Estava amanhecendo quando cheguei à vila Kiri lar do clã Yoshikane. Quando meus pais vinham para cá eles sempre me traziam, realmente tenho boas lembranças daqui.

Encontramos com o imperador na hora do chá.

– Hizashi-sama, é uma honra revê-lo. –O imperador Dachiha Yoshikane o cumprimentou, ele é um homem forte, cabelos longos e pretos presos por um coque, já foi um grande guerreiro lutando na ultima guerra ao lado dos meus pais. Ele está vestindo a mesma armadura dos samurais que eu esbarrei ontem, eu sabia que me era familiar.

– Sakura-hime, vejo que se tornou um samurai. – Assenti confirmando. – Venham o chá está pronto, creio que você não poderá ver a Ino já que é guarda costa de Hizashi.

– Só vim a trabalho Dachiha-sama.

– Mas ela terá que vir comigo. – Uma voz estridente e mandona ecoou atrás de mim.

– Hizashi-sama. – Minha amiga de infância Ino o reverenciou. – Como filha do Dachira-sama peço que libere a Sakura um pouco, por favor. – O conselheiro e Kakashi olharam para o daimyo.

–Bom você ainda é uma princesa, acho que seus pais não queriam que eu te privasse só por que virou minha guarda costa, certo? – Ele disse.

– Obrigada Hizashi-sama. – Acho que ela faltou dar um abraço nele. – Vem. – A loira pegou minha mão e foi para a direção oposta.

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– Sakura não acredito que você demorou tanto tempo para vir me visitar. – Paramos de correr e ela cruzou os braços.

– Meu tio, quer dizer, Hizashi-sama não estava com planos de vir então eu também não podia, além disso, eu estava treinando muito para o teste final para se tornar um samurai. Ei você não podia me tirar do posto naquele momento, eu sou guarda costa dele é a minha primeira missão.

– Você ficou mais tagarela que eu.

–Hm?

– Sakura você não está feliz de me ver?- Fazia muito tempo que eu não via minha melhor amiga, nesse momento eu fui idiota de brigar com ela.

– Me desculpa por ter falado isso, eu estou muito feliz em te ver.

– Tudo bem, e quanto tempo vai durar isso? – Ela perguntou.

– Vamos passar dois dias aqui porque eles têm alguns assuntos para tratar e...

– Não é isso que eu perguntei, estou falando desse negócio de guarda costa.

– Só estou no lugar de um homem que foi urgentemente convocado para uma missão, depois que ele chegar irei trabalhar no grupo do Minato-sensei como patrulheira das vilas da tribo do Sul. – Explico. Ino sorri. –O que foi?

– Você é engraçada quando está séria.

– Ei isso é realmente sério. – Digo, mas começo a rir também.

– Então, enquanto você não é um super samurai cheia de responsabilidades e sem sentimentos, que tal nos divertimos um pouco? – Ela pegou minha mão, mas fiquei parada.

– Eu não vou ficar sem sentimentos, pelo contrário, irei proteger pessoas que amo.

– Desculpe Sakura.- disee apertando minha mão.- Você ficou legal, não parece mais a menina chorona e remelenta que vinha aqui. – Provocou.

– Pelo menos eu não tenho cara de porca. – Revidei, Ino me puxou correndo e sorrindo, era muito bom reencontra-la. Ficamos juntas até os dois dias acabarem, depois da reunião partimos de volta para casa.

Já na floresta da nossa vila Konoha escutei um barulho estranho, som de algo se movimentando entre as árvores.

– Kakashi-sama, ouvi um barulho naquela direção. – Aponto para o local.

– Vou pedir para os outros darem uma olhada. – Ele deu ordens para Sai e outro samurai então eles saíram da rota. Talvez não fosse uma ameaça já que a floresta estava cheia de animais, mas tinhamos que estar atentos, pois estávamos levando o imperador e bárbaros fariam qualquer coisa por sua cabeça.

Cheguei à vila e cavalgamos mais um pouco até a Casa Principal.

–Estamos em casa. – Hizashi-sama diz entrando. – Obrigado, vocês executaram a missão com sucesso.

– Nós que agradecemos. – Kakashi se curvou, fiz o mesmo.

– Pode voltar Kakashi, Sakura eu quero falar com você.

– Sim. – O shogun saiu.

– Peço que saia também Hayato, guardas. – Ele disse para o conselheiro e para os guardas ao redor.

– Sim Hizashi-sama. – Eles também saem.

– Sakura parece que você está amadurecendo. – Ele finalmente diz depois de um curto silêncio.

– Obrigada Hizashi-sama.

– Só Hizashi, você é minha sobrinha não precisa ser tão formal.

– Agora você é meu daimyo, tenho que te tratar com lealdade.

– Você já é leal, palavras não vão demonstrar isso, mas ações sim e você já provou que é.

– Me desculpe por ter ficado com Ino e ter deixado o resto com os outros, como minha primeira missão eu não deveria ser tão indisciplinada.

– Você é uma princesa também estava lá em missão diplomática, eu permiti que você ficasse com ela. – Hizashi é incrivelmente compreensivo comigo, se tratando do daimyo que não tem conexão nenhuma com seu servo. – Eu quero falar com você sobre um assunto que também é de seu interesse.

– Só uma pergunta. – Eu o interrompo. – Por que você está sendo tão compreensivo comigo? – Fui direta.

– Bom, creio que no passado eu não era tão próximo, mas era dos seus pais então eu só estou tentando cuidar de você como eles cuidaram, eu entendo sua dor porque Kizashi era meu irmão foi uma perda dolorosa para mim também, acho que temos que superar esse trauma juntos, não posso ser hipócrita ao ponto de ser rude com minha própria sobrinha. – Então ele estava tentando me confortar esse tempo todo.

– Na reunião, eu e Dachiha-sama estávamos tratando de assuntos como a criminalidade, ela subiu. — Ele começa a explicar. – Uma outra nação está querendo conquistar o país causando pequenas guerras em nosso território e saqueando comércios, não é uma situação comum.

– Você falou com os shoguns e os anciãos? –perguntei.

– Não, você é a primeira a saber, mas já convoquei uma reunião com todos. Primeiramente iremos formar times para visitar as vilas e patrulha-las enquanto recolhemos informações sobre quem são as províncias inimigas e tentar um acordo com elas. Sei que era quase igual a sua missão quando o Minato chegasse, mas vai ficar um pouco mais complicado por que além de coletar informações temos que ajudar os feridos então cada time irá ter um médico patrulheiro e no seu time irá ser você.

Uma médica? Além do treinamento físico, eu lia bastantes livros sobre medicina, mas nunca tentei cuidar de alguém de verdade, não tenho nenhuma experiência.

– Eu sei que você é muito boa nesse assunto por que Minato me contou que você passava noite lendo os livros de medicina da biblioteca, mas terá que adquirir experiência por isso te coloquei neste posto, você poderá por em prática o que aprendeu. – Seus lábios se abrem em um sorriso – Mostred o que os Harunos são capazes.

Se meus mestres estão confiando em mim eu não posso ter medo.

– Pode contar comigo Hizashi. – Digo confiante.

– Sei que posso, não esqueça, você é a princesa desse país o bem estar da população também é sua responsabilidade.

– Eu nunca deixei de pensar assim. – Sorrio. – Com sua licença tenho que voltar.

– Pode ir. – Me despeço. Desde a aliança do clã Yoshikane com o clã Haruno muitas nações não ousaram nos enfrentar, aquilo era realmente estranho, também não podemos descartar a possibilidade de serem gangues locais. Faço o caminho até o quartel general, eu queria pegar alguns livros já que lá tem os melhores livros de medicina escritos pela Baa-chan e um guerreiro que lutou na última guerra, mas ele desapareceu. Antes passo na sala de Kakashi.

– Pode entrar. – Entro na sala. O shogun estava com uma pilha de pergaminhos em cima do tatame, provavelmente lendo todos eles.

– Oh,Sakura-hime.

– Desculpe Kakashi-sama, mas eu passei para perguntar se tinha alguma coisa lá mesmo. – Eu estava estranhamente incomodada com aquilo, mas só perguntei para confirmar que estava tudo bem.

– Os homens acharam um cavalo, ele estava com sela então tem um dono, mas não o achamos, deduzimos que ele fugiu de alguma pessoa daqui por isso o abrigamos no estábulo até que o dono o procure. – Ele disse.

– Quer que eu ache o dono? Eu ainda não vou voltar para casa. – me ofereçi para ajudar.

O shogun assentiu. Fui para o centro da vila procurar pelo dono do cavalo, depois de algum tempo eu já tinha rondado quase tudo, o Sol estava se pondo por consequência ficando cada vez mais frio.

– Eu não tenho cavalo Sakura-hime. – Um homem respondeu apressado. Suspiro.

– Obrigada. – Gritei para ele.

Só tinha um lugar onde podia procurar, o bairro de agricultores que eu moro, era muito provável que o animal fosse de lá.

Peguei a rota da floresta para o bairro de repente o cavalo começou a relinchar e pular.

– Calma! – Ele se soltou da minha mão e fogiu, corro atrás dele, mas paro quando olho para o lado.

Deitado debaixo de uma árvore estava um homem, ele parecia ferido. Me aproximei.

– Moço? – Chegando perto pude ver os cortes em seu corpo e um profundo em seu tórax. O rapaz estava pálido e ofegante, ele abriu os olhos um pouco.

Era um expressivo olhar cor de ônix que demonstrava dor.

Ele desmaiou. Ao seu redor havia uma pequena poça de sangue, se eu não o tratasse imediatamente ele poderia morrer, o peguei com dificuldade e o levei até minha casa que estava perto. Eu iria ter minha primeira experiência como médica, e iria fazer o possível e o impossível para salva-lo.

Notas finais
Obrigada por ler, se preferir comente abaixo Ja ne! LittlebearZ