Open The Door - 6x06
1 Open the door
Notas iniciais
Damon caminhou em direção ao quarto de Elena. Estava ansioso para vê-la novamente depois de meses angustiantes sem sua presença. Quando soube que ela havia apagado suas lembranças boas, não pôde controlar o sofrimento em seu coração. Claramente ficou arrasado, mas mesmo assim não desistiria de tentar, ao menos, falar com ela. Queria ter certeza de que poderia haver esperança para ele. Damon a amava muito, não era capaz de desistir dela tão facilmente.
Ele parou em frente a porta e respirou fundo. O que diria quando a visse?
Não importava o que ele diria. Só precisava vê-la.
Toc toc toc.
— Quem é? — Perguntou Elena pronta para abrir a porta. Agora que ele percebera o quanto sentia falta de ouvir sua voz. Doce e rouca, como sempre foi.
— Sou eu. Precisamos conversar. — Falou apreensivo.
— Não posso. Não agora.
A respiração de Elena estava acelerada. Não sabia ao certo o motivo de se sentir assim. Talvez seja o medo de vê-lo e suas lembranças voltarem. Ainda não conseguia acreditar em tê-lo amado algum dia. Na sua mente, Damon era um monstro assassino e sem coração.
Damon:
Elena, abra a porta
Eu quero só te ver
Você precisa me ouvir
A porta abrir
Tenho muito o que dizer
Nós dois nos amávamos
De coração
Mas isso acabou também
Elena deu um longo suspiro. Estava na dúvida se abriria ou não a porta para ele. Ela ficou encarando a porta por longos segundos pensando no que faria.
Elena:
Damon, sinto muito
Não tenho nada a dizer
Não estou pronta pra te ver
E o que dizer?
Então a porta não vou abrir
Damon:
Saiba que te amo
De coração
E um dia me amou também
Elena se aproximou mais um pouco da porta. Seus ouvidos de vampira podiam ouvir qualquer movimento que Damon fazia. Ele também conseguia ouvir cada movimento seu.
— Posso ouvir sua respiração. Você não tem ideia do quanto eu sentia falta disso. — Ele disse se encostando na porta. Ela arfou, colocando a mão na madeira, hesitante.
Ele também pôs a mão na porta, como se tentasse senti-la através da única barreira que os separavam.
Damon:
Elena, abra a porta
Apenas quero te ver
Não precisa me ouvir
Só a porta abrir
Sinto falta de você
Quero estar ao seu lado
Com muito amor
Porque agora eu voltei
— Damon, eu não posso. Eu não consigo. — Falou angustiada. Um lado seu se sentia envergonhado por ter cometido um erro. Ter apagado as lembranças boas do homem que, de alguma forma, sabia que amou. Não poderia fugir dele para sempre. Uma hora os dois teriam que se encontrar para conversar sobre o ocorrido.
— Só abra a porta. Por favor. Você não imagina o quanto sinto sua falta.
Damon:
Elena, abra a porta
Não precisa ter medo
E mais um longo suspiro da parte de Elena. Ela segurou a maçaneta com sua decisão já tomada. Será que o que estava fazendo era certo? Seu cérebro dizia que abrir a porta era um erro, talvez seja o efeito da compulsão. Mas seu coração dizia que era a única maneira de acabar com essa angústia. Entre o coração e a razão... decidiu dar uma chance aos seus antigos sentimentos.
Elena:
Tudo bem...
A porta foi aberta. Seus olhares se encontraram. Elena parecia tímida. Não sabia por que raios estava se sentindo assim. Ela podia até ter apagado as suas memórias, mas seu corpo ainda reagia com a presença de Damon. Os olhos azuis dele a analisavam de cima a baixo, o que a fazia corar intensamente.
Ele se aproximou dela em passos curtos. Diminuiu a distância entre eles e... estavam cara a cara. Seus rostos estavam muito próximos e suas respirações estavam aceleradas. Ele nem conseguia acreditar que finalmente estava junto com Elena. Não do modo que ele queria mas... mesmo assim foi maravilhoso reencontrá-la. Ele levantou a mão para tocar sua bochecha. Ela nem ao menos conseguia se mexer. Ele estava feliz por ela ter cedido. Quando seus dedos tocaram a pele dela, foi como se um choque tivesse passado pelo corpo de Elena. De repente ela sentiu uma sensação estranha, tontura e uma terrível dor de cabeça. Pôs instintivamente as mãos sobre a cabeça, as pernas cedendo e quase indo ao chão, se não fosse por Damon ao segurá-la a tempo.
Tudo. Absolutamente tudo o que ela havia apagado voltava à tona. Suas memórias a estavam dominando. Sufocou um grito de dor. Damon a segurou firmemente, agachados e pegou em seu queixo para que ela focasse em seus olhos preocupados.
— Elena, o que foi? — Perguntou aflito.
— As lembranças! — Ela gritou.
Elena não o olhava diretamente, mas era como se enxergasse através dele. Os flashes das lembranças a cegavam. Damon a chamava, gritava seu nome, mas ela ficou em transe. Por um momento Elena tinha voltado a si. Ela o encarou com os olhos marejados, mas não tinha mesmo olhar de antes. Ela o abraçou como se sentir o calor de Damon fosse a única coisa que fizesse sentido em sua vida..
— Você voltou para mim! — Ela exclamou. Damon a envolveu em um abraço caloroso.
— Eu prometi que voltaria para você. — Ele a afastou um pouco do abraço para que pudesse olhar melhor para seu lindo rosto. — Não importa como, eu sempre farei o possível para estar com você para sempre.
Elena, não só se lembrava das coisas boas, mas também se lembrava da dor e do luto de tê-lo perdido. Sua morte a devastou. Mas ela teve duas opções para se livrar do sofrimento. Ou ela desligava a humanidade e corria o risco de matar pessoas inocentes, ou ela esquecia que um dia amou Damon e não teria o sentimento de culpa. Mas ela escolheu a opção que achava ser a certa.
— Me desculpe, por favor. Eu cometi um erro de ter apagado tudo de bom sobre você. Me desculpe! — Elena soluçou.
— Eu te perdoo. Mas é claro que vou te perdoar. Eu passei meses procurando uma maneira de te ver novamente. E agora que estou aqui, não pretendo ir a lugar nenhum. Senti tanto a sua falta...
Ele acariciou o rosto de Elena, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha como costumava fazer. Ela fechou os olhos apreciando o toque que seguia até os lábios e sentiu-o passar o dedo polegar sobre seu lábio inferior. Ele queria beijá-la mais que nunca.
— Por favor, nunca mais faça isso. Mesmo se tivesse sido o contrário, eu nunca, em toda a minha existência, apagaria as boas lembranças que tenho de você. Nunca que gostaria de esquecer o amor que sinto por você. — Ele suspirou e continuou. — Tenho tanto o que dizer a você...
— Eu também tenho muito o que dizer a você, Damon.
Elena:
Saiba que te amo
Isso nunca negarei
Quando você morreu
Isso doeu
Não conseguia mais viver
Damon:
Mas estou aqui agora
E com você
Para sempre viverei
Damon e Elena:
Agora estamos juntos
Para toda a eternidade
Damon capturou os lábios de Elena em um beijo intenso, desesperado e apaixonado. Não havia como descrever a saudade que sentiam um do outro. Entre beijos, eles declaravam seu amor, incapazes de se separarem de novo.
Agora tudo voltaria ao normal.
Bom... nem tudo.
A vida deles não era normal. A vida deles era cheia de paixão, aventura, e com muito perigo.
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