Open Chest Doens't Protect Diamond!
18 Capítulo 18 - Eu Te Amo
Notas iniciais
Violetta Castilho
Eu, esperta como sou, estava acordada desde quando entramos no jatinho, fiquei sem respirar para não ser dopada novamente. Estávamos em uma casa abandonada, o lugar era bonito, apesar de dar medo! Eu sabia muito bem que Lucas estava envolvido nisso, tenho certeza que o vi aqui quando fui colocada em um quarto. O outro homem, talvez fosse o tal Alex que o Leon falava.
Eu estava numa calma inexplicável, obvio que eu estava com medo do que eles iam fazer comigo, mas eu sou uma pessoa um tanto difícil de lidar, duvido que eu não vá fazer os dois passar raiva e acabarem metendo uma bala na minha cabeça.
Eu não tinha trago celular, nem bolsa, nem dinheiro. Eu sou uma lerda mesmo que esquece das coisas. Como é que raios alguém vai me achar aqui nesse fim de mundo?
Bufei me levantando, andei em voltas, as janelas pareciam quebradas, eu poderia pular, mas era alto, bem alto. Eu não tinha medo de altura, mas eu não era louca de pular.
Resolvi esperar um pouco, saí de perto da janela e tentei abrir a porta, o que não deu muito certo, bufei frustrada.
Esperei alguns minutos e logo a porta foi aberta, entrando um homem com os cabelos penteados para trás, com roupa social. Quem diabos sequestra alguém com roupa social?
— Já esta acordada princesinha do Vargas? — perguntou com um sorriso debochado.
— Princesinha do Vargas? Não tinha um apelido melhor não? — perguntei fazendo careta.
— Ter até tem. Mas... Enfim, vamos ao que interessa. O que você é do Vargas? — perguntou.
— Hunm... Nada que te interesse — falei sorrindo.
— Gosta de bancar a espertinha, não é? — perguntou fechando a porta.
— O que vocês querem comigo? — perguntei suspirando cansada.
— Vargas não te contou nada? — perguntou com um sorriso maléfico.
— Contou o que? — perguntei.
— Não contou que ele matou minha namorada? Tirando que ele ficou com a mesma. Sempre tirando as mulheres de mim. — falou andando pelo quarto. — Mas eu mudei, e agora vou me vingar, como eu sempre quis! — falou sorrindo — E você, vai me ajudar. — falou e eu o olhei com cara de taxo.
— Claro que vou! O que eu tenho que fazer? Me matar? Fácil! — falei revirando os olhos.
— Não, isso aí é muito sem graça. Vou transar com você! — falou e eu ri.
— E como vai fazer o Leon ficar sabendo? — perguntei.
— Você pergunta demais garota! — falou.
Leon Vargas
Suspirei cansado, até agora nada. Ouvi meu celular tocar e vi um numero desconhecido. Atendi rapidamente.
— Alô. — falei torcendo para que fosse Violetta ou então Alex, assim eu poderia ter alguma pista de onde ela esta.
— Leon, preciso da sua ajuda. O Alex me sequestrou, e ele não esta sozinho. — falou Violetta, ela parecia estar calma, quem fica calma quando se esta sequestrada?
— Aonde você esta? — perguntei andando pela sala
— Eu não sei direito, é bem longe daí. É uma mansão abandonada. — falou — É em uma cidade próxima de Nova Iorque — disse
Bufei, era difícil saber onde é a tal mansão, sendo que eu nem sei onde é a cidade vizinha de NY.
— Tudo bem, vou ver o que eu posso fazer. — falei saindo da casa
— Leon, sabe onde tem os carros do meu pai? — perguntou
— Os seus carros? Sim, sei — falei
— Vá até lá e pegue um deles, vem até a cidade vizinha, você consegue? Vou tentar sair daqui. — falou e eu assenti
— Tudo bem, estou indo te buscar. — falei e finalizei a chamada
***
Fui até o lugar onde fica os carros da Violetta, pulei a grade e peguei um dos carros que mais me chamaram atenção. Abri o portão e sai correndo com o carro, virando na primeira virada que eu vi. Eu não sabia pra onde estava indo, só estava torcendo para que eu estivesse indo para o caminho certo.
Após muito tempo andando, vi uma placa, Cidade de Buffalo. Tomara que seja aqui.
Continuei dirigindo, até avistar uma casa curiosa. Não era uma casa qualquer, não era uma casa bonita. Era a casa do xerife Donald Carter, a casa na qual ele atirou em si mesmo.
Estremeci, a casa não era a das mais bonitas, estava meio deserta. Era tudo tão frio. Estacionei o carro e tentei ligar para Violetta novamente, mas a chamada foi desligada.
Abri a porta silenciosamente, eu estava na sala. Tinha uma escada ali, creio que vá para os quartos, foi o que eu fiz. Subi as escadas silenciosamente, todas as portas estavam abertas, mas tinha uma, que estava fechada.
Respirei fundo e fui até lá, abri a porta devagarzinho, tive a pior das visões.
Violetta estava amarrada á uma cadeira, seu nariz sangrava, seu olho estava roxo, sua boca cortada e seu supercílio também. Seu rosto estava vermelho, em ambos os lados e ela estava desacordada.
Fechei a porta com raiva, desamarrei Violetta, e tentei acordá-la.
— Violetta, acorda. Violetta! — chamei um pouco mais alto e ela foi acordando de leve.
— Leon? — perguntou grogue, senti vontade de chorar.
— Sou eu, meu amor! — falei carinhosamente, deixei-a sentada na cadeira e fui olhar pela janela.
Era muito alto, não tinha como pularmos, ainda mais com Violetta nesses condições.
— Vamos ter que descer pela porta mesmo. — falei suspirando e Violetta negou desesperada, sorri triste. — Vou dar um jeito nisso, fique aqui. — falei e quando fui abrir a porta, ela me chamou.
— Leon, pegue — falou me dando uma arma — Ele foi tão burro que deixou aqui — falou dando de ombros. — Cuidado. — falou me olhando intensamente.
— Tudo bem. Eu te amo! — falei deixando-a perplexa e saí.
Desci as escadas lentamente, procurei Alex pela casa e cheguei á cozinha, quem estava ali era... Era o meu irmão. O Lucas estava ali.
— Que Porra que você faz aqui Lucas? Foi você que sequestrou a Violetta? — gritei o assustando, sorri sombrio e tirei a arma da minha cintura, apontando para ele.
— Leon, que surpresa você por aqui. Veio fazer companhia para a vadia foi? — perguntou sorrindo, com os braços levantados em forma de rendição.
— Lucas, eu não estou brincando. Eu vou te denunciar! — falei exaltado.
— Calma, eu não tenho culpa, Alex sequestrou-a, eu só ajudei. Ele planejava matá-la, como você matou a namorada dele! — falou dando de ombros, bufei passando as mãos pelo cabelo.
— Eu não acredito que você fez isso. Não acredito que ajudou. — falei bufando — Foi você que bateu nela? — perguntei e ele assentiu.
— Ela sabia as consequências de tentar fugir — falou e eu larguei a arma, indo pra cima dele, dando uma sequência de socos e chutes até deixá-lo no chão.
Dei á ele um último olhar e gritei por Violetta. Vi a mesma descendo com dificuldades, reclamando de uma dor forte no calcanhar.
Peguei-a no colo, abri a porta e á coloquei dentro do carro, saindo daquele lugar, em seguida.
Bufei de raiva, que ainda me dominava. Eu ia denunciá-lo, ah se ia. E vai ser agora. Pensei indo em direção á delegacia.
— Pra onde estamos indo? — perguntou Violetta.
— Para a delegacia, vou denunciar o Lucas e fazer de tudo para o Alex parar lá também. — falei e ela assentiu — Como esta o seu pé? — perguntei.
— Ainda dói. Não sei se quebrei. — falou.
— Fica com as costas na porta, coloca seu pé na minha perna. — pedi e ela o fez, com uma mão, massageei seu calcanhar, vendo-a franzir a testa de dor.
Continuei fazendo aquilo por um tempo, parando depois.
— Parou? — perguntei e ela assentiu.
— Parou um pouco.
***
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