Operação Bad Boy
4 Capítulo 4 - Marvin Gaye
Notas iniciais
Lily Evans
Já passava das onze e meia da noite e eu e James estávamos sentados na sala com alguns cd’s a nossa volta. Em algum momento depois do segundo filme começamos a falar sobre as trilhas sonoras e ele como bom fã que era tinha que me mostrar seus queridos ídolos. Muitos eram obras esgotadas e algumas peças de colecionadores. E riamos como velhos amigos.
—Você tem ótimo gosto musical Lily. Mas sério, como consegue ouvir Justin Bieber? – Ele sorriu depois que eu selecionei minhas músicas preferidas do AC/DC.
—James, sério? O novo cd dele é ótimo. Deveria escutar um dia desses. – Sorri saindo do chão e me jogando no sofá.
—Se você está dizendo vou lhe dar algum credito. – Ele se sentou ao meu lado e sorriu. —Sirius deve estar mesmo afim da Marlene.
—Sim. – Eu disse com desgosto. —Ele não sai mais do nosso apartamento e sempre presenciamos cena nojentas no sofá ou no balcão da cozinha. Cuidado quando for comer algo que os dois fizeram juntos.
James riu alto e eu o acompanhei. Meu par de sandálias estava debaixo da mesinha de centro e a vasilha de pipoca doce estava quase vazia. Assim como a minha soda. Droga, eu teria que dobrar meus minutos de corrida se quisesse perder todas aquelas calorias. Fiz uma careta sem perceber que ele me encarava e só me dei conta da situação ridícula quando o mesmo voltou a rir de mim.
—Se eu continuar comendo assim não vou poder viajar no recesso. Minha barriga grita por atenção. – EU falei dramaticamente e arranquei risadas dele mais uma vez.
—Qual é Lily, você é gata. Um cara não iria se importar com uma idiotice dessas. Ao menos não um cara inteligente. – James falou de uma vez, falando naturalmente como se fosse obvio.
Eu fique calada e quieta no sofá. James estava ao meu lado com os pés sobre a mesinha de centro e comendo amendoim japonês com um enorme copo de coca de cereja.
—E então, o que vamos ver agora?
—Eu que te pergunto ruiva, esperava que trouxesse algo descente. Mas pelo visto você não tinha Top Gun, não é? – James falou rindo e me indicou a prateleira de filmes logo acima da televisão.
Meus olhos vaguearam pelos títulos disponíveis e eram muitos. Mas eu estava entediada.
—Por que não vamos pra cozinha fazer algo? Acho que não é saudável comermos apenas essas porcarias. – Encarei James que parecia estar satisfeito deitado no sofá e se entupindo daquelas besteiras calóricas.
—Nope. Eu não quero cozinhar agora. – James me encarou e deu de ombros.
Ele parecia ser movido a recompensas. Então por que não tentar uma brincadeira saudável entre dois universitários adultos? Sorri com aquilo e mirei James mais uma vez. Ele estava entretido com o celular e não viu que eu retirara a blusa de mangas e ficara com uma regata. Fui para a cozinha levando meu celular e comecei a procurar por ingredientes e panelas pelos armários. Conectei meu celular a caixinha de som que estava próxima a uma das tomadas. Escolhi umas playlist e deixei que tocasse enquanto eu fazia uma mistura de bolo. É, acho que eu não tinha a mínima vocação para coisas saudáveis. Meu corpo se mexia automaticamente ao som das batidas da música do Justin Bieber. Sim, ele evoluiu bastante desde que Baby.
Eu gostava de cozinhar. Principalmente sobremesas e doces. Quando me virei para pegar o chocolate em pó, dei de cara com James apoiado no balcão e me encarando. Ficamos alguns segundos nos encarrando e então ele limpou a garganta e me olhou como se nada tivesse acontecido.
—Tem certeza que não quer entrar na equipe de animadoras? Sabe como mexer o quadril. – Ele deu a volta no balcão e ficou ao meu lado. Certo, era impressão minha ou estava começando uma tensão sexual ali?
—Ah não, eu não danço daquele jeito em público. Nunca. – Frisei enquanto ligava o forno para o pré-aquecimento. Mesmo assim eu continuava a acompanhar a batida da música. E sentia que algumas vezes o olhar de James me acompanhava.
Senti o olhar de James queimar em minhas costas e suas mãos estavam tentando se manter ocupadas com as louças da pia. E então me peguei encarando James Potter em toda sua perfeição que parecia sido feita para tirar garotas do sério. Eu ainda queria tocar aqueles fios displicentes e deixar que meus dedos se perdessem por ali. E depois eu queria poder tocar aquela barriga que vinha me atormentando desde que eu colocara meus pés dentro daquele apartamento. James Potter era gostoso, não havia dúvidas sobre isso.
A música que começou a tocar em seguida não ajudava em nada nessa situação de controle forçado. Qual era a daquele refrão que dizia “let' s Marvin Gaye and get it on, you got the healing that I want”? Sinceramente, se James não parece de me encarar daquela forma eu não saberia o que iria fazer. Aliás, eu tinha ideia de que iria me levar pela música e deixar rolar. E aquilo não seria uma boa ideia.
James Potter
Certo. Eu havia passado minutos encarando aquela ruiva sexy dançando sensualmente na cozinha com os cabelos presos em um oque alto e tudo que eu conseguia imaginar agora eram aqueles cabelos ruivos esparramos sobre o meu lençol. Ele não deveria ter consciência do que era capaz mexendo-se daquela forma. E quando Lily me pegou encarando-a como um idiota, ficou sem ação. Agi como se nada tivesse acontecido e a indaguei sobre a equipe de animação. Ela seria capaz de animar muitos caras, e quando digo isso não é uma alusão ao que aconteceria dentro do campo. Mas Lily acabou com todas as minhas esperanças de vê-la usando aquele uniforme minúsculo quando disse que nunca dançava daquela forma em público.
Mas mesmo depois de me pegar olhando de uma forma nada inocente Lily continuou acompanhando as batidas suaves da música. E ela parecia ter um dom natural para alquilo. Todo seu corpo a acompanhava de uma forma rítmica e fodidamente sexy. Agora ela usava uma blusa de alças que deixava um decote espetacular a minha frente.
Eu tinha que me controlar. Não podia simplesmente atacá-la na cozinha. Por isso fui lavar algumas louças que ela tinha deixado sobre o balcão e tentar me manter longe da Lily. Eu havia prometido a ela que veríamos filmes e que não a agarraria no sofá. E foi quando a tortura maior começou. Uma música que falava sobre deixar rolar até o amanhecer tomou conta do ambiente. E Lily não estava me ajudando. Vez ou outra eu a pegava me encarando e ela balançava a cabeça acompanhando a música de fundo. Mas em que droga eu havia me metido?
Seus quadris ainda continuavam mexendo eu não me controlei quando a vi cantando o refrão da música e me encarando com uma vontade descomedida. Ela poderia me bater depois, mas eu sabia que ela também me queria e fui pra cima.
—Lily, prometi que não haveria amassos no sofá. E nós estamos na cozinha. – Disse olhando-a atentamente e ela sorriu de canto entendo o que eu queria dizer. Minha mão desceu até a cintura dela e puxei-a para um beijo.
Minhas mãos subiram até o coque desfazendo-o e seguida e depois comecei a distribuir beijos pelo pescoço dela. Os dedos da ruiva estavam perdidos nos fios dos meus cabelos e não demorou para que sentisse uma de suas mãos descendo até a bainha da minha blusa. Sorri ao voltar a beijar seus lábios e deixei que seus dedos descobrissem o que ela tanto queria.
Ouvi-a suspirar baixo quando a segurei pela nunca e imprensei-a contra a bancada e meu corpo que naquele momento já começava a dar sinais de vida. Enquanto uma das minhas mãos permaneciam na nuca, a outra desceu sorrateiramente e entrou dentro da blusa fina de alças. Meus dedos comicharam ao sentir a pele macia de sua barriga e depois tocarem a renda do sutiã.
Lily beijava bem, muito bem na verdade. E suas mãos logo puxaram minha camiseta pela cabeça e ela mordeu o lábio inferior quando me encarou de perto. Deus, aquela mulher queria me matar? Minhas mãos agora desceram até a bainha da fina blusa de alças e brinquei com ela um pouco antes de puxá-la lentamente para cima. Eu tinha uma ruiva arfante nos meus braços e ela parecia tão empolgada quanto eu. Sorri ao notar os detalhes do sutiã de renda preta que contrastava com a pele alva dela.
Suspendi-a pelo quadril, colocando-a sentada sobre a bancada de mármore. E quando Lily iria me puxar para mais um beijo ouvimos uma conhecida voz.
—Porra, ainda bem que avisei que o sofá era zona branca. – Sirius nos encarava divertido e Marlene observava tudo com muita curiosidade.
—Na cozinha hein? Uau, você dois não perdem tempo. – Marlene falou divertida. Ela e Sirius estavam nos olhando e eu apenas sorri de canto enquanto Lily ainda estava encarando tudo surpresa.
Lily desceu da mesa em silencio e vestiu a blusa. Eu não me importei em continuar por ali sem minha camiseta, afinal estava em casa e sabia que a ruiva gostava daquilo. Sirius retornou mais uma vez e nos encarou sacanamente. Ele observou os ingredientes sobre a pia e encarou Lily.
—Então... Iria fazer a receita de bolo melhor que sexo? Sabe como é, James nem sempre dá assistência. – Ele me provocou e eu quis mata-lo.
—Não tem bolo que possa competir com o James, Black. Ele sabe como usar as mãos. – Ela encarou-o cinicamente e sorriu. —Aliás, deveria experimentar um sexo na cozinha, te garanto que nunca mais iria querer fazer nada no sofá. – Ela me encarou e beijou meus lábios, deixando que suas unhas arranhassem minha barriga levemente. Ela tinha mesmo dado ideia de que transamos para o Sirius? Bom, se ela queria isso eu não iria desmentir. Apenas sorri marotamente para ela e Sirius nos encarou boquiaberto.
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