Operation Cobra Rescue.

1 Happily Ever After.


Notas iniciais
swan queen é meu otp que nem captain swan, bjs.
era para sair um one shot triste e destruidor, mas saiu essa coisinha que na minha opinião é fluflly e um pouquinho triste. Espero que gostem! sz

Minha mente está ocupada demais com Henry para eu me concentrar no que Mary dizia. Eu me encontro no hospital de StoryBrooke, observando meu filho de olhos fechados na cama. Sua pele está mais pálida, as veias em seu rosto podem ser vista e seus batimentos estão fraquíssimos.

— Emma... — ela me chama. Mary, minha mãe, coloca a mão em meu ombro. — Você me ouviu?

Fungo e abaixo a cabeça, negando-a firmemente antes de abrir a boca, pedindo para não gaguejar. Sei que ver Henry daquele jeito me destrói e faz com que todas as minhas barreiras se destruam, por isso, tentando ignorar aquela imagem na minha frente, viro-me para minha mãe e digo meio trêmula:

— Não, Mary, perdão. — ela aperta meu ombro e sorri gentilmente. Seus olhos estão inchados por talvez um choro tão sem fim quanto o meu e, sua pele parece mais pálida que o normal. Devo estar pior, concluo. — O que você disse?

— Regina está aqui. — repete com um franzir de sobrancelhas, voltando os olhos para a sala de espera do lado de fora. Regina era minha antiga esposa, mãe de Henry. — Posso deixa-la entrar?

Quero dizer que não, mas sei que Regina tem o direito de poder visitar seu filho. Tanto quanto eu. Então apenas assinto e Mary beija minha bochecha, retirando-se da sala e deixando a por aberta para que Regina entrasse.

Separamo-nos meses atrás e não a vejo faz tempo. Ela tentou vir conversar depois do divórcio, mas acabei batendo a porta na sua cara, por puro desprezo que sentia por ela naquele momento, mas agora, que ela entra, com bolsas negras debaixo de seus olhos, e, sem sua habitual maquiagem forte, os cabelos não tão bem penteados, arrependo-me por ter sido tão cruel.

Ali está a mulher que amei e que continuo a amar. Admito, internamente, que meu coração para de bater por um segundo quando ela diz educadamente, com um aceno de cabeça:

— Emma.

— Regina. — digo, incerta. Vejo ela se aproximando de Henry, tentando manter a compostura, mas assim que toca a bochecha de nosso filho, ela soluça e cobre a boca com a outra mão. Dou dois passos na sua direção, já que também estou bem próxima da cama e continuo, com a voz baixa: — Pode chorar.

Ela me encara com seus intensos olhos castanhos escuros que me atingem como um soco na barriga. É tão bela. Amaldiçoo-me por não ter superado. Temos personalidades fortes, andávamos sempre brigando, mesmo durante demonstrações de amor e afeto, uma raiva interior estava sempre presente. Uma rivalidade que até hoje não consigo entender.

— Ele parece melhor. — murmura fazendo carinho na bochecha de Henry, delicadamente. Consigo ver o como está sentida com tudo aquilo que está acontecendo, mesmo que tente esconder. Esse era um ponto positivo e negativo sobre Regina: Ela está sempre escondendo como se sente, mas, o positivo era que: ela ouviria você, mesmo que discordasse de tudo que você falasse. — Ele dormiu agora a pouco?

— Não. — Regina me encara preocupada com a minha resposta. Ela age como se não tivesse acontecido nada entre nós, mas tenho quase certeza de que ela está pensando o mesmo que eu; como erámos estúpidas de ter deixado nosso amor morrer. — O médico disse que ele está dormindo desde ontem. Acho melhor acordá-lo, mas, quero Henry bem descansado.

— Eu também. — ela diz, rispidamente. Henry se remexe na cama e prendemos nossa respiração. Regina agarra minha mão com força e sigo meu olhar até nossos dedos entrelaçados. Não me afasto, porque não quero. — Henry, meu amor...

O nosso garotinho abre seus olhos lentamente, piscando para tentar fazer sua vista não ficar tão embaçada. Sento-me na cama e seguro a mão de meu filho com a outra que não está sendo apertada pelos dedos de Regina, que me encara, sorrindo.

— Você está se sentindo bem? — pergunto a ele, que me encara com seus grandes olhos claros, como os meus. Ele assente e sorri de lado, um doce como sempre. — Está sentindo alguma dor, mesmo assim?

— Só um pouco de dor de cabeça. — ele dá de ombros e encara Regina. — Pensei que não viria me visitar. — eles parecem ser cumplice de algo, pois reparo que os lábios de Regina tremelicam, como se ela tentasse não sorrir. Franzo a sobrancelha, curiosa.

— Eu não poderia ficar em casa sabendo que meu bebê está doentinho. — Regina aperta sua barriga rapidamente e Henry solta uma risadinha digna de um bebezinho mesmo. Sorrio de lado.

— Estou entediado. — Henry cruza seus braços, fazendo um biquinho infantil. Sorrio e aperto suas bochechas. Ele subitamente abre um grande sorriso que me faz sorrir também. — Vocês trouxeram meu livro? Quero lê-lo!

— Não achamos saudável você ficar lendo após ter constantes dores de cabeça. — seriamente, Regina comenta e me surpreendo por ter ela ter usado o verbo como se não tivéssemos de fato conversado sobre isso. O que não foi o caso, para o nosso azar. — Me desculpe. — ela continua assim que vê o sorriso de Henry murchar.

— Tudo bem. — ele dá de ombros e me encara sorrindo. Henry tem uma carinha fofa e simpática, assim como sua personalidade. Pele pálida, cabelos escuros e olhos claros. Um sorriso genuíno, eu devo acrescentar. Aquele tipo de sorriso que anima seu dia assim que você o vê. — Me conta uma história, mamãe? — pergunta me encarando e me pegando de surpresa. Ergo a sobrancelha e encaro Regina pedindo por ajuda, não sei o que dizer.

Mas pelo visto minha antiga esposa sabe. Ela suspira e faz carinho na mão de Henry que ela segura. Abre sua boca e começa a contar uma história sobre uma princesa, filha da Branca de Neve, que fora destinada a salvar uma cidade e uma maldição que a Rainha Má, madrasta de sua mãe, jogara sobre o Reino. E como aquela princesa, que por coincidência se chamava Emma, o que me fez sorrir, era corajosa e nada, nem ninguém, conseguia fazer mudar de ideia.

Ela conheceu a Rainha Má, chamada Regina e as duas criaram uma bolha própria, um ódio próprio, um amor próprio, que ninguém mais conseguia entender. Elas se amavam, mas competiam ainda assim. Sorrio de lado, vendo Henry se entreter com a história que o amor da minha vida contava, com um sorriso triste. Henry tinha uma paixão, quase obsessão, pelos contos de fadas e nada melhor do que uma história como essa para fazê-lo feliz.

Mas ela então diz que o amor das duas não fora forte o bastante e que elas tiveram de se separar. Henry arregala seus olhos porque ele sabe muito bem do que estamos falando.

— Mas por quê? — pergunta ele para Regina que suspira e, passa a mão para tentar ajeitar seus fios escuros. — Se elas se amavam tanto, por que se separar? Por que não lutaram pelo amor?

— Essas são perguntas que respostas, eu temo não ter, Henry. — Regina responde evasiva, entretanto posso ver que está se contendo para não chorar. Está tão machucada quanto eu.. Suspiro e murmuro uma nova história:

— Era uma vez... Duas moças de personalidade fortes. Uma delas era uma Rainha e a outra, uma Princesa covarde...

— Mas... — eu o corto, fazendo Henry fechar a boca.

— Mas então, a Rainha se apaixonou pela Princesa, o amor foi retribuído e elas viveram felizes para sempre. — digo rapidamente para que nenhum dos dois me interrompa. Eles me encaram, com sorrisos em seus rostos.

Regina apenas me pergunta, sussurrando:

— Isso quer dizer que...

— Eu quero voltar. — concluo e ela se joga em meus braços, em um abraço que Henry logo trata de entrar. Ficamos ali, abraçados, até que Mary e David entram no quarto de Henry e perguntam animados, com seus sorrisos doces e simpáticos em seus rostos:

— E então, vamos ao Granny’s?

Henry ergue os braços e grita animado. Beijo a boca de Regina rapidamente e ela sorri, voltando a encostar nossos lábios mais profundamente.

Aquilo não pode melhorar...

Notas finais
espero que tenha gostado, deixa um comentário se swanqueen é seu otp e byyyyye
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!