Open Chest Doens't Protect Diamond!
14 Capitulo 14 - Delegacia
Notas iniciais
Violetta
Dias depois minha relação com o Leon se intensificou, não era só sexo e pronto, era algo á mais, e eu tinha medo do rumo que essa relação estava tomando. Ele passava a maior parte do tempo na minha casa, conversávamos e nos conhecíamos ainda mais.
— Vilu? Você não tem leite condensado aqui não? — perguntou me abraçando por trás e beijando meu pescoço
— Tem Lê — falei e fomos andando até a geladeira e eu o mostrei onde estava — Pra que quer leite condensado? — perguntei e ele me olhou indignado
— Você não come leite condensado puro? — perguntou e eu neguei — Como não? De que mundo você é? — perguntou levando a caixinha de leite condensado á boca e tomando, gargalhei dele e ele deixou a caixinha em cima da pia, andou até mim e me pegou no colo, entrelaçando minhas pernas em sua cintura.
— Leon! — repreendi rindo e ele riu junto.
Ele me deitou no sofá, ficando por cima de mim e nós nos beijamos, puxei seus cabelos e ele soltou seu peso encima de mim, separamos lentamente, aos risos.
— Porque não queria entrar em um relacionamento? — perguntou após um tempo
— Não quero ser traída novamente — falei
— Você foi traída? — perguntou espantado e eu assenti, sem querer falar sobre aquilo
— Hm... Você não viu mais o seu ex? — perguntou e eu neguei
— Não... — falei e ele se virou de frente para mim no sofá
— Você é misteriosa! — falou
— Pois é — murmurei
— Você tem sotaque de nova-iorquina, mas não parece ser daqui — falou
— Sou Brasileira — falei sorrindo sem graça e ele me olhou curioso
— Dá pra perceber... — murmurou e eu o olhei
— Porque? O que tem em mim que te faz perceber que sou brasileira ? — perguntei
— Sabe... — falou fazendo gestos em seu peitoral com as mãos — Peitos grandes, bunda grande, cintura fina, quadril largo — falou me olhando de cima a baixo
— Leon! — repreendi
— O que? Só estou falando a verdade! — falou me puxando para cima de si, ri de sua maneira de falar
***
Ouvi alguém tocando a campainha fortemente, fui rapidamente abrir a porta e vi dois policiais na minha frente, com o Lucas, o irmão de Leon algemado.
— Boa Tarde Senhorita, o Senhor Leon Vargas esta? — perguntou e eu assenti
— Leon? Vem aqui — chamei e logo olhei para os policiais — Vocês querem entrar? — perguntei e eles assentiram
— Lucas? — perguntou Leon assustado
Nós nos sentamos no sofá
— O Senhor é irmão dele não é? Nós viemos apenas avisar a sua prisão — falou um dos policiais
— O que ele fez dessa vez? — perguntou Leon suspirando cansado
— O assunto é bem delicado, eu acho melhor irmos á delegacia, o delegado dirá tudo o que precisam saber — falou
— Fica aqui Vilu — falou Leon
— Não... É, Meu Senhor, a Senhorita Castilho deve ir, o assunto interessa á ela também — falou e eu fiquei com medo do que viria
Olhei para Leon, que assentiu, peguei minha bolsa e fomos todos para a delegacia.
— Boa Tarde Senhorita Castilho, Senhor Vargas — falou o tal delegado — Acho melhor sentarem, o assunto é longo — falou e nós nos sentamos.
— Pra começar é que diante da acusação de assassinato do seu irmão Senhor Vargas, nós colhemos o DNA dele, assim como quando seus pais foram assassinados, Senhorita Castilho, nos buscamos algumas marcas no carro, pra verificar se tinha algum DNA, porém naquela época as coisas não eram tão avançadas e não conseguimos identificar nada que ligasse os dois casos. Mas ao verificarmos novamente... O DNA que encontramos no carro dos seus pais, era de Lucas Vargas — explicou tudo e nós ficamos em silencio por um breve tempo
Agora eu sabia o porque de eu ter tanta empatia com ele, sabia o porque de ele conhecer os meus pais.
— Porem... Isso não é prova o suficiente para incriminá-lo — falou e eu bufei
— Precisa de mais o que? De um convite? — perguntei soando grosseira
— As coisas não são assim, Senhorita...
— São sim! Ele sabe o nome dos meus pais! — falei como argumento
— Isso é o de menos, Senhorita Castilho. Todos conheciam seus pais — falou
— É, mas ninguém ficou espantado ao saber que meus pais eram eles. Geralmente as pessoas ficam surpresas, mas ele ficou espantado! — falei indignada
— Violetta, calma! Só faça o que tenha que fazer, e... Mantenha-nos informado — falou Leon e me puxou para fora da delegacia enquanto eu ficava uma fera.
— Me solta, Leon! — falei e ele me soltou
— Violetta fica calma, é por falta de provas! — insistiu
— Pare de ficar do lado dele! — ordenei, mas que direito eu tinha sobre ele?
— Violetta! — ele me repreendeu e me colocou no banco do carona, me colocou o cinto e foi dirigindo — Você me estressa! — murmurou e eu somente dei de ombros, ele não era obrigado a me aturar, atura quem aguenta
— Não é obrigado a me aturar — falei e ele somente me olhou mortalmente, suspirei
***
Cheguei á faculdade o mais cedo do que o normal, depois que eu e Leon brigamos feio ontem á noite eu acabei dormindo cedo.
Suspirei e entrei de uma vez na sala, me sentei e fiquei ali, ouvindo musica.
O tempo passou rápido e eu vi ele entrando com Carly, desviei o olhar e me praguejei mentalmente por ter vindo na aula logo hoje. Eles estavam rindo, pareciam se divertir.
Engoli em seco quando o vi se despedir dela e vir em direção á nossa mesa, bufei e me preparei mentalmente. Se ele acha que vai ficar por aí, andando com a Carly e depois vir todo animadinho pro meu lado, querendo sexo ele pode tirar o cavalinho da chuva, não vai ser assim. Se for pra ter algo, quem manda sou eu!
Ele se sentou, me segurei para não olhar, apesar de sentir o seu olhar em mim. Todos se sentaram quando a professora entrou na sala e junto entrou, nada menos, nada mais do que o...
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