Open Your Heart For Me

4 Capítulo 4 - Revelações & Felicidades...


Notas iniciais
Yo! Cara, depois de 6.100 palavras estou morrendo de dor de cabeça, mas eu me surpreendi com esse capitulo, achei que ia ficar sem graça mas não ficou, eu senti até meus olhos marejarem...Bom, esse capitulo é muito explicativo, eu disse praticamente tudo da história da Lucy, eu não detalhei muito porque Lisanna vai estar escutando okay? Mas nas próximas consultas dela com Ever irei detalhar bastante, mas se vocês não quiserem ler, me avisem que nas partes pesadas eu dou um jeito de avisar sim? Esse capitulo é o maior da história até agora...Meio cedo para revelar o segredo da Lucy? Talvez, mas quando vi já tinha escrito e não me contive...Então...Espero que tenha comentários okay? Até as notas finais...Kissus Boa Leitura!

“Não se engane com um abraço, com um sorriso, pois os falsos também sabem fazer isso.” – Demi Lovato

Por: KatiChan

Capítulo 4 — Revelações & Felicidades...

Autora Pov's On

A loira respirou fundo enquanto esperava Lisanna voltar... E ela estava demorando muito!

Ela tinha ido até a sala buscar sua mochila, segundo ela, Lucy não poderia entrar na sala daquele jeito, mas o estado da loira era realmente deplorável. Seu rosto estava completamente vermelho devido as lágrimas e seu cabelo estava um pouco bagunçado. Lucy queria voltar para a sala assim mesmo, não devia explicações a ninguém e se fosse falar e prestar satisfações a alguém que fosse para a diretora e não para um bando de alunos que não cuidavam da suas próprias vidas.

— Voltei! — Lisanna disse se virando para a loira, ela estava com uma bolsa rosa e um sorriso no rosto — Bom, eu falei com a Cana-sensei, ela falou que você realmente passou dos limites e assim que sair do banheiro ela falou para você ir direto para a diretoria falar com a Senhora Mavis e o Natsu também vai estar lá.

— Que ótimo! — Lucy disse bufando provocando uma risada da parte da albina, Lucy acompanhou Lisanna e logo elas estavam gargalhando.

— Bom...Vamos cuidar dos seus olhos, há quantos dias você não dorme hein? — Lisanna disse num tom de brincadeira, mas Lucy estranhou afinal, como ela poderia saber de suas insônias? Ela achou que fosse coisa da sua cabeça e logo ignorou os pensamentos de que a albina poderia ler pensamentos.— Vou passar uma base em seu rosto e fique parada okay? — Lucy assentiu e a albina começou. Logo Lisanna se animou e passou além da base um blush, batom, sombra e até arriscou passar uma base.

— Não é muito não Lisanna? — Lucy disse confusa.

— Fique quieta! — Lisanna passou rímel e sorriu batendo palmas — Pronto! — Lucy se virou para o espelho e se controlou para não lavar seu rosto. Não que a maquiagem tenha ficado feia, na verdade ela estava maravilhosa, estava bem fraca e cobria muitas imperfeições do rosto da loira, não que tivesse nada, na verdade seu rosto era livre de qualquer imperfeição. Ela encarou aquela maquiagem meio incrédula. O batom rosa claro deixava seus lábios, já rosados, em destaque e seus olhos estava iluminados. O lápis contornava seus enormes olhos e um rímel deixava seus cílios ainda mais alongados e suas bochechas estavam rosadas naturalmente.

— Éhr...Ficou bom, obrigada! — Lucy disse ainda avaliando a maquiagem em frente ao enorme espelho. Respirou fundo enquanto Lisanna sorria — Tenho que ir...

— Posso ir com você? — Ela perguntou encarando Lucy.

— Você não tem aula? — A loira disse arqueando uma das sobrancelhas. Lisanna deu nos ombros — Tudo bem! — Lucy pegou sua mochila e seguiu até a diretoria sendo acompanhada por Lisanna que pulava e falava diversas coisas fazendo a loira sorrir.

— Com licença...— Lucy disse batendo na porta da diretora e abrindo a porta dando de cara com o rosado sentado na cadeira de frente á diretora — Trouxe Lisanna comigo espero não ter problemas...— Mavis apenas assentiu séria e fez um sinal para Lucy se sentar.

— Senhorita Hearphilia...— Mavis disse arqueando a sobrancelha em direção á Lucy e Natsu — Hum, a professora disse que ocorreu um incidente na sala de aula. O que aconteceu? — Lucy ficou calada esperando o rosado se pronunciar, mas ele apenas encolheu os ombros dando sinal que não ia falar nada. A loira respirou fundo e Mavis dirigiu sua atenção á loira.

— Hum, foi apenas um acidente...A professora fez questão em fazer uma demonstração só que eu não queria por...— Ela pensou — ...motivos pessoais. E quando ela pediu para o senhor Dragneel me beijar eu apenas me defendi, nada demais...

Lucy se encolheu na cadeira e esperou a diretora se pronunciar, mas ela demorou e apenas encarava os dois.

— Okay, estão liberados, apenas senhor Dragneel, menos a senhorita Lucy, gostaria de conversar com a senhorita em particular, poderia sair Lisanna? — A albina assentiu e saiu seguida de Natsu. Lucy afundou na cadeira e respirou fundo revirando os olhos — Lucy, preciso que me conte uma coisa, promete me dizer a verdade? — Mavis disse pondo ambas as mãos na mesa, Lucy assentiu desconfiada — Antes de você mudar para cá seu pai conversou comigo, e ele disse algumas coisa mas não se aprofundou, apenas falou que você estava abalada devido á alguns acontecimentos e que era uma garota fechada...— Lucy arregalou os olhos — Poderia me dizer que situações foram essas que levaram você a ter medo de encostar em pessoas?

— E-Eu não tenho medo de encostar em pessoas...— Lucy disse de cabeça baixa, não notou que Mavis estava ao seu lado e quando a loira sentiu que a Diretora iria colocar a mão em seu ombro, Lucy se esquivou e Mavis a encarou.

— Viu? — Mavis se sentou novamente — A senhorita não quer falar? — Lucy negou

— Não...Eu realmente não quero falar sobre isso...! — Lucy ergueu os olhos e Mavis viu que debaixo daquele muro havia uma garota com medo e fraca.

— Tudo bem, poderia fazer uma recomendação? Peço que encontre nossa psicóloga durante 1 mês todos os dias depois das aulas, conversei com seu pai e ele concordou. O que acha? Além disso depois de uma mês, se não quiser mais, poderá sair e nunca mais conversar com ela, estamos de acordo?

Lucy sentiu medo. Ela não queria falar isso com ninguém, assim que tudo aquilo a aconteceu, seu pai contratou milhares de psicólogos e terapeutas, a loira teve que tomar calmantes e até remédios de tarja preta.

Depois que alguns médicos disseram que ela precisaria se internar em uma "Clínica de Repouso" ela começou a agir diferente, era mais comunicativa, mas por dentro, estava quebrada e dilacerada, sem o amor de seu pai e sua irmã naquele estado, então por isso resolveu não falar sobre isso com mais ninguém, não queria ser taxada como maluca e não queria tomar quase aquele coquetel de remédios misturados.

— Okay. — Era só não contar nada que a psicóloga não poderia falar nada dela certo?

— Está liberada! — Mavis disse sorrindo, Lucy assentiu e saiu da sala de diretoria. Não queria voltar para a sala de aula por isso apenas andou por uma parte da escola que estava vazia avistando o seu guarda-costas. Ele não estava sozinho, estava conversando com a professora de literatura, Mirajane, a irmã de Lisanna.

Lucy encarou-os com a sobrancelhas arqueadas. Eles pareciam estar discutindo. Eles mexiam os braços e conversavam um pouco alteradamente.

Lucy se escondeu atrás de uma das paredes próximas e escutou a conversa.

— E o que eu vou falar? Que eu sou irmão dela fruto de uma escapada da mãe dela? Que o pai dela quando soube que eu existia quase me matou? Que a mãe dela sempre me visitava mas nunca foi uma mãe presente por causa de seu pai? Não posso Mira, sei que aconteceu alguma coisa naquela família e eu só sei que vou proteger ela. Mesmo que o pai dela impeça, ele não sabe quem eu sou e é melhor assim...— Ele disse alterado. Lucy não entendeu parte da história, e então parecendo uma lâmpada em sua cabeça ela pensou em uma possibilidade a fazendo ficar com os olhos arregalados.

— Você sabe muito bem que alguma coisa aconteceu á Lucy, não sabe? Sabe o quanto ela sofre não sabe? Ela tem uma irmã sabia? — Lucy ficou surpresa em como a albina sabia da existência de Michelle. Laxus pareceu bem surpreso. — Uma irmã gêmea. Mas aconteceu alguma coisa, porque todos falam que ela viajou para os EUA mas nunca vimos nenhuma notícia desconfio que alguma coisa aconteceu, uma coisa grave. Eu conheci Lucy desde de pequena. — Essa era nova Lucy se deixou ficar mais envolvida naquela história — Sempre achei ela uma menina alegre, bem parecida com Lisanna, mas de uma hora para outra recebi notícias que ela havia mudado, Lucy nem sempre foi essa menina fechada que você conhece Laxus, ela era diferente. E você quer esconder que ela sempre teve um irmão e ainda tem para ficar ao seu lado? Faça-me o favor...

— É disso que eu tenho medo — O loiro abaixou a cabeça — Medo de que ela não me aceite assim como o pai dela, tenho medo de que sua personalidade seja bem explosiva e ela desconte em mim a culpa de tudo isso. Tenho medo de que ela diga que foi culpa minha não ter protegido ela de tudo aquilo, eu sou seu irmão mais velho tinha que apoia-la e não fiz...— Mira respirou fundo.

— Laxus, eu sei o que está pensando, mas pense no que Lucy vai pensar se você demorar mais tempo para dizer alguma coisa, ela precisa saber da verdade, tenho certeza que debaixo daquela garota que se faz de forte, não encosta em ninguém, tem uma garota frágil e que é bem dócil, ela criou uma barreira em relação aos outros. Mavis me falou que iria pedir para que ela conversasse com Ever. E ela deve ter aceitado, mas Laxus...— Mira colocou a mão no rosto de Laxus fazendo com que a loiro á olhasse — Você tem que apoiá-la e tem que falar a verdade...Me prometa!

— Eu prometo que quando estiver pronto eu vou falar, mas não agora. — Laxus pôs seus óculos e Mira respirou fundo.

— Okay, se precisar de algo fale comigo, posso ajuda-lo a falar com ela. Eu sempre estarei aqui como sempre estive...— Mira deu um casto beijo em seus lábios o que deixou Laxus demasiadamente surpreso. A albina corou e saiu de lá em passos firmes. O loiro suspirou e Lucy escorregou na parede chegando até o chão...Aquele dia estava bem estranho, não tinha certeza de nada. E o fato de que, talvez, tivesse um irmão mais velho a incomodava muito.

Ela respirou fundo e se levantou. Saiu devagar para que Laxus não a visse e se dirigiu até a sala de aula encontrando a Professora Cana sentada enquanto os alunos faziam algumas páginas de deveres. Lucy bateu na porta levemente e em questão de segundos todos virarão os rostos e encararão. Lucy cruzou os braços ignorando tudo aquilo.

A professora ergueu os olhos e viu Lucy, apenas fez sinal com as mãos para que a loira se sentasse. Lucy agradeceu com um leve aceno de cabeça e se dirigiu até seu local. Porque diabos as pessoas a estavam encarando tanto?

Ela encarou o quadro vendo algumas páginas no livro a serem feitas. Ela pôs a bolsa em cima da mesa e retirou o livro, caderno e canetas para fazer alguma coisa. Sentia o olhar de todos em cima dela observando cada movimento, ela bufava, odiava chamar atenção para si mesma, preferia ficar no anonimato sem ninguém notá-la ou percebê-la.

Começou a fazer os exercícios tentando ignorar todos os olhares curiosos sobre si. Ela estava bufando e se controlando para não virar e mandar todos para aquele lugar. E então uma coisa veio em sua cabeça, será que Laxus era mesmo seu irmão?

Ela tinha até esquecido que iria ver ela. E sorriu instantaneamente, e as horas praticamente voaram, e então ela se lembrou que teria de ir até a tal "psicóloga" antes de sair. Bufou de raiva e se ajeitou na cadeira esperando o sinal bater, teria que fazer um trabalho de história contando os prós e os contras da segunda guerra mundial na pespectiva dos países ocidentais com no mínimo 3 folhas á mão, era um trabalho grande, porém era para entregar numa próxima semana, a loira não achou nada difícil enquanto muitos alunos reclamaram, Lucy amava escrever por isso não se importava em escrever até 10 páginas.

Quando o sinal tocou ela colocou seus materiais pesarosamente em sua mochila. Viu todos os estudantes saírem da sala e Lisanna ficou e se sentou numa cadeira ao seu lado.

— Vai para casa? — Lucy se virou para ela.

— Não, primeira eu tenho que passar na "psicóloga" da escola — Lisanna se surpreendeu, mas esperou a loira terminar de falar — E depois eu vou visitar uma pessoa...— Ela disse sorrindo. Pensou em uma possibilidade, sem dúvidas seria um começo — Quer vir comigo?

— Como assim? — Lisanna perguntou confusa.

— Quer vir comigo. Eu falo para meu motorista te levar em casa depois, que tal? — A loira se vira novamente para os materiais.

— Claro. Tenho que avisar Mira-nee e vou com você, ela provavelmente deve estar na sala dos professores que é ao lado da sala da psicóloga, vamos? — A loira concordou e andou pelo corredor com a loira. O grupo de amigos estava assistindo ao longe, estavam confusos, Lisanna sempre ia para casa com eles então porque estaria ido com Lucy na direção oposta á da saída?

— O que Lisanna tá fazendo? — Juvia perguntou com ambas as sobrancelhas arqueadas.

— Ela está saindo com a menina nova, não vejo problemas, a gasparzinho tem que ter sua própria vida afinal — Gajeel disse dendo nos ombros e abraçando Levy

— Mas a Lis vai com Juvia para casa. — Juvia choramingou.

— Eu vou com você Jú. — Gray disse dando um beijo nos lábios da azulada que corou.

— Sem melação. — O rosado bufou.

— Parem de reclamar. — Pela primeira vez Erza se pronunciou — Vocês reclamam demais, pelo menos Lisanna está tentando fazer alguma coisa para se aproximar dela, Lucy parece ser bem legal e vocês não fazem nada então pope-me! — Erza cruzou os braços e se afundou no abraço do namorado. Todos se calaram era verdade, eles não fizeram nada quando a loira correu, ficaram preocupados mas não correram. Lisanna foi a única que foi atrás da loira e ainda a trouxe de volta para a sala de aula maquiada e sorrindo, Lisanna era uma pessoa boa, mas niguém queria perder uma amiga para a aluna nova, era assim que todos pensavam.

Mas Erza ao invés de todos, pensava que se Lisanna se aproximasse da loira ela teria acesso a isso também, gostava de ter amigos novos.

Natsu estava muito confuso. Ele viu como ela ficou depois de tudo aquilo, viu o que seu pai falou, ele sabia que alguma coisa estava acontecendo com a loira e ele descobriria.

(Quebra de Tempo)

— Entre. — A voz receou por toda a sala, Lucy e Lisanna entrarão na sala e encararão a morena de cabelos platinados e óculos de grau por detrás de uma mesa de madeira na sal branca, tinham alguns pufes espalhados e um divã. Uma cadeira confortável em frente ao sofá. — Meu nome é Evergreen Maxton, sou a psicóloga — Ela ajeitou os óculos. — Deve ser senhorita Heartphlia presumo?

— Sim. — Lucy odiava formalidades — Poderia me tratar com menas formalidade? E me chamar apenas de Lucy, por favor! — Lucy disse encarando o chão, não entendia porque estava com vontade de chorar.

— Okay, se importa se eu fizer algumas anotações? — Lucy balançou a cabeça negativamente. Ever anotou alguma coisa e encarou Lisanna — Quer que ela fique?

— Uhum. — Lucy confirmou com a cabeça e encarou a psicóloga.

Ela se levantou da cadeira e se dirigiu até Lucy, a loira hesitou quando a morena foi pôr as mão em seus ombros, mas deixou, mesmo tensa. Ever entranhou e fez mais anotações.

— Quer se sentar na cadeira, no sofá, onde ficaria mais confortável? — Ever se dirigiu até a garota docemente. Lucy pensou.

— Prefiro me sentar no chão. — Ever arqueou as sobrancelhas e deixou, Lucy se sentou no chão e cruzou as pernas ficando "com perninhas de índio" se sentia confortável assim.

— Pode se sentar ali, querida — Ever apontou para o sofá e Lisanna se sentou ali. A morena se sentou em uma cadeira de frente para Lucy e viu que ela estava retraída — Sabe que estou querendo te ajudar não sabe?

— Sei. — Lucy disse encarando chão.

— Hum, okay. Vamos de início? — Lucy assentiu — Okay, como é seu nome?

Lucy estranhou a pergunta.

— Lucy Heartphlia. — Disse com as sobrancelhas arqueadas.

— Quantos anos?

— 16 e meio — Disse desfazendo as pernas e as esticando.

— Hum, onde estudava antes de vir para a Fairy Tail? — Lucy estremeceu e lágrimas ameaçaram sair de seus olhos.

— S-Saberthoot — Disse se controlando para não chorar. A psicóloga percebeu e fez anotações.

— Como você era lá.? — Ela disse, sentiu que tocou no ponto certo. Lucy estremeceu e sentiu começar e tremer.

— Depende — Ela disse encarando teto.

— Depende? — Ever arqueou as sobrancelhas.

— Depende, se você está perguntando como eu era, bom, eu era bem comum sabe? Uma garota como todas as outras, aquelas que amavam conversar, se maquiar, sair com amigas e sempre pensava em como arrumar um marido e casar. Ter filhos — Ever se assustou, ela falou como se aquilo não importasse mais para ela. — Eu só queria viver sabe? Viver minha própria vida, como minha irmã, já que minha mãe havia falecido.

— Sinto muito. — Ever lamentou e Lucy sorriu.

— De qualquer forma ele está em um lugar bem melhor, garanto. — Lucy encarou o chão.

— Você falou que isso tudo "era" você, o que aconteceu com você? Lucy? — Ever observou Lucy ficar distante e a visão da garota nublou. Ela abraçou aos joelhos e enterrou sua cabeça alí. Lisanna ficou assustada, mas não interviu, só queria ver onde tudo aquilo ia dar.

— Eu... — Respirou fundo — Se importa se eu contar desde o início?

— De forma alguma, tenho bastante tempo, fique á vontade. — Ever sorriu para ela. Lucy desfez sua posição e inesperadamente se deitou chão ela se sentia confortável assim, dessa forma ela se sentia como o que realmente era, um lixo que não merecia a vida que tinha.

— Bom, tudo começou quando um garoto entrou, sabe aqueles garotos que te fazem perder o ar? — Lucy encarou Erver e sorriu. A morena assentiu e sorriu também — Ele era assim, seus olhos eram azuis e seus cabelos eram loiros que refletiam a cada movimento dele, minha primeira reação? Ficar completamente encantada. Atrás dele entrou uma garota de cabelos também loiros, ela tinha olhos verdes e um lindo sorriso no rosto. Eles se sentaram perto de mim, eu era bem boba. Sorria a cada vez que ele me olhava. Eu me sentia a mais bonita do mundo quando ele piscava para mim. Eu nem quis mais saber das minhas antigas "amigas" — A loira fez aspas com a mão e Ever arqueou as sobrancelhas — Claramente elas nem ligavam para mim, só se importavam com a minha falta de caso em relação ao dinheiro do meu pai e os cartões que eu as emprestava.

— Você era desapegada ao dinheiro, é assim agora? — Ever anotou mais coisas.

— Hum, de certa forma sim. Nunca me importei com o dinheiro, eu nunca me permiti usufruir de nada que meu pai me proporcionava usava o básico, e como eu era ingênua todos se aproveitavam disso.

— Continue. — Evergreen ajeitou seus óculos.

— Hum, depois de uns 3 dias Jenny se aproximou de mim. Essa era a irmã dele, ela se mostrou muito simpática e queria ser minha amiga de verdade. Eu sempre soube das pretenções das outras. Mas nunca dei tanta atenção, eu conversava com minha irmã afinal. Ela era minha melhor amiga, e apesar de tudo que eu passei com minha irmã eu a abandonei. — Lucy sentiu sua visão ficar nublada — E-Eu me distanciei dela, paramos de conversar sabe? E eu dava cada vez mais atenção á Jenny, descobri que os pais dela e de Sting viajavam muito e eles se fincaram na cidade, eu andava só com um sorriso no rosto. Depois de um mês eu só andava com ela...Seu irmão nunca se aproximou de mim nem nada. Mas teve um dia, um único dia, naquele dia eu resolvi dormir na casa dela á seu convite, foi meu pior erro...— Lucy disse se virando para Ever.

— Como? Seu pai deixou? E sua irmã? — A morena colocou uma mecha de cabela atrás da orelha.

— Eu enganei á todos, disse que iria dormir na casa de uma amiga que morava com seus pais e fui sozinha até a casa dela, era um apartamento bem bonito sabe? — A loira fez uma expressão triste — E foi nesse dia que eu me transformei em um lixo inútil — A loira sentiu lágrimas em seus olhos — Estava tudo comum, conversávamos, riamos e comemos. Depois de um tempo ela deixou eu tomar banho e assim que sai do banheiro estranhei que, dentro do quarto estavam ela e o irmão dela. Eu tinha esquecido minha roupa no quarto e corei. Quase enfiei minha cara na parede quando ele me encarou. Eu apenas peguei minha bolsa e entrei novamente no banheiro. Até ai tudo normal.

Ever arregalou os olhos, sabia o que estaria por vir, então apenas se calou.

***Lembranças On***

Depois da cena vergonhosa, eu me vesti com uma roupa comum. Apenas um short de tamanho médio e uma blusa que tapava até meu joelho, eu não queria nada e muito menos parecer provocativa. Assim que saí do banheiro já vestida, eles ainda estavam lá. Me encaram e eu apenas ignorei.

— O que vamos fazer?— Disse me sentando na cama. Eles sorriram, só que era um sorriso monstruoso. Tive vontade de correr dalí, mas não fiz.

— Que tal um jogo? — Jenny sugeriu. Eu encarei ela.

— Jogo? Que tipo de jogo? — Perguntei recuando na cama vendo ele caminhado até a porta e a trancando.

— Um jogo bem legal, tenho certeza que irá gostar — Ela disse sorrindo. Ele não dizia nada, apenas observava tudo calado, sem dizer nada.

— C-Como assim Jenny? — Eu estava quase saindo correndo. Ele se sentou ao lado dela.

— Não tente fugir Lucy, está trancada. Sei que você vai achar estranho, mas é bem legal. — Ela disse me mandando um sorriso diferente, de certa forma malicioso...

***Lembraça Off***

— Lucy se você não quiser contar mais eu intendo...— Ever disse após a loira fazer uma pausa e olhar para Lisanna.

— Você tem certeza que quer escutar isso? — Lucy disse se referindo a Lisanna. A albina tinha uma expressão assustada no rosto.

— T-Tenho, somos amigas não somos? — Lisanna forçou um sorriso. Lucy apenas assentiu

— Poderia me dar um capo d'água? — Ever se levantou e pegou um copo descartável e entregou á Lucy. A loira se levantou e se sentou no divã. — Posso me deitar?

— Á vontade! — Ever nunca tinha recebido um caso tão complexo, era complicado.

Lucy então se deitou. Ela teria que ir até o fim.

***Lembrança On***

Bom, eu estava assustada. Nunca tinha feito nada disso. Quando ela abriu uma mala e tirou algemas de lá sabia o que iria fazer. Seu irmão se aproximou de mim e rapidamente amordaçou minha boca. Eu fiquei imobilizada. Eu era completamente vulnerável, não tive armas contra ele, naquele momento eu não sentia nada além de repulsa.

— Vamos Jenny! — A voz dele estava rouca. Ela passou meus braços pela cabeceira da cama e me rendeu. Eu fiquei com braços e pernas estendidas. Esticada, completamente inútil. Naquela hora eu sabia o que queria comigo e acredite, eu queria morrer.

— Hum. O que faremos primeiro? — Ela disse se aproximando de mim e ele se sentou bem ao pé da cama nos observando. Eu queria xingar ele e a maldita irmã dele, só que estava impossibilitada.

— Dispa-a! — Ele disse sorrindo de canto. Jenny atendeu. Ela retirou minha blusa á rasgando, um ato bem violento. Eu fiquei apenas com o sutiã, se fosse em outras condições eu coraria ao extremo. Ela desceu os dedos pela minha cintura e retirou me short. Ela parecia se divertir — Comece! — Ele disse novamente. Ela sorriu e começou a me beijar. Naquele momento eu senti nojo de mim mesma. Ela beijou cada parte do meu corpo com tanta vontade que tive a impressão que minha pele fosse ser arrancada por seus dentes. Senti lágrimas em meus olhos e ela parou. Olhou no meu rosto.

— Não chore. Será pior! Nunca chore escutou? — Assenti assustada. Sua voz estava assustadora. O irmão dela estava nos encarando com uma expressão sorridente no rosto. Seus dedos estavam sobre o queixo e ele sorria.

Depois dela ter me mordido, e feito qualquer coisa possível comigo. Eu fiquei imóvel em cima de uma cama. Eu me sentia suja, eu realmente queria morrer. Como estava de férias, eles me forçaram a mentir para meu pai e eu disse que os pais da minha amiga iam viajar e queria me levar junto, ele achou estranho eu não passar em casa para pegar mais roupa, mas não disse nada. Por um semana foi assim. Ela me dava banho como se eu fosse um bebê. Eles me deixaram omissa durante quase uma semana. Eu não entendia, era como se ele gostasse de assisitir. Por muitas vezes ele pedia para ela se despir também. Depois de muitos dias ela tirou aquela mordaça.

Senti meus lábios contraídos e remexi-os. Ela sorriu para mim, se não tivesse passado por tudo aquilo, acharia seu sorriso doce.

Ela me prendeu em um novo quarto, dessa vez maior e todo numa cor vermelha. Fiquei lá não sei por quanto tempo. Dessa vez ela não me prendeu á como com algemas nem nada. Pelo visto aquele quarto era á prova de som, mesmo que eu gritasse nada adiantava. Aproveitei que estava sozinha e apenas chorei.

Chorei como eu bebê e fiquei agarrada aos meus joelhos. Eu estava nua mas isso não me importava. Eu queria morrer. Olhei em todas as gavetas e não achei nada que pudesse me satisfazer. E então eu achei uma luminária. Quebrei a lâmpada e peguei um caco. Quando estava perto de atravesa-la em minha garganta ele entrou tirando aquilo de da minha mão.

E então começaram a sessão de tortura. Açoites com chicotes. Tapas. Socos e muitas outras coisas. Eu assistia meu corpo marcado e vermelho. Mas eu não chorava nem gemia, não ia dar esse gostinho á eles. Ele se irritava com isso, o instigava á me bater mais. Eu fiquei dias, talvez semana naquele quarto. Pelo menos eu não havia sido violada. Eu acreditava em casar pura entende? Isso era importante para mim.

Num dia eu já não estava aguentando mais. E quando ele entrou sozinho naquele quarto eu o atingi com uma escova que achei no banheiro. Rapidamente corri pela casa agradecendo por estar vestida. Me deparei com a casa completamente trancada. Achei um janela aberta. Seria minha única esperança. Assim que pus os pés para fora da casa comecei a correr. Só que ele me alcançou tapando minha boca, ninguém escutou meus gritos, nem meu pedidos de socorro. Ninguém prestou atenção em mim. Depois disso ele me violou...E-Eu me senti ainda mais imunda, eu queria desaparecer em meio á imensidão, não importava mais em viver, queria apenas descançar.

Eu descobri que eles iriam sair, como? Enquanto fingi que estava dormindo eles apenas conversaram calmamente como se eu não estivesse alí. Era minha chance. Eu queria me matar, mas naquele momento pensei em minha irmã. Eles saíram por pelo menos 1 dia inteiro.

Eu aproveitei isso e tentei de toda a forma abrir aquela maldita porta. Mas ela não abria, Avistei uma pequena janela, tão pequena que nem daria para ver a palma de uma mão estendida, eu fiquei por horas naquela janela, até que uma mulher passou e eu gritei. Ela apenas me olhou assustada, eu implorei para ela chamar a polícia. Ela me perguntou o que aconteceu e eu falei por auto. Ela me prometeu ajudar e eu me senti aliviada. Assim que a polícia chegou eu fiquei quase que desmaiada.

Aquelas marcas ficaram em minha alma, e pioraram quando meu pai resolveu não dizer nada nem fazer nenhuma queixa á policia. Minha irmã ficou irada e brigas se desdobraram. Eu ficava chorando pelo cantos. Até que minha irmã resolveu. Fugimos na noite.

Pegamos o carro do meu pai com a ajuda do nosso antigo motorista e ele prometeu nos deixar no aeroporto, ele era como um pai para mim, mas que realmente meu próprio pai. E assim fizemos, uma chuva enorme se arrastava pela cidade. Eu fiquei com medo mas minha irmã me consolou. Iríamos até a casa de uma prima da minha mãe em uma outra cidade.

Mas não contávamos que o carro deslizaria na estrada, não contávamos que o carro batesse de frente com uma árvore. O motorista morreu na mesma hora. Michelle me envolveu em um abraço. Eu fiquei entre seu corpo e um banco, ela ficou como um escudo. Assim recebendo todo o impacto. Sim, ela não morreu. Ela teve traumatismo craniano e está internada. Ela está em coma por 2 anos...Ela não acordou, mas exibe sinais de melhoras.

Meu pai me culpou, ele mandou eu viver só de aparências. Eu fiz o que ele mandou, eu ergui toda uma barreira de filha perfeita. Sorria forçado quando queria.

Ele me obrigou á mentir para a polícia, disse que aquilo tudo foi feito com meu acordo....

Até 1 mês atrás quando decidiu se mudar. Nos mudamos para essa cidade e ele mandou internarem Michelle no hospital central daqui. Até hoje eu me culpo...A-A Culpa foi m-minha...

***Lembrança Off***

Ever estava boquiaberta. Sua prancheta se encontrava no chão e seus olhos arregalados. Suas mãos estavam em frente á boca a cobrindo. Lisanna estava imóvel.

— De modo geral eu fui culpada pelo coma da minha irmã...Depois de tudo isso eu me isolei. Aprendi defesa pessoal e nunca mais vi aquelas pessoas. E espero nunca mais encontrar. Eu realmente tenho toda a culpa, meu pai me disse e é verdade...— Lucy começou a chorar. Ela estava deitada na posição fetal. Ela chorava durante tudo que contava. Ever se levantou se recuperando do choque.

— Lucy. — Ela se agachou ao lado de Lucy — Isso não foi sua culpa, nada disso foi. Isso se formou na cabeça doentia de seu pai. Lucy, não se culpe. Sua irmã quis te proteger assim como o motorista. Você não tem culpa de absolutamente nada...Você merece mais, seu pai quem fez isso em sua cabeça. Quer ir para casa? — Ever observou Lucy chorando — Como me contou com tanta naturalidade? — Ela disse se levantando.

— Hum, contei essa história muitas vezes, meu pai me levou á muitos psicólogos, mas nenhum resolveu meu problema. Eles me receitavam remédios para dormir e muitas outras coisas. Depois de mais ou menos 3 meses eu voltei para a escola, e bom...Não era a mesma coisa...— Lucy abaixou a cabeça e se sentou.

— Entendo, irá vir amanhã? — Ever disse se sentando atrás da mesa

— Sim, irei, sabe, me fez bem conversar e falar tudo isso. Fazia tempos que meu pai não arrumava um psicólogo maluco que me dopasse falando que eu era louca, acredite eu estava ficando realmente maluca, quase fui internada num hospício, aquele psicólogo maluco...— Ever arqueou uma sobrancelha em direção a Lucy — Não que todos sejam iguais sabe? Isso...Alguns são legais sabe? Ah...Você entendeu! — Lucy se levantou.

— Certo. Certo. Entendi. — Ever sorriu. — Se importa se eu conversar com a diretora? Detalhes?

— Não. Sério, não me importo, eu não me sinto tão mal em relação á isso. Eu fico mais triste em relação á minha irmã...Eu tenho que ir...! Até amanhã! — Lucy se levantou e se dirigiu até a saida. Lisanna se levantou também e cumprimentou a psicóloga com um leve aceno de cabeça. Elas caminharam até a saída vendo o motorista parado

— O que houve Lisanna? — Lucy se virou para ela — Sabia que era demais, olha se quiser se afastar não me importo, eu sou um lixo...! — Lucy sentiu seus olhos marejarem. Lisanna arregalou os olhos diante as palavras e abraçou Lucy.

De início Lucy estremeceu mas aos poucos foi retribuindo ao abraço. A loira sentiu seu ombro ser melado por alguma coisa quente.

— Lucy, eu sinto tanto por você...! — Lisanna soluçou — Você me parece ser tão legal e tudo aquilo acontece com você...— Ela abraçou a loira de novo.

— Está tudo bem Lisanna, está tudo bem mesmo. Mas só não sinta pena de mim, você me parece verdadeira. Então posso te pedir para não se afastar de mim caso alguma coisa aconteça? — Lucy adquiriu uma expressão preocupada.

— Claro. — Lisanna sorriu — Mas você vai se sentar na mesma mesa que a gente no intervalo...Promete? — Lucy pensou, não seria tão ruim, seria? Ela apenas assentiu com um sorriso de canto. Elas seguiram dando um boa tarde para James que sorriu para ambas.

— James-san, poderia mais tarde levar Lisanna para casa? — Ele assentiu.

— Claro senhorita...— Olhei em direção a ele — Lucy. Mas ela vai também?

— Uhum, vamos Lisanna...— Entrei no carro vendo Laxus sentado no banco ao lado de James — Laxus essa é Lisanna, Lisanna esse é Laxus meu éhr...Segurança. — Lucy disse se sentando. Não pode deixar de se lembrar da conversa que ela escutou, estava meio confusa, esperaria ele falar.

— Prazer Laxus-san — Lisanna sorriu para ele e ele apenas balançou a cabeça. Seguimos até o hospital.

O enorme prédio espelhado estava impecavelmente limpo. Algumas janelas estavam abertas e outras apenas encostadas. Lucy saiu do carro e puxou Lisanna junto, mas antes de se distanciar

— Vem também Laxus...— O loiro pareceu surpreso, ele não sabia o porque de Lucy ter ido ali, mas a loira queria apenas uma confirmação, dependendo da reação dele, ela teria certeza do que estava pensando, o loiro saiu do carro sem ao menos se hesitar.

— Boa tarde, o que desejam? — Uma mulher de cabelo escuro estava com um sorriso em seus lábios.

— Hum, eu sou Lucy Heartphlia, vim visitar Michelle Heartphlia, esses são maus convidados. — Ela arqueou uma sobrancelha mas não hesitou. Entregou três crachás escrito em letras digitadas "VISITANTE"

— Quarto 302; 5 º andar...— Ela sorriu novamente e eles seguiram até um lance de apartamentos, entraram em um e seguiram até o andar indicado.

— Para que isso Senhorita Lucy? — Laxus perguntou.

— Hum, vamos visitar minha irmã. Espero que não e incomode. — Laxus gelou e apenas confirmou com a cabeça. Assim que as portas se abriram revelarão um corredor com várias portas e alguns médicos que sorriram e cumprimentaram aos três. Lucy chegou em frente ao quarto.

A loira respirou e adentrou no mesmo. Lisanna paralisou ao avistar uma menina loira, com cabelos luminosos mas meio castanhos. Tinha pele alva e seus cabelos estavam abaixo da cintura. Laxus paralisou, então era ela.

Alguns aparelhos estavam ligados, como um insistente Bip. Bip. de seu coração. Lucy respirou fundo e se sentou em uma poltrona ao lado da maca. Uma médica adentrou no quarto.

— Boa tarde. Deve ser Lucy certo? — A médica tinha cabelos rosa. Sua expressão era severa. — Meu nome é Poluska. Sou a médica responsável por sua irmã. Está estranhando que ela não está respirando com auxilio de aparelhos certo? — Lucy se virou para irmã vendo que não tinha mas nenhum tubo em seu nariz, uma felicidade tomou conta da loira — Ela está melhorando consideravelmente, os medicamentos estão dando certo e sua atividade cerebral melhorou nos últimos dias. Ontem mesmo ela abriu os olhos. — Lucy se levantou da cadeira encarando a médica.

— S-Sério? — Lucy sorriu. Lisanna não pode evitar um sorriso, qualquer sorriso que a loira havia dado, não era nem um pouco luminoso quanto o que ela acabou de dar.

— Sim, mas logo adormeceu devido aos sedativos, desde então eu diminui, então á a possibilidade dela acordar a qualquer minuto. — A médica anotou alguma coisa — Se me derem Licença. — E então ela se retirou, Lucy saltitou até a cadeira e se sentou novamente apertando a mão de Michelle.

— Mii-chan. Estou com saudades, consegue me ouvir? — Mas não obteve resposta. Lucy respirou decepcionada. — Olha, eu estou com muitas saudades mesmo... Até de quando você bancava a minha mãe...— Lucy sorriu e derramou algumas lágrimas. Laxus permanecia imóvel observando cada detalhe de Michelle deitada na cama. Lisanna sorria — Sério, se você puder me ouvir, acorde assim que puder okay?

Eles ficaram ali por um tempo. Lucy respirou pesarosamente, ela não exibiu um resultado enquanto estava ali, Lucy se levantou e beijou a testa de Michelle.

— Olha, se for preciso eu volta aqui todos os dias. — Lucy apertou sua mã — Eu te amo...— Lucy deu mais um beijo em Michelle. Mas a máquina dos bípe's começou a acelerar. A mão de Lucy recebeu um leve aperto. Lucy arregalou os olhos sentindo-os marejar. De repente sua irmã começou a piscar incomodada com a luz. Lucy chorou e Michelle olhou para ela.

— Lucy...— Lucy sentiu saudades daquela voz. Uma voz aveludada e doce. Lucy abraçou a irmã chorando — Cristo...! Não consigo respirar! — Ela disse calmamente.

— Michelle — Lucy chorou afrouxando o abraço. Todos na sala pareciam muito surpresos. Lcy chorava a Michelle passou as mãos nas costas de Lucy. Seus olhos azuis passaram pelo quarto e encaram Lisanna e Laxus. Ela sorriu docemente, o sorriso que Lucy deu ao receber a notícia que ela havia respondido, e o sorriso que Lucy exibia, elas eram iguais. A única diferença era que Lucy era extressada já Michelle era calma e compreensiva.

Lucy chorava de felicidade, estava tudo bom demais para ser verdade, mas se fosse um sonho... Ela nunca mais queria acordar...!

"Mas ela não sabia... Não havia como ninguém saber que, tudo, pode ficar pior, e naquele momento, os piores pesadelos de Lucy estavam mais perto que ela imaginava..."

"...To Be Continue..."

Notas finais
E ai? Triste? Vontade de me matar por terem feito isso a Lucy, sim ou claro? Acreditem eu não sei como consegui escrever esse capitulo, a Lucy é minha personagem preferida...Ficou difícil, mas será mais difícil detalhar nos próximos capitulos, então essa história será um grande desafio para mim, olhem, eu coloquei um mini-spolier do enredo dos próximos capitulos no final...Terminando, eu espero comentário okay? Quase não tenho comentários... T_T Kissus & Até Logo... Ps.: Próximo capitulo entre essa semana e a outra, semana que vem entrarei de férias, significa mais tempo no Pc e capitulos semanais U-U KatiChan