Only Yours Is My Love

18 Nem Tudo Precisa Dar Certo


Notas iniciais
Sorry pela demora. Mas pelo menos estou postando, não é? Espero que gostem do capítulo e perdoe os errinhos.

Eu teria ficado receoso ontem sobre essa ideia para prender Neal, se eu não tivesse passado a tarde inteira na cama com Emma.
E quando acordei hoje, eu havia até esquecido de que iríamos tentar prender Neal de tarde. Do nada me deu vontade de não fazer nada. Porque eu sinto que não vai dar certo dessa vez.
Veja só! Como podemos vencer Neal tão fácil assim? Não vou deixar-me enganar nisso. Ele tem os truques dele e não nos deixará vencê-lo tão fácil.
Quando voltei para Storybrooke, Emma me chamou para ajudar em seu trabalho e até falou que eu era bom em adivinhar as coisas. E espero que esse meu pequeno dom ainda esteja firme e forte, porque eu não quero chegar na praia e me deparar com uma surpresa inesperada.
— Pai, pode desligar esse áudio? — Emma pede para David.
— Temos que saber o que está acontecendo, filha. — David responde.
Estamos na caminhonete a caminho da praia. Henry pegou o Fusca de Emma e dirigiu até lá antes de nós. Então eu, Emma, Graham e David estamos indo até lá. O caminho não é longo, mas ouvir a conversa de Henry e Neal está me deixando entediado. E acredito que Emma não esteja gostando nem um pouco.
— Ele têm razão, Swan. — concordo.
Emma bufa, se debruça — já que estamos no banco de trás — e pega o celular de cima do painel de controle. Ela fecha o aplicativo e senta-se de volta, com o celular na mão.
— Não preciso ficar ouvindo isso. — Ela reclama.
Em poucos instantes, David estaciona o carro. Todos saímos do mesmo e caminhamos pela areia.
— Peguem suas armas. — ordena David.
— Precisa realmente disso? — pergunto.
— Nunca sabemos o que pode acontecer.— ele olha para mim.
Balanço a cabeça positivamente e faço o que pediu.
— Henry não nos contou onde estaria com Neal. A praia é grande. — Emma comenta enquanto tenta caminhar pela areia com sua bota.
— Poderíamos ter falado com ele caso não tivesse tido sua crise de ciúmes. — Fala Graham e ultrapassa Emma na caminhada.
— Crise de ciúmes? Acha que estou com ciúmes? De Neal? Com meu filho? — Emma pergunta. — Talvezk eu deva te jogar no mar gelado para você ver quem está com ciúmes. — ela aponta para o mar com a arma.
— Ela está com ciúmes. — Concordo.
— Emma, deixa de brincadeira, estamos fazendo algo sério. — David reclama.
Em meio as respostas mal-humoradas de Emma e minha grande distração, bato o olho em duas pessoas um pouco longe da nossa posição atual. É Neal e Henry.
— Ei, pessoal! Eles estão lá. — aponto para os dois.
— Bom trabalho, Killian. — David agradece com um olhar e vamos a passos rápidos até onde os dois se encontram.
Quando chegamos perto, Neal está de costas para nós e não nos ver aproximando. Ele está falando sobre algo ligado a Emma com Henry.
Eu até quero ver a reação dele ao ver Graham aparecer atrás de Henry. Mas não posso. Graham já está em sua frente e ele deve estar desesperado – assim espero.
— O que é isso? — Neal pergunta.
Emma surge a sua direita e eu vou para a sua esquerda.
— Sinto muito, Neal. Mas você está preso. — David diz atrás dele.
Neal se vira para fitá-lo com os olhos arregalados.
— Henry... Henry, não acredito que fez isso comigo! — ele diz para o garoto, que já está ao lado de David.
— O bem sempre vence o mal, pai. Sinto muito. — Henry fala e se vira.
Talvez ele vá para o Fusca de Emma e fique ouvindo música. Ou vá comprar um sorvete.
— Acabou, Neal. Desculpa por fazer isso. Mas não devia tentar levar meu filho para os seus atos fora da lei. — Emma diz.
— O que quer dizer com... — ele nem teve tempo de responder por conta do soco que recebeu de Emma.
Ás vezes me surpreendo demais com essa mulher. Ela não para de me impressionar.
E além disso, ainda dá uma joelhada na barriga dele.
Eu confesso que estou com pena dele. Eu já apanhei de Emma antes e sei que essa sensação não é prazerosa. Sinto pelo Neal...
... Que já está no chão gemendo de dor.
— Ás vezes me pergunto onde você encontra tanta força. — comento para Emma.
Tossindo, Neal se agarra em minha perna e tenta me derrubar no chão, inutilmente.
— Me larga! — peço sacudindo minha perna.
— Tudo bem, Neal. Está ridículo. — Emma vem e tenta puxá-lo pelo ombro.
Só que eu, nem David, Graham e tampouco Emma imaginou que Neal se viraria dando um tapa no rosto dela. E nenhum de nós acreditaria se alguém lhe contasse que ela caiu na areia com o rosto vermelho.
Dou um belo de um chute em Neal e vou socorrer Emma.
— Swan! — eu grito enquanto me aproximo. Graham já está ajudando-a a se sentar. — Você está bem? — a abraço forte. — Deixa eu te ver. — afasto meu rosto da curva de seu pescoço e olho para seu rosto. Só está vermelho, nada mais. Ela não parece estar assustada, parece estar furiosa. Coloco a mão em seu rosto e me foco em tentar acalmá-la com pequenas carícias.
Só recebo uma quantidade de areia em minha perna por conta da partida repentina de Graham. Olho para trás e o vejo com David correndo atrás de Neal.
— Temos que ir atrás dele. — Emma avisa.
— Não, Swan. Não vamos. Eu vou. Vou fazê-lo pagar por isso. — falo antes de me levantar e ir atrás de Neal.
Eu posso dizer que é inútil, já que ele está bem mais longe que nós. Mas não foi isso que me fez parar. O que me fez parar foi perceber no que eu estaria prestes a fazer: abandonar Emma para me vingar de Neal. Que burrice.
Acho que eu daria mais sorte com Emma. E é isso que estou fazendo. Estou voltando para Emma.
Eu poderia pará-lo e poderíamos ter brigado na areia. Mas não quero isso. Pelo menos não agora.
— Vem, Swan. — a ajudo a levantar da areia.
Quando fica em pé, eu a pergunto:
— Está doendo?
— Está ardendo um pouco. — ela responde enquanto bate a areia da roupa. — Não precisa se preocupar. — ela abre um sorriso fraco.
— Claro que vou me preocupar. — respondo olhando em seus olhos e sem nenhum pingo de ironia. Tampouco sorrio. — Ele te bateu, Emma.
— Não foi tão forte assim.
— Mas ele te agrediu.
— Eu sei onde quer chegar. E eu sei cuidar de mim mesma.
Ela passa ao meu lado e vai caminhando sozinha em direção a caminhonete do pai.
Quem diria... A estressadinha continua estressadinha.

***

Eles não conseguiram pegá-lo. Neal foi mais rápido e entrou em seu carro. Ele quase atropelou David com sua pressa. Eu não entendo essas pessoas... Elas fazem o que fazem e depois não querem pagar o preço pelo o que fizeram.
Acho que ninguém está animado nem nada. David está dirigindo em maior silêncio, Graham está quase dormindo — ou talvez esteja chorando, não sei bem -, eu estou olhando a cidade pela janela e Emma está do outro lado fazendo a mesma coisa.
Ela está brava comigo. Porque me preocupo demais com ela. Só que não dá pra evitar. Como parar de se preocupar com alguém que você ama? Eu não sei.
Fixo meus olhos em meu amor, na minha estressadinha, minha Swan, minha Emma. Ela é tudo para mim.
Eu poderia estar abraçando-a agora. Eu gosto quando ela dá uma de difícil, mas não quando me afasta por motivos dos quais não dá para evitar. Mas talvez ela nem esteja brava comigo. Talvez esteja com raiva de Neal, com o que ele fez, e esteja descontando em mim.
Só que, nos olhando assim, parece que voltamos à estaca zero. Emma me evitando e eu correndo desesperado atrás dela. Não que isso seja um problema. Para ser sincero, não é. Eu até gostava quando ela me ignorava. Porque a falta de atenção dela por mim no início, compensou o seu amor por mim depois.
— Para de me olhar assim. — Emma pede ainda com os olhos na rua.
Ela deve estar sentindo meu olhar em cima dela.
— Desculpe. — viro-me para a janela.
— O que aconteceu? — pergunta Graham.
— Nada. — eu e Emma falamos ao mesmo tempo.
— Não parece. — David comenta.
— É que eu amo muito sua filha. — digo olhando para Emma. Ela se vira para mim e respira fundo. — É só isso. — foco na janela outra vez.
— Não se preocupe. Irei conversar com a minha filha sobre isso. — David responde.
— Eu estou aqui. — Emma fala o óbvio.
— Sabemos disso. — Graham responde.
— Então, Killian... Vai para a Sexta Do Boliche? — David pergunta.
— Sim. Acho que sim. — respondo.
— Que bom. Eu vou adorar ganhar mais uma vez. — David diz rindo.
— Hoje acabará o seu reinado, David Nolan. — anuncia Graham.
— Boa sorte para o trio azarado. — David diz.
E depois dizem que o convencido sou eu.
— E quanto a Neal? — Emma pergunta.
— Temos que arranjar outra estratégia. — Graham responde.
— Pensaremos nisso amanhã. Fomos nocauteados. — respondo.
— Deveria ter dado certo. Somos quatro e Neal só é um. Como não conseguimos? — pergunta Emma.
— Porque você estava lá. — Graham responde.
— Eu? O que eu fiz? — Emma pergunta e se senta direito.
— Você não fez nada. Você é o agente passivo, sofreu a ação. Num campo de batalha, não podemos ir com alguém com quem nos me importamos muito. O inimigo pode usar isso contra nós e iríamos nos dispersar para salvar essa pessoa. Perceba: se não estivesse lá, Neal não teria te agredido, o que significa que Killian não teria saído correndo para te socorrer, o que ajudou na fuga de Neal, já que todos estavam distraídos com você, e se isso não tivesse acontecido, Neal estaria ao nosso lado e algemado.
— Obrigada por me explicar. — Emma responde com ironia.
O que Graham acabou falar faz o total sentido. Talvez da próxima vez não devemos levar Emma. Ela é muito querida, e se todos se preocupassem com ela outra vez, não iríamos conseguir. Talvez devemos ganhar essa sem Emma.

***

— Sem Emma. Nós vamos sem Emma. — diz David.
Emma não está o ouvindo. Está fazendo um sanduíche para Emilie e Kyle na cozinha da casa de seus pais.
Talvez ela esteja ouvindo, mas está ignorando. Não sei bem.
O pior é que Mary está nervosa. Ela ficou bem alterada quando soube o que Neal fez com Emma. Ela foi a primeira a concordar a tirar Emma da nossa missão.
— Emma não deveria nem ter ido hoje. — Mary comenta.
— Se ele fazer mais algum mal a Emma, eu não vou perdoa-lo nunca. Eu não conseguirei me controlar. — falo.
— Nenhum de nós perdoaria Neal e tampouco perdoaríamos nós mesmos caso algo aconteça a ela. — David diz.
— Então sabemos o que fazer. Não vamos deixar Emma ir conosco. — Graham responde.
— Sim, mas temos um problema. — Mary anuncia. Todos nos viramos para tentar entender do que se trata — Vocês foram prendê-lo e falharam. Isso foi um alerta. Um alerta para ele. Estamos querendo prendê-lo e ele não quer isso. Não percebem? Não podemos atacar agora. Ele está se preparando para o pior. Temos que pegá-lo quando estiver despreparado.
— Ela tem razão. — falo.
— E o qe vamso fazer? Como vamos saber quando ele está despreparado.
É difícil evitar, mas eu estou sorrindo. Estou sorrindo porque sei o que fazer. Estou sorrindo porque tenho certeza que dará certo dessa vez.
— O que foi, Killian? — Graham pergunta.
— Nada. Tenho que fazer uma coisa que eu havia esquecido de fazer. — falo antes de sair do apartamento.
No meio das escadas, tiro o celular de Peter do meu bolso e prcuro pelos seus turores nos Contatos. A primeira pessoa que encontro é Elizabeth. Eu apenas clico para ligar e me sento no degrau.
— Alô? Peter?! Peter! É você, meu filho? — ela pergunta euforica.
— Olá, eu sou Killian Jones, sou xerife de uma cidade do Maine chamada Storybrooke. Você é Elizabeth?
— Ah, bem, sou sim. — ela afirma, meio decepcionada por não ouvir a voz de Peter. — Mas, o que faz com o celular de Peter?
— Ele me pediu para falar com você.
— Ele está aí? Ao seu lado?
— Não. Mas está na cidade. Ele está bem. Está em segurança. Só não fique muito preocupada. E não precisa vir para a cidade. Eu darei um jeito de levá-lo para casa assim que ele terminar o que veio fazer.
— O que ele foi fazer aí?
— Eu... Eu ainda não sei. Mas eu só queria lhe dizer para não se preocupar. Ele está bem.
— Bem, obrigada, xerife. Até mais.
— De nada. — desligo o telefone.
Me sento na escada e fico pensando um pouco sobre isso.
Já completei as duas etapas: falei com a tutora de Peter e coloquei um rastreador em seu celular, na noite passada.
Agora é só devolver o celular para ele.
— Não apareceu para devolver meu celular. — a voz dele diz.
Apenas olho para frente e o vejo subindo as escadas até sentar-se ao meu lado.
— Pensei que teria me roubado. — ele continua.
— Está bem aqui. — entrego para ele.
— Que bom. — ele pega e guarda-o no bolso. — Me arrisquei muito vindo aqui.
— Falei com Elizabeth. Está tudo sob controle.
— Ótimo.
— Já ouviu sobre hoje?
Ele balança a cabeça positivamente.
— Neal está arrependido. Não queria ter feito aquilo com Emma.
— É, mas fez.
— Foi uma merda.
Peter olha para frente e suspira.
— Todas as merdas são feitas de amáveis intenções.
— Ele só queria salvar a própria pele. Neal sempre diz que ama Emma.
— Ela não a ama.
— Talvez sim. Mas não é disso do que se trata. Ele pode até amá-la, mas ela te ama.
Dito isso, Peter se levanta e começa a descer as escadas.

Notas finais
Obrigada por ter lido. Espero que tenham gostado. Até o próximo, bjs ♥ ♥