Open Your Heart For Me

2 Capitulo 2 - Você não me conhece!


Notas iniciais
Yo! Espero que gostem e comentem dessa vez né? Aguardo ansiosamente por comentários! Nos vemos nas notas finais! Boa leitura!

“A amizade desenvolve a felicidade e reduz o sofrimento, duplicando a nossa alegria e dividindo a nossa dor.” – Joseph Addison

Por: Kati-Chan

Capitulo 2 — Você não me conhece!

Autora Pov's On

Lucy estava completamente confusa.

Logo depois de ter se mudado de cidade e entrado numa nova escola, coisa que deveria fazê-la se fechar ainda mais, acabou sorrindo na primeira conversa que teve com uma garota que nem conhecia. E agora, mesmo sem querer, ela sorria bastante no diálogo com a albina, mesmo que ainda escutasse mais que falasse. Lisanna havia contado que era irmã da professora de literatura e que estudava desde criança na instituição.

De repente, sentiu uma enorme vontade de se abrir. Não estava entendo a tentação de contar tudo o que aconteceu a ela para a aquela garota. Na verdade, nem sabia por que ainda continuava ali, conversando com ela como se fossem amigas e que não havia problemas na sua vida que a assombravam até hoje. Sua intenção não era fazer amizade, não era interagir, muito menos falar da vida pessoal. Mas parecia que Lisanna não ligava para isso e falava pelos cotovelos de tantas coisas que não sabia se estavam conversando mesmo, ou a albina se confessando, já que Lucy parecia mais um padre que ouvia e não falava nada. Só faltava perdoar os pecados, mas mesmo que a albina os tivesse, a loira não tinha direito algum de absolvê-la. Seu passado era podre.

— Desculpe, estou falando demais? — Lisanna interrompeu se monólogo para perguntar, e mesmo que ela estivesse mesmo falando muito, Lucy apena negou com a cabeça.

— Não.

Apoiou sua cabeça nas mãos e olhou para a paisagem afora da janela. Alguma turma fazia educação física, eles corriam de um lado para o outro e concluiu que eram de outra turma menor. Uma mulher com expressão fria ordenava todos a correrem, mas uma garotinha de cabelo azul havia caído bem de cara no chão. Lucy não entendeu porque ficou preocupada, mas apenas continuou olhando. A menina levantou, massageando a testa e em seguida voltou a correr. Sorriu de canto, sempre foi desastrada também.

— Quer contar alguma coisa? — Ouviu Lisanna perguntar, chamando sua atenção para ela.

— Hum? Contar o que? — Perguntou, não entendo o que ela quis dizer. Tentou ser menos fria, mas não conseguiu. Foram muitos anos de prática tentando a todo custo não expressar qualquer sentimento que não fosse indiferença. Nada de chorar, nada de sorrir, ou qualquer coisa do tipo. Ela era desse jeito agora, e pode-se dizer que aprendeu direitinho.

Sabia que a albina estava sendo gentil com ela, mas não conseguia sair daquele muro que havia criado. Caso contrário, iria acabar fazendo exceções para outras pessoas também, e quando se deve conta, voltaria a ser aquela Lucy fraca e sentimental novamente.

Em sua antiga escola todas as garotas eram arrogantes e se aproximaram dela apenas por seu sobrenome. Odiava pessoas assim, mesmo sabendo que Lisanna não era desse tipo, pelo mínimo de conversa que tiveram. Por isso, não havia tanto problema com meninas, desde quem elas não a irritassem. Seu grande drama e repulsa era por apenas um sexo: masculino. Lucy nunca falava com garotos, e nem mesmo queria conhecê-los para tirar suas conclusões. Para ela, nenhum deles prestava. Eram todos iguais.

— Sim, eu falei muito. Não quer falar nada, não? — Lisanna completou.

— Eu? Sei lá, o que você quer saber? — O tom frio estava presente com algo parecido como... Tédio. Mas parecia que, de certa forma, Lisanna sabia que era o jeito dela e tinha se acostumado.

— Tipo, como era onde você estudava?

Ah, sobre isso não. Tudo, menos isso.

— Vamos mudar de assunto? Prefiro não falar sobre isso. — Para desviar mais do assunto, ela voltou a olhar pela janela. A algazarra dentro da sala perturbaria qualquer um, tinha alguns jogadores de basquete com a bola no fim da sala, e ela percebeu que apenas ela e Lisanna conversavam baixo.

— Claro. — Respondeu, respeitando sua discrição sobre o assunto, mesmo Lucy percebendo que estava curiosa. Suspirou. Sentiu ser observada, e desviou o olhar para a direção da sensação esquisita. Deparou-se com umas quatro garotas a encarando com uma expressão de ódio. Franziu o cenho, sem entender o motivo da raiva, ela nem ao menos tinha dirigido a palavra a elas! Tentando entender, analisou o resto da sala, encontrando alguns garotos com jaquetas de time escolar a observando. Deveriam ser atletas, e então Lucy ligou os pontos. Garotas idiotas.

Resolveu ignorar como de costume e voltou à atenção para Lisanna.

— Quem são elas? — Resolveu perguntar, direcionando o olhar para o dito cujo quarteto de olhares raivosos.

Lisanna revirou os olhos quando viu de quem se tratava.

— As "Galinhas Do Colégio". Elas se acham, mas são tão burras quanto uma porta. Provavelmente estão te olhando porque querem que você entre no grupinho delas. Elas fazem isso com todas as garotas. Foi assim com a Juvia!

— Juvia?

— Aquela garota de cabelo azul que está pendurada no moreno. — A albina apontou a azulada que conversava com os amigos. — Elas tentaram bater nela quando não aceitou entrar no grupinho, mas Juvia saiu correndo. Hoje ela está com a gente. Cuidado com essas garotas.

— Eu? — Sentiu tanta graça que deu vontade de gargalhar. — Não se preocupe, elas não me conhecem!

Sua expressão ficou sombria, mas Lisanna não pareceu ligar e apenas sorriu.

— No intervalo vai ficar aonde?

— Hum, aqui! Não pretendo sair, então nem precisa me chamar para sentar com você e seus amigos, por favor.

Lisanna não tinha entendido porque ela pediu, por favor, mas percebeu que a voz de Lucy havia mudado de tom. Não soou tão fria como no início da frase, parecia até que ela estava pedindo, por favor, para outra coisa...

— Tudo bem...

— Obrigada, se quiser pode voltar para lá, não me importo de ficar sozinha. Posso ler meu livro, não estou te expulsando, pode fazer o que quiser...

Qual o motivo de tentar se explicar? Lucy não se reconhecia, se fosse qualquer pessoa estaria pouco se lixando para o que iria pensar. Mas havia gostado muito de Lisanna, e não foi uma coisa que decidiu escolher. Quando ela se retirou com um "com licença" e saiu em direção a seus amigos, abriu sua mochila e viu os formulários que a diretora a havia dado.

Nem estava com vontade de ler aquele troço, por isso fechou novamente à mochila e abriu seu livro onde tinha parado, recomeçando a leitura.

Lisanna chegou aos fundos da sala e se sentou na cadeira ao lado da ruiva. Todos a olharam com curiosidade.

— Como foi? Ela te deu um fora? — A baixinha perguntava, curiosa.

— Ela é bem simpática e educada, só é um pouco fechada. Além de ter odiado o Natsu. — Deu ênfase na palavra.

— Isso a gente já percebeu. — Comentou Gray.

— Ela disse algo mais? — Erza perguntou.

— Não, ela é muito fechada, quando perguntei como era onde ela estudava, apenas pediu que eu mudasse de assunto.

— Ela é muito misteriosa... Olha, o grupinho está olhando para ela! — Disse Juvia, observando as garotas.

— Não duvido nada que ela entre para aquele grupo... — Natsu se pronunciou.

— Ah, isso eu duvido muito!

— Porque diz isso, Lisanna? — Gajeel resolveu perguntar, intrigado pela convicção da amiga.

— Porque, quando ela perguntou quem eram elas, eu falei que provavelmente elas queriam que ela entrasse em seu grupo. Eu disse que elas tentaram bater na Juvia. Mas ela afirmou que ninguém a conhecia... Confesso que o tom de voz dela me assustou um pouco.

Todos estranharam, mas não pediram mais detalhes e decidiram mudar de assunto. Lisanna viu Lucy olhando pela janela a turma do primeiro ano na aula de educação física. A irmã de Natsu era daquela turma e notou que a azuladinha havia caído, e parecia que não era a primeira vez que isso acontecia. Quando olhou novamente para a loira, viu preocupação no rosto quase sempre sem expressões de Lucy. Ao seu lado, Natsu também mantinha uma feição aflita.

Hm, isso seria interessante...

****

O sinal tocou fazendo todos os alunos saírem para o almoço. Lucy se acomodou na cadeira observando todos deixarem a sala depois da aula de história que tiveram após o tempo livre. Estava cansada, a aula tinha sido chata e cansativa. Acomodou-se na cadeira quando percebeu que mais alguém tinha ficado na classe. Não se importou muito e abaixou a cabeça, a apoiando nos braços. Queria tanto dormir...

Ouviu o trinco da porta ser fechado e levantou a cabeça automaticamente. Eram as garotas que a encaravam mais cedo. Suspirou.

— Loirinha... — Uma ruiva a chamou, e olhando seu cabelo estava mais que claro que aquilo era uma tinta barata de farmácia, pois parecia mais com água de salsicha estragada. Além de que seu uniforme um pouco alterado e muito mais curto que o normal não ajudava em nada para sua aparência ser menos... Vulgar.

— Queremos que você entre no nosso grupo! — Agora era uma loira que falava. Seu cabelo era longo e encaracolado, mais claros que os seus. Pelos menos era natural. Ou ao menos, parecia.

— Somos as rainhas do colégio! — Vangloriou-se uma morena, suas sobrancelhas lhe davam um ar mau e misterioso, seu cabelo era liso e seu uniforme estava tão curto quanto o da outra.

— O que vocês querem? — Lucy perguntou sem nem um pouco de ânimo. Não tinha paciência para nada, especialmente com aquele tipo de garota.

— Que entre no nosso grupo! É surda? — Disse a ruiva.

— Vão me obrigar? — Perguntou friamente, com as sobrancelhas arqueadas.

— Nós iremos tornar sua vida um inferno! — A loira-natural-ou-nem-tanto respondeu, como se aquilo fosse uma ameaça. Teve vontade de rir, de verdade. Elas não sabiam que Lucy já havia vivido seu próprio inferno e que nada superaria aquilo.

— Hum... — Fingiu interesse, até que reparou que tinha outra menina sentada, mas ela não a encarava, apenas olhava para o chão. Ela era morena e seus olhos eram aparentemente roxos. — Dá licença que tenho coisa melhor para fazer.

Levantou-se no intuito de sair da sala, mas percebeu que a porta estava realmente trancada.

— Não sai daqui até entrar em nosso grupo! — A ruiva disse, parecia que ela era tipo a líder.

— Abram a porta! — Ordenou, perdendo a paciência.

— Não!

A morena foi até ela, confusa, Lucy franziu o cenho, estranhando tamanha aproximação. Quando percebeu que a intenção era desferir um tapa em seu rosto, sua expressão mudou de entediada para enfurecida drasticamente. Quando a mão estava perto de seu rosto, Lucy a segurou pelo punho e apertou tão fortemente, que fez a garota gemer de dor. Ninguém batia nela. Não mais.

— Você. Não. Me. Conhece. — Disse pausadamente, e mesmo que parecesse um aviso, aquilo era uma clara ameaça. Largou bruscamente a mão da garota, que cairia no chão se não fosse amparada pela ruiva.

— Como você fez isso? Maldita!

A ruiva tomou as dores da outra e Lucy apenas sorriu com desgosto e se voltou para a porta. Quando seu pulso foi agarrado, sua visão ficou turva e lembranças desagradáveis vieram em sua mente. Puxou o braço grosseiramente como se o toque queimasse, abrindo uma base para deferir um soco perfeito de direita na garota. O nariz da loira começou a sangrar, mas Lucy não se importou nem um pouco.

— Nunca, ouviu bem? NUNCA encoste em mim! Agora abra essa maldita porta antes que eu a arrombe!

Com medo do ataque de fúria, a garota agora com o nariz quebrado abriu a porta. Assim que saiu, Lucy percebeu vários estudantes curiosos que olhavam tudo pela janela. Ótimo.

— Gostaram do show? Ajudem elas! — A loira disse e saiu andando calmamente, as pessoas que ali estavam ficaram chocadas.

Caminhou calmamente pelo corredor até o banheiro, e quando entrou deu graças a Deus não ter ninguém. Para que ninguém entrasse, fechou a porta e se olhou no espelho. Com os olhos marejados, bateu a mão sobre o mármore da pia. Inclinou-se ali e fechou os olhos, com as muitas lembranças que tomaram conta de sua mente. Uma lágrima solitária teimou em cair, mas ela logo a enxugou antes que outras viessem em seguida. Passou água no rosto retirando qualquer vestígio do choro, mesmo que nem tivesse sido um realmente. Suspirou para seu reflexo e se obrigou a sair dali. Quando voltou ao corredor, este já estava lotado de estudantes. Não olhou para os lados enquanto caminhava de volta para a sala novamente. Na classe agora completamente vazia, abriu o livro e voltou a ler como se nada tivesse acontecido.

****

Depois que o intervalo acabou, absolutamente todos que iam entrando na sala a olhavam. Com certeza souberam do ocorrido, o que fez surgir mais fofoca a seu respeito além de olhares medrosos de alguns. Quando a morena agora com um braço enfaixado e a loira com um curativo no nariz entraram na sala seguida de sua trupe, Lucy apenas sorriu ironicamente em resposta a seus olhares raivosos.

Pelo menos agora tinham um motivo para odiá-la.

Depois de pelo menos mais três aulas, todos foram liberados. Eram raras as vezes que sorria sozinha, mas se permitiu em fazê-lo por alívio. O primeiro dia naquela escola havia sido definitivamente estressante. Arrumou seus materiais e lembrou que deveria passar na diretoria para pegar o tal Guia. Ao chegar lá, Lucy bateu na porta e não esperou uma resposta para entrar. Encontrou Mavis sentada em sua cadeira.

— Diretora, vim buscar o Guia do estudante.

Mavis sorriu com sua presença e lhe entregou um livro médio.

— Soube de uma briga... — Mavis tocou no assunto, e a expressão de Lucy mudou de apática para entediada.

— Sim, um grupo de meninas da minha sala veio falar umas coisas comigo. Tentei ignorar, mas me provocaram. Eu não fiz nada. Além do mais, elas mereceram. Só peço que diga a elas para nunca mais encostarem em mim, por favor!

Para oficializar seu pedido e tentar ter o mínimo de educação, Lucy se curvou em sinal de respeito, antes de sair da sala. Nem ao menos deu chance da Diretora retrucar. Também não estava nem aí para o que acontecesse. Chegando ao portão, o carro já estava a sua espera, estacionado em frente ao colégio. Era tão grande que tomava todo o espaço da entrada. Quando chegou perto, o motorista saiu do veículo e abriu a porta do carona para ela. Não se importou com os olhares curiosos e se jogou no banco, se livrando da mochila e respirando fundo. Nunca quis ir tanto para casa.

Assim que chegou, se jogou em sua cama fofinha e estava tão cansada que dormiria até no chão. Virgo havia dito que havia visitas para o jantar, e que quando a refeição estivesse pronta a avisaria. Não se importou muito, deveria ser um daqueles velhos chatos e babões, que amavam dar em cima dela. Fechou os olhos e acabou dormindo.

****

— Hime! Hime!

Lucy despertou assustada com a gritaria. Virgo a chamava desesperadamente e quando olhou pela janela, entendeu o motivo. Havia anoitecido.

— Os visitantes chegaram. Arrume-se e desça! Seu pai falou para você escolher uma roupa formal!

Depois de ditar as ordens, Virgo saiu do quarto.

Levantou-se e foi até o closet. Tentou escolher alguma coisa, como um vestido, mas não estava com saco nenhum para isso. Além do mais, ela odiava vestidos.

Optou por uma calça jeans e um tênis. Seu pai ficaria furioso e ela sorriu com isso. Essa era a intenção, afinal.

Completou com uma blusa de cetim azul e deixou o cabelo solto, e desceu após lavar o rosto. Da escada, escutou vozes e risadas, e definiu que seriam os convidados.

Suspirou pesarosamente e foi até sala de estar, encontrando um homem de idade média com cabelos extremamente vermelhos, que vestia um terno elegante. Ao seu lado estava uma garota que Lucy reconheceu automaticamente pelos cabelos azuis e rosto fofo. Era a menina desastrada da educação física. Quase sorriu, até que percebeu quem era a terceira presença estranha. Justo o garoto que ela tinha odiado a primeira vista tinha que estar ali? Suspirou, queria continuar dormindo, mas resolveu dar o ar de sua graça com uma tossida forçada nada elegante.

— Que roupas são essas, Lucy? — Jude perguntou assim que virou o rosto em sua direção. Sorriu internamente com a fúria do pai.

— As minhas, oras! — Respondeu sarcasticamente, como se fosse óbvio. Jude apenas suspirou antes de fazer as apresentações.

— Esse é Igneel, sua filha Wendy e seu filho Natsu.

Lucy cumprimentou a todos com um aceno de cabeça.

— Ótimo, irei voltar para meu quarto. Com licença.

Sem dizer mais nada, se virou e foi até a cozinha, pedindo para Virgo servir seu jantar no quarto, antes de subir.

Na sala de estar, Jude balança a cabeça em desaprovação.

— Viu? Ela é muito difícil!

— Jude, esses jovens são assim! — Igneel tentou confortar o amigo.

— Ela nem sempre foi assim, ainda me culpo de não ter feito nada quando ela precisou de mim! — Jude pronunciou seus lamentos em voz alta e os convidados a olharam confusos.

— Como assim? — Natsu perguntou curioso.

— Nada importante. Vamos falar de negócios... — Jude desviou do assunto.

— Senhor, posso ir ver a Lucy-san? — Wendy perguntou.

— Se ela te receber, pode sim. É o primeiro corredor, segundo quarto à esquerda. Natsu seguiu sua irmã com os olhos. O que Jude havia dito chamara sua atenção. Definitivamente aquela garota era misteriosa. E isso era interessante.

Num ataque de raiva, Lucy estava esmurrando alguns travesseiros. Havia mudado de roupa, agora estava com um short molinho curto e uma regata. O que facilitava seu trabalho de tacar diversos travesseiros na parede. Estava rasgando alguns e pronunciando alguns xingamentos e palavras inaudíveis quando escutou alguém batendo em sua porta.

— Pode entrar. — Parou o que estava fazendo e respirou fundo. Acreditava ser Virgo com o jantar, e já se preparava para o sermão por ter estragado mais uma série de travesseiros. Mas não era Virgo, era Wendy.

— Lucy-san...

— Wendy... Certo? Prazer. — Disse normalmente.

— Posso falar com você?

— Teoricamente já está falando, mas pode falar sim...

Fez sinal para que a azulada se sentasse ao seu lado na cama. Wendy se assustou com os diversos travesseiros destruídos jogados pelo quarto, mas preferiu não tocar no assunto.

— Você é da sala do meu irmão?

— Hum? Sim... Por quê?

— Não sei, tem que ter um motivo para a pergunta?

— Não, você perguntou do nada!

— É que eu queria saber como ele é na sala!

— Hãm? Estudo lá faz um dia!

— Mas já deu para ele gostar de você! — Finalmente Wendy tinha dito o que queria dizer.

— Como assim? — Lucy ergueu as sobrancelhas, sem entender.

— Ele disse algo sobre gostar da aluna nova da sala dele... — Completou Wendy.

Lucy quase riu com isso, afinal era um sentimento totalmente platônico, já que ela o havia odiado. Mas não decidiu dar muita bola e deu nos ombros. O resto da noite se seguiu com as duas conversando. Elas jantaram em seu quarto e em seguida se espalharam pela cama para ficarem mais confortáveis. De cabeça para baixo, quase se encostando ao chão e Wendy deitada sobre a cama, Lucy se permitiu contar algumas poucas coisas para a pequena.

Descobriu também que a azuladinha era filha do segundo casamento do pai de Natsu e que sua mãe morrera há menos de um ano. Já ela contou apenas que sua mãe morreu quando tinha seis anos. A conversa foi interrompida por Natsu que abriu a porta de seu quarto. O rosado a encontrou naquela posição cômica, além de que estava sorrindo, mesmo que minimamente. Ficou feliz de certa forma, nem parecia àquela garota fechada que havia dado um fora nele mais cedo. Ela ficava mais bonita assim.

— Vamos, Wendy?

— Tchau, Lucy-san!

— Lucy. Só Lucy. Até mais, Wendy-chan!

Quando os dois saíram, estranhou o fato de estar mais comunicativa. Por alguma razão, Lisanna tinha contribuído para isso, já que havia gostado bastante dela, assim como de Wendy. Deu nos ombros, decidindo não pensar no assunto. Fez sua higiene e vestiu o pijama, deitando-se em baixo das cobertas para dormir após diminuir a temperatura do ar-condicionado. O dia seguinte seria longo, muito longo e cansativo.

"... To Be Continue..."

Notas finais
E ai? Me digam o que acham! Sério, quero comentários! Enfim, espero que tenham gostado! O próximo será daqui a bastante tempo se depender de comentários, priorizarei minha outra história se essa não receber nenhum comentário ein? Não quero ser chata! Mas tenho que ser gratificada! Enfim....Espero de fundo do coração que tenham gostado! Kissus da Kati-Chan!