
A loira notou que por mais que tentasse colocar o filho para dormir, Takeru parecia não quer, o relógio já se aproximava da meia noite e o loirinho já lacrimejava, quando um ínicio de blecaute assustou a família, mas nada mais era do que os digimons regredindo, quando Natsuko entrou no quarto procurando o filho ela viu Tokomon e Tsunomon.
— Eu vou fazer um leitinho pra ver se você…
—Nancy, não quer que eu tente coloca-lo para dormir, acho que se der mais leite ele acorda daqui a duas horas. Interrompeu Hiroaki.
— Se quiser tentar, não sei por que está brigando com o sono hoje. Natsuko embrulhou Takeru no cobertor e entregou ao ex.
O caçula segurou o quanto pode, mas depois das canções que Hiroaki se lembrou da época que os filhos eram bebês. O pequeno acabou perdendo a guerra e adormecendo.
— Você ainda leva jeito. Natsuko sorriu com a cena ao ver Hiroaki acomodando o filho no berço.
— Vamos dormir, daqui a pouco o Yamato deve estar em casa, não sei se vem sozinho ou com a Mimi, mas em todo caso deixei o colchão inflável aqui.
O casal saiu deixando o filho no berço com os digimons, na hora marcada exatamente a uma da madrugada, mesmo com o sono, Yamato e Mimi subiram para o apartamento e encontraram tudo como imaginaram, quieto, não parecia ter ninguém acordado, o músico vai até seu quarto pegando sua mochila e se aproximou do berço de seu irmão, o tirando dele e aconchegando no colo de Mimi.
— Yama-Kun ainda acho que devia conversar com sua mãe, diz que não quer ir para o jantar e pronto. Mimi tenta convencer o loiro mais uma vez.
— Não tenho o que conversar com ela, assim ela escolheu, assim vai ser. Yamato pega a bolsa de bebê e colocou roupinhas, colocou algumas mamadeiras de leite, abriu os pacotes de fraldas e distribuiu entre a bolsa dele e a de Takeru.
— Yama-Kun to me sinto a Nazaré? Mimi embala Takeru e acarinha a cabeça.
— E quem é essa? Sua amiga? Perguntou Yamato que não fazia ideia de quem era a personagem.
— Não Yama-Kun, é uma sequestradora, uma personagem de uma novela famosa. Exlicou Mimi.
— Eu tenho cara de noveleiro? Pentelhou Yamato coçando a cabeça, ele pega o D 3 do irmão, seu digivice e abre a geladeira e encontrou o Obento e o pega pra comer no caminho, ele chama os digimons mas esses nem queriam acordar, Tsunomon chegou a perguntar se tinha digimal atacando a cidade, Yamato respondeu e o digimon pediu pra continuar dormindo, Yamato não teve paciência e tratou de pegar eles no colo e leva-los até o carro do Senhor Yagami onde Taichi engolia seco esperando os amigos.
— Toca o carro! Yamato entrou no banco do carona enquanto Mimi acomodava Takeru na cadeirinha de Hikari.
— Claro patrão! Pentelhou o castanho.
— Aqui junta! Mimi puxou o amigo e o namorado e tirou uma selfie. Taichi mostra a língua e Yamato o encara sério.
— Não esquece de colocar na legenda “sequestro em grupo”. Taichi acelerou o carro.
— Eu não vou postar, acha mesmo que sou tonta? Pergunta a sincera.
— Isso não é um sequestro. Negou Yamato.
— Muda… “Passeio sem permissão em grupo”.
— Seu pai não vai ficar zangado? Perguntou Yamato.
— Desde que ele não saiba… Eu me viro, quando voltaremos a nos ver? Pergunta Taichi.
— Após as férias e o casamento da lady e do loopy de loop.
— Quando ele começa a arrumar apelidos para os outros não demora pra soltar fogo pelas orelhas. Demorou um tempo ate chegarem ao destino. —Chegamos! Taichi estaciona e Mimi tira o cunhado da cadeirinha o colocando no colo.
— Até mais esfregão. Se despede Yamato.
— Falou siamês. Taichi fecha o punho e os dois tocam.
Aquela noite já começou com muitas olhadas tortas das pessoas que ao ver um casal tão jovem se beijando no ônibus, com um bebê, começaram a cochichar entre eles e apontar com cara de desgosto.
O sol raiava quando Takeru se deu conta que já não estava mais em seu bercinho, além se incomodar com claridade viu seu irmão admirando a paisagem e do lado Mimi dormia em seu ombro.
Naquela manhã após as sete horas bem dormidas o casal levantou estranhando o silêncio na casa, Hiroaki se espreguiçava e coçava os olhos e Natsuko fazia um cocke improvisado e se espreguiça.
— Eu ninei o Takeru, mas parece que eu dei foi sonífero, não ouvi nada na babá eletrônica. Comenta Hiroaki.
—Eu vou ver os meninos. Natsuko entrou no quarto e se deparou com o guarda-roupas quase vazio, cabides no chão e o berço completamente vazio, procurou Yamato na cama onde parecia que tinha alguém deitado, mas no travesseiro tinha uma bola de basquete e de baixo do cobertor mais travesseiros.
—Yamato-Kun. Gritou a loira puxando as coberta os jogando no chão, a loira chora ao ver o berço e não encontrar o caçula também. — Takeru-Kun.
— Nancy o que aconteceu? Perguntou Hiroaki correndo ao ouvir os gritos.
— As crianças… Os meninos sumiram! Natsuko tremeu nos braços do castanho.
—De repente ele dormiu na casa da Mimi.
Aquela manhã foi toda em ligações, começou pela familia Tachikawa que desesperou no momento em que entrou no quarto da filha e viram a cama vazia e o closet aberto, todas as famílias receberam o telefonema.
Hiroaki tentava raciocinar, para ver se descobria para onde o filho foi, mas no momento só pensava em perguntar para Taichi se ele sabia, o castanho gaguejou no telefone por um breve momento e disse que a última vez que viu o casal foi no palco.
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