Notas iniciais
E aqui estamos de história nova...

Eu tinha dito pra mim mesma que ia segurar a mão e não acumular duas fics ao mesmo tempo, porém, eu estava com saudades do Bucky e é isso.

Como eu disse nas notas da história, as postagens começam oficialmente em setembro apenas, e serão quinzenais, mas vocês sabem que eu sou descontrolada, então provavelmente solto capítulos antes disso.

Enfim, é isso, espero mesmo que gostem.
Boa leitura!

PS: Trailer nas notas finais

Os caminhos que trilhamos em nossa existência são escolhas pessoais ou somente um produto do acaso? Por algum motivo estúpido esse pensamento intruso cruzou a mente do velho super soldado centenário exatamente naquele momento. Quantas de suas escolhas e decisões eram mesmo suas e quantas delas tinham sido apenas influência de outrem?

Não havia uma resposta, e de toda forma não era o momento para esse tipo de pergunta existencial...Ele tinha que tomar uma decisão. Tinha que fazer uma escolha.

E era melhor que fizesse logo porque o prenuncio de uma discussão se formava bem diante de seus olhos.

Respirou fundo. Já sabia o que devia ser feito. Soube desde o primeiro momento, estava apenas protelando o inevitável.

De uma forma ou de outra sempre terminava do mesmo jeito...

— Não. Definitivamente não! — Sam Wilson declarou, com as mãos espalmadas sobre a mesa. — Ele não vai fazer isso!

Era a terceira vez que o Capitão América negava, e era também a terceira vez que eles se encontravam com o autointitulado "Agente Americano" e sua nova chefe para falarem do mesmo assunto. E aquele embate não parecia próximo de chegar ao fim.

Depois de um discreto revirar de olhos, Bucky Barnes soltou todo o ar de seus pulmões enquanto passava os dedos de vibranium pelos fios curtos de seu cabelo castanho-escuro. Os mesmos argumentos sendo repetidos em looping, deixavam sua frágil paciência por um fio.

Era inútil discutir, só havia uma alternativa plausível e correta...

Lá fora, Washington tinha os tons esbranquiçados da neve derretendo, cinco andares abaixo as pessoas iam e vinham alheias aos problemas que eram debatidos dentro daquele apartamento... Era quase como se o tempo não houvesse passado, como se o estalo de Thanos e sua derrota depois de cinco anos nunca tivesse acontecido; como se há dois ou três meses um grupo radical chamado Apátridas não tivesse tentando derrubar o governo; mesmo a grande coisa gigante saída do mar estava virando notícia velha, naquele ponto a mão e cabeça petrificadas eram basicamente ponto turístico. Todos tinham simplesmente voltado para suas próprias vidas.

Talvez a população já estivesse acostumada demais com o caos para se importar com ele...

Depois da última luta contra os Apátridas, Bucky estava tentando se adaptar; a terapia havia chegado ao fim, as reparações de sua lista estavam terminadas e ele estava apenas esperando a próxima missão, usufruindo da paz e do confortável anonimato. A mídia estava empolgada demais com Sam Wilson, o novo homem por trás do escudo, para se importar com o envolvimento de um velho soldado com mais de cem anos. Barnes achava isso ótimo. Mesmo com seu evidente progresso ele não sabia se estava pronto para o mundo e, acima disso, não sabia se o mundo estava pronto para ele...

Viver nas sombras não lhe incomodava realmente, tinha aprendido a gostar da discrição e da calmaria, estava resignado com seu destino, era o que tinha afinal. Mesmo assim, havia algo dentro de Bucky que, apesar das reparações, ainda acusava constantemente que ele devia algo ao mundo e talvez a si mesmo...

Conscientemente Barnes ainda não entendia o que era, mas a necessidade estava lá, dentro de si, quase tão corrosiva quanto veneno.

E foi então que John Walker os procurou com sua nova amiga — ou melhor, recrutadora/empregadora — Condessa Valentina Allegra De Fontaine. Desde que Walker havia sido expulso do Exército Americano, com seu organismo turbinado por um último exemplar de um novo soro do super soldado, ele foi recrutado por essa nova organização secreta, o Alto Conselho Mundial, um tipo de grupo composto por representantes de várias partes do mundo que cuidavam de interesses diversos. Uma alternativa para a SHEILD talvez?

Ainda era incerto se Valentina e o Alto Conselho Mundial eram confiáveis, John Walker garantia que sim, mas Bucky sabia que o cara lamberia as botas de quem fosse por qualquer pingo de relevância, algumas pessoas almejavam a grandeza, mas a verdade é que haviam nascido para seguir ordens...

De toda forma, o que importava realmente é que havia a proposta para essa nova missão: Operação Roleta Russa. Era sobre derrubar a última cabeça remanescente da Hydra antes que a organização crescesse novamente. Alguns indícios do grupo nazista estavam surgindo mais fortes e claros, sarapintados aqui e ali, com concentração dentro da Máfia Russa. Era como se todo aquele tempo os malditos só estivessem aguardando o momento certo de aparecer novamente.

A Condessa de Fontaine tinha suspeitas que haviam membros escondidos em cargos importantes do governo, — o que pela experiencia de Bucky era bastante provável, — mas ela não possuía provas. Se Valentina estivesse certa a probabilidade da Hydra se infiltrar em partes cruciais da estrutura política da sociedade, enquanto o mundo se reerguia pós-blip era gigante. Uma ameaça assim exigia resposta imediata, por isso surgiu esse plano ousado de infiltrar alguém que pudesse se aproximar o bastante, não apenas por provas, mas por informações chave que indicariam cada localização ou membro fiel restante.

O alvo principal, estava — supostamente — dentro da Máfia Russa. Um líder nato, de casamento marcado com a herdeira da Máfia Italiana, segundo rumores. E esses mesmos rumores também diziam que ele era a nova cabeça da Hydra. Sendo assim, se a operação fosse bem sucedida, não somente a organização nazista cairia de vez, ambas as Máfias poderiam ser implicadas graças a ligação próxima das famílias.

Era um combo, basicamente três coelhos com um só tiro. O tipo de operação arriscada que exigia o agente certo... E o Alto Conselho, ou melhor a própria Valentina, sugeriu o candidato perfeito, alguém que estaria acima de qualquer suspeita...

Bucky Barnes, o antigo Soldado Invernal.

Porém Wilson possuía muitas objeções sobre isso, mas não cabia a Sam decidir.

— Eu vou. — Barnes se pronunciou finalmente, atraindo os olhares, enquanto se aproximava da mesa.

O destino novamente o chamava para mais uma batalha, recusar a missão para permanecer no conforto, preso ao próprio egoísmo, não era certo... Não depois de tudo.

— Está louco? — Sam retrucou irritado. — De jeito nenhum! Você ouviu o que ela disse? Você pensou direito nisso?

Bucky encarou os arquivos confidenciais expostos na superfície de madeira. Sim, ele havia escutado muito bem, o plano era absurdo, mas talvez funcionasse...

A parte problemática era que, para tudo aquilo dar certo, Barnes teria que voltar a ser o Soldado Invernal, apenas um disfarce é claro. Como em Madripoor.

Ele seria outra vez uma arma sem vontades, que só seguia ordens, e assim estaria acima de suspeitas. Poderia ver e ouvir coisas que nenhum outro agente infiltrado conseguiria logo de cara. Ninguém desconfiaria de uma arma controlada.

E a porta de entrada seria Zemo, o Alto Conselho havia usado suas conexões e feito um acordo com o Barão para que sua estadia na Balsa ficasse mais confortável. Muito embora, Bucky achasse que, para aquele homem, ajudar a derrubar a Hydra seria quase uma diversão.

O Alto Conselho também já havia entrado em contato com a embaixada de Wakanda para explicar que, o que viria a seguir, era apenas fruto de um plano bem montado. Ninguém queria se envolver em problemas com o país de T'challa.

Mesmo assim, Barnes não acreditava que as Dora Milaje haviam recebido essa notícia tão calmamente...

No entanto, de uma forma ou de outra, tudo se acertou diplomaticamente, o plano estava montado, esperando apenas pela resposta de Bucky.

Zemo era a conexão perfeita, entraria em contato com as pessoas certas, sempre monitorado pelo Alto Conselho e então diria que tinha escapado e reativado o Soldado Invernal.

A falta de interesse da mídia no envolvimento de Bucky na luta contra os Apátridas, a preferência dele de se manter discreto durante todos aqueles meses, e a pequena aparição pública do Soldado Invernal em Madripoor, ajudariam em todo o restante da mentira. Qualquer cabeça da Hydra que quisesse um pouco de respeito não deixaria aquela oportunidade passar. E também não permitiria que um homem aleatório como Helmut Zemo continuasse em posse de algo tão importante quanto o Soldado Invernal.

Barnes seria negociado por milhões de dólares, um tipo de escravo de luxo... Essa parte não lhe agradava em nada. Porém não era o momento para agarrar-se ao ego ou ao orgulho, se tudo corresse bem ele estaria dentro, finalmente, e seria apenas uma questão de tempo e dos movimentos certos, para que enfim pudessem derrubar toda a Hydra de vez.

Esse simples pensamento trazia a Bucky Barnes uma sensação visceral de justiça que ele buscava há muito tempo...

— Eu não concordo com isso. — Sam foi categórico e teimoso como sempre. — Não é só o risco de confiar nessas pessoas desconhecidas e no Zemo, de novo, é o que vem depois disso. Não são trinta minutos em um bar de Madripoor, Buck, são semanas, talvez meses sendo um fantoche da Hydra de novo. Está pronto pra isso?

Barnes reprimiu um suspiro pesado, a verdade era que, mesmo sabendo que as palavras não fariam mais efeito, ele ainda sonhava com elas e com o maldito caderno vermelho, com todo o terror de voltar a ser o Soldado Invernal.

Ele estaria vivendo seu pior pesadelo.

Mas ninguém prometeu que seria fácil, não é? Porém era por uma boa causa. Seria quase poético, que justo o Soldado Invernal, fosse o responsável por extinguir a Hydra de vez. E, embora fosse o certo de vários pontos de vista, para Bucky havia muito de vingança pessoal ali também, todavia isso foi algo que ele preferiu guardar para si mesmo apenas.

— Eu vou fazer isso. — Reforçou com firmeza, alternando o olhar entre Sam, Valentina e Walker.

Wilson cruzou os braços irritadiço e negou algumas vezes.

— Isso é loucura. Essa operação pode durar meses e enquanto você estiver lá dentro não vamos poder te ajudar de nenhuma forma. — O Capitão América argumentou, encarando seu parceiro de frente. — Eles vão te dar ordens, e como Soldado Invernal você não vai poder retrucar, apenas obedecer.

Barnes tentou não expressar seu absoluto desconforto, no entanto, sabia que era verdade, estaria sozinho, à mercê de ordens que podiam ser cruéis e o pior, ele estaria totalmente consciente o tempo todo.

Não era outra lavagem cerebral, era apenas fingimento, talvez essa fosse a parte mais difícil da missão, ele teria estômago para simular o sangue frio que o Soldado Invernal possuía?

Sam estava certo, por alguns minutos em Madripoor tinha sido uma coisa, — coisa essa bem difícil, inclusive, — mas agora seriam meses em um lugar onde todos os olhares estariam em si?

Estava pronto pra isso?

Não expressar emoções seria parte importante do disfarce de Bucky, ele estava ciente, qualquer reação descontrolada podia colocar tudo a perder...

— Esse pessoal está pedindo para que ele se comporte como uma máquina, isso nunca vai dar certo, Walker. Já viu as caras e bocas que ele faz pra qualquer coisa? — Sam se virou para o loiro, que pareceu ponderar por um momento.

— Você não é obrigado a fazer isso, Sargento Barnes. — Valentina se pronunciou antes que Walker pudesse. — Foi só uma sugestão; com o Soldado Invernal ganharíamos meses de vantagem, porque ele estaria acima de suspeitas e não precisaria passar por todo o processo de ganhar confiança. Mas se não estiver disposto a se envolver, e se achar que, mesmo depois que tudo que a Hydra fez com você, ainda assim isso não vale o esforço, então o Alto Conselho vai designar um agente de campo para a Operação.

— Eu posso fazer isso. — Bucky retrucou sem se deixar abalar. Aquela era a sua melhor chance de equilibrar uma balança que a Hydra havia enchido de sangue. — Eles ainda estão se reestabelecendo, agora é a hora perfeita para agir, se o Alto Conselho tiver que infiltrar alguém vai levar meses, talvez anos, para que esse agente chegue em uma posição de confiança e sabemos que isso pode nem acontecer. Até lá já vai ter membros da Hydra infiltrados em lugares que os tornariam inalcançáveis.

— Olha só... que interessante, gosto dos meus homens bonitos e obstinados, por coincidência você é os dois. — Valentina elogiou em um tom que transitava entre o divertido e o sarcástico, então bateu em Walker com a parte traseira da mão direita. — Devia ter me contado dessas características do Sargento Barnes, John.

Walker revirou os olhos de forma exagerada, e Bucky até teria feito o mesmo, se não estivesse preocupado demais com a missão a sua frente para se importar com as aleatoriedades da Condessa.

Aquela Operação era uma oportunidade perfeita, mas isso estava longe de significar que as coisas seriam simples...

— É a Hydra, eles vão mandar que mate pessoas. Quer mesmo fazer isso outra vez, Buck? — Sam atraiu a atenção de volta para o que importava.

Barnes já havia pensado nisso, é claro, afinal o Soldado Invernal era um assassino, no fim não tinha uma solução mágica para esse problema.

— Eu vou precisar lidar com isso quando a ordem vier. — Moveu os ombros, tentando parecer despreocupado.

Se teria que fingir suas emoções durante a missão, era melhor começar a treinar.

— Vamos estar atentos o tempo todo para qualquer tipo de contato seu, se você tiver um alvo e nos passar a informação podemos extraí-lo antes da sua chegada e montar a cena, vai ser como se tivesse cumprido a ordem, mas vamos manter o alvo seguro e fora de vista até que toda a Operação acabe. — Valentina argumentou naquele tom despreocupado e superior que lhe parecia usual.

Barnes até quis acreditar nela, mas na verdade ele sabia que as comunicações seriam restritas e complicadas. Não poderia entrar com qualquer tipo de escuta ou aparelho celular, eles com certeza fariam uma revista completa, Bucky estaria sozinho e isolado, então o mais provável é que tivesse que improvisar...

— Se ele for mesmo fazer isso, você tem que prometer que vamos tirá-lo de lá se qualquer coisa der errado, mesmo que isso acabe com toda a operação. — Sam apontou para a Condessa, nada satisfeito.

— Eu prometo. — Ela respondeu de imediato e seus olhos pousaram em Barnes novamente. — Vamos combinar um código e se algo der errado você usa o código e te tiramos de lá imediatamente.

Bucky assentiu devagar, desconsiderando o quão não-confiável o tom de Valentina soava. A verdade é que tinha plena certeza que quando já estivesse lá dentro, não abortaria a missão por nada. O que tinha a perder afinal?

Se colocasse na balança sua vida e a extinção completa da Hydra, era bem evidente para Barnes qual valia mais...

— Além disso, a Hydra de verdade caiu, tudo que eles têm agora são capangas comuns, criminosos básicos, nada mais de super cientistas e armas secretas. Estão mais vulneráveis que nunca. — Walker declarou casual, apontando algumas fotos e arquivos dispostos sobre a mesa. — Não é mais a Hydra de anos atrás, essa aliança deles com a Máfia Italiana prova isso. Se algo der errado, você mesmo dá conta de escapar, eu daria conta deles sozinho agora.

Walker foi desconsiderado por todos na sala, mesmo por sua própria empregadora. Bucky até absorveu as informações, as fotos pareciam provar alguns dos fatos que John apontava, mas Barnes sabia muito bem que não podia cometer o erro de subestimar a Hydra...

Olhou os arquivos sobre a mesa, a maioria das imagens era estampada por seu alvo principal: Viktor Strovalenko. Pai russo, mãe alemã, pelo visto ele havia herdado tanto a Hydra, quanto a Máfia Russa, um combo perigoso. Um pouco mais de trinta anos, com cara de milionário em seus ternos caros e jatinho particular. Seu porte altivo e feições sérias eram complementados por um cabelo castanho bem claro de corte baixo. Bucky teve a impressão de que existia algo de impiedoso naqueles olhos verdes, um toque de crueldade enraizado nas íris, talvez... A antipatia foi imediata.

Depois havia algumas fotos de Strovalenko com outro dos alvos importantes, dentre eles uma mulher em particular: Roxanne Domenichelli. A jovem era a filha do atual líder da Máfia Italiana, não devia ter muito mais que vinte e cinco...

Barnes segurou uma das fotos dela entre os dedos de vibranium. Parecia tirada em algum tipo de evento público. Seus olhos azuis límpidos examinaram a imagem por alguns segundos, à primeira vista podia até parecer uma garota doce; a pele pálida de seu rosto harmonioso estava emoldurada por fios escuros que desciam pouco abaixo dos ombros, até o meio das costas.

Mas havia algo sobre ela...

Talvez a forma como erguia o queixo com prepotência, sem qualquer sorriso nos lábios fartos, ou quem sabe fossem os olhos, um preto abissal, como obsidianas, brilhantes, mas frios, um lago preso na escuridão da noite, fundo o suficiente para afogar qualquer um que fosse tolo o bastante para se aproximar. E, simples assim, qualquer que fosse a doçura inicial, ela se esvaiu, tudo que Bucky precisou foi olhar com um pouco mais de atenção.

Era bom em ler as pessoas, não só pelo treinamento forçado dentro da Hydra, mas porque era uma qualidade natural dele, algo remanescente do seu antigo eu dos anos 40; nesse caso, Roxanne Domenichelli tinha o olhar de alguém que vê o mundo queimar e não se abala por isso, quase como se a tragédia iminente fosse previsível e planejada.

De certo seria prudente estar atento; talvez Viktor Strovalenko não fosse o único no caminho do Soldado Invernal. A Italianinha podia ser um problema ainda maior.

Seja por um simples acaso, ou por sua própria escolha, Bucky Barnes estava certo, mesmo naquele momento, que a Operação Roleta Russa mudaria sua vida de forma irreversível...

Notas finais
⋆?…⋆ Trailer: https://youtu.be/X3eYD4E4zaw

⋆?…⋆ Playlist: https://open.spotify.com/playlist/26yeAO91XxSHMIzpkVCydZ

*O "Alto Conselho" até existe nos quadrinhos, mas aqui eu adaptei da forma que se encaixava melhor para a fic. Como o MCU não deu mais informações sobre a Valentina eu tô indo pelo caminho que me convém.

Ai, ai Bucky... Pra tá indo procurar sarna pra se coçar amigo?

Esse primeiro foi só pra vocês entenderem como que o Bucky se enfiou nessa encrenca. No próximo a gente conhece o Viktor.

Beijos e até!