Only Yours Is My Love
4 De novo não...
Notas iniciais
Detesto esses livros repetidos de Kyle e Emilie. Todos contam as mesmas histórias e nunca mudam. Prefiro eu mesmo contar minhas histórias para meus filhos. E é isso que estou fazendo: Contando uma história nova para eles.
Os dois dormem no mesmo quarto, embora Emilie tenha um quarto especialmente para ela. Um adora a companhia do outro, por isso ela nunca fica em seu quarto. Tivemos que colocar as coisas e a cama de Emile para o quarto de Kyle.
Termino de contar a história de piratas e princesas para eles. Emilie já dormiu, já Kyle ainda está acordado. Emma dá um beijo na testa de Emilie e outro na cabeça de Kyle. Amo vê-la demonstrando seu amor e carinho para os filhos.
— Papai, por que não teve luta de piratas nesta história? — Kyle pergunta.
— Porque nem tudo acontece como queremos, Kyle. Leve isso para a vida. — Respondo.
— Onde é a vida? — Dou uma pequena risada.
— Bem, você um dia vai saber. Boa noite. — O cubro com o edredom e me afasto da sua cama em forma de navio pirata.
Logo Kyle relaxa e cai no sono. Vou caminhando e saio do quarto deles com Emma. Desligo o abajur e fecho a porta.
— Como você acha que Regina reagiu sobre o que aconteceu? — Emma pergunta, cruzando os braços. Ela parece estar preocupada, mas estou aqui para confortá-la.
— Não tenho a mínima ideia. — Eu respondo.
— Tudo isso é tão... Estranho. — Ela suspira.
— Sabe o que é estranho? Você comer tanta porcaria e não engordar. — Emma ri.
— Como consegue me fazer rir quando estou preocupada?
— Não sei Talvez deve ser porque te amo, só um palpite.
— Também sinto o mesmo, e em dobro.
— Eu, o triplo.
— Não vou continuar com isso.
— Eu já sabia.
— Eu vou pegar as roupas sujas do quarto de Henry e colocar para lavar, mas eu vou para o quarto em seguida.
— Tudo bem. Qualquer coisa, estou no banho.
— Não vou precisar de sua ajuda.
— Essa doeu.
— Não era para doer.
— Estou melhor.- Sorrio
— Eu mereço... — Ela revira os olhos e vai até o quarto de Henry. Vou para o banheiro enquanto isso.
Não sei o porquê, mas a hora do banho é o horário em que sempre paro para pensar em tudo. Ema como Kyle e Emilie são especiais para mim, em como Emma é uma esposa maravilhosa e em como como Henry tornou-se um filho para mim.
Eu sei que estou debaixo do chuveiro agora, mas minha mente está navegando numa linha do tempo imaginária sobre o que vem acontecendo de bom. Claro que o trabalho não é nada fácil, ser xerife é um pouco cansativo, a cidade nunca fica inquieta. Porém, estar com minha família me faz esquecer o quanto estou estressado pelo longo dia.
Depois de tomar banho, desligo o chuveiro e me enxugo. Visto uma camisa com manga longa e uma calça confortável. Saio do banheiro e entro no quarto enxugando meu cabelo.
Emma está sentada na cama, com o notebook no colo.
— O que está vendo? — Pergunto deixando a toalha em qualquer lugar (sem terminar de secar o cabelo) e sentando na frente dela.
— As câmeras da cidade. — Ela me responde, mordendo os lábios.
— E...?
— Parece que Henry já foi dormir, as luzes estavam apagadas. Agora estou tentando ver o que Will está fazendo tentando escalar o portão da casa de Belle.
— Não é óbvio? Ele quer fazer uma surpresa no quarto dela.
— Que tipo de surpresa?
— Oh, que ingênua!
— Ah, sim, claro. — Ela ri. — Mas não custa nada checar se é mesmo isso.
— Deixa isso para lá um pouco. — Abaixo a tela do notebook, impossibilitando ela ver o que Will está fazendo. Me aproximo devagar dela e tiro o notebook de seu colo.
— Tudo bem. — Ela me beija, mas para. — Mas só um pouco.
— Esse pouco pode ser a noite toda?
Emma ri.
— Pode ser o quanto tempo quisermos.
— Tipo uma eternidade?
— O quanto quisermos. — Ela repete.
— E quanto você quer?
— Nossa vida toda.
— Também. — Tiro o notebook da cama e coloco no criado-mudo. — Will não vai fazer nada de mais.
— Tomara que não.
— Ei, não se preocupe. Nada vai acontecer. — Sento e a abraço pela cintura.
— Como consegue ser sexy sendo fofo ao mesmo tempo?
— Não sei, mamãe e papai me fizeram assim.
— Então me beije antes que eu pense alto de novo.
Então eu faço o que ela pede: A beijo. De maneira intensa e instigante. Emma apenas responde na mesma intensidade. E, em poucos segundos, já estávamos tirando nossas vestes, tomados pelo momento e adrenalina. Nunca tinha conhecido alguém tão viciante quanto ela. É como se eu precisasse mais e mais de momentos como esse. Beijo cada parte do corpo dela com carinho, tentando esquecer que amanhã será outro dia.
Passamos a noite trocando carícias, beijos e sensações. Tocar Emma desse jeito, me faz amá-la mais e mais. Isso é uma das provas do meu amor por ela, e para ela também. É como se ela faz parte de mim, tipo um órgão do qual não consigo viver sem. E se ela fosse um órgão meu, com certeza seria meu coração. Aliás, é meu amor por ela que me mantenho vivo.
* * *
Emma ainda está dormindo, com a cabeça em meu peito e a perna direita em cima das minhas — como ela sempre fica. Ela se mexe um pouco e se encolhe em meus braços. Acaricio seu cabelo e dou um bejo no topo de sua cabeça.
Ouço pequenas e fracas batidas na porta. Em seguida, ouço:
— Papai, que quero ir no banheiro. — É a voz de Kyle.
Parei de colocar frauda nele há três meses para ir se acostumando á usar a privada. Mas toda vez que ele quer ir no banheiro, pede minha ajuda.
Levanto da cama tentando não mexer muito Emma, para não acordá-la. Vou caminhando até a porta e abro-a.
— Papai, está saindo... — Ele faz uma expressão agoniada.
— Tudo bem. Vamos logo. — O carrego e vou correndo para o banheiro.
O resto nem preciso contar, tive que ensinar pela milésima vez como urinar sem sujar o banheiro todo.- coisa que Emma odeia e fica a estressadinha fase 4.
Depois de ficar cinco minutos ensinando coisas masculinas para Kyle, vamos para a sala. Emilie já está sentada no sofá. Parece que ficou nos esperamos.
— Onde está a mamãe? — Emile pergunta.
— Ela está dormindo ainda, estava muito cansada ontem. — Respondo.
— Então quer dizer que papai vai fazer o café? — Kyle pergunta.
— Sim, filho. — Respondo carregando ele. — Mas, primeiro, o banho.
— Ah, não... — Reclama Kyle.
— Ah, sim... — Digo e vou indo para o banheiro enquanto carrego Kyle. — Emilie, você é a próxima.
Ela fala algo, mas não consigo entender o que é porque já estou no banheiro.
* * *
Brincar com Kyle é tão divertido. Estamos no jardim "lutando" com nossas espadas de plásticos. Já Emilie está brincando de chá com as bonecas, sentada na escadinha da entrada.
Já tomamos café e estamos esperando Emma acordar. Em falar em acordar, Emma está demorando um pouco, não?
— Mamãe está demorando para o chá. — Emilie comenta.
— Mulheres são assim. Sempre demoram. — Kyle reponde enquanto me ataca com a espada.
— Onde aprendeu isso? — Pergunto fazendo um sinal para pararmos. Vou caminhando e me sento ao lado de Emilie, descansando.
— Ah, sei lá. Emilie demora para se vestir quando vamos sair. Mamãe demora para fazer tudo. Então a minha conclusão é essa. — Kyle diz e dá de ombros.
— Só fui perceber isso bem depois. — Falo e bagunço o cabelo de Kyle, que se aproxima de nós.
— Como estão os meus amores? — Emma pergunta saindo de casa com um sorriso no rosto.
— Estamos aqui, mamãe. Emilie se levanta e a abraça.
— Você demorou. — Kyle fala e a abraça também.
— Desculpa, filhos. Eu dormi demais. — Emma se desculpa.
Passos vem e nossa direção, me viro para ver quem é e vejo Henry. Ele está com roupas diferentes das do dia anterior.
— Deixa eu adivinhar: minha mãe só acordou agora? — Henry pergunta.
— Acertou. — Falo
— Como sabia? — Emma pergunta.
— Tenho meus truques. — Henry sorri e entra. — Killian, preciso falar com você. — Ele grita lá de dentro.
Dou um beijo carinhoso na bochecha de Emma e entro em casa. Henry já está na cozinha, pegando a garrafa de suco na geladeira.
— O que foi? — Eu pergunto tentando parecer normal. Acho que Henry já sabe o que é e quando fazemos.
— Então... Preciso que você faça lasanha amanhã no almoço. Por favor. — Ele pede.
— Por quê?
— Porque Violet virá para cá. Convidei ela para um almoço aqui em casa. Foi meio sem querer, eu nem tinha planejado.
— É tipo... Um encontro?
— Não considero um encontro. Mas vamos almoçar e depois vamos assistir algum filme juntos no cinema. Então, alguma dica?
— Deixe-a escolher o filme.
— Oh, eu já tinha pensado em um.
— Qual?
— Quando as luzes se apagam.
Fico alguns segundos em silêncio com as sobrancelhas arqueadas — o que eu adoro fazer.
— Deixe-a escolher o filme. — Repito.
— Por quê? Acha que ela não vai gostar?
— Apenas deixe Violet escolher o filme. Vai por mim.
— Tudo bem, então. — Ele suspira. — Então... Vai me ajudar?
— Vou, sim, garoto. Você sabe que sim. — Sorrio e bato no seu ombro amigavelmente e ele sorri.
Daí Kyle, Emilie e Emma entram em casa rindo e brincando. Emma carrega Kyle e sorri enquanto Emilie conta o desastre que foi as panquecas queimadas no café da manhã. Henry vai caminhando até o sofá e se senta.
— Killian, você deu panquecas queimadas para nossos filhos? — Emma me pergunta.
— Olha, é melhor do que dar pizza. — Respondo de forma inocente.
— Saudades da pizza da vovó... — Henry comenta.
— Você comia pizza no café da manhã? — Emilie pergunta para Henry.
— Sim, era muito bom. Até uma certa pessoa acabar com tudo. — Henry carrega Emilie e a coloca sentada em seu colo.
— Quem foi essa pessoa? — Emilie pergunta. Consigo ver Emma revirar os olhos e suspirar.
— Foi mamãe. — Henry responde dando um pequeno sorriso para Emilie.
— Mamãe, você cometeu m crime! — Kyle exclama.
— Agora todos estão contra mim? — Emma pergunta cruzando os braços.
— Calma, amor. Só estão brincando. — Vou até ela e a abraço por trás, pela cintura. Ela ama quando faço isso.
— Eu sei. — Ela responde.
— Quem quer ficar o dia todo na piscina? — Pergunto.
— Eu! — Henry e Emilie respondem em uníssono, enquanto Kyle fica repetindo "eu" enquanto corre loucamente pela sala. Emma apenas ri do Kyle e acaricia meu braço ao redor de seu corpo.
* * *
Emma não quer. Não quer tirar a blusa branca e deixar á mostra a parte de cima do biquíni. Ela apenas está com a parte de baixo do biquíni e uma blusinha branca em cima. O que eu acho um erro, já que adoro ver Emma de biquíni.
Estou ficando meio hipnotizado em ver Emma ajudando Emilie e Kyle na piscina. Henry está lendo um livro na beira da piscina enquanto balança o pé na água.
Eu até acho uma boa termos piscina em casa, para momentos como esse. E espero muito que nenhum problema do trabalho atrapalhe esse dia.
— Killian, você vai ficar me olhando ou vai entrar na água? — Emma pergunta.
— Qualquer um dos dois está bom... — Respondo. Emma sorri e tira Kyle da água.
— Você pode pode por favor ir lá dentro pegar uma toalha? — Ela pergunta.
— Tudo bem, porém... — Me levanto e vou caminhando até ela. — ...Eu quero um beijo em troca.
— Hm... Vou pensar em seu caso. — Emma responde.
— Espertinha. — Resmungo e vou para dentro pegar a toalha.
Entro na sala e vou na direção da escada para subir. Até que meu celular toca e eu atendo.
— Alô?
— Killian, você está ocupado agora? — David me pergunta do outro lado da linha.
— Bem, eu... — Me viro para a janela, olhando Emma e as crianças fazendo um guerra de água na piscina.
— Que bom, por que eu preciso de você aqui na delegacia. — David me interrompe antes de eu terminar a frase. — Não consigo encontrar Graham em nenhum lugar. Mas Emma não precisa vir, apenas você.
— Tá, eu estou indo. — David desliga o celular.
Sigo o caminho de antes: Subir as escadas. Me visto rapidamente com a roupa de xerife e desço as escadas. Em seguida, vou até a piscina.
— Ah, não, Killian. Vamos ter que ir agora? — Emma pergunta.
— Não, somente eu. Fique e cuide das crianças e de Henry.
— Não preciso de babá. — Henry comenta.
— Eu volto logo. — Beijo Emma calmamente e depois me levanto. — Tchau, filhos. — Me afasto devagar.
— Você esqueceu de mim. — Henry avisa.
— Esqueci não, você também é meu filho. — Eu respondo e sorrio. Henry sorri de volta e acena para mim.
* * *
— Então, David. Eu meio que estava ocupado e... — Estou dizendo enquanto entro na delegacia.
— Veja isso. — Ele aponta para a televisão das câmeras. Me aproximo para enxergar melhor. — Reconhece esse homem?
Tem um cara usando algum objeto pequeno para abrir o cadeado do portão da mansão de Gold. Ele está de costas para câmera não dá para reconhecer.
— David você ficou... — Estou prestes á chamar meu sogro de louco quando o homem se vira para trás.
Engulo á seco. Parece que o impossível aconteceu. Como isso é possível? Como ele está aqui? Eu não quero que tudo aconteça de novo. De novo não. Esse cara de novo não... — Ah, meu Deus. O que vamos fazer?
— O que os xerifes fazem: Prender criminosos. — David responde com determinação.
Só espero ter essa determinação quando nós formos prender Neal. Agora, sim, conseguiremos acabar com tudo isso. Aliás, que diabos ele está fazendo em Storybrooke?
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