Operação Undone - Interativa
1 W. W.
Notas iniciais
-Você tem certeza sobre isso? –Minha mãe perguntou, sua cabeça pendendo para o lado.
Joseline Watson. Uma mulher que praticamente exalava a palavra “Mãe” por todos os seus poros, com sua estatura baixa, rosto redondo e olhos ternos e compreensivos. Ao menos na maior parte do tempo.
-Pega, merda! –Meu pai grita encarando estático a televisão, onde um jogo de futebol estampa a tela.
-Sim, eu tenho. –Respondo, um sorriso sem-humor atravessando meu rosto.
-George, você poderia desligar essa T.V. e me ajudar com o menino? –Ela fala alto.
Meu pai parece momentaneamente em choque por ter ouvido seu nome e gira o corpo no sofá para encarar a cena que se passa atrás de si: Um garoto de dezoito anos discutindo com uma mulher de trinta e oito, ele sentado estando do tamanho dela, enquanto tentam arrumar uma mala que certamente não está destinada a fechar com os quinze centímetros a mais do recomendado de coisas que jorram dela.
-Se eu puder escolher, sinceramente prefiro não. –Ele falou e eu ri baixo.
-Menino, não ria de mim nunca mais. –Minha mãe rala comigo, me dando um tapa leve no braço.
-Não se preocupe, se eu sair daqui não nos veremos nunca mais. –Eu falo em tom de brincadeira, mas os olhos claros dela se enchem de lágrimas. –Droga, mãe, eu tô brincando...
-O que você fez, Will? Ah, mamãe está chorando... –Meu pai suspira. –Joseline, o menino estava zoando...
-Pai, desde quando você fala “zoando”? –Eu pergunto.
-Will, sua mãe está chorando. Existem coisas mais importantes acontecendo do que eu estar simplesmente estendendo o meu vocabulário. –Ele desliga a T.V.
-Mamãe, eu vou estar com técnicos, com certeza eu vou voltar. Eu já te avisei. Nós estudamos tudo...
-Eu não quero que você vá para aquela ilha de merda, ou Endoine, sei lá... –Ela assoa o nariz com força.
-É Undone, mãe...
-Não corrija a sua mãe, Will. Você já a fez chorar...
-O jogo de futebol já acabou, pai?
A porta do quarto a direita da cena se abre de repente e de lá sai uma jovem loira e repleta de sardas que anda até a cozinha.
-Como é bom estar de novo na companhia dessa adorável família... –Gabbe passa direto por nós.
-Sua mãe está chorando e você não vai fazer nada? Você é realmente uma porcaria de filha. –Eu falo.
-Você que a fez chorar, babaca. –Gabbe rebate, já abrindo a geladeira.
-Isso é apenas um detalhe. Se ela fosse atropelada, você ia apenas deixar o cara que a atropelou ficar a satisfazendo e consolando, tipo, a levando comida e tudo mais?
-Se esse cara fosse você, sim.
-Calem a boca! Will, você vai mesmo embora? –Meu pai explodiu e então me encarou, os olhos castanhos um tanto desesperados.
-Sim. –Falo, automaticamente.
-Ótimo. Tá decidido, ok, Joseline? Agora temos uma mala pra arrumar. –Ele resmunga, atravessando a sala e andando até a montanha de coisas aleatórias/mala e enfiando mais uma dúzia de coisas que variavam desde as coisas mais úteis como walk-talk’s até cremes para as mãos com cheiro de menta. Meu pai, ao ver esse artigo incrível, me encarou com um ponto de interrogação claramente estampado no rosto.
-Bem, eu não quero que minhas mãos tenham cheiro ruim. –Aquilo ainda não parecia másculo, pensei. –As gatinhas gostam de caras que cheiram bem. –Completei, fazendo uma pose. Se meu pai não estava convencido, era melhor eu desistir.
-É bom que você não volte rebolando dessa viagem, filho. –Ele falou. Eu esperava que estivesse rindo, mas não, não estava.
-Pode deixar. Palavra de escoteiro.
-Onde vai se encontrar com os outros “escoteiros”?
-É Grupo de Busca Operação Undone Nº 1. E vai ser no porto de Yankee. O Cole vem aqui me buscar amanhã, não se preocupe. Você vai poder ir pro trabalho, pai.
-Certo. Sua mãe está calada por muito tempo...
Nós nos viramos juntos para encontrar mamãe sentada no sofá assistindo sua novela, as pernas rechonchudas apoiadas na mesa de centro. Algo me fez pensar que talvez, apenas talvez, ela tivesse bolado toda aquela cena para fazer papai ficar me ajudando enquanto estivesse passando “Gracie Woman: Hear your Heart”. Ou talvez fosse só coisa da minha cabeça. Mas aí ela pediu:
-Gabbe, pegue uma pipoca que eu deixei preparada no fogão, por favor! Vai começar um filme agora.
É, certamente foi tudo planejado.
Notas finais
Fichas:
Nome:
Idade (Para exploradores, de 15 a 18 e para técnicos de 18 para frente):
Aparência (descrição: obrigatória; foto: opcional):
Personalidade:
História:
Habilidades especiais:
Por que a pesquisa da Ilha interessa ao seu personagem?
Par romântico? () Sim () Não
Algo mais?
Espero que se inscrevam ♥
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