Operação babá

7 Chapther Seven


Ken P.O.V On

De todas as coisas que já me aconteceram ao longo dos meus doze anos, sem dúvidas essa é a mais estranha, meu pai me olhava como se não acreditasse, e minha mãe, parecia que viu algo de outro mundo, se bem que um jovem regredir pro início da vida não é deste mundo.

Agora não sei mais falar, andar, nem segurar um hashi nas mãos eu sei mais, eu babo e durmo o dia todo, ou choro, meu medo é esse feitiço ser permanente, ta certo que eu tive uma pré adolescência conturbada, mas quando eu disse que eu queria me redimir, a ideia não era voltar para as fraldas, no metrô eu senti calor, pois a Miyako-Chan, me vestiu com uma camiseta azul pequena, um macacão jeans com um cachorro de óculos que tomava toda a frente da roupa, me enrolou num pano fino, colocou o peludo e uma manta por cima da minha cabeça, acho que ela queria me manter escondido, mas no Japão era Julho, ou seja estávamos no auge do verão japonês, eu estava com tanto calor que acabei não arrumando outro modo de dizer o que estava sentindo se não chorando, foi uma ideia estúpida, as pessoas quando bateram os olhos em mim começaram a cochichar uns apontavam o celular na nossa direção, não sei se tiraram fotos, ou só estavam ouvindo música, mas pelas caras de descontentamento creio que não demore pra essas fotos irem parar nos sites e programas de tv, sumi da mídia desde o meu desaparecimento a um ano, mas depois dessa não demora pra isso cair na mídia, uma das estudantes se levantou do assento preferencial e ficou horas nos encarando, até aproximou o rosto do meu pra ver se enxergava direito, pelos olhos e a boca em formato de O eu creio já esperar o que ela vai sair falando, pobre Miya, as senhoras mais velhas também cochicham e apontam como se Miya fosse uma desonrada, os digiescolhidos no momento precisavam de um descanso, Miya se sentou comigo no colo e me deu uma mamadeira com água, como eu sorria com cada careta que ela fazia ou quando ela falava com voz de bebê isso atraia ainda mais olhares, na rua, minha vizinha passou por nós no momento em que saímos do elevador, pelo cheiro dela acabou de fumar, acabei dando um espirro por isso, e Miya limpou meu nariz com a fralda de pano e sem querer me chamou pelo apelido que Wormmon me deu, Kenzinho, é óbvio que essa fofoqueira vai sair por aí dizendo muita informação que não é da conta dela e pior, falsa, é muito capaz de aparecer aqui em casa para “ver como está minha mãe”.

E falando nela, demorou um pouco para ela despertar.

P.O.V Off

— Eu devo ter visto coisa! Ela se levantava ainda meio tonta, sendo ajudada pelo marido.

— Posso explicar isso, mas antes que saiam pensando em teorias, eu e o Ken… Esse menino é o Ken, o filho de vocês, no momento não tenho como explicar que digimon fez isso, tudo o que sabemos é que o pastel e ele foram passear pelo digimundo e por gula não contiveram a boca e limparam uma cesta inteira de doces.

— Primeiro… Pastel? Pergunta o Senhor Ichijouji.

— A Miyako e o Daisuke gostam de se alfinetar Senhor Ichijouji, mas o Ken não foi o único que voltou pro Japão usando fraldas, o Daisuke e o Takeru acabaram na mesma situação. Explica Poromon.

— Aw então esse é mesmo o Ken? Pergunta a Senhora Ichijouji aconchegando Ken no colo o olhando com ternura.

— Eu e Ken tomamos muito cuidado…

— Você e Ken já… Aquilo deixou Miyako da cor de um tomate bem maduro, até Ken corou suas já rosadas bochechas.

—Já o que? Pergunta Minomon.

— Beijamos na boca! Responde Miyako envergonhada.

— Mil perdões a intromissão, mas você viu o digimon que fez isso com meu filho? Pergunta a senhora Ichijouji mudando de assunto.

— Então vocês não acham que são avós dele? Pergunta Poromon.

— É preciso nove meses para… Para nascer um bebê e esse já tem bem uns oito meses, o namoro de Ken e Miyako começou em maio, não deu tempo deles nos tornarem avós. Explica sabiamente o pai do bondoso fazendo carinho nos cabelos indicos do filho.

— Isso me dá um alívio, já basta os fofoqueiros do metrô… Miyako respira aliviada. _ Taichi e Yamato lutaram contra ela, e foram atacados, por sorte voltaram inteiros, e não regrediram, aqui essas são as coisinhas que conseguimos pra eles, roupinhas, fralda, cobertor, eu… Nós digiescolhidos vamos atrás dessa louca, enquanto isso, não é prudente ficarmos no mundo digital, pois eles agora têm outras necessidades, e…

Miyako foi interrompida pelo abraço da senhora Ichijouji.

— Parece que a vida resolveu nos dar uma segunda chance de fazer direito, Miya…

— Calma senhora Ichijouji, a gente vai trazer o Ken, o pastel e o Takeru de volta, espero que aprenda a lição viu cuti, não sai comendo tudo o que acha e não é zombando da situação, mas acho que o Takeru não vai mais querer entrar num lago ou banheira tão cedo. Ken acompanhou as risadas da amada e teve as bochechas apertadas.

— Eu venho te ver viu coisa Kawaii, não vai demorar pra você sair dessa situação.

— “Eu espero! Descansa bastante dessa semana que não dormiu”.

— Acho que temos que tirar o berço da caixa, está bem conservado, eu vou levar pro quarto dele. O senhor Ichijouji entrega o filho para a esposa e vai ao quarto.

— “Esperava voltar e dormir na minha cama, pelo jeito não vou me livrar dessas coisas tão cedo”.

— O bercinho do Kenzinho aqui também parece uma cesta como o lá do digimundo. Pergunta Minomon.

— Não, o berço do Ken é retangular, é mais espaçoso do que o berço cesta, ainda vamos precisar de fraldas e outras coisas, mas as roupas de bebê dele só precisa ser lavadas para tirar o cheiro de guardadas, Miya você está com pressa de ir embora? Pergunta a senhora Ichijouji.

— Eu posso ficar até às quatro, pra não pegar o horário de pico, mas…

— Se não se importarem podemos dormir aqui. Poromon passa na frente da parceira.

Poromon! Repreende Miyako.

— Eu troquei a roupa de cama do Ken, agora entendo as manchas que vi… Miyako cora de novo.

— Você tava danadinho eih! Diz Miyako.

— “Queria um buraco pra socar minha cabeça".

Após uma hora e meia a senhora Ichijouji dava os últimos toques no berço onde Ken dormiria dali pra frente, os protetores de berço de ursinhos combinados com as fronhas e lençóis e os móbiles de urso após os bichos secarem os ursinhos segurando bolas coloridas.

— Esse bercinho é mais espaçoso Kenzinho. Wormmon observa o berço.

— Quando você voltar ao normal você vai ter muito do que rir nessas férias. Miyako não resiste e tira foto do namorado no berço.

— Venham jantar, nos acompanha Miyako? Pergunta o pai de Ken o tirando do berço, Ken tenta jogar o corpo pra trás.

— Acho que terei que reaprender a segurá-lo, anda Ken, a comida está esfriando. O senhor Ichijouji o coloca no colo da esposa que o alimenta com toda paciência e depois dá um suco na mamadeira.

— Tá gostoso Kenzinho? Pergunta Minomon.

— Você esqueceu que ele não fala? Pergunta Poromon.

— Acho que ele respondeu sim com esse sorriso. Indica a Sra.Ichijouji limpando o rosto e os dedos do filho.



Na residência da família Motomiya

Naquela noite Ken não era o único a estranhar sua cama, Daisuke também não estava gostando do bercinho, os cavalinhos e os protetores de berço.

— “ Isso não pode estar acontecendo, mãe eu não vou ficar aqui, prefiro minha cama”.

— Dai-Kun você tá muito kawaii ai dentro. Hikari tava toda boba tirando fotos que ela guardará só para si.

— Ainda tentando falar Dai, desiste não uma hora você consegue. Incentiva Chibimon.

— Porque bebês humanos não falam Como bebês Digimon? Pergunta Agumon.

— Os bebês humanos não falam, pois o cérebro ainda está em desenvolvimento, a parte que controla a fala ainda não se desenvolveu. Explica Hikari.

— Agora a gente vai embora viu, daqui a pouco mamãe vai te dar papa e dedeira. Taichi falava pausadamente e num tom infantil.

— Vamos Oniisan, já é a oitava vez que a mamãe manda mensagem parece que o tio Freddy vai jantar com a gente. Diz a castanha.

— Você sempre se anima quando ele vem. Aponta Taichi.

— Claro não posso passar as férias contando só com a mesada. Acho que podemos levar os meninos ao festival, afinal não sabemos a duração do feitiço. Opina a guardiã da luz.

— Imouto, quem mandou você ensinar a mamãe a mandar mensagem? Taichi brinca com a situação.

— Você ensina sua mãe a mandar mensagem, a mexer no celular? Meus filhos sempre inventam alguma desculpa quando eu peço. Pergunta a Sra. Motomiya vindo buscar seu filho pro jantar.

— E…Bem o básico. Responde a castanha, corada. _ Coisa feia eih Dai-Kun, quando você voltar ao normal teremos uma conversinha.

— Vocês não querem ficar pro jantar? Pergunta a mãe dos ruivos.

— Temos um jantar em família em casa, mas amanhã a tarde se não for incomodo gostaria de passar a tarde aqui com o Dai. Responde Hikari.

— Claro que não me incomodo. A mãe dos ruivos leva o filho pra mesa, onde deixa Jun e seu pai boquiabertos.

— Você tá de brincadeira… Já basta descobrir que ele era uma espécie de herói que tinha que viver em dois mundos os salvando, agora… Como foi que ele encolheu? Pergunta Jun com o irmãozinho no colo.

— Depois do jantar eu conto. Chibimon fala de boca cheia já sugando o macarrão deixando a todos com uma gota.

— Temos que ir. Vamos Hikari-chan.

— Tchau lindinho, agora está em boas mãos, vão cuidar de você. Come tudinho tá bom. Diz Hikari se despedindo do ruivo.

Daisuke fez uma cara de nojo ao ver o purê molhado com caldo.

— Abre esse bocão. Jun fazia aviãozinho.

— “Algo me diz que eu terei uma longa semana”. Bem na hora que Jun colocou a comida na boca do pequeno e estava toda derretida Daisuke espirrou ainda com a boca cheia, fazendo o purê ser espalhado pelo rosto e cabelo da irmã e ri da situação.

— Seu… Pivete, ficou mais pivete ainda…

— Jun, Daisuke é só um bebê e amanhã já que está de férias ficará responsável por ele até às quatro da tarde quando a Hikari-chan chegar, trate-a bem e ao seu maninho também. Recomenda a mãe dos ruivos.

— “Então tudo que eu faço, é kawaii, interessante… Acho que posso me divertir com isso afinal”. Daisuke ria enquanto mordia os dedos.

— Daisuke tira a mãozinha da boca, aqui morde o mordedor.

Na residência da família Ishida…

Yamato e Koushiro conversavam e o ruivo dava bronca no guardião da amizade, pois graças a ideia do loiro Koushiro tinha hackeado as mensagens que seu padrasto trocava com sua mãe.

— Por que não permite que sua mãe seja feliz Yamato-San, olha entendo que o divórcio foi traumático para ambos, mas não é o fim do mundo…

— Olha agradeço me passar as informações, seu nome não será nem lembrado no momento que a bomba explodir, e quanto a isso… Izumi, você não leu tudo não foi? Esse bocó, esse francês com pinta de galã quer levar meu irmãozinho embora pro Havaí. Esbraveja Yamato.

— "Eu não vou pra lugar nenhum". Resmuga Takeru brincando com os pezinhos.

— Yamato.... Quando você age com a cabe…

— Pode parar, EU NÃO TÔ DE CABEÇA QUENTE. Grita o loiro.

— Yamato, se senta pelo amor de deus, olha não consigo fazer mais nada por você, mas um conselho eu te dou, para de pensar só na sua vontade, sua mãe não está traindo seu pai assim como seu pai não traiu sua mãe com aquela amiga que você e outro esquentadinho mandaram pra rua, sem dó nem piedade. O ruivo repreende a atitude dos amigos.

— Só pedi ajuda para o único que dá a cara a tapa nessas ocasiões o resto vem com pedra pra cima de mim cheio de frases de efeito que ou pegam no rei leão ou no google.

— Yamato, você e Taichi exageraram na coisa, agem por mero extinto como dois lobos, mas compreendo sua ira quanto a viagem…

— Se esse imbecil pensa que vai chegar assim e levar o que não é dele, vou derrubar esse lunático da nuvem rapidinho. Ameaça Yamato.

— Pelo amor de deus Yamato, pensa primeiro nas cons…

Yamato desliga o computador deixando o ruivo falando, o guardião da sabedoria liga pro Joe.

— Joe-san… Acho que fiz uma burrada enorme. Diz Koushiro.

— Você fazer burrada? O que houve? Pergunta o estudioso.

Koushiro conta tudo, deixando Joe numa dúvida, por um lado ele compreendia o lado de Yamato que já vive em casa separada do irmão e só o vê por alguns minutos no colégio nos horários de entrada, intervalo e saída e depois tinha dia certo pra se verem devido ao acordo de guarda, essa de Natsuko se mudar do Japão e levar o filho ia dividir até mesmo o grupo, ia mexer com muita coisa, mas o mais importante era com o pai e o irmão, o pai não admitia que era contra, sempre dizia que a guarda era dela, mas estava remoendo, não queria outro homem criando seu filho, mas esse foi o acordo no divórcio, dividiram o dinheiro e os filhos sem pensar antes no quanto isso mexeria com ambos, Hiroaki segurava toda emoção, por mais incômoda que fosse pra se fazer de forte na frente dos filhos.

Notas finais
Taichi ta em todas, esse castanho falou confusão tem assinatura dele, vida de madrasta não é facil... Creio o Ray vai ter trabalho pra tirar o Takeru do Japão