Operação babá
9 Chapther nine
Daisuke estava mesmo cumprindo o que tinha prometido, mesmo sem controle total sob o corpo, o ruivo engatinhava pela casa, quando Jun o pegava ele agarrava nas pontas dos cabelos da irmã e ria quando ela reclamava, além disso Daisuke se lembrou que Ken urinou em Mimi e isso só o encheu de ideias, sempre que Jun ia trocar suas fraldas Daisuke molhava a irmã.
— Seu… Fedelho, ag além de gorfo agora até seu mijo está entranhado em mim, o que é, vai mijar na Hikari também? Pergunta Jun
— “ Não, é bem mais divertido em você”. Daisuke dava gargalhada.
— Olha que Kawaii. Jun mostra macacão de calor branco na frente, mas laranja com marcas de tigre atrás, e na frente o tigrão estampado.
— “Em quem você está pensando em vestir isso, vai brincar com suas bonecas”? Daisuke não esperava que a irmã fosse usar aquele macacão nele.
— Vai arrasar quando a Hikari chegar, vai começar duas horas de “Marcha e o urso”. Jun o coloca no carrinho e coloca a mamadeira de mingau no suporte e o deixa de babador sentado em frente a TV.
Em Tamashi…
Ken também tentava se acostumar, mas o bebê conforto acabou causando uma crise de choro no bondoso.
— Ele não pode ir sentado no banco? Pergunta Wormmon.
— Como vou explicar para o guarda que meu filho tem doze anos se o que ele vê é um bebê? Lei é lei, ele precisa do bebê conforto de agora em diante. O senhor Ichijouji o coloca na cadeirinha e põe o cinto.
— Calma, Kenzinho, a Miyako-Chan já vem, queria tanto saber falar sua língua quem sabe quando você crescer de novo você não possa me ensinar. Wormmon fala animado com a possibilidade.
— Não creio que ele vá se lembrar, aw meu querido não precisa chorar isso é pro seu bem, não podemos te levar no carro fora da cadeirinha. Explica a senhora Ichijouji dando a chupeta pro filho parar de chorar e seca suas lágrimas com a fralda de pano.
— Olha não precisam me levar, eu posso ir de trem, e quanto aos minha família…
— Já devem todos terem visto, podemos explicar tudo para eles, e querida você já é da família.
— Então tá bem, obrigada. Miyako cora e entra animada no banco de trás e a senhora Ichijouji entra no do passageiro.
— Mais já estava chorando? Que foi Ken? Pergunta Miyako tendo o dedo agarrado por Ken._ A pepeta ta gostosa? Questiona a violacea.
— Acho que o Kenzinho não gostou do acento. Wormmon explica.
— Aw é isso, faz parte do pacote meu amor. Miyako brinca.
— “ Eu to vendo que meus pais parecem preferir que eu fique assim, minha mãe principalmente parece mais feliz”. Ken levanta as mãozinhas pedindo pra violacea o tirar dali.
— Tem que passear dentro da lei, no colo aqui não, esquenta não, Ken-Kun. Miyako tira fotos de Ken. _ Esse macacãozinho de pé de ursinho com esse chapeuzinho de orelinhas te deixou ainda mais cuti. Miyako fala derretida.
Ken coloca as duas mãozinhas no rosto e Miyako começa a brincar com ele.
— Cadê o Ken? Aquilo estava arrancando muitas gargalhadas do pequeno, a Senhora Ichijouji sorria com as gargalhadas gostosas que o filho dava.
— ”Será que a duração disso é longa? Mais um verão incomum, acho que o jeito é mesmo curtir os mimos, não custa deixar ela feliz um verão que seja”. Ken olha pra mãe.
Enquanto Miyako voltava pra Odaiba explicar essa confusa história para os país, Koushiro tentava mais uma vez em vão buscar respostas para a feitiçaria, foi numa dessas incansáveis pesquisas que o jovem prodígio viu que buscava nas janelas erradas, se o que o ocorreu tinha haver com feitiçaria tinha que ter vindo de algum digimon feiticeiro e se esse digimon era fêmea agora era fazer o processo de eliminação.
— Koushiro-San, sua mãe está te chamando! Tentomon tentava em vão chamar seu parceiro.
— Koushiro… Aw meu kami, ta ai o motivo! A senhora Izumi chega por trás retirando os Headfone da cabeça do filho.
— Mã… Mãe, desculpa eu estava…
— Bebês. Koushiro meu filho que tantas páginas sobre cuidados com bebês são essas e por que anda tão interessado no assunto? A Senhora Izumi perguntava curiosa. — Modo correto de dar banho, posição em que se deve deixar o bebê após a mamada, alimentos que são proibidos… Acho que já vi muito.... É algum trabalho das férias? Questiona sua mãe.
— Trabalho estamos tendo de sobra. Tentomon respondeu.
— Talvez eu possa ajudar. A senhora Izumi se oferece.
— Mãe é que… Koushiro não sabia negar nada a mãe, sabia que ela tomaria conhecimento sobre o assunto mais cedo ou mais tarde, afinal quando ele saia tinham locais como os eventos onde ele evitava levar seu digimon e Koushiro sabia que o parceiro e a mãe não tinham segredos.
— Mãe. Koushiro tentava pensar numa desculpa muito convincente, podia ser genial em praticamente todas as áreas, mas definitivamente mentira não estava incluída.— É que é constrangedor fazer esse tipo de trabalho.
— Não há nada de constrangedor meu filho, isso pode ensinar lições valiosas e evitar certos “ acidentes”, puxa a Miyako Inoue não parecia ser uma jovem que se deixasse levar pelo…
— Do que está falando? Ah… Mãe olha pra tudo tem uma explicação lógica, aquele bebê…
— Koushiro… Eu sei. A mãe do ruivo acaricia seus cabelos.
— Sabe? Sabe o que mãe? Questiona curioso e ao mesmo tempo temendo a resposta.
— Meu filho você acha que está pronto para assumir uma responsabilidade dessas assim tão novo? Sabe e se Ken volta…
— Eu… Eu não tô ouvi isso! Koushiro caiu da cadeira giratória. _ Mãe não é nada disso que…
— Ainda acho uma decisão precipitada, vocês estão no auge da vida, tinham tantas experiências ainda… Koushiro já não conseguia rebater, estava queimando de vergonha, querendo um buraco, sua mãe achava que ele e Miyako estavam namorando e ele queria assumir o filho que ela tinha com outro homem.
— Onde, meu kami onde isso vai acabar? Além de a ilógica regressão dos três vem essas histórias, contos e mentiras, Ken toma fama de desaparecido mais uma vez, Miyako-Chan de mãe solteira e jovem e a poeira espirrou em mim. Koushiro ainda tentava se recompor.
A verdade é que a senhora Izumi tinha ouvido a conversa entre o filho e Inoue na noite anterior, Miyako estava na casa de Ken e o pequeno estava no colo de Miya, que conversava com o ruivo sobre as dificuldades de cuidar dele, conta a história do metrô e fofoqueira da vizinha que já veio hoje com um presentinho só pra espionar o “novo membro” da família Ichijouji, mas ela tratou de cortar as asinhas dela, mantendo Ken no quarto se trancando lá com ele dizendo que ele estava dormindo a essas horas não era hora de visitinhas.
Koushiro argumenta que isso só contribui com os boatos e Miyako rebate dizendo que não quer mais essa cobra linguaruda perto da família Ichijouji, pois parecia que ela só aparecia pra sugar, vinha naquela casa só pra fofocar, era capaz das flores murchar só com sua presença.
Quando o assunto mudou pras travessuras do pequeno, que tentava ficar de pé a todo custo e já tinha até conseguido se agarrar na cortina, Koushiro ria dos relatos e Ken até tentava rebater as piadinhas, mas só ganhava eram abraços e apertões em suas fofas bochechas.
Tentomon ajudou o parceiro a convencer a mãe, contou em detalhes onde e como foi cada transformação dos digiescolhidos, disse que Ken e Daisuke comeram uma casta de doces e com isso em poucos minutos diminuíram tanto que suas roupas os cobriam por completo e Takeru se sujou numa poça de lama e logo em seguida encontrou um casarão abandonado onde tomou um banho e Patamon relatou que ele começou emanar uma luz e em seguida regrediu, os digiescolhidos passaram três madrugadas inteiras acordando com o choro deles.
— Mãe eu e Miyako-Chan… Apenas temos algumas coisas em comum, mas tudo que temos é amizade, ela ama o Ken e ele agora mais do que nunca precisará dela e dos pais dele, Miyako está sendo vítima de muita calúnia, o bebê é o Ken não filho dela, estamos tentando achar uma solução, mas no momento daremos uma pausa no mundo real pra pensar numa boa estratégia, mas é capaz de antes das férias acabarem estarmos com nossos amigos de volta ao normal e acho que se depender de Yamato e Taichi a digimon será destruída. Finaliza Koushiro.
Naquela tarde Sora preparava um lanche pra levar para casa de Mimi, enquanto preparava os bolinhos de arroz, os wagashi que eram doces artísticos e tradicionais da confeitaria japonesa, dangos, e brigadeiro, esse foi receita de Mimi, a ruiva ouvia música e dançava em meio a cozinha, Taichi entrou sem ser notado, pois a senhora Takenouchi deixava sempre a chave embaixo do tapete de boas vindas, Taichi tirou os calçados e sorriu ao ve-la tão feliz misturando a massa enquanto dançava, deixou o corpo comandar e se soltou, o castanho podia ser péssimo cantor, mas aprendeu cedo a dançar e se era uma coisa que Taichi não tinha era vergonha.
O castanho começou a imitar os passos e movimentos da ruiva como um sombra, quando ela foi para trás tentando fazer um moowalker sente umas mãos quentes na cintura e derruba a tigela no chão empunhando a colher de pau soltando um berro.
— Calma Sora-Chan, não me mata! O castanho se abaixa e se encolhe no chão.
— TAICHI, af se levanta, como entrou? É bom não ter filmado seu palhaço, eu vou quebrar essa sua moleira se eu ver um passo meu em vídeo.
— Devia comer um docinho… O castanho pegou um wagashi e se delicia.
— Isso não é pra você! Resmunga a ruiva brava recolhendo a tigela do chão. _ Olha o que você fez.
— Calma, não é a toa a pesquisa ter apontado que as ruivas são as mais intensas…
— Que pesquisa Yagami? Questiona Sora com a tigela virada pra baixo sujando as pernas e por consequência o vestido.
— Esquece, só tenho que parar de levar as revistinhas teen da Hikari pro banheiro quando to com dor de barriga, mas vim mesmo ver como você está, bom me parece… Taichi pega um dango e fala de boca cheia. _ Hum que delicia.
— Taichi você está desinterando a quantidade, eu tenho que… Taichi põe uma das bolinhas de dango na boca de Sora e morde o outro lado.
— Eu venho aqui te visitar e já sou recebido com desconfiança e a paulada, puxa se acalma, e ai podemos ir ao campinho você disse que tinha uma jogada podia sei lá me mostrar, ou podemos ficar aqui, oh podemos assistir só não coloca de novo um amor pra recordar, da última vez você matou nosso peixe.
— Eu não matei seu peixe, ninguém tinha te convidado, você se intrometeu no meio da primeira noite das meninas da Hikari-Chan e não saiu da sala quando mandamos, deixamos você ficar, mas você desrespeitou o drama do filme com seus roncos, eu só te acordei, quem aspirou o peixe pra dentro foi você. Alias desde aquele dia eu queria saber pra que queria ficar numa festa só de garotas? Pergunta Sora.
— Era meu sonho! Isso arranca risos da ruiva. _ Ta bom, eu tava protegendo a Hikari-Chan! Confessou Taichi.
— Do que? Só fez sua irmã pagar mico, você dançou, comeu mais doces que todas e prendeu as atenções das amigas dela ela tinha é que ser protegida de você.
— É eu não tô exatamente pronto pra soltar minha irmã, e ter um monte de louca lá em casa falando de meninos e discutindo que menino de tal conjunto é mais gatinho me perturba o juízo. Confessa o guardião da coragem com os braços cruzados.
Sora ri.
— Qual a graça? Taichi continuou comendo os doces.
— Você é inacreditável, ta bom paizão vai me ajudar a arrumar a zona que o senhor fez eu fazer ou vai ficar ai comendo?
— Só pra você ver que eu não sou folgado, e ai vai filme ou campinho?
— Campinho, não quero os fofoqueiros comentando que recebi um amigo no apartamento enquanto meus pais sairam.
O castanho muda o estilo das músicas e coloca mais agito no apartamento e começa a amarrar o avental na cintura, foi difícil tirar a massa do chão, mas limparam a cozinha toda e Sora foi se trocar e vestir seu uniforme de futebol e avisar a Biyomon que já voltava, Taichi deixou Agumon com ela.
Por horas a ruiva esqueceu da reunião que marcou com as amigas, deixou metade dos doces que fez para os digimons e levou a outra, o castanho e ela treinaram passes, e Sora até o ajudou a ver que ficar dando carrinho só ia prejudicar o time dele, já que vivia tomando cartão amarelo, alguma hora isso poderia tirá-lo de um decisão importante, quando pararam pra tomar água e comer os doces o castanho viu um pequeno festival dado num parque ao lado, ali perderam o resto da tarde, Taichi amava o jeito competitivo de Sora, o casal até ganhou um ursão de pelúcia e um peixinho após vencerem na máquina de dança.
— Ele é seu, pra pagar aquele que você engoliu. Sora debocha.
— Prefiro que fique, de duas uma ou o Agumon come ele ou a Tailmon. Brinca Taichi entregando o saquinho com o animalzinho.
— A Mimi e as meninas vão me matar, mas tudo foi sua culpa nossa acho que depois de dançar Time of my life foi a gota d´água eu ja fiz todos os exercícios de uma semana, to cansada.
— Que pena, eu ia dizer pra irmos ao cinema, mas a madame Takenouchi precisa do soninho da beleza.
— Com isso… Af chega, Taichi se queria ir ao cinema tivesse me dito, não dá pra ir com essa roupa, estamos com os shorts sujos de barro, fedendo a suor, Sora é interrompida por Taichi se cheirando. _ O que está fazendo? Pergunta a ruiva.
— Eu tomei banho e passei desodorante, e você também não ta fedendo, no escuro quem vai ver os arranhões e sujeira, mas animais creio ser proibido, olha temos duas horas antes da sessão começar, podemos dar uma corrida em casa e nos livrarmos disso.
— Vai pra sua casa que eu vou pra minha, nos encontramos no shopping. Sora sugere.
— Mandona, ok você me venceu de novo. Só pra você saber eu deixei você ganhar no tiro ao alvo.
— Ahra, finjo, anda… Taichi a interrompe com um beijo, o qual alguns japoneses reprovam por ser em público, outros mais jovens comentavam e apontavam e faziam coraçõezinhos com as mãos, e tiravam fotos.
Enquanto o encontro rolava, Mimi ligou para buffet de ultima hora e queria matar a amiga por ter faltado ao compromisso, Miyako mesmo correndo chegou apressada, explicando que foi complicado explicar para família a situação de Ken, Mantarou acreditou na mídia, Mamoe tava dividida e Shizuru chamou os irmãos a razão pegando Ken do colo da mãe o mostrando para os irmãos, para o pai, e a mãe, chamando atenção pra idade do bebê e pra barriga sem corte e celulite da irmã, a deixou com vergonha, após isso se despediu da família Ichijouji que ainda iam às compras, e foi pra reunião.
— Por onde anda essa ruiva? Pergunta Mimi.
— Já liguei pra ela dezoito vezes e a Biyomon atendeu, babado e daqueles. Hikari se senta no tapete.
— Kami desenrola. Exige Miyako.
— Ela saiu com o oniichan, eles fizeram docinhos juntos, bagunça, dançaram e depois foram jogar futebol. Relata Hikari as meninas gritam agitadas.
— Ao menos contasse que teria um encontro, isso… Ela deu nossos doces para o seu irmão, é tá séria a coisa deixando as amigas de lado pra sair com o boy. Mimi comenta pensativa.
Enquanto isso na residência dos Ishida.
Hiroaki ainda remoía as palavras duras do mais velho, deixar outro homem levar seu filho caçula pra longe e terminar de criar, mas o que pairava sob seus pensamentos foi uma lembrança de anos atrás, quando Takeru tinha apenas cinco anos, foi no natal daquele ano que Hiroaki não conseguiu aparecer para montar a árvore com os filhos como tinha prometido, ele deixou Yamato na casa da ex e prometeu voltar o mais rápido possível, surgiu muito trabalho na emissora, ele foi cobrir uma notícia importante, e as horas passaram, quando Hiroaki conseguiu sair do terrivel transito, e chegar ao apartamento ele se deparou com a árvore já montada e Yamato de cara amarrada mudando de canal repetidas vezes e o encarou só dando um meio sorriso.
— O amigo da mamãe nos ajudou a montar a árvore! Conta Yamato.
— Amigo? Pergunta confuso, nesse momento um homem loiro de ombros largos, entra com Takeru nos braços já adormecido, ele ninava o pequeno que estava relaxado.
— Nat, visita de última hora, me chamo Ray, eu faria reverência, mas fica difícil com o menino no colo. Ray segura Takeru com um braço e aperta a mão de Hiroaki.
— Se ia se atrasar ao menos avisasse, olha a hora… Bom Hiroaki os garotos não conseguiram te esperar então, o Ray ajudou eles…
— E leu os livros do Takeru, vamos pra casa. Chama Yamato interrompendo a mãe.
— Não quer dormir aqui querido? Está muito tarde, seu pai deve estar cansado. Natsuko pede, mas Yamato balança a cabeça negativamente e pega na mão do pai.
— Estou vendo, bela árvore, Nancy desculpa, mil perdões pelo atraso, surgiu um tremor que fomos cobrir, o trânsito estava…
— Ossos do oficio, eu entendo perfeitamente, mas terá que explicar aos meninos. Natsuko estava com uma cara de quem se irritou com a atitude, e se abaixa pra abraçar o filho.
— Então Yamato, vai conosco ao jogo de basquete depois da virada do ano? Pergunta Ray.
— Acho que eu vou ter um festival de boas vindas no colégio. Mente o loiro.
— Não vai interferir na sua educação o jogo é só a noite. Yamato cora e Ray fecha a mão. _ Fechou? Ray esperava o toque de Yamato.
—Eu prefiro música, quem gosta de esporte é o Takeru, não tenho paciência de acompanhar a partida. Yamato revira os olhos e puxa o pai.
— Já vamos, não quer mesmo ficar? Pergunta Hiroaki.
— Eu já não disse que não! Retruca Yamato zangado, a verdade era que Ray apressou as coisas naquela noite, ele trouxe uma nova árvore e enfeites deixando Takeru curioso em abrir logo, quando deu dez da noite Takeru ainda cercava as caixas e passou a brincar com as bolinhas, e Ray disse que eles deveriam montar juntos, em duas tentativas Takeru defendeu a tradição de montar a árvore com o pai, mas as horas foram passando e o caçula após tantas brincadeiras já cochilava no colo do irmão, finalmente o pequeno disse a Ray que não esperaria mais e pediu pra ele ajudar, mesmo contrariado Yamato concordou em ajudar o irmão que esperançoso segurava as últimas peças da árvore, e olhava pra rua pela janela, esperando ver o carro do pai, a estrela a qual pela tradição o caçula coloca no alto árvore e os pisca-pisca, Ray desenrolou o pisca pisca das pernas do garoto e o pegou no colo, dando conselhos de nunca mexer em eletricidade sozinho, Natsuko e ele colocaram as luzes e Ray levanta Takeru no alto e o loiro coloca a estrela sendo filmado.
Depois que todos os convidados já tinham ido embora, Ray se oferece pra ajudar, e coloca Takeru pra dormir contando histórias, e o ninando, Yamato estava bravo com seu pai, pois essa data era importante, pois era a única que faziam algo juntos sem a interferência do trabalho, mas Hiroaki aceitou ser ancora e com isso seu tempo diminuiu.
Ao voltar para o tempo atual uma outra coisa o irritou, sua ex mandando e desmandando na casa, estava dando ordens de esposa, “Tira a cueca de cima da cama, coloca no cesto”, ele nem sabia que tinha um cesto, se deparou com um quarto completamente “reformado”, estava limpo e com cheirinho de eucalipto, assim como o de Yamato, o qual teve um berço adicionado.
— Nancy temos que conversar. Chama o jornalista.
— Hiroaki-San, bom como vê estou um pouco ocupada, mas é urgente? Questiona a loira.
— Pra mim sim. Hiroaki se aproxima do filho que estava mamando e acaricia seus cabelos.
— Nancy. o objetivo não era tomar conta do Takeru? Pergunta Hiroaki.
— E acha que eu to fazendo o que? Pergunta grossa.
— Nancy você só chegou a dois dias e não descansou nada, olha o que fez com meu apartamento. Hiroaki mostra.
— O que? Tirei o lixão de dentro de casa, limpei o chão e os armários e coloquei as bebidas alcoólicas e os cigarros em lugares adequados, Hiroaki tem que ter cuidado com crianças. Repreende a loira.
— Eu me encontro com a minha bagunça, eu já não acho mais nada, com tudo emprequetado. Com essa Takeru riu.
— Ele sempre foi bem risonho, do que achou graça em garoto? Hiroaki brinca com o filho.
— Não se acha? To surpresa que achava alguma coisa, sem falar que aquilo não era ambiente para um bebê. Natsuko se desvia com Takeru no colo o colocando para arrotar.
— E me responde já que tocamos nesse assunto, onde é o ambiente dos sonhos para um bebê, nas Bahamas, lá no fim do mundo? Questiona com sarcasmo o castanho.
— Hiroaki-San… Pronto tava demorando, eu sou uma mulher livre e independente financeiramente e solteira, quer dizer noiva. Retruca Natsuko.
— Noiva? Até ai tudo bem, nosso divorcio saiu faz nove anos, mas levar meu filho pra longe de mim e do irmão. Hiroaki rebate em alto e bom tom.
— Hiroaki-San… Kami do céu o Yamato já foi contar antes de eu ter uma conversa com ele.
— O que queria conversa, “olha filho estou levando seu irmão para outro pai terminar de criar, cuida do seu pai que eu vou fingir que nunca vivi no Japão”.
— ESTÁ EXAGERANDO! Gritou a loira, Takeru olhava assustado.
— Exagerando, você nega que foi ao colégio se informar da transferência do Takeru.
— Eu não vim pedir sua benção, vim apenas cuidar do nosso filho que… Kami do céu eu tive que inventar uma mentira pro meu noivo, como eu ia explicar pro Ray que o Takeru voltou a ser bebê.
— O que disse a ele? Questiona Hiroaki escondendo uma certa alegria por isso.
— Que o Takeru estava doente, e precisava de repouso, como estava na casa do pai precisava ficar aqui de cama, mas não tira o foco… Hiroaki devia estar agradecido.
— Pelo que por ter um general praticamente fazendo inspeção diária na minha casa . Grita Hiroaki.
— Sua casa estava um chiqueiro, o Takeru ia acabar mesmo doente no meio de tanta bagunça, tinha caixas de pizza embaixo das camas, o que é tava colecionando as caixas ou as formigas? Pergunta Natsuko.
— Não mude o foco, Nancy querer seguir em frente é uma coisa, mas ir embora levando meu filho…
— Seu? Hiroaki, pelos papeis Takeru pertence a mim, eu tenho a guarda dele, fique tranquilo que você poderá ver ele nas férias. Natsuko nina o filho que chora muito por conta da briga.
— Nancy só faltava mais essa, proibir de ver meu filho, mas nem que você quisesse, escuta eu não vou permitir, já chega de bancar a doméstica, mexer em minhas coisas e principalmente o Takeru fica. Grita alterado.
— “ Eu também não quero ir, mas precisam brigar de novo como foi na época do divórcio”? Takeru chorava tanto que se engasgava.
— Meu amor, fica tranquilo, pronto passou! Não chora… Hiroaki eu queria saber quem acha que é pra permitir algo? Assim que a situação se normalizar eu volto pra minha casa com meu filho e sim me casarei no Havaí com Ray e vou viver lá com ele e meu filho.
— Esse é o seu problema, seu… Nancy a não ser que tenha me enganado todos esses anos e o Takeru não seja meu filho.
— Eu não ouvi isso… Só por essa eu devia ir embora agora mesmo, eu vou terminar de arrumar o Takeru no quarto, longe de você. Grita a loira ofendida.
— Nancy… Hiroaki tomou a portada na cara e quando se virou pra trás se deparou com o mais velho sentado no braço do sofá.
— Sério? Eu to dizendo com esses seus roteiros devia escrever um Dorama, o Takeru é e sempre foi e sempre vai ser seu filho, foi após o divórcio que esse engomadinho metido a besta chegou na vida deles e com essa você disse “ Vai e leva meu filho embora ele é todo seu”. Yamato joga a cabeça pra trás e bufa. _ Eu vou tentar de novo, vou acalmar ela, mas entendo o seu lado está com o orgulho ferido, eu também já gritei até o que não devia com meus amigos quando o sangue sobe, mas isso… Pai assim fica difícil. Yamato bate na porta do quarto de Takeru e a mãe só abre porque era o filho, Yamato entra e vê o caçula ainda chorando.
— Takeru fica calmo, já passou seu pai é grosso, oh meu querido pode ficar tranquilo. Natsuko tentava acalmar seu filho.
Yamato queria jogar umas verdades na mãe, mas olhou o irmão com o rostinho vermelho e se engasgando de tanto chorar, e apenas se deitou do lado e ficou acarinhando seus cabelos.
— Escuta esses loucos não, isso passa, ninguém quer que você vá embora, vamos lá pro quarto pessoal. Yamato chama os digimons e vai pro quarto, entregando Takeru pra Gabumon segurar, e puxa seus travesseiros e tira o envelope onde estavam os documentos necessários para a transferência do irmão, Yamato tinha aproveitado a discussão pra tirá-los da bolsa de sua mãe pra ganhar tempo.
O loiro vai voltando para o quarto escuta sua mãe conversando em Francês, ou era o seu avô ou… na verdade era Ray que insistia em saber como estava seu irmão.
— É guerra baixinho, vamos dar um passeio, depois a gente volta quando a poeira baixar, tive uma ideia que vai nos render tempo pra concertar isso e para impedir os pombinhos.
— "Que ótimo eu não quero ter que viver com eles la longe, se ainda fosse lá em casa, aqui mesmo em Odaiba, bom eu só ia fazer algo se eu visse perigo, mas ir pra longe de você e dos digiescolhidos me deixa com medo.
Yamato só pega uma das mamadeiras na geladeira, as fraldas e lenços e um macacão extra e sai sem avisar aos pais só disse se resolvam e levou o irmão.
Meia hora depois, o loiro toca a campainha na casa de Mimi.
— Azedo? Kami não me lembro de contratar músico pra nossa festa! Mimi pentelha, Miyako e Hikari saem do quarto e ficam no alto da escada espiando.
— Mimi-Chan, eu preciso muito de uma ajuda sua, nós precisamos.
— Olha que não vai sair de graça o serviço! Mimi brinca.
— Serviço… Yamato olha pro irmão. — Não precisamos de uma babá, aqui, o assunto é outro. Mimi pega o envelope que Yamato entrega.
— O que tem aqui? Pergunta Mimi.
— Documentos, os documentos necessários para minha mãe tirar o meu irmão do colégio. Você pode guardar com você aqui é o último lugar onde iam procurar. Yamato pede.
Mimi viaja por algum momento.
— Mimi-Chan, oh Mimi, vamos voltar pra terra cabeça de vento. Yamato chamava a sincera.
—Seu grosso, olha vou esconder, mas é pelo seu irmão, então sem isso ele não vai embora? Questiona Mimi.
— Ela não vai poder ir pedir a transferência, então posso contar com você? Pergunta Yamato.
— Vem vamos entrar pra tratar de negócios, mas só avisando as garotas estão me espiando. Mimi dá o flagrante nas amigas, após contarem que tomaram o bolo da guardiã do amor, Yamato se junta as amigas e conta sobre o casamento e partida definitiva do irmão e conta sobre Ray.
— Olha ainda que pareça aqueles filmes americanos que os filhos fazem um monte armação pra juntar os pais, e no fim o amor vence, não sabemos se nesse caso isso será possível, mas aw vem cá pequeno, a gente não vai deixar você ir embora não, não devíamos, mas já nos metemos no rolo e acharemos a solução. Miyako pega Takeru no colo.
— Nunca devemos nos meter, mas somos uma família não é loirinho, assunto deles são nossos por que te envolve. Mimi fazia voz infantil.
— “ Obrigado gente, eu não quero ir morar lá, se eu soubesse que o Ray ia fazer isso nunca tinha o tratado tão… Bem”!
— Pode ficar, iamos tomar um café e pãezinhos e bolos e…
— Fazer fofoca, tô fora, valeu. Eu to indo nessa. Yamato sai do quarto de Mimi e quando chega a porta cai aquela chuva típica de verão.
— Acho que você não vai a lugar nenhum pequeno, vem acho que ainda faço um bom mingau pra você, e não precisa fugir da gente Yamato, não mordemos, sem falar que as duas já estão comprometidas. Pentelha Mimi.
— “Se não for pedir muito prefiro um Hambúrguer, já peguei nojo de tanto mingau” Takeru se lembra enojado.
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