Notas iniciais
Desculpem a demora, mas durante o feriado eu meio que entrei em um estado vegetativo. Bom, espero que gostem das novidades desse capítulo. See ya o/

- Bom, haverá algumas pequenas mudanças na primeira etapa para o segundo grupo. — Lothus iniciou — Como essa primeira prova debilitou o ambiente, nós iremos todos novamente para o caminhão para seguirmos para outro terreno devidamente separado para treinamento.
— Sra. Lothus, como vocês conseguem tantos fundos para arcar com tudo isso? — Arme levantara, era naturalmente curiosa.
— Não se preocupe minha pequena, todas as despesas são cobertas pelo governo. — Acariciou maternamente os cabelos lilás da youkai gata.
— Mas como isso é possível? O governo não é justamente quem proíbe tudo isso?
— Tudo é adquirido como dinheiro para pesquisas então foi só fazer algumas pequenas mudanças nos documentos e aqui estamos nós em prol da ciência. Falsificar alguns papéis é trabalho fácil pra quem atura treze youkais. — Riu divertida. — Agora todos para dentro, sem demora.
Os irmãos lince foram os primeiros a entrarem no caminhão, ansiosos pelo inicio da competição, como habitual estavam confiantes. Seguiram-se os outros youkais sem muita pressa, ocupando cada um seu respectivo lugar, logo estando todos lá, Lothus certificou-se de chamar por celular uma equipe para arrumar a área.

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Sentada sobre a mesa em seu modesto escritório, sorria — Tem certeza dessa informação?
— Sim Senhora. — Respondeu a voz grossa no outro lado da linha.
— Se você estiver me falando a verdade, dou-lhe minha palavra que ninguém encostará um dedo em você. Espere até o próximo contato. — Desligou. A jovem, com seu sorriso insano fitou os papéis em suas mãos.
— Acha que pode confiar nele? — O homem de cabelos avermelhados estava o tempo todo encostado em um canto da sala, ouvindo a conversa.
— Espero que sim, mas pode estar certo de que eu farei de tudo para acabar com essa palhaçada, acham mesmo que podem bancar uma de espetos para cima de mim?! Ha! Acabarei com cada um deles, nem que para isso eu coloque em uso o Evangelho Negro. — Riu de tudo aquilo, como governadora era seu dever eliminar esse projeto de ação o quanto antes. — E você de que lado esta?
— Não vou tomar partido algum e não tenho dever algum de te ajudar, já prestei minhas contas com o governo, agora me deixe em paz.
— Só não se esqueça a quem deve lealdade, se ficar no meu caminho acabarei com sua raça Gaicoz. — Esperou o homem sair da sala para começar a rir descontroladamente. Aquela era uma ótima oportunidade.

Mesmo com a desativação dos projetos que mantinham relações com youkais, o governo ainda mantinha na ativa uma pequena parcela de "soldados". Fora feito por debaixo dos panos um projeto que tinha a função de implantar o DNA youkai em humanos, transformando-os em armas de guerra, inicialmente o projeto não tivera muito sucesso, resultando em centenas de mortos. As primeiras cobaias ficavam loucas, morriam com a incompatibilidade genética, com os corpos deformados e destruídos, muitos foram os sacrifícios, mas em um ano começaram a surgir espécimes compatíveis, estes que mantinham a forma humana sem alterações, possuíam capacidade física inigualável e alguns ainda conseguiam dominar a tão cobiçada dobra. Entretanto a longevidade das cobaias era proporcionalmente inversa com a dos youkais, possuíam no máximo dois meses de vida. A solução fora encontrada por Genesis, apelidada desta forma por ser a primeira semi-humana a sobreviver, ela descobrira que o único jeito de aumentar sua curta expectativa de vida era matando outros da mesma espécie, ou seja, tanto humanos quanto youkais. O governo usara o pretexto da desativação dos projetos com youkais para usar tais "armas" para fazer o trabalho sujo.

- Vou acabar... Com todos eles... — Vagando por suas lembranças voltara a rir. Cazeaje era seu nome, seus cabelos eram grisalhos por mais que fosse relativamente jovem e se dependesse dela todos iriam morrer. No telefonema que recebera, um cientista viera a denunciar experiências de humanização youkai, segundo ele eram treze no total. Ela não precisava mais do que isso, agora seria uma questão de tempo até que tudo fosse descoberto.

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Após bocejar, fitou a jovem ovelha ao seu lado — Não se preocupe, nós certamente iremos vencer, pode confiar em mim — Zero observava minuciosamente sua parceira.
— Se você esta dizendo — Mari estava perturbada por ter pegado uma dupla como ele.
— Sei que não podemos ferir nossos oponentes e que você ainda não possui dobra, mas vou atrapalhá-los tanto que mal conseguirão correr direito, a vitória será nossa! — Gargalhou malignamente.
— Não estou preocupada, tudo vai dar certo — Sentindo-se envergonhada pelas risadas do urso polar que chamava a atenção de quase todos ali.
— Des... Desculpe, não querer perturbar — Zero abaixara desviara o olhar e abaixara a cabeça, como se tentasse se esconder. Ele possuía uma espécie de dupla personalidade que fugia de seu controle.
Mari simplesmente ignorou-o, como se aquela breve conversa não houvesse existido.
— CHEGAMOS! — Lothus com seu megafone, pulara do caminhão e fizera menções para os outros também descerem.
Todos os treze ficaram boquiabertos ao vislumbrarem o desafio. Um colossal pico surgira diante de seus olhos, as nuvens impossibilitavam a vista do topo, era uma subida de praticamente 90º, seria somente composto de pedras maciças se não fosse a existência de umas poucas vegetações e uma pequena queda d'água que percorria alguns trechos do pico.
— Dessa vez a prova será um pouco diferente, as quatro equipes deverão chegar ao topo do pico e pegar uma das esferas metálicas que estão devidamente depositadas dentro de um baú. Todas as regras ainda valem, não é permitido ferir os outros participantes, somente atrapalhá-los, caso sua dupla tenha alguma dificuldade ou se machuque, deverão socorrer o quanto antes para poderem prosseguir com a prova. Dessa vez vocês serão amarrados pela cintura com uma corda. Vale o uso de todo tipo de técnica de dobra com exceção a uma em específico. É proibido voar, isso vale para todos, inclusive para Lire e Ronan que conseguem invocar asas das costas por serem uma ave de rapina e um dragão.

Arme podia jurar que ouviu um pequeno muxoxo sair da sua dupla, mas ainda assim olhou impressionada para o pico que se estendia a sua frente. Para a gata, parecia mais um emaranhado de vegetação rala, pedras e eventual água. Ela remexeu-se quando Lothus veio amarrar a corda em sua cintura. — Depois que a gente pegar a esfera, temos que descer com ela ou seguir adiante? — Ela estava meio ruborizada, com um último nó, finalmente atou a gata ao dragão.
-Bom, vocês vão ver, lá de cima do pico, que adiante haverá um pedestal para vocês colocarem as esferas. Um grupo estará lá daquele lado para verificar se foi devidamente colocado e, depois, vocês têm que retornar todo o percurso, da maneira que preferirem... Ou seja, estará liberado qualquer tipo de artimanha, até mesmo voar. — Sentenciou e apontou para uma marca feita no chão, mandando-os posicionar-se lá até que ela terminasse de atar todos os outros participantes.
Timidamente, Mari ergueu a mão. — Mas e eu? Não domino nada. — Mentiu, Lass conteve um meio sorriso e que foi notado pela lince que estava sendo atada a seu irmão.
-Não sou eu quem tem que responder isso, será sua dupla. — Lothus sorriu e pegou a penúltima corda, se aproximando da Ave e o Lobo. O olhar azul estava cravado na imagem da ovelha. Em seguida, o urso colocou uma mão sobre seu ombro.
-Não se preocupar, nós dar um jeito. — E sorriu um sorriso tímido. A ovelha mantinha o olhar heterocromático sobre ele e, segundo todas as ações humanas que vinha aprendendo, deu um meio sorriso forçado, mas que pareceu agradar seu parceiro.

O que a preocupava no momento era o fato das esferas serem metálicas. E se acontecesse o mesmo de noite passada? A azulada se remoia em preocupações quando, finalmente, Lothus se aproximou com a corda para amarrá-los.
A lince olhava meio que com uma incógnita na cabeça. Balançou o rabo, energética, e puxou a blusa de seu irmão, aproximando-se lentamente e murmurando baixinho. — Você viu os olhares que o Lobo e a Ovelha trocaram?
Dio resmungou. — Eles não me interessam Rey. — Sentenciou tão baixo quanto a garota falara. Ela deu outro passo em sua direção e o mais velho se viu forçado a olhar para a irmã, os olhos dela brilhavam em curiosidade. — Você tem que parar de tentar se meter na vida dos outros, irmã.
Ela riu, Dio poderia jurar, de pé junto, que era o sorriso mais bonito que ele conhecia. — Não é isso, é que... Sei lá, eu fico torcendo para que eles ficassem juntos. — Sussurrou outra vez. — Ele é o único que aguenta o silêncio da Mari.

-Você não deixou de ser enxerida. — A felina riu, outra vez, diante do tom de reprovação de seu irmão. Fazia um tempo já que a irmã mais nova nutria algo além de admiração pelo irmão mais velho, mas tentava evitar esse ciclo de pensamentos que não era tão bem aceito entre os humanos.
Os felinos se aproximaram da linha marcada no chão, bem como as duas outras duplas, só faltando a ovelha e o urso, que terminavam de ser atados. Assim que todos estavam atados, Lothus sorriu. — Boa sorte... Vão precisar! — E apitou, dando início à prova.

Os primeiros a chegar à base do pico foram os linces, que eram extremamente ágeis, seguidos pelo lobo e a ave de rapina, logo mais atrás vinham as outras duplas que não eram tão peritas no quesito correr.

- Vamos lá! – Ambos os linces imbuíram as mãos em eletricidade, conseguindo escalar habilmente.

O albino escalava com uma facilidade espantosa enquanto sua parceira tentava acompanhá-lo sem muita dificuldade. Eles permaneciam na cola dos irmãos linces.

Ronan dava apoio a youkai gata para que conseguissem subir em uma velocidade mediana.

Os outros integrantes estavam tendo maiores complicações já que a jovem ovelha não possuía grande aptidão para escaladas e o urso polar não era o mais coordenado, ele não possuía preparo algum para testes como aquele, era um controlador de gases tóxicos de todos os tipos e não um alpinista, mas juntos conseguiam subir gradativamente em seu próprio ritmo.

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- Me ajude aqui — Após um breve minuto Lass e Lire concluíram sua conversa. – Quando eu der o sinal.

Cada um manteve uma das mãos livres, preparando uma grande concentração de ar comprimido mais a frente dos linces. – Já! – Em um só gesto dos dominadores os irmãos youkai ficaram imóveis, não conseguindo mover sequer um músculo devido à pressão imposta pelos dominadores no ar. Permitindo que a dupla tomasse a liderança sem muita dificuldade, a técnica durara tempo o suficiente para criar uma pequena distancia entre as duplas liderantes. Por mais que Dio e Rey tentassem atrapalhá-los com suas descargas elétricas, elas eram rapidamente neutralizadas pelo próprio terreno.

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Ronan e Arme podiam visualizar as duas duplas mais a frente era óbvio que eles não eram bons em escaladas. Por mais que a gata fosse arisca e pequena, assim conseguindo subir consideravelmente rápido e ele fosse um dragão... Ambos eram péssimos em escaladas. Ele próprio pelo simples motivo de saber voar. Para que mais ele escalaria? Suspirou e secou, com as costas da mão, algumas gotículas de suor que ameaçavam escorrer em seus olhos.
Assim que ambos chegaram a uma das poucas plataformas ao redor do pico, o dragão ouviu o baixíssimo barulho da corrente de água. Instantaneamente abriu um sorriso. — Arme, acho que eu achei a nossa solução... — Ela o olhou interrogativa e o dragão apenas afastou os pés e fez os movimentos ondulados com os braços. Em poucos momentos ambos puderam ver o pequeno caminho d'água que se estendia da pequena cachoeira até eles.
Arme sorriu. — Deixa comigo! — Em um sopro, a garota congelou a água trazida pelo dragão e o puxou pela mão para que conseguissem atravessar rapidamente a superfície escorregadia. Quando finalmente podiam tocar o líquido que caía incessante, ela pode perceber que era como se o mais velho estivesse se revigorando. — Acho que agora vamos conseguir subir mais rapidamente, não?
Ele riu. — Vem comigo. — Eles se colocaram paralelamente opostos, como se fossem reflexos, e com os mesmos movimentos, começaram a erguer a plataforma de gelo qual estavam sobre, cachoeira acima.

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-Mari, segure-se somente na corda, se permanecermos nesse ritmo jamais chegaremos ao topo. Confie em mim.
-Sim. — Estando levemente ofendida, ignorou a situação, soltou-se das pedras torcendo para que o urso polar aguentasse o peso. Não entendeu exatamente como, mas não só aguentou o peso como estava subindo bem mais rápido que antes, pelo visto ela que estava o atrapalhando. — Eu... Ainda vou poder te recompensar por isso.
— Nem esquente sua cabeça com isso, somos uma equipe e é para isso que servimos — Sorriu, enquanto pegava fôlego para escalar e falar ao mesmo tempo. — Posso não ser o melhor dupla para esse pico, mas vou fazer o meu máximo para vencermos e acabar com eles — Riu maniacamente.

A azulada ajeitou os óculos, meio incomodada. Ela já havia percebido de antemão que o urso sofria sim de dupla-personalidade. A que ela, humildemente, nomeou em sua mente como Zero inocente e Zero maníaco. Instintivamente, fez anotações mentais que o Zero maníaco sempre aparecia em situações de competições ou de extrema raiva. Suspirou.
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Dio foi o primeiro a alçar seu corpo para a ponta plana do pico-não-tão-pico. Ele suspirou e não soube bem como nomear aquele lugar extremamente alto e com a superfície superior plana. Assim, estendeu os braços para baixo e puxou a irmã, em um abraço protetor. Ela sorriu.
-Olha Dio! As esferas. — Ela apontou e se separou do mais velho, sendo fielmente seguida enquanto se aproximava do baú. Abriu com delicadeza, não querendo se demorar muito, mas com medo de quebrar alguma coisa. Assim que abriu completamente o objeto, percebeu a superfície brilhante que reluzia no Sol.
Dio a apressou. — Vamos, pegue logo isso daí para continuarmos! — Ele comentou, olhando para trás apreensivo. Lass e Lire estavam em seu encalço, porém ainda estavam demorando muito para conseguir chegar até onde estavam. — Agora cadê o pedestal 'logo adiante'...? — Ele resmungou meio irônico, imitando a voz de Lothus nesse final. A garota riu, logo depois catou uma das quatro esferas que lá havia. Quando ambos se aproximaram da beirada do penhasco, somente olhando para frente, à procura do pedestal, encontraram... Lá embaixo... Do outro lado... Bem longe. — Isso é o logo adiante dela? — Exclamou inconformado.

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Quando chegou ao topo, a dupla de linces não estava mais lá, teriam de se apressar antes que fosse tarde. Lass tomou a iniciativa pegando a esfera metálica no baú semi-aberto. Ficando tão surpresos quanto os outros, observaram os respectivos pedestais na base oposta do pico em que iniciaram a competição, ou seja, depois ainda teriam de subir tudo de novo. — Sério, o humor da Lothus esta começando a me dar nos nervos — A loira comentou inconformada.
— Ali estão eles — O albino apontou para os irmãos que desciam o mais rapidamente possível. Parando para observar o que teria mais abaixo, da base do pico até os pedestais havia uma considerável distancia cujo terreno aparentemente era composto por uma pequena relva que se estendia sem fim. Dando um jeito de guardar consigo a esfera do jeito que podia, segurou a mão da ave de rapina — Vamos, tive uma idéia. — E puxando-a pularam sem o menor medo, descendo o pico em uma velocidade sem igual, ultrapassando ridiculamente os linces.

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-... Eles acabaram de se jogar? — A voz perplexa da gata soou entre os dois e Ronan balançou a cabeça, tentando afastar os pensamentos. Adiantou-se e olhou dentro do baú, encontrando apenas a última esfera. Uniu as sobrancelhas, mas não se demorou, pegando a esfera e a mão da gata, para que pudessem descer.
-Se eles podem se jogar e planar até lá embaixo, então eu também posso... — E sorriu, entregando a esfera para a garota meio encabulada, enquanto abria as imponentes asas azuis de suas costas, puxando a gata para um semi-abraço enquanto se jogava da beirada do precipício. Não estava voando, estava planando.

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-Chegamos! — O urso polar simplesmente desabara na terra, estava exausto. — Mari... Pegue... A esfera... — Sem fôlego, decidiu se aquieta, somente apontando para o baú mais a frente.
-Sim. — Ao abri-lo surpreendeu-se. — Está vazio... — Por serem os últimos, provavelmente alguma das outras duplas deve ter pegado mais esferas para atrapalhá-los. Pela primeira vez sentiu raiva.
-Não é possível, aqueles imbecis vão me pagar! — Zero havia se recomposto em segundos devido à recém surpresa — Arrg... O que vamos fazer?
A sensação voltara, parecia que seu corpo estava sendo chamado, exatamente como aquele dia. A ovelha resolveu se aproximar mais, deixando que seus instintos a guiassem, ao tocar o objeto reparou que a tranca do baú era feito de uma liga metálica e ao tocá-la ela fora arrancada bruscamente, destroçando as partes compostas de madeira.
-Isso é? Você dobra o metal? — Sorriu, vendo suas chances voltarem.
Foi somente pensar na forma esférica que a liga de metal se retorcera até moldar-se no formato desejado. — Deixo o resto com você.
Zero ao ver a garota de olhos heterocromáticos segurar firmemente a esfera, segurou em sua cintura — Segure-se — Em um impulso puxando-a, pulara.
-Você esta louco, como vamos aterrissar? — A jovem ovelha gritava agora assustada.
-Pode confiar, eu sei o que estou fazendo, agente vai acabar com a festa de todos eles. Woooohooow! — Segurava a cintura da garota para que não houvesse a chance da corda romper e com a mão livre liberava uma quantidade imensa de gás para traz, fazendo as rochas pelas quais passavam ficarem com certa tonalidade esverdeada.
-O que é isso?
-Relaxe e curta o vento, logo passaremos esses idiotas! — Viram-se passando o youkai dragão que apenas planava, além do mais estavam praticamente em queda livre.

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-Somos os únicos saudáveis mentalmente para não se jogar montanha abaixo? — A garota resmungou com o irmão, um pouco chateada por estarem em último. O garoto botou os pés em outra das plataformas e olhou para baixo, tentando identificar os pontos suicidas que deveriam ser seus parceiros.
O lobo e a ave já estavam começando a correr. O Dragão ainda planava, só que cada vez mais distante da montanha, deixando as correntes de ar o guiar. Por último, viu a que deveria ser a última dupla chocar-se com o chão e levantar uma maciça onda de poeira. Perguntava-se o que eles iriam fazer sem uma esfera... Assim puxou uma de dentro do seu bolso e deixou sua superfície refletir o sol.
Rey soltou um gritinho. — Você pegou DUAS esferas? — Ela deu um tapinha em seu ombro e Dio girou os olhos.
-A Lothus não disse que não podíamos atrapalhá-los assim. Agora vamos, temos que tentar ganhar essa corrida, não quero ver a cara da raposa se a gente não chegar em uma posição melhor que a dele.

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-Fomos os primeiros a chegar — Lire cantarolava alegremente.
-Não fique tão confiante, ainda temos que voltar todo o caminho... Mas o que? Então eram vocês que iam ficar de olho nos pedestais.
Os youkais raposa estavam sentados no capo de um carro e a frente deles estava os quatro pedestais. — É isso ai, mostre a esfera ou dê meia volta — Elesis fazia cara de durona, brincando.
-Aqui esta — A ave de rapina depositou a esfera em um dos pedestais, em seguida Lass tocou-lhe o ombro apressando-a.

-Deseje-me boa sorte amiga – Lire sorriu ao ver a ruiva fazer um sinal de positivo com o polegar, logo voltaram a correr se deparando com a dupla do urso polar e da ovelha se aproximando – Quem diria que eles nos alcançariam? – A loira comentou consigo mesma, retomando sua corrida desenfreada, agora seria a reta final.

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-Entregue logo isso e vamos! – Sentenciou Zero à sua parceira.

Seu coração ainda palpitava do susto que havia levado há pouco. Quando estavam prestes a atingir o solo, o urso polar em um movimento um tanto suicida, desferiu uma rajada de gás junto com um soco no chão fazendo a dupla desacelerar bruscamente a queda, caindo em seguida suavemente como se nada tivesse acontecido – Certo... – Ao perceber que o tamanho da esfera era levemente diferente da que formara, certificara-se de moldá-la no tamanho adequado antes de depositar sua preciosa esfera criada em um dos três restantes pedestais. Ao reparar que os youkais raposa não haviam reparado em sua leve trapaça, voltara-se para seu novo amigo, se é que podia denominá-lo assim – Vamos! — Decididos a ultrapassar os dominadores do ar, agora voltavam o caminho percorrido empolgados por ainda estarem no páreo.

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-Que pessoal apressado não acha?

-Pois é, felizmente a nossa primeira prova foi bem tranqüila não é mesmo? – Elesis bocejara, cansada de ter de cumprir um dever tão entediante.

-Tirando a parte que eu tive que te salvar ruivinha, é o resto foi bem calmo.

-Como é? Quando foi que você me salvou mesmo seu velhote?

-Você acha que eu não reparei a sua cara quando agente quase caiu na água, vai pode admitir, prometo que não conto a ninguém que você não sabe nadar – Riu, à custa da garota com a face enraivecida.

-AHA! Claro que não seu idiota, só podia ser um velho mesmo para não entender das coisas... Eu simplesmente não queria cair na água se não nossa dobra de fogo iria se tornar um tanto inútil.

-Calminha ruivinha se quiser eu até posso te dar umas aulinhas particulares e te ensinar a nadar, você que sabe – Desviou o rosto por pouco de um soco de direita. – Olhe os modos, nunca lhe ensinaram a ter respeito com os mais velhos?

-Você! – A youkai estava prestes a começar a usar sua dobra quando teve a atenção chamada pelo dragão que se aproximava rapidamente. – Quando isso terminar vou acabar com você, ouviu bem?

-Pode vir à hora que quiser ruivinha, sabe que adoro quando você fica nervosa – Segurou-se para não rir, contendo sua diversão para mais tarde.

-Sieghart, Elesis... – O dragão pronunciou baixinho, em seguida depositou a terceira das quatro esferas sobre o pedestal. Arme estava levemente ofegante e Elesis ergueu uma sobrancelha para ela.

-Você está bem Arme? – Perguntou verdadeiramente preocupada. Ela acenou positivamente.

-Vamos voltar agora, Arme? – Ronan resmungou baixinho, e abriu as asas azuis com destreza.

-Eu não quero perder essa corrida! – A convicção foi tamanha que até os youkais raposas estranharam em seguida Ronan a segurou e ergueu do chão, para em seguida começar um vôo rápido e elegante, voltando todo o caminho.

Elesis ficou observando o vôo elegante do dragão, se afastando, tentando conter sua raiva. Foi quando ouviu a risada abafada do outro youkai que estava lhe fazendo companhia. Quando Lothus disse que precisava de juízes para guardar o pedestal, achou que seria um dos cientistas, ou coisa parecida, não que iria ficar ali, tendo a companhia irritante da outra raposa.

-O que foi agora? – Perguntou mal humorada.

-Eu não sabia que você nutria algo como uma paixão pelo dragãozinho, ali. – Ele comentou meio ácido, mas tentando esconder o ciúme.

-P-paixão? – Gaguejou, por um momento, tentando entender sobre o que ele estava falando. – Você está louco?

-Então o que foi esse olhar distante para o senhor belas asas lá? – Fez um gesto com a mão, apontando o ser voador já distante.

-Cala a boca Sieghart, não é nada do que você está pensando. – Ela resmungou brava. – E não se esqueça que eu te devo um sanduíche de pancadas.

-Pff... Como se uma ruivinha como você pudesse fazer alguma coisa.

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O Sol estava escaldante e, depois de alguns minutos de correria desenfreada, os linces finalmente avistaram os pedestais, em uma sombra confortável, enquanto duas silhuetas se embolavam no chão. Dio ergueu uma sobrancelha, parando de correr quando finalmente alcançou o pedestal. Tanto ele quanto sua irmã estavam ofegantes.

-Eu não sabia que estava a atrapalhar as raposinhas. – O tom foi ácido. Sieghart olhou para o lado e Elesis se ergueu rapidamente, saindo do colo da outra raposa. No meio dos pontapés, socos e discussão, mal se lembrava de ter sentado no colo dele e aquele sorriso arrogante ter se formado no rosto do mais velho. – Belos juízes vocês são.

-Desculpa, realmente não estava atento aos retardatários. – Sieghart comentou, ainda sem levantar do chão. Passou uma mão pelos cabelos negros. – Coloque logo sua esfera aí gato-super-desenvolvido, depois corra lá para pegar o último lugar.

Nem Rey, nem Elesis puderam ver quando o lince se jogou contra a raposa, se engalfinhando no chão. A ruiva nem pensou antes de puxar o lince de cima da raposa, resmungando. – Vamos logo, irmão, ou realmente vamos perder a corrida. – Rey murmurou, o puxando pelo braço, para depois colocar a esfera sobre o pedestal, e logo os dois se afastaram, correndo.

-Bonito, hein? – A raposa ralhou. – Achando briga com os competidores.

-Não amola. – O tom de raiva, junto com a face séria do mais velho fez Elesis baquear. Nunca ele havia a respondido assim, nem mesmo quando ela o espancava até seus músculos doerem, ele nunca havia negado um sorriso.

Ela se abaixou, devagar, e delicadamente limpou o filete de sangue que escorria do corte em sua bochecha. – Achei que só eu podia chutar o seu traseiro, Sieghart.

Só então a ruiva se acalmou, vendo o sorriso pequeno brotar nos lábios dele.

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-Não toque! – Lass gritara logo antes de puxar sua parceira para perto de si. Já estavam na metade do caminho da subida quando o albino reparou na complicação logo à frente, as rochas além de estarem exalando um odor estranho possuíam agora uma coloração esverdeada o que não era comum. – Veja... – Lançou três fios de cabelo contra as pedras, o simples toque fizera os fios serem rapidamente corroídos – É uma armadilha, não podemos continuar em linha reta, vamos ter de dar a volta na montanha antes que...

A loira nem esperou o rapaz completar a frase e logo invocara suas asas, mantendo-se erguida no ar – Vamos então ao plano B, quem precisa dar a volta? – Segurando as mãos de sua dupla, começara a voar pico a cima, recebendo ainda por cima uma ajudinha da massa de ar quente que passava por eles, dobrando sua velocidade. – Vamos ganhar essa corrida!

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-Vamos perder essa corrida... – Por mais que Dio corresse o máximo que podia, já estava exausto, pois eram eles a única dupla a percorrer o trajeto inteiro sem voar, pular de precipícios ou qualquer coisa do gênero. – Não da, desse jeito agente não consegue – Observava a dupla dos dominadores do ar na dianteira, seguidos pelos youkais urso polar e ovelha, esses que estranhamente viraram o jogo e quase os alcançando estava lá o dragão com a parceira nos braços.

Parando de correr, pegando fôlego enquanto observava o céu – Você tem razão, é quase impossível para nós ganharmos. – Apoiou a mão sob a cabeça do jovem, acariciando os cabelos curtos, sorrindo – Com quem acham que estão se metendo? Nós somos os mais habilidosos youkais, o resto é ralé! – Riu divertida, sentindo todos os músculos do corpo tensionados, o suor escorria-lhe a face, não agüentaria todo aquele trajeto correndo. O sorriso desfez-se – Mas dessa vez eu acho que não temos jeito. – cabisbaixa, pela primeira vez deixara algumas poucas lagrimas escorrerem em meio ao silêncio, era orgulhosa demais, e feria-lhe a honra admitir a derrota daquela forma.

-Não! –Agarrou os ombros dela, com determinação no olhar – Nós vamos vencer mana, segure minhas mãos!

-Certo... – A principio não entendera ao certo o que ele pretendia fazer, mas logo ficou claro. Eles usariam “aquela” técnica.

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Por mais que os youkais do ar tivessem sido os primeiros a retornar ao topo da montanha e por mais que o dragão tenha conseguido ultrapassá-los, ainda assim estava indo bem. A parede corrosiva que criara não era apenas uma armadilha, era também um meio que ele tinha para ganhar mais velocidade por ser imune ao veneno criado. Ao chegarem ao topo do pico novamente avistaram ambos os youkais que voavam, disputando em velocidade, enquanto eles acabavam de voltar ao meio do caminho.

- Vamos logo.

-Pra você é fácil falar, sou eu quem esta correndo e carregando todo o trabalho mesmo.

-Des... desculpe, não era minha intenção. – Soltando um muxoxo, olhou-o nos olhos – A partir daqui eu volto correndo do seu lado, que tal?

-Nós não ter tempo para isso – Subitamente puxou-a para suas costas voltando a correr até a outra beira do pico para que logo novamente pudesse jogar-se de lá.

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-Ronan melhor parar, suas asas...

-Eu sei, não se preocupe, nós vamos terminar essa corrida. – Seu corpo já não suportava mais, em suas asas abriam-se pequenas feridas devido ao esforço além do normal imposto sobre elas.

Pegando um frasco que continha uma pequena quantidade de água recolhida na queda d’água, usou uma das mãos para levar a água até os ferimentos, usando a dobra para curá-las, vagarosamente devido à situação, mas ao menos aliviara um pouco a dor do dragão.

-Obrigado.

-Vamos ganhar. – Estavam páreo a páreo com os youkais do ar, já avistavam a linha de chegada.

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Ambas as duplas que duelavam pela liderança foram abatidas por uma corrente de eletricidade um bocado barulhenta que passara todas as equipes. Aquela carga elétrica era nada mais do que os irmãos lince. Em um ultimo esforço, eles concentraram toda a eletricidade que eram capazes para se arremessarem na velocidade do som. Todos puderam vislumbrar o clarão resultado da colisão de ambos com o solo, infelizmente estavam inconscientes.

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-O que foi aquilo? – Zero estava boquiaberto, após terem pousado com certa dificuldade, estava ele a observar o resquício de eletricidade que pulsava da terra próxima a colisão.

-Eram os linces.

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Em questão de minutos todos os competidores, Lothus e os demais youkais estavam reunidos ao redor da cratera recém criada. Os youkais raposa aproximavam-se de carro o mais rápido que podiam ao verem o número de pessoas reunidas. – Não pode ser coisa boa, o que deu em vocês gatos de merda! – Sieghart dirigia o mais rápido que o veiculo permitia.

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-Quem?... – Estava agora em uma sala fortemente iluminada, não conseguia se mover, seu corpo estava completamente dormente, haviam cerca de três médicos não tão distantes. Estava preocupado com sua irmã, a ultima coisa que podia se lembrar era deles indo cair perto da linha de chegada um pouco antes de perder a consciência, tanto seu corpo quanto sua mente não agüentaram tamanha concentração de energia. – Onde estou? – Sua voz saiu tão baixa que por pouco um dos médicos não a escutara.

-Oh! Finalmente você acordou Dio-san! – O mais alto deles falara. – Você esta na clínica dentro do laboratório central. Você esta há quase dois dias dormindo, já estávamos ficando preocupados, mas o importan...

-Sai da frente! – Empurrou o médico sem nenhuma sutileza. – Seu idiota, como tem coragem de me dar um susto desses? – Rey usava algumas poucas bandagens e curativos nos braços, estava sorridente.

-Quem venceu a corrida?

-Bem... – Antes que pudera responder, ouvira uma voz não muito agradável.

-Que dorminhoco! – Sieghart entrara na sala batendo a porta ao abrir – Não sabia que gatinhos molengas eram tão preguiçosos assim – Apoiara a mão em uma das pernas – doloridas – Do youkai, fazendo-o quase gemer de dor – Ah vai, não esta feliz de me ver?

-Seu imbecil! Cai fora! – Elesis puxara a orelha do mais velho, tirando-o de perto de Dio. – Aqui não é lugar de se fazer barulho!

-Olha só quem esta gritando ruivinha!

-Acalmem-se todos! – Lothus botara ordem nos youkais baderneiros, adentrando a sala sendo seguida por todos os demais youkais, fazendo a sala parecer ainda menor estando tão lotada.

-O que todos vocês estão fazendo aqui? – Rey mal conseguia respirar, a sala estava abafada e cheirando a suor, provavelmente alguns dos youkais estavam treinando.

-Afinal quem ganhou? – Dio requeria a reposta da loira a sua frente, ele precisava da resposta.

-Vamos logo ao que interessa – Pigarreou, exigindo o silencio de todos na sala. – Bom, em primeira colocação ficou a dupla Lass e Lire, que demonstraram melhor desempenho a prova inteira. Em segunda colocação ficou para Ronan e Arme que estavam abarrotados de determinação...

Dio já ia ficando cabisbaixo, mesmo usando todas as suas forças, ainda assim perdera.

-E as demais duplas mesmo tendo perdido receberão uma segunda chance – Todos da sala ficaram surpresos. – Ryan e Amy, Zero e Mari, Rey e Dio, todos vocês terão uma segunda chance em uma prova de reclassificação, em que a dupla que apresentar o primeiro lugar, voltara a disputar com os demais competidores. – A sala logo fora preenchida por conversas animadas.

Duas batidas intrusas quase não se fizeram ouvir em meio a toda aquela algazarra, Lothus olhou para trás, encontrando com olhos atentos de um dos seus cientistas. Ela saiu da sala rapidamente, os deixando dentro do recinto e fechando a porta, assim que encontrou os olhos do mais velho e notou sua expressão carregada, seu peito falhou em uma batida.

O homem já devia ter seus sessenta anos, era um dos cientistas que participou da terceira pesquisa youkai, antes dela ser abolida pelo governo. Quando Lothus falou que estava recrutando pessoas para voltar a pesquisá-los, foi o primeiro que nem pensou duas vezes antes de aceitar.

-Elscud... – Murmurou a loira, o homem de cabelos ruivos, meio grisalhos, fixou seus olhos azuis na mulher. – O que houve?

-Você me dá a honra de alguns minutos de sua atenção? – Ela assentiu, o homem se virou e começou a andar na direção do maior laboratório que eles dispunham. – Eu acho que você tem o dever de saber que fomos atacados, hoje mais cedo.

-Hoje? – Ela arregalou levemente os olhos. – E temos uma imagem dos atacantes?

-Esse é justamente o problema... – Pararam diante de um monitor grande, piscando um pequeno underline verde. Elscud apertou enter. As imagens mostravam as diversas câmeras de segurança que guardavam o laboratório. Durante o ataque, uma névoa subiu, traiçoeira, e ocultou as gravações, foi mais ao final que o ruivo apertou o enter novamente e congelou uma imagem.

Era uma garota, muito nova por sinal, que tinha cabelos azuis caprichosamente trançados e olhos, também azuis, aparentemente inocentes. Em contrapartida, as mãos com garras eram escamosas e em algumas partes do rosto, a pele se assemelhava as mãos. No lugar das orelhas humanas, cresciam duas coisas pontiagudas e verdes, quase como orelhas extremamente comprida.

-Era sobre isso que eu queria falar Lothus, youkais atacaram a sede. – A loira não respondeu, suas orbes estavam cravadas na imagem enevoada, precisamente no sorriso de satisfação que a garotinha tinha ao atacar, com todas as forças, as barreiras que protegiam o local.

A imagem cheia de estática ficaria a acompanhando por muitas noites, enquanto pensava em como proteger aquelas crianças cheias de vida que agora tinham o corpo de adultos.

Notas finais
Então o que acharam? Mandem reviews e compartilhem de suas opiniões, afinal é isso que move a gente (by: Red-Cain)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.