Open Chest Doens't Protect Diamond!
4 Capitulo 4 - Briga, Federico, Cuidados
Notas iniciais
Pov's Leon
Eu realmente fiquei preocupado. Violetta não voltou pras outras aulas de manha, fui ate sua casa e nada. Francesca e Diego falaram do tal lugar secreto. Que porra de lugar é esse? Porque eles não podem me contar? Porque Violetta não me contou?
Aquelas coisas saíram sem permissão, ela se levantou, me olhando incrédula, porem como se divertisse com tudo aquilo.
_Eu acho que esse tipo de coisa não interessa á você! — falou calmamente, mas dava pra ver a raiva estampada em seu olhar
_É claro que interessa! — falei
_Leon qual o seu problema ein? Não somos nada! O que você queria não era me levar pra cama? Já deixei bem claro que não vou pra cama com você, então pode parar de fingir que se importa! — gritou ficando cara a cara comigo, olhei pra boca dela e me deu vontade de beijá-la, aproximei mais, levei às mãos a cintura dela e a puxei mais pra mim.
_Leon! – sussurrou ela, colocando as mãos no meu ombro, tentando me empurrar – O que acha que esta fazendo? – perguntou em um sussurro
_Preciso disso Violetta. Então só cala a boca e retribui – falei com certa brutalidade e quando eu ia colar nossos lábios alguém abriu a porta, Violetta me empurrou rapidamente, desolando nossos corpos, já sentia falta do calor do corpo dela.
_Federico! – gritou e abraçou o homem que estava parado ali. Eu o conhecia, o tal cantor no qual todas as meninas daquela faculdade babam, mas o que ele fazia aqui? Porque ta abraçando ela? Forcei uma tosse e eles se soltaram, o homem me olhou bastante, mandando um sorriso malicioso pra Violetta.
_Seu namorado é? Parabéns, você conseguiu abrir esse coraçãozinho de pedra! – falou fazendo um toque comigo, sorri com as palavras dele
_Não Fede, ele é só um colega de faculdade – falou
_Qual é, estavam estudando o que então? Anatomia? – perguntou sorrindo malicioso e Violetta corou demais, enquanto eu só sabia sorri
_É melhor parar cara. Ela vai virar um pimentão – falei e nós rimos enquanto ela revirava os olhos
_É... Mas eu ainda não esqueci – falou
_Ta... Leon você já estava de saída não é mesmo? – falou ela me olhando, sorri
_Não... Vou ficar por aqui mesmo – falei me jogando na cama dela, ela me olhou incrédula e me jogou um travesseiro, vi Federico saindo de fininho, não falei nada, queria ficar sozinho com ela. Joguei de volta outro travesseiro enquanto ela se aproximava. Ela veio pra cima de mim, sentando no meu abdômen e me bateu diversas vezes com o travesseiro.
_Acho melhor você ir embora – sussurrou com o rosto a centímetros do meu, aquela vontade de beijá-la veio novamente
_Vou ficar aqui. Temos que ir pra aula, se arruma, você vai comigo – falei
_Sonha Leon – falou saindo de cima de mim, me levantei também
Á empurrei pra trás, fazendo-a bater com as costas na parede colei meu corpo no dela, sentindo, mais uma vez o calor dela.
_É isso que você quer? – sussurrou e eu estremeci
_Sim... – sussurrei de volta, com a voz rouca
_Pois isso você não vai ter... – falou me empurrando e eu a olhei incrédulo. Essa mulher é mais difícil do que tudo!
_Violetta! – repreendi e ela revirou os olhos
_Você já pode ir Leon – falou me puxando pra fora do quarto dela e me levando ate a porta, abrindo a mesma e me empurrando pra fora da casa, ainda fechou a porta na minha cara.
Suspirei e fui embora pra minha casa, eu sabia que ela era difícil, alem do mais... Porque eu estava me envolvendo com ela mesmo?
Já vi ela fazendo tantas coisas boas pro Diego e pra Francesca. Já a vi consolando o Diego quando ele e a Francesca brigaram feio, já vi o tanto que ela pode ser carinhosa e amorosa e era bem isso que eu precisava.
Meus pais não prestavam atenção em mim, eu tinha um irmão, no qual é usuário de drogas e é traficante, já foi suspeito que ele tenta assassinado um casal e quase que pegou a filha desse casal também, quase, porque a mesma conseguiu fugir.
Sem ter provas contra meu irmão, ele não foi preso e fica solto por ai. Meus pais passam tanto tempo preocupados com ele, procurando clinicas e outros tipos de tratamentos pra ele deixar essa vida, que eles ate esquecem que tem um filho, que esta na faculdade, sem perder nenhuma aula nem nada que possa os decepcioná-los, porem pra que tudo isso se eles nem prestam atenção em mim?
Voltando pra Violetta. Ando confuso com tudo o que aconteceu. Eu me aproximei dela, sem um plano pra conseguir o que eu queria e sem saber o que eu queria. Ela é tão linda, traços tão femininos, corpo tão modelado, os cabelos, cada hora de uma cor diferente, que eu adoraria tocá-los e ver se é tão macios quanto eu imagino...
***
Antes de dormir uns minutinhos. Pensei bastante sobre Violetta e... Em minha opinião, não vale a pena. Não que ela não valha à pena, mas não vale a pena eu me envolver e criar expectativas em um sentimento que eu nem se quer sei se sou retribuído. Afinal, Violetta é complicada, ela não demonstra seus sentimentos e temos que saber decifrar o seu olhar para descobri-los e isso é complicado, como um quebra-cabeça ou ate mesmo um cubo mágico.
Cheguei na escola e guardei as minhas coisas, vendo Maxi vindo em minha direção.
_Eai Leon! Ta pegando a Estranha é? – falou debochado e eu revirei os olhos
_Vocês á chamam de estranha mais babam por ela, juro que não entendo vocês! – falei indignado
_Qual é? Vai defendê-la agora? Quem é você e o que fez com o meu amigo? Carly estava te dando maior idéia e você nem papo... – falou
_Estou enjoada dela, estou enjoado de todas as meninas dessa escola! Elas praticamente vendem o corpo pra nós e assim não tem graça – falei entediado com aquele papo, me encostei-me ao armário, dobrando uma perna e passei meus olhos rapidamente pela entrada. Vendo uma mulher linda, olhei novamente, com mais atenção, ate que vi, é a Violetta.
Ela Estava incrivelmente linda! Quase babei mesmo! Ela entrou, meus olhos viam tudo em câmera lenta, cada passo, cada movimento dela.
Vi um homem passando, falando algo com ela, que sorriu e piscou pro homem. Que Porra é aquela? Senti algo me cutucando diretamente, sem para.
_O que foi Maxi? – rosnei ainda olhando pra Violetta que deu tchauzinho pra Diego e Francesca que a olharam maliciosos.
_Limpa a baba no seu rosto! Ta molhando o chão todo! – falou e eu o olhei confuso e ele gargalhou, saindo em direção a Violetta, que se encostou ao armário, mexendo no celular.
Vi ele chegando nela, colocando um braço no armário, ficando bem próximo dela. Cerrei os punhos e andei em direção á eles.
_Me deixa em paz Maxi... – ouvi Violetta falar, Maxi, acima de tudo é meu amigo, mais a raiva me dominou, ele estava mexendo com a minha garota!
_Deixa ela em paz Maxi... – praticamente gritei e recebi olhares assustados de algumas pessoas
_Cara, qual é? Se você não conseguiu pegar, me deixa tentar... – falou com um sorriso meio debochado e eu fui pra cima dele mais Violetta se meteu em minha frente, balançando a cabeça negativamente
_Qual é Leon? Ela esta tentando te convencer de que não quer ficar com você? – falou e eu o olhei incrédulo, aquele era realmente o Maxi? Realmente o meu Amigo?
Desviei de Violetta e partir pra cima dele, dando um soco em seu olho direito, ele começou a revidar e assim começamos a brigar.
Eu sabia que aquilo ia dar merda, já briguei uma vez com o Maxi, de pancada mesmo e eu sabia que, sem querer me gabar, mais ele era tão forte quanto eu... Da ultima vez, nos dois nos machucamos demais.
Vi uma multidão se formar em volta de nós e alguns gritos de Violetta. Olhei na direção dela que suspirava, a vi balançar a cabeça negativamente pra mim, saindo da multidão. Acompanhei-a com o olhar e me distrai, voltando pro mundo somente quando recebi um forte empurrão de Maxi. Cai de costas no chão e ele se preparou pra me chutar. Tampei com as mãos as partes onde mais doeria e ele chutou meu abdômen, o chute foi tão forte que cheguei a ver sangue saindo da minha boca. Vomitando em seguida, algumas coisas que eu comi no almoço junto com sangue. Vi de longe Violetta olhando espantada pra mim, seus olhos demonstravam desespero.
Senti minha visão turva e eu simplesmente apaguei, vendo por ultimo Violetta correndo em minha direção, expulsando todos pra sala aos gritos e me deixei levar...
Pov’s Violetta
Eu nunca imaginei que o “amigo” do Leon fosse capaz daquilo. Eu ainda me culpava, simplesmente tirei a atenção de Leon da briga. Quando o vi jogando no chão meu coração acelerou, de modo que há muito tempo não acontecia.
Pedi Diego que me ajudasse á colocá-lo no meu carro, levaria ele pra minha casa. Fui correndo e Diego foi comigo, ele me ajudou a tirar Leon do carro e o colocar no meu quarto.
Dei folga pra Olga e pro Ramalho, pra que eles não presenciassem nada e me ajoelhei no chão, observando o Leon.
Senti pena dele. Como eu ia fazer? Não sou medica, tirando que eu tinha certeza que levá-lo ao hospital não vai ser bom.
Peguei uma toalhinha e molhei, comecei a passar pelo rosto dele, que sangrava, não era muito, mas também não era pouco.
Quando passei no primeiro machucado ele gemeu de dor e eu o olhei atenta, ele estava acordando.
_Violetta? – perguntou com a voz fraca, tentando se levantar em seguida, fazendo uma careta de dor, ele tentou novamente e eu coloquei a mão em seu peito, deitando-o novamente.
_Shiiu! Fica deitado – sussurrei e ele olhou em volta
_O que eu estou fazendo aqui? – perguntou
_Você se lembra da briga? – perguntei ignorando a pergunta dele e ele assentiu – Ele te acertou, na barriga, você vomitou e deve estar um roxo enorme na sua barriga – comentei
_E o que eu estou fazendo aqui? – repetiu a pergunta
_Você apagou... O chute foi forte – falei – Eu pedi ajuda ao Diego e te trouxe pra cá, creio que não gostaria de estar no hospital – falei dando de ombros e ele sorriu de lado
_Eu tenho que ir – falou tentando se levantar, mas eu o deitei de novo
_Você vai ficar. Não consegue nem levantar Leon... – falei
_Violetta! – me repreendeu
_Violetta nada, você fica ate ficar melhor. Nem que tenha que dormir aqui – falei autoritária e ele riu concordando – Ótimo! – falei e ele riu gemendo no final
_Minha barriga dói – comentou
_Levanta a camisa – falei e ele me olhou sorrindo, revirei os olhos e ele levantou. Tava um roxo bem roxo. Toquei de leve e ele segurou minha mão.
_Violetta, quer me matar é só falar – falou gemendo e eu ri
_Desculpa – falei rindo e logo parei – Vou passar um pano molhado ai – falei levando a mão na qual eu estava segurando o pano, ao machucado dele e ele segurou novamente, me olhando espantado
_Violetta. Não, vai doer – falou e eu ri
_Calma! Eu passo devagar – falei e ele negou tentando me manter longe
_Nãoo... – suplicou e eu que segurei as mãos dele, colocando-as do lado da cabeça dele, deixando nossos rostos bem próximos
_Eu vou devagar, prometo, você pode ate vomitar. E sabe o que eu acho? Que não vai ter jeito, vamos ter que ir á um hospital – sussurrei e ele bufou, gemendo no final por ter doído
_Tudo bem – falou
_Vem – falei o ajudando a levantar, vendo-o gemer de dor, me dava pena vê-lo daquele jeito – Consegue andar? – perguntei e ele hesitou, negando em seguida – Se apóia em mim – falei e ele fez, tentando não botar o peso muito em mim, mas eu não me importava comigo naquele momento. Ele precisava de ajuda.
Pov’s Leon
Com muito esforço conseguimos chegar ate a saída da casa de Violetta. Eu estava adorando os carinhos que ela tava me dando.
Ela me colocou no banco do carona e nós fomos pro hospital. Durante o caminho ela sempre me perguntava se eu estava bem, se eu estava sentindo dor ainda ou algo do tipo e eu respondia de muito bom agrado. As outras não fariam isso por mim!
Chegamos ao hospital e ela me ajudou a sair, me deixando apoiado na parede pra pedir ajuda.
_Você tem certeza que vai ficar bem aqui? – perguntou preocupada, acariciando meu rosto e eu sorri, pegando a mão dela e beijando carinhosamente.
_Obrigada por tudo o que esta fazendo por mim Violetta. Eu vou ficar bem, pode ir, chame ajuda – falei e ela sorriu e foi voltando com um homem que trazia uma maca. Deitei-me nela e ele me levou pra uma sala, na qual Violetta adentrou também, eles me colocaram na cama que tinha na sala, era bem dura e tinha uma espécie de câmera, quase encima de mim. Violetta deu aperto de leve na minha mão e eu sorri pra ela.
_Com licença! Preciso que vá preencher a ficha do paciente. – falou o cara e Violetta fez careta, me mandando um olhar antes de sair.
_Olha, nós vamos fazer uns exames em você, primeiramente raios-X, pra ver como esta sua barriga e depois vamos ver se precisa de remédios ou algo do tipo – falou o medico e eu concordei meio desconfortável.
***
Sai da sala, me apoiando nas coisas, fizemos vários exames e eu não poderia ir embora, teria que ficar na sala de espera por alguns minutos ate ele me chamar novamente. Eu Vi Violetta e a mesma me viu, vindo correndo pra me ajudar. Apoiei-me a ela e ela me ajudou a sentar na cadeira.
_Eai? – perguntou mexendo no meu cabelo, sorri com o carinho e ela logo parou, voltando, provavelmente pra realidade.
_Temos que esperar, ele vai olhar os exames e depois vai me chamar novamente – falei fazendo careta e ela riu
_Não te deram um quarto? – perguntou e eu neguei, não queria ficar deitado igual a um doente
_Nem inventa – falei e ela riu
_Vai avisar seus pais? – perguntou e eu neguei – Eles vão ficar preocupados Leon, nós não sabemos quanto tempo vamos demorar aqui – falou
_Creio que eles estão ocupados demais com meu irmão! – falei dando de ombros e ela me olhou curiosa
_Tem um irmão? – perguntou e eu assenti
_Ele é usuário de droga, isso alem de vender drogas – falei sem ligar muito, por fora, por dentro doía. Meus pais não tinham tempo pra mim, porque estavam ocupados demais, cuidando de um drogado que não queria ajuda! Se ele não quer ajuda, porque eles não deixam pra La? Porque não começam a prestar atenção no outro filho que da duro pra se sair bem na faculdade?
_E como você se sente com isso? – perguntou de repente e eu a olhei confuso – Como se sente sabendo que seu irmão é usuário e fabricante? Como você pensa nele? – perguntou
_De nenhum jeito. Não penso muito nele, nunca fomos muito próximos, ele tem 22 anos, ainda mora na casa dos meus pais, não tem namorada e não quer ajuda pra sair da vida em que esta, então eu acho que meus pais deveriam prestar mais atenção no filho que esta se esforçando pra ter o que quer e pra orgulhá-los do que nele, que continua nessa vidinha... – falei melancolicamente
_Então talvez, você devesse parar de tentar ser o que eles querem e começar a ver o que você quer e parar de tentar orgulhá-los e tentar orgulhar a si próprio! – falou e eu comecei a pensar
_Mas eu gostaria de ter eles comigo, um elogio, um reconhecimento da parte deles – falei
_A vida não é justa Leon, e as pessoas também não. Se eles não te deram o reconhecimento que queria ate hoje, pare de tentar ganhar o reconhecimento deles, pare de se importar, e ai eles se importarão! – falou
_É, quem sabe assim eles prestam atenção no filho que queria orgulhá-los – falei e ela concordou
_Qual o nome do seu irmão? – perguntou
_Lucas Vargas. – respondi
_Você, com certeza, será um grande Designer, imagina só: Designer Leon Vargas! – falou fazendo gestos com a mão, gestos de uma placa e eu ri
_Porque o Vargas? – perguntei fazendo careta
_Porque é um nome forte, vai chamar atenção, tirando que é um nome impossível de esquecer. Poderia ser... Designer Vargas! – falou e eu ri negando com a cabeça
_Paciente Leon Vargas? – chamou o mesmo medico e eu fui, adentrei na sala e depois de milhares de blá blá blá, ele me deixou ir embora.
Violetta me levou ate a farmácia, e ela mesma comprou os remédios necessários, afinal eu estava “impossibilitado”
Ela me levou pra casa e, infelizmente, teríamos que nós despedir.
_Foi ótimo passar esse tempo com você! Obrigado por cuidar de mim! – falei e ela sorriu assentindo
_Foi bom passar esse tempo com você também Vargas, mas não adianta implorar, você sabe – falou e eu assenti, sai do carro e a vi partir.
Eu havia entendido muito bem o que ela disse, ela não queria que eu insistisse em conversar com ela, em saber mais sobre ela, em tentar ser amigo dela. Ela queria que as coisas continuassem como sempre foi, e o nosso único contato talvez, seria nos trabalhos, felizmente... Ou Infelizmente?
Pov’s Violetta
Cheguei a casa e vi Federico jogado no meu sofá, comendo pipoca, com algumas almofadas no chão e outras o cobrindo, parecia uma criança, ele assistia a um filme de terror, e quando deu algo assustador, eu o vi pular do sofá, naquele momento eu não agüentei e soltei uma alta risada, ele me olhou, fuzilando-me com os olhos.
_O que faz ai? – perguntou – Não estava cuidando do seu namorado? – perguntou e eu revirei os olhos, me sentando com ele
_Ele não é meu namorado, eu só estava o ajudando! – falei
_Qual é? Vocês trocavam olhares a todo instante, quando cheguei e você me abraçou ele olhou mortalmente pra mim, como se quisesse me matar. Ele estava com ciúmes de você!
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