Notas iniciais
Olá leitor,
Primeira FF que eu publico, e talz e na verdade queria testar lol
Esse primeiro capitulo é deprê, eu apelo bastante pro lado emocional, mas acreditem, a historia fica bem mais interessante mais pra frente.
Sei como é chato essas coisas de movido a comentários e etc, sou leitora daqui a muito tempo, mas comentários sempre dão um animo né?
Como este seria um teste, se alguém quiser que eu continue a história, é só pedir.
O meu futuro e o dessa história estão na mão de vocês.
Obrigada e boa leitura.

Finn POV

– Finn, não dá mais.

Aquelas palavras foram jogadas em mim. Depois de tudo que passamos, a Princesa de Fogo não podia ter a coragem de fazer isso comigo. Quase um ano de namoro pra nada?

– Você não está fazendo isso... — eu disse como se alguma coisa estivesse atravessando meu peito. Eu olhava pra baixo, tentando segurar a dor, naquele carvalho caído em que nós dois estamos sentados.

– Desculpe, eu não posso continuar fazendo isso com você, Finn. Eu não aguento mais isso, e você sabe que a nossa relação não é mais a mesma. Eu não vou mentir, então espero que entenda. Você é a pessoa mais especial que eu já conheci e merece alguem melhor que eu. — Quando me virei, ela olhava pro céu com uma expressão que eu podia identificar. Estava doendo tanto pra ela dizer aquelas palavras quanto pra eu ouvi-las.

Ela se levantou e antes que pudesse dar mais um passo eu peguei seu braço. Já que com um livro de magia do Reino do Fogo e uma ajuda de Flamboo eu aprendi a conjurar o feitiço de imunidade do fogo toda vez que ia ver Chama, eu não me queimara.

Eu mal conseguia respirar quando eu perguntei a ela:

– E o Principe de Aaa, não é?

Ela não me respondeu, apenas se virou pra mim e acariciou meu rosto. Mesmo sem me queimar podia sentir o calor de sua mão. Tirou minha touca e mexeu em meus cabelos loiros como muitas vezes ela havia feito, deu um beijo na minha testa e saiu, deixando um rastro de cinzas e pedaços de um coração qualquer.

–-----

Princesa de fogo POV

Finn e eu fariamos um ano de namoro em algumas semanas. Nem dá pra acreditar, não é mesmo? Pois é. Ele é tão seguro, reconfortante, doce... qual o problema comigo? Se não fosse ele eu ainda estaria naquela lamparina gigante ou sabe-se lá onde destruindo alguma coisa. Ele é meu herói e nunca deixou de ser, mas... alguma coisa mudou. Eu não sei quando, mas eu percebi que estava assim a muito tempo enquanto almoçávamos juntos.

– Querida, pode tostar isso pra mim? — Ele me empurrou um pouco de batata com queijo com cima.

– Claro. — Enquanto gratinava eu notei o quanto era silencioso nosso tempo junto. Não era um silencio pertubador, mas conversavamos tão pouco. Não riamos, não perguntavamos como foi o dia um do outro, um selinho aqui outro lá na despedida. Praticamente todo dia, com excessão dos dias em que Finn se metia em alguma encrenca, corria risco de vida e eu morria de preocupação ou quando frequentimente arrumavamos um motivo qualquer pra brigar. Eu podia aguentar isso por muito tempo?

E tinha o Principe. Depois que o Rei Gelado conseguiu dar vida as personagens do seu mundo imaginário Aaa, eles estão morando por ai. O Principe de Fogo vem me visitar as vezes, posso ver seu quarto da minha janela de onde gritamos um pro outro pertubando a vizinhança. Ele é realmente encantador, um verdadeiro cavalheiro. Sabendo do meu namoro, ele me respeita, e eu tento manter distancia também em consideração. Não que eu tenho pensado em me aproximar de mais do principe, eu realmente gosto de mais do Finn pra se quer pensar em fazer algo do tipo.

Depois de comer, pedi a Finn que fossemos caminhar. Eu não podia deixar nossa situação desse jeito, não era certo com ele nem comigo. Eu tinha que fazer alguma coisa, empurrar esse relacionamento com a barriga não dá mais. Só espero estar fazendo a coisa certa.

Durante o caminho, disse-lhe que queria conversar, ele pareceu um pouco surpreso, mas concordou. Permanecemos em silencio até um velho carvalho derrubado onde nos sentamos. Com Finn eu aprendi a ser mais cautelosa com meus poderes, e pude ficar ao seu lado sem botar fogo na arvore morta. Peguei sua mão azulada do feitiço e segurei firme. Eu aprendi tanto com ele e ele até aprendeu feitiços por mim. Como eu vou ter coragem de fazer isso com ele? Isso ou mentir?

Eu não sabia como começar, só de pensar é doloroso, mas eu preciso. Essa angustia só está me consumindo. Calma, Chama, seja sincera. Vai ser difícil mas não tenho escolha.

– Finn, não da mais — disse. No mesmo instante sua expressão leve se transformou em choque.

Eu não podia encara-lo, virei meu rosto para o céu do entardecer tentando me conter. ''Como eu podia fazer isso?'' me perguntava.

– Você não esta fazendo isso... — Ele disse com dor em cada letra. Pensei que ele lia meus pensamentos e eu queria responder que não, que era uma brincadeira e iriamos voltar pra casa nos amarmos e que no dia seguinte fingiríamos que nada aconteceu como quando brigávamos, mas era verdade.

– Desculpe, eu não posso continuar fazendo isso com você, Finn. Eu não aguento mais isso, e você sabe que a nossa relação não é mais a mesma. Eu não vou mentir, então espero que entenda. Você é a pessoa mais especial que eu já conheci e merece alguém melhor que eu. — Falei com a voz falhada. Eu sempre fui forte, mas eu nunca tinha enfrentado sentimentos como esses. Era torturante, queria sair dali correndo e não olhar pra trás. Me levantei saindo, porém alguma coisa me prendeu. Ele disse:

– E o Principe de Aaa, não é?

Aquilo foi como se um raio me atingisse. Eu virei pra ele e olhei dentro de seus olhos. Dor era algo que eu entendia e podia ver lá. Levei minha mão ao seu rosto e depois tirei a touca branca para tocar seu cabelo. Lembrei de tantos momentos bons com ele, tantas sensações que ele me proporcionou, essa era mais uma. Uma sensação tão horrível que não sabia nomear.
Pensei em dar um beijo, tocar seus lábios pela ultima vez, só que eu sabia que se fizesse isso iria dar pra trás, coisa que eu nunca fiz e nunca farei. Decidi dar apenas um beijinho na testa antes de me virar, sair e não voltar nunca mais.

–-----------------------------

Finn POV

Ela se foi. Eu não conseguia pensar em mais nada além disso. Eu fiquei olhando ela partir. É tudo minha culpa, ela estava se sentindo mal e eu nem percebi. Como eu sou idiota.

Comecei a andar floresta a dentro, ainda não acreditando no que aconteceu. Já estava escurecendo, mas eu não ligava. Andei por horas sem prestar atenção em mais nada até que cheguei em uma clareira.

Me joguei na grama e fiquei olhando o céu laranja enegrecer. Doía muito pensar nela, só que eu não conseguia evitar. Mesmo depois de tanto tempo ela ainda me deixava confuso.

Não me lembro, mas cai no sono. Só sei porque acordei com ela me chamando:

– Finn?

Notas finais
O que acharam?
Eu escrevo besteira?
Retardado, né?
Malz
Bem, se alguém se interessar eu posso continuar a história.