Operação Cupido -Versão Swanqueen
2 O acampamento
Notas iniciais
O acampamento StoryBrooke recebia muitos elogios vindos tanto das crianças, quanto das mães. Ficavam aliviadas por tirarem um descanso de seus filhos por dois meses muito bem aproveitados com seus maridos ou apenas enchendo os braços de sacolas em cada loja de que elas saiam. Dentro, as atividades eram saudáveis e ensinava aos pequenos o prazer e a vantagem de viver em simplicidade, dividindo, competindo, sempre em grupo cercados pela linda natureza. Voltavam mais sociáveis com os pais e irmãos e até mais tranquilos, o que durava uns dois dias até voltarem à rotina habitual.
Aquele ano o acampamento reservava-se apenas aos meninos. Então quando os ônibus adentraram passando embaixo da placa dizendo: “Acampamento Storybrooke” as crianças já animadas levantavam-se dos assentos, recebendo queixas e empurrões, mas preparadas para descer. O automóvel estaciona em uma rua cercada por árvores, e logo os passageiros desembarcam eufóricos.
Em meio a tantas crianças comportando-se diferentes, umas reclamando dos empurrões e socos, outras totalmente perdidas com a mão em cima dos olhos tapando o sol para enxergar algo que os conduzissem. Dois garotos com no mínimo treze anos parados diante do ônibus, expressavam confusão em suas faces, um deles reclama, segurando um celular:
“Droga, aqui não tem sinal!”
Uma mala foi arremessada da janela do ônibus caindo direto nos braços de seu dono que agradeceu e foi-se misturar, não antes de ser interrompido por um garoto menor pedindo informação. Outra criança completamente coberta por malas, presa nas costas além da mala enorme uma mochila, na cabeça um capacete, nos ombros os bichos de pelúcia que estavam presos nas alças e uma raquete. Resumindo, uma mala ambulante andou até onde um grupo de crianças cada vez agregando mais uma, se juntavam em volta de uma mulher que gritava segurando um alto falante.
—Sou a diretora do acampamento.. Procurem suas bolsas, se apressem, temos um divertido dia pela frente. E agora, vou passar o alto-falante para meu braço direito, Cindy Crystal. Se comportando, por favor!—A morena passa o aparelho para a loira que com uma postura autoritária o segura começando dar as ordens para finalmente organizar este lugar.
As crianças não escutavam nada, em meio às conversas animadas e os encontros com os amigos que iam chegando. Entre todos os meninos, uma menina loira se queixava com a inspetora:
“Eu pensei que este fosse um acampamento para meninas!”
De repente, o mesmo garoto que teve sua mala arremessada da janela do ônibus aos seus braços, aparece entre os demais e joga sua mala em meio ao amontoado de outras bolsas pertencentes aos demais.
—Que legal, achei minha bolsa!—Exclama um garoto com cabelos negros, branquinho de óculos escuros.
Quando encaixa seus dedos envolta da alça, mas três malas são jogadas sob a sua, colocando bastante peso impedindo o garoto de puxar a bolsa amarela que na verdade não era do amiguinho do ônibus e sim dele, esqueceu no automóvel e esteve a procura. E o pior, cada vez mais, meninos jogavam suas malas fazendo o garoto desistir soltando seus dedos.
—Ora, ora ora..—Disse enquanto rodeava o amontoado procurando alguma brecha inexistente na piscina de cores e tecidos. Pendurou os óculos em cima da cabeça. —Agora o problema é: Como vou tira-la daí? Abaixou-se ainda tentando puxar sem sucesso”Eu consigo! Eu consigo!” E nada.
—Ei novato!—Um garoto meio ruivo se aproximou, depositando a própria mala ao chão.
—Como sabe?—Questionou usando aquele tom de sua mãe, enquanto parava e encarava o ruivo.
—Você não sabe que tem de pegar sua mala logo antes dos macacos jogarem as deles na pilha?—O ruivo usou um tom meio irritado.—Eu diria que você precisa de uma bela ajuda.
—Obrigado, é a amarela grande.—Disse apontando para onde um pedaço de sua bolsa ainda respirava.
Os dois juntos tentaram puxar fazendo muita força em seus braçinhos infantis por uns segundos até desistirem. Mas antes mesmo de trocarem palavras, um outro garoto alto, simplesmente andou até a pilha e puxou sua mala com a maior facilidade do mundo, totalmente despreocupado.
—Cara! É dele que a gente tá precisando..—Comenta o moreno de braços cruzados observando o alto.
—Ô da camiseta de caveira!—O ruivo gritou chamando atenção do alto que usava a camiseta preta com uma enorme caveira branca estampada.
—Dá pra ajudar a gente a puxar a minha bolsa? É a amarela que tá emperrada aí..—O moreno completou, apontando em direção a pilha.
O alto também moreno em silencio andou até onde os outros dois estavam.
—É essa aqui?—Pegou a alça da bolsa amarela. —Suave!—Puxou com sua facilidade e o entregou ao outro moreno. —Ei! Você é da Califórnia?
O moreno mais baixo assentiu preparado para a fase conhecer e fazer amizade que ensaiou com sua mãe antes.
—Você já foi a Hollywood? —O ruivo questionou.
—Você já conheceu uma estrela de cinema?— O alto gótico quis saber.
O moreno riu.
—Por acaso vocês são Justin Bieber e Ed Sheeran?—Brincou sorrindo. —Eu nunca fui pra Hollywood eu moro no norte da Califórnia, do lado de um vinhedo.
—Um vinhe o que?—O alto questionou.
—Um vinhedo, onde tiram uvas para fazer vinho. É o que a gente faz! Minha mãe e eu, a gente tem um vinhedo.—Explicou o moreno.
“Henry Swan”
A voz soou impaciente saindo do alto falante.
—Tô aqui!—Levantou a mão, deixando bem visível sua presença.
“Saviors”
A instrutora disse o grupo no qual iria ficar o novato.
—ÊÊ é o nosso grupo!—O gótico e o ruivo deram um toque de mão.
Henry que estava em pé encima de algumas malas pula ao chão rindo e caminha junto ao seu novo grupo.
—Algum de vocês sabe jogar Once Upon A Time?—Perguntou carregando sua mala grande nas costas.
Once Upon A Time era um RPG de tabuleiro, em que a trama se passava no mundo dos contos de fadas. As crianças e adultos amavam.
—Eu não sei não!—O ruivo respondeu.
—Eu já ouvi falar, mas nunca joguei..
—Não? Ah, que pena!—Henry lamentou.—Deixa pra lá! Quando..
Enquanto os meninos conversavam uma limousine passava devagar, se aproximando do local em que estavam indo estacionar em um canto. Não perceberiam se o automóvel não pedisse licença buzinando nas costas dos três meninos que saíram do caminho, mas notaram a incomum novidade.
—Nossa, quem tá aí dentro?— O ruivo perguntou.
—Algum filhinho de papai!—O gótico respondeu.
-----OC------
Uma Limousine preta estaciona e abre a porta traseira. Onde um elegante mordomo desce primeiro e logo atrás um também elegante garoto, vestido de social, desce atrás arrumando a manga da blusa como um pequeno homem de negócios. Seus olhos castanhos vasculhavam o acampamento, as crianças, com uma arrogância evidente.
—Chegamos! Acampamento Storybrooke para meninos.—O mordomo diz olhando ao redor com um pequeno sorriso ao estar respirando o ar jovem e vivaz presente ali.
—Nós viemos lá de Londres para isto?—Pergunta o menor, encarando o local desajeitado e as crianças horríveis.
—Ora, é muito pitoresco, não acha?—O mordomo pergunta com um ar simpático.
—Não é exatamente o termo que usaria!—A criança soou exatamente como um marido irritado indo viajar de férias com a família.
—Bem, vamos cumprir com o que prometemos a sua mãe, certo?—O mordomo retira do paletó um bloquinho de notas. —Vamos ver.. Vitaminas?
—Confere!—O jovenzinho disse sério o encarando.
—Minerais?
—Confere!
—Lista de frutas e legumes diários?
—Confere e confere! Para frutas e para legumes.
“Como é séria, essa criança? Pensou o mordomo com certo desconforto.
Protetor solar? Pasta da água? Repelente para insetos?Papel de cartas envelopes e selos? Fotografias de sua mãe?
—Peguei tudo— Levou a mão a testa batendo continência.
O mordomo ri levemente
—E tem uma coisinha do seu avô, Um baralho de cartas. Pode ser que você encontre alguém aqui que possa limpa-lo no Poker..
—Duvido muito, mas bem, Senhor Charming, Acho que está na hora de nos despedirmos.
O mordomo e o garoto ficaram sérios até que riram de leve dando um rápido abraço, seguido de uma série de toque de mãos coreografada por eles, anos antes.
David e Daniel eram extremamente formais e frios um com o outro, mas dentro desse gelo, existe uma figura paterna e outra figura de um filho que o jovem e bonito mordomo pensava que nunca teria, resultando nesta estranha ligação recentemente apresentada.
O jovem ficou observando friamente o automóvel sair enquanto por dentro a sensação de solidão começava a apertar seu coração.
Era tão parecido com sua mãe!
-----OC------
Os dias iniciais se passaram e logo Daniel e Henry ambos dentro de seus respectivos grupos socializaram-se. Até Daniel se soltou mais, permitindo-se tirar a mascara de “Homenzinho da mamãe” para ser simplesmente criança.
Por falar em crianças, o refeitório infestava-se delas, em um barulho cheio de distintas vozes, risadinhas, talheres batendo em pratos, brigas e broncas das inspetoras. A única menina ligava para mãe insistindo ser socorrida. Henry estava na bancada escolhendo a comida que ia pegar. Segurou um tipo de peixe e o cheirou fazendo cara de nojo e o jogando no gótico que devolveu com pequenos socos medindo sua força no garoto pequeno. O ruivo ria da cena bagunçando o cabelo de Henry para irrita-lo.
Do outro lado, Daniel chegava perto do local em que o gêmeo estava. Os dois pararam um do lado do outro, esticaram ao mesmo tempo o braço para a mão agarrar comidas próximas, com os rostos idênticos focados em seus próprios alimentos alheios a situação. Até que a diretora do acampamento se mete entre os dois separando-os de talvez se descobrirem.
—Ai eu adoro, morangos. Vocês não querem pegar também?— Perguntou recolhendo com o auxilio de um talher alguns e os depositando ao seu prato.
—Obrigado, mas eu sou alérgico!—Henry disse e se mandou.
—E você quer morangos?—Olhou para o outro lado onde Daniel estava. Sem prestar muita atenção.
—Queria, mas não posso sou alérgico!—Disse sério.
—Você já me disse isso, como foi parar aí?—Finalmente percebeu a semelhança.
Enquanto a diretora soltava palavras insignificantes o menino saiu sem ouvir nada.
-----OC------
Duas figuras travavam uma batalha chocando suas espadas em esgrima. Até que uma vence a outra, espetando a espada sob o ombro do adversário protegido pela vestimenta acrescentando:
—Angar!
Todos aplaudem enquanto o vencedor rindo faz movimentos exibidos com a espada.
O adversário tira a parte da cabeça e revela-se sendo a única menina. Levanta do chão dizendo.
—Touché
O vencedor segura a mão da menina ajudando a se manter em pé.
—Foi muito boa!—Ele comenta e retira a parte da cabeça revelando seu rosto.
—Muito bem! Excelente criança. —O braço direito da diretora elogiou. Erguendo o braço do vencedor em frente a plateia puxa-saco. —O vencedor é o invencível, de Londres Inglaterra, Senhor Daniel Mills.
Aplausos, e o garoto sorria, sentindo-se maravilhoso ao estar sendo contemplado por todos ali. Sendo o melhor!
—Temos algum desafiante?—A moça perguntou olhando ao redor.—Vão bancar as damas em perigo, meninos?—Ela riu.
—Eu quero tentar!—Henry Swan apareceu depositando a raquete do anterior jogo de tênis no chão.
—Ok! Então nós temos um de-sa-fi-an-te!—Exclamou, olhando para a ficha em suas mãos, desejando que acabasse logo.
Henry bate nas mãos dos colegas e veste a roupa para praticar. Alguém lhe deu seu capacete e o usou.
—Okay, aqui vamos!—Pegou a espada caminhando em direção ao oponente.
Os dois batem as espadas uma na outra em cumprimento e ficam frente a frente mantendo certa distância, antes de começar o duelo.
—Pronto?—O do lado esquerdo pergunta.
—Demorou!—O direito responde.
E assim, começa o duelo. O esquerdo dava golpes na espada do direito que mantinha reta e apontada em direção ao peito do adversário. O direito mantinha firme enquanto dava passos para trás conforme os golpes na espada se aproximavam. Até que correu em direção a uma arvore apoiando um pé no tronco para pegar impulso e pulando ao chão deu um golpe pelos pés do adversário, mas este pulou. Tentou passar a espada na cabeça mas se abaixou. O oponente atacou chocando sua espada com a do outro que golpeava ferro com ferro em uma batalha difícil onde espada bloqueava ataque de outra espada. O choque entre armas continuou obrigando os a andar cada vez mais para longe. Todos ao redor, até os que não estavam participando, vieram fazer plateia. A luta era incrível, os dois tinham muita habilidade sempre bloqueando e atacando de volta, dois touchés foram impedidos. A batalha só acabou quando acidentalmente um caiu em uma caixa cheia de água.
Oh, Vai uma mãozinha?—Daniel ainda oculto pelo traje esticou a mão para o adversário dentro da caixa.
—Eu te dou uma mãozinha!—Henry segurou a mão do outro e o puxou.
Daniel caiu se juntando a Henry dentro da caixa.
—Porque você fez isso?
—Foi você que me empurrou.
—Não, não foi.
Os dois saíram da caixa ensopados.
—Esse foi um show e tanto!—Cindy comentou animada.— Acho que vocês tem um novo campeão, da Califórnia, Henry Swan.
Os dois um de costas viradas para o outro. Tiraram a parte de cima revelando seus rostos iguais.
—Se cumprimentem!—A adulta conduziu. Porém nenhum dos dois obedeceu. Emburrados cruzaram os braços.—Vamos, meninos!
Bufando de irritação os dois lentamente se viraram encarando um espelho de si mesmo. As expressões surpresas, os castanhos olhos, os mesmo cabelos negros, até mesmo o corte parecia, os lábios o nariz..
—UAAAAU—Exclamou a plateia notando a semelhança.
—Eles são iguais!—Alguém disse.
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