Opera Paris
12 Capítulo 10 - Jantares
Captulo 10 Jantares
- Sejam bem vindas! Uma governanta disse Alice, Bella e Rosalie. — A senhorita Paquinn j est l dentro, apenas espera das senhoritas.
- Obrigada. Elas agradeceram e entraram.
No amplo quarto amarelo claro, com detalhes dourados e flores midas em suas paredes, estava Lady Charlotte Chanel e suas duas damas. Jeanne Paquinn a estilista estava ajeitando os vestidos em alguns manequins, quando as trs entraram.
- Ento essas so suas modelos? Lady Chanel disse.
- Oui, milady, viemos a pedido da senhorita Paquinn, se no se importa, trouxemos mais uma para nos ajudar. Alice disse gentilmente, fazendo uma pequena reverncia.
- Fico honrada! Ela riu. J provei dois, mas os outros deixo por conta das senhoritas. Tenho plena confiana no gosto de Jeanne.
- Fico feliz em ouvir isso. Assim ficar deslumbrante para a festa.
- E claro, que as senhoritas iro. Este o maior evento de toda a Frana.
- Na verdade, A opera populaire vai fazer uma apresentao especialmente para a famlia imperial. Bella falou. E contaremos com mais uma bailarina no espetculo. Certo, Rose?
- Oui.
- A senhorita a dama do Moulin Rouge, no ? Charlotte perguntou. Voc dana muito bem.
- Merci, mademoiselle.
Jeanne ajudou cada uma delas a provar os vestidos e depois falou sobre cada uma de suas peas. Lady Charlotte ficou maravilhada com as roupas. Depois de passarem uma boa parte da tarde comentando sobre a grande festa no palcio real, elas tomaram um ch. S ento, quando o sol j se punha, que foram embora.
- Este um convite para voc e seus acompanhantes verem a pea deste fim de semana. Bella entregou.
- Agora se nos d licena, precisamos ir. Bella prometeu me ajudar com um vestido. Alice disse rindo.
- Ento no quero atrapalhar o encontro da senhorita.
- Como sabe que um encontro?
- Voc est corada. Lady Charlotte riu. Foi bom v-las. Nos vemos no teatro qualquer dia desses! Ela acenou quando as trs entraram na carruagem.
- Ento, tem um encontro, hn? Rosalie falou.
- Ah, ela vai encontrar o Conde Jasper. Bella riu baixinho. Receio que Alice esteja a meio passo de se apaixonar pelo conde.
- Bem, no era de se esperar. Os Condes e aquele baro so apaixonantes, certo? Rosalie respondeu.
As trs ficaram em silncio por um curto perodo. Em suas cabeas, cada uma tinha a figura de um dos cavalheiros. Mas dentre as trs, Bella era a que mais perdia-se em seus pensamentos; eles oscilavam entre Edward e o Fantasma.
- Bella, estamos falando com voc! Rosalie teimou. O que ela tem, hein?
- Bella anda com problemas. Bem, no problemas... Mas s algumas coisas a resolver.
- Posso saber o que?
- Claro. Alice assentiu, assim que Bella deu de ombros.
Ento Alice contou o que se passava com Bella. Rosalie, admirada e encantada, ouvia tudo atentamente. No podia deixar de pensar na figura misteriosa e atraente do fantasma. As trs continuaram sua conversa por boa parte do trajeto. O cocheiro deixou Rosalie no Moulin Rouge e foi em direo ao teatro. Assim que virou a esquina, Bella vislumbrou a carruagem do Visconde, ento, pediu ao cocheiro que desse a volta, para que elas entrassem pela porta lateral.
Madame Rene terminava seu banho, quando as duas entraram. Os cabelos cor de caramelo estavam soltos e caiam em ondas perfeitas pelas costas. Rene entrou em seu aposento e pegou um ramalhete de rosas brancas, entregando para Bella logo em seguida.
- So do Monsieur Fantme. Ele lhe convidou para jantar. E pediu desculpas por ser to em cima da hora.
- Oh. Ele... No tem do que se desculpar. Bella disse atordoada. Vou me lavar. No quero me atrasar, certo?
(...)
- Ento...
- Ento, o qu, Emmett?
- Meu caro, irmo... Se vamos levar as damas para jantar, que no seja no mesmo lugar. Ele deu de ombros.
- Com licena, senhores. O mordomo entrou no grande aposento. Posso fazer uma recomendao?
- Suas recomendaes sempre so bem vindas, Gerrd. Jasper falou.
- Leve a senhorita Pavlova no Jules Verne, creio que ela ir gostar da vista da cidade.
- Uma tima escolha! Jasper exclamou.
- Aproveite, porque Monsier Eifeil quer que o restaurante seja transferido para a Torre. Gerrd disse sorrindo.
- e voc, senhor Edward? No planeja nada para esta noite? Perguntou o mordomo.
- Ento ficarei com o Petit Zinc4. Emmett falou. Bem senhores, tenho que ir buscar a dama do moinho. Au revoir!!
- Oh, sim, planejo. Mas ser diferente. Edward disse sorrindo de forma maliciosa.
Emmett saiu com uma dos cocheiros. Jasper e Edward saram logo em seguida. Gerrd ficou no chateau arrumando algumas coisas e cuidando de seus afazeres. De todos os criados que os Condes tinham, ele era o que os irmos Cullen mais prezava. Gerrd era um homem de meia idade, de pele branca e um leve cavanhaque. Sempre vestindo seu terno e sua grava borboleta, ele atendia a todos com perfeio; estava trabalhando para os Condes desde que seu pai era vivo. Herdou o trabalho, porm nunca reclamou.
Duas carruagens pararam em frente ao teatro. Os dois guardas que estavam na porta, abriram a grande entrada e ento dois cavalheiros Emmett e Jasper — viram trs belas damas descendo as escadas.
Rosalie trajava um vestido com poucos detalhes e um decote leve na frente; as mangas eram curtas e tinham um pequeno detalhe em renda, na cor branca; o vestido era bufante, tpico da poca, era na cor vinho. Seus cabelos estavam soltos e com as pontas enroladas, caindo em pequenos cachos nas costas. J Alice, usava um vestido verde, porm no um verde como a copa das rvores, era um verde mais escuro, quase negro; Seus cabelos estavam cacheadinhos e o vestido tinha detalhes bordados em fios de ouro, confeccionado pela prpria Jeanne Paquinn.
Isabella desceu as escadas ao lado das outras duas amigas, mas surpreendeu-se ao ver que Edward no estava acompanhado de Emmett e Jasper. Ento, surgindo da penumbra de um canto prximo entrada, estava um ser cujas vestes eram cobertas por uma capa negra. Um ser cuja face era coberta por uma mscara branca e os cabelos eram levemente desgrenhados e pincelados de brilhantina.
- Ento este nosso amigo Fantasma... Emmett sussurrou ao v-lo.
Nenhum dos guardas se surpreendeu ao ver o elegante ser. Rosalie o encarou de cima a abaixo e Alice o admirava. Era a primeira vez que elas o viam realmente. O Fantasma esboou um sorriso torto muito familiar, pensou Bella ao v-la. A dama trajava um vestido azul marinho, com bordados pequenos e delicados na cor prateada. Ele era longo e bufante, porm no to grande e extravagante como a maioria das damas costumavam usar.
Os olhos dos trs cavalheiros estavam extasiados com a beleza delas at mesmo o fantasma -, parecia que estavam vendo-as pela primeira vez. Eles deram poucos passos e ento estenderam as mos at que elas as pegassem. Cada um deles beijou a mo coberta pelas luvas longas.
(...)
- Tem certeza que quer vir aqui? Rosalie perguntou Emmett, assim que entraram no restaurante.
- No se preocupe, minha querida Rose. Ele disse cavalheirescamente.
Assim que entraram, o maitre lhes indicou a mesa que Emmett pedira para reservar. A mesa era num dos cantos mais reservados do restaurante, onde a vista para a cidade e para o rio Sena, era uma das mais belas. O restaurante era fino, chiqurrimo, como as outras damas da cidade costumavam dizer, num linguajar mais popular. Rosalie pensara o mesmo, embora tenha decidido no comentar em voz alta, Eu faria papel de tola. Pensou.
- O que o casal vai querer? O Garom perguntou.
Casal, pensou Rose.
- Pea o que achar melhor. Ela disse sorrindo. Confio no seu paladar.
- Muito bem. Emmett sorriu largamente. Quero uma recomendao do chef.
- Oui, monsieur. Quer que o chef lhes diga os pratos da noite ou posso mandar que execute seu pedido?
- Sem essas formalidades. Como normalmente. Emmett respondeu.
- Ento o chef vir depois. O garom falou e se retirou.
(...)
O fantasma puxou a cadeira para Bella, que sentou-se e esperou que ele sentasse a sua frente. O garom veio logo em seguida e eles fizeram o pedido. No era um restaurante. Aquele era um jardim de inverno, que ficava coberto por uma cpula de vidro, deixando a noite adentrar em meio delicada vegetao. Havia um deque no centro; com uma mesa redonda, de ferro e vidro, coberta por uma toalha rendada num tom perolado. Bem no canto, discretamente, havia um garom, que logo entrava novamente para acender as pequenas luminrias.
- Obrigada pelo convite. Bella falou, enquanto entornava um gole de vinho tinto garganta abaixo.
- No tem de qu. Ele sorriu torto.
- Este lugar maravilhoso, monsieur. Ela disse deslumbrada. A vista to perfeita...
- Fico mui contente por ter apreciado. Minha cara milady. Ele sussurrou, passando os dedos pelo fio de cabelo solto que pendia no rosto da jovem.
- No estou entendo, monsieur. Nossas conversas sempre tem um tom de mistrio. Diga-me, porque me convidastes para este jantar?
(...)
- Ah, este restaurante lindo! Alice disse levemente extasiada.
- Por acaso tem a impresso de que est noutro lugar e no em Paris? Jasper perguntou, enquanto esperavam pelo vinho e a entrada.
- Oh, exatamente isso. Acho que deve ser por conta da decorao, no ?
- Exato! Fico contente que tenha gostado. O jovem conde sorriu.
- Ento... Meu querido Conde... Alice estreitou os olhos. J me convidastes para jantar em seu chatau, para passeios e hoje me trazes neste maravilhoso restaurante. O que pretendes?
Alice se repreendera mentalmente por ter sido to direta, mas aquele era seu jeito e o Conde j havia deixado claro que gostava dele. Jasper deu um sorriso discreto e tomou mais um gole de vinho antes de responder. Ele sabia que Alice no sairia dali sem uma resposta, e sabia, tambm, que no queria mais prolongar aquilo.
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N/A:
Jules Verne, o nome de um restaurante francs, que faz meno a Julio Verne, um escritor. Foi ele quem escreveu Viagem ao Centro da Terra. :P J Petit Zinc, tambm um restaurante chiqurrimo, mesmo, existente na Frana. E, um deles fala sobre Monsieur Eifell, que nada mais o criador da Torre Eifel, que depois de pronta, abrigou o restaurante Jules Verne. Antes de ser levado para a Torre, o restaurante ficava numa esquina com uma vista maravilhosa (segundo minhas pesquisas) do rio Sena.
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