Notas iniciais
E aqui estou eu, com mais um capítulo. Como vocês vão? Espero que estejam bem. Mas, acho que vocês querem ler, não é? Então bom capítulo e espero que não fiquem bravos caso vejam algum erro. Boa leitura!

Pelo menos minha cabeça não dói quando estou levantando da cama. A cama que eu havia dormido quando criança. Eu não me lembrava mais da sensação de dormir numa cama de solteiro, sem ninguém ao meu lado me chutando ou me abraçando. E, confesso que sinto falta do corpo de Emma contra o meu quando dormimos.

Vou caminhando descalço pela casa até chegar na sala. Pego minha calça preta e a visto. Após, caminho para o banheiro principal e entro. Abro a torneira mas não cai nenhum a água.

— Mas que droga. — resmungo e saio do banheiro.

Entro no quarto de Liam e o sacudo.

— O que foi? — pergunta ele com voz de sono.

— Más notícias. Não temos água. — conto.

— Está tudo certo. Vamos á um hotel ou sei lá. — diz ele colocando o travesseiro no rosto.

— Vamos direto para Storybrooke. — suponho.

— Talvez devemos ir depois, Killian. Temos que comer primeiro.

— Ou não. Levanta agora. Vamos voltar para Storybrooke. — o sacudo.

— Ah, agora não... — protesta meu irmão.

— Liam, precisamos voltar.

— Quanta pressa...

— Vou me vestir e vou voltar para te chamar outra vez.

— Hum...

Reviro os olhos e saio do quarto dele. Visto minha camisa e calço o meu sapato.

— Liam!! — grito.

— Já vou, seu chato. — reclama ele do quarto.

Pego as cartas, o documento da transferência e as chaves do carro.

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Estaciono o carro na frente do Granny's e depois olho para Liam.

— E agora? Não descobrimos muita coisa. — diz ele.

— Descobrimos uma ligação de Gold e nosso pai. É um começo. Ele com certeza deve estar por trás desse morte misteriosa.

— Afinal, quem é Gold?

Ás vezes esqueço que Liam não está por dentro de tudo.

— É um cara repugnante que morreu há uns anos atrás. No entanto, as porcarias feitas por ele prevalecem até hoje.

— E o que acha que devemos fazer?

— Não sei. Até eu pensar em algo, se comporte. — me levanto e saio do carro.

— O quê? — Liam faz o mesmo. — Não me deixe de fora. Não me afaste de você.

— Não estou te afastando. — fecho a porta do carro.

Meu irmão fecha a porta dele também e contorna o carro na minha direção.

— Está sim. Não percebe que ontem foi especial? Finalmente conseguimos nos entender e lembrar de como tudo era antes.

— Liam, isso não significa que te odeio. Eu só quis dizer que podemos conversar depois. Não somos mais grudados como antes.

— Será que terei que fazer um drama para chamar sua atenção?

— Liam, você parece estar carente. Posso lhe apresentar algumas mulheres de Storybrooke.

Eu si que ele gostou da ideia, mas quis deixar claro que não:

— Não preciso de mulheres. Eu preciso do meu irmão, droga!

E neste exato momento, percebo que todos pararam de fazer o que estavam fazendo para nos observar.

— Liam, para com isso. Podemos conversar como pessoas normais?

— Estamos conversando.

— Não, não estamos.

— Sabe o que eu ia fazer? Eu ia comprar uma casa e me mudar para aqui. Por sua causa. Agora eu percebi porque certas pessoas são frias, porque as outras a machucam. Por que me deixa sempre no banco de reserva, Killian?

— Sabe o porquê? Porque você deixou-me no seu há muito tempo atrás, não foi?

— Mas você me perdoou.

— Eu sei. Mas não dá para a pagar o passado.

Dito isso, entro no Granny's.

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— Que carinha é essa, Killy? — pergunta-me Ruby quando me aproximo do balcão.

— Ruby, eu vou querer três tiras de bacon bem tostado com dois ovos mexidos, duas panquecas, um waffle e um café com leite, por favor.

— Só se me disser o que acontecer. — ela cruza os braços.

— Ruby, é sério... Eu estou morrendo de fome.

— E eu de curiosidade.

— Briguei com Liam, foi isso.

— Estou vendo. — diz ela olhando para ele, que acabara de entrar. — Por que vai tomar café de tarde?

— Não tomei café de manhã.

Liam senta ao meu lado.

— Vou querer o mesmo. — diz ele. — Seja lá o que for.

Ruby revira os olhos e se afasta do balcão.

— Desculpa. — pede Liam. — Fui um tolo.

— Você já é um. — respondo.

— Obrigado por deixar isso claro.

— De nada.

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Assim que saio do Granny's, mando uma mensagem para Emma anunciando minha chegada. Mas deixo claro que não poderei vê-la agora, só mais tarde.

Ligo para Regina. E, depois de três bipes, ela atende.

— Alô? Killian? — pergunta ela.

— Olá, Rainha Má, como vai? — eu pergunto caminhando para a prefeitura.

— Pare de me chamar disso.

— Oh, desculpe-me Rainha Má...

— Já chegou em Storybrooke?

— Sim. Estou à caminho da prefeitura, onde você está?

— Na prefeitura. Apresse-se, não me deixe esperando.

— Sim, Vossa Majestade. Tudo pela minha soberana.

Ela desliga o telefone. Rio sozinho por isso e adianto os passos. Foi realmente uma má ideia ir caminhando para a prefeitura.

Não demora muito para eu chegar na prefeitura. Ignoro Rose e sigo para o gabinete de Regina. Regina manda Rose sair e olha para mim.

— Oi, Killian. — ela me cumprimenta.

— Olá, Vossa Graça. — respondo sorrindo.

— Já passou sem casa?

— Não. Vim direto do Granny's para cá. Estava comendo para depois vir.

— Tudo bem. Preciso falar com você.

— Li a sua mensagem ontem. E, então? Do quê se trata? Diga logo, pois minha agenda está cheia.

— É sobre Graham. Ele não está mais como antes.

— Como assim?

— Ele não gosta mais de mim. Não... Desse jeito.

— Aposto que sim.

— Ou não.

— Como assim? Seja clara.

— Ele terminou tudo comigo. Disse que não era para guardar mágoas e que seria sem ressentimentos.

— Vou conversar com ele. — me viro para a saída.

— Não.

Olho para Regina.

— Não quer que tudo acabe bem?

— Sim. Mas, temos que seguir nosso caminho.

Sento na cadeira de prefeita dela e a olho.

— Não estou entendendo.

Regina desaba no sofá e olha para mim.

— Há uns anos atrás, ficávamos juntos, mas sem compromisso. Não era nada sério. Ele gostava de mim, e eu dele, era assim que nosso relacionamento ia. Mas, eu via a dor de Emma e eu não podia fazer nada. Então pedi para Graham ajudá-la à se recuperar da crise pós Neal que ainda a assolava. Eu disse que não podíamos mais ficar juntos, ele aceitou. Mas, uma semana antes da sua chegada, ele falou que não sentia nada por Emma, que gostava dela como uma amiga, e que não poderia mais fazer aquilo com ela. Disse que sentia falta de mim e que nós deveríamos retomar o que pausamos. Ele ia terminar com Emma na outra semana, porque ela já havia se recuperado. Mas aquilo só serviu para machucá-la mais, você sabe. E, de um tempo para cá, ele começou á se afastar de mim. Não sei se ele se enjoou, mas eu estou um pouco aliviada. Nossa relação nunca iria para frente. Para quê perder tempo com algo que não têm futuro? Mas, algo em mim está faltando.

— Regina, sabe o que você precisa? De outra pessoa.

— Não, eu não preciso.

— Mas, que droga! Por que ninguém assume que precisa de alguém para lhe fazer companhia? Regina, é disso que você precisa. Graham e você nunca foi sério. Mas, você precisa de algo sério. Você precisa de amor e família.

— Opa, opa, opa. Família já é outra coisa.

— Eu quis dizer Henry e nós.

— Eu realmente preciso dele. Ele pode me fazer companhia essa semana?

— Por mim tudo bem, mas depende de Emma. E não mude de assunto, mocinha.

— Espere, você falou 'nós'?

— Sim. Eu, Emma e as crianças. Por mais que seja difícil admitir, você faz parte da família, Regina. Você é a segunda mãe de Henry e praticamente uma irmã para Emma. Além do mais, você também brinca com as crianças e é como uma tia para eles. O que quero falar é que você também importa para nós, e somos sua família. E eu também não sabia que teria uma pessoa tão má na minha família. Mas, você já é, e não tem como mudar.

— Oh, não sabia que você tinha um coração, querido...

— Nem eu sabia que você tinha, Vossa Excelência.

— Então ambos descobrimos coisas aqui: temos corações. Isso não é incrível?

— Super.

—Regina se levanta e respira fundo.

— Te chamei aqui para dizer que... Eu nem sei porque te chamei aqui.

— Está tudo bem. O que Emma falou?

— Que preciso relaxar.

— Você precisa relaxar, ficar com Henry e arranjar alguém. É só isso.

— Obrigada. — ela sorri. — E saia do meu trono.

Rio e me levanto.

De tanto que a gente se metralhou desde que nos conhecemos, aprendi á gostar dela. Gostar de verdade.

— Sim, Vossa Senhoria.

— Ah, deixe de palhaçada, Killian. Você precisa ir, não é?

— Sim. Tenho que falar com Aurora.

— Com Aurora?

— Sim. Não vai me ameaçar de novo, não é?

— Ah, aquilo? Emma pediu para ter certeza que você estava falando a verdade. Então eu quis falar do meu jeito.

— Você é uma pessoa muito má!

— Ah, eu sei.

— Vou me vingar de você. — falo indo para a saída.

— Também te amo. — ela diz antes de me ver sair.

Sorrio e continuo andando.

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Aurora está sentada bebendo café em uma das mesas externas do Granny's. Sento-me na frente dela e sorrio.

— Como vai, moça? — a cumprimento.

— Oi, Killian. — ela sorri.

— O que aconteceu? Li sua mensagem ontem.

— Você leu? Ah, meu Deus, não era para você ter lido!

— Não, está tudo bem. O que houve?

— Não, nada.

— Pareceu algo sério na mensagem, Aurora. Me diz.

— Não é nada de mais.

— Vai me dizer ou vou ficar a tarde toda olhando para você.

— Não faça isso, é tortura...

— Como assim?

— É... Uma... uma tortura para você. — ela me olha com nervosismo.

— Ei, somos amigos, certo? — ela balança a cabeça positivamente.

Aurora parece estar preste á chorar.

— Ai, Killian, este é o problema.

— Mas co...

— Não, não fale. — ela me interrompe. — Não deixe meu momento de coragem ir embora. O problema é... — ela se encosta na cadeira e respira fundo. — Eu te amo.

— Me ama?

— Sim. E sei que você é casado e tem uma família. Mas não dá pra esconder isso. E eu só quero dizer isso para você. Na verdade, é como um desabafo. Desde aqueles poucos meses que cuidei de você no hospital, eu gostei de você. Até cheguei á pensar que teríamos chances. — ela ri tristemente. — Mas depois de se lembrar, vi que havia me iludido. E é isso. Me apaixonei por você, por essa nossa amizade. Decidi falar para não morrer por dentro.

— Aurora, eu nem sei o que dizer.

— Apenas não fale nada. Se levante e volte para sua família e para seu trabalho. Esqueça o que te falei e vamos continuar sendo amigos.

— E você? Como vai ficar?

— Vou tentar encontrar alguém que possa me amar.

— Desculpa. — me levanto e beijo sua testa. — Sinto muito.

Saio dali e vou direto para meu carro que eu havia deixado ali antes de ir para a prefeitura. Vou dirigindo para casa.

Atravesso o jardim e abro aporta. Kyle e Emilie correm em minha direção assim que fecho a porta. Carrego os dois ao mesmo tempo tentando acompanhar as coisas que falam rapidamente.

— Calma, calma. — peço. — O que foi?

— Sentimos sua falta. — diz Kyle.

— Eu também. — respondo. — Onde está a mãe de vocês?

— Ela está preparando meu banho. — responde Emilie.

— Fiquem aqui. Vou atrás dela.

— Sim, papai. — responde Kyle.

Os deixo no sofá e subo as escadas. Entro no banheiro e a vejo testando a temperatura da água da banheira.

— Não vai falar comigo? — pergunto.

Ela se vira para mim e sorri.

— Nunca mais saia de perto de mim. — ela me abraça.

— Não vou. Prometo. — sorrio enquanto retribuo o abraço.

— O que vocês encontraram? — ela pergunta se afastando. — Algo importante?

— Sabia que meu querido papai transferiu duzentos mil dólares para a conta bancária de Gold? — tiro o papel do bolso e entrego para Emma.

— Sério? — ela lê. — Bem, aquele filho da mãe sempre está envolvido em algo. Posso te ajudar nisso. Vamos descobrir o que aconteceu, prometo.

— Eu sei que vamos. E, tenho que te mostrar algo sobre minha família. Sobre minha mãe, para ser mais específico.

— O quê? Você descobriu quem é sua mãe?

— Eu sei o nome dela, pelo menos. — tiro as cartas do bolso e as entrego também.

Emma leva alguns minutos lendo e pensando em algo. Depois se retira do banheiro e vai para o quarto. Sigo-a e observo sua expressão enquanto relê a carta, sentada na cama.

— O que foi? — pergunto.

— Essa letra... Essa assinatura... — ela não desvia o olhar da carta.

— O quê? Você conhece?

— Eu e Regina ficávamos a tarde inteira tentando falsificar essa assinatura para as suspensões que ela tomava na escola.

— O que quer dizer com isso?

— Cora. Ela é a mãe de Regina. Então quer dizer que...

— ...somo irmãos. — completo para ela.

Emma finalmente olha para mim e me abraça. Sentindo meu cheiro, ela diz:

— Você sabe quem é sua mãe.

— É, eu sei quem é minha mãe.

Sorrio e acaricio seu cabelo.

Saber que sou irmão de Regina até que me faz ficar... Feliz.

É, eu não estou bem mesmo. Acho que preciso daqueles calmantes fortes. Vai ser a minha salvação.

Notas finais
Por favor, digam que gostaram. Eu realmente preciso saber. E, bem, até o próximo capítulo, amiguinhos. Bjs no core ♥ ♥