Only Yours Is My Love

34 A Cena Mais Fofa Que Já Vi


Notas iniciais
Eu não morri.


Regina me olha estranho quando peço para conversar em particular com ela. Vamos para um corredor um pouco afastado, então ela cruza os braços e pergunta:

— O que se passa, Jones?

— Por que não me disse que Emma estava acordada?

— Ela pediu para eu não contar. — dá de ombros.

— E daí? Não precisava ter feito o que ela pediu. Sabe muito bem que ela é teimosa! — tento falar baixo.

— Não acredito que fez aquela apresentação toda, na sala de espera, só para brigar comigo...

— Não estou brigando. Entenda... Eu tinha o direito de saber.

— E eu tenho o direito de descansar um pouco, não acha? Por que não vamos para casa e dormimos? Amanhã é um novo dia, Killian...

— Por que você simplesmente não é sincera comigo?

— Eu não tenho obrigação de ser! — me responde ela, com indiferença.

'Tá, ela não precisa dizer mais nada. Já entendi o seu recado. Ela não se importa comigo e acho que eu me importo (quero acreditar nisso) miseravelmente com ela.

Me viro bruscamente e me afasto dali, voltando para a sala de espera.

— Vamos para casa, crianças. — seguro ambas as mãos pequeninas.

— Killian! Ainda está no horário de visitas? — Graham se aproxima de nós.

— Sei não. Mas acho que pode vê-la. — respondo.

Ele assente e fala com a moça da recepção, que por sua vez, responde para ele com um gesto. Graham segue para o corredor onde está o quarto de Emma.

— Quer carona, Killian? — oferece David.

— Eu trouxe o carro dele. — conta Phillip.

— Henry. — chamo a sua atenção. Ele ergue o olhar para mim. — Vai vir conosco ou vai ficar com a Malvada?

— Obrigado, Killian. Vou ficar com Regina hoje. — me responde.

— Tudo bem. Tchau pessoal. — adianto os passos para fora do hospital e caminho até o meu carro.

Quando todos já estão ajeitados (Kyle, Emilie, Merlin, Phillip e Lancelot), o garoto vem correndo colocando a revistinha na mochila e gritando:

— Espera por mim, Killian! — Henry entra no carro, se apertando entre Merlin e Phillip.

— Lembrou que Killian é liberal? — Merlin pergunta para ele, com uma certa ironia no tom.

Henry não responde nada, apenas ri; uma forma de dizer que Merlin tem razão. Tudo bem, eu sou mais liberal e até (demais) brinco com eles e todos damos um pouco de trabalho para Emma; mas eu também sei ser rigoroso (sei?).


* * *


Doze ligações perdidas de Regina.

Ela deve estar se sentindo culpada ou Emma a obrigou a tal (com certeza é a segunda opção). Eu não vou atender. Ela vai se acabar de ligar e não vou atender. Não creio que tenha me dito aquelas coisas e também não estou nem aí para isso. Como ela falou: ela não me deve sinceridade e nem eu para ela.

Então eu também não devo atender as suas ligações e nem me importar com isso. Sendo a minha irmã ou não, não somos obrigados à nos dar bem, certo? Até porquê, não crescemos juntos e nem sabíamos da existência um do outro como "irmãos". Então não acho que eu tenho que me importar sobre o que ela acha de mim ou não. Não vou ficar interagindo com ela para depois a mesma pisar em mim e me cuspir.

Killian Jones é melhor do quê isso.

— Não vai atender? — pergunta-me Phillip, ao ouvir o meu celular tocar.

Balanço a cabeça negativamente e silencio o toque.

— O que houve entre você e Regina? — Merlin quer saber.

— Nada — é a minha resposta.

— Ainda está do lado dela? — pergunta ele, outra vez.

— Claro que sim. Qualquer pessoa é melhor que Neal. — dou de ombros. — O que fazem?

— Estou assistindo uma série. — Merlin vira o notebook dele na minha direção.

— Estou tentando dormir. — Resmunga Lancelot, que está deitado no sofá com os olhos fechados.

— Deveríamos estar fazendo algo. Tipo indo atrás de Neal, não? — pergunta Phillip.

— Esperemos uma semana até ocorrer a eleição. Assim que ele perder, poderemos prendê-lo e poderão voltar para Nova York. Aliás, vocês não têm família?

— Tudo o que temos é nós mesmos. Menos eu, que tenho uma irmã e Merlin, a avó dele. — Phillip responde.

— E você, Lancelot? Não tem ninguém? — me viro para ele.

— Há muito tempo tive, mas eu a perdi. Deixei-a ir. — o mesmo me responde.

Tenho vontade de perguntar mais sobre isso, mas não acho que ele queira me contar. Phillip balança a cabeça negativamente quando me vê abrir a boca, mas eu me calo, fechando-a no mesmo instante. Não se deve fazer perguntas muito pessoais para Lancelot: anotado.

— Paiiiiii!! — uma Emilie chorosa desce as escadas correndo.

— O que foi, Flor-de-lótus? — pergunto, me virando para ela e esticando os braços para poder abraçá-la.

— Olha o que Kyle fez com a minha Rainha Má! — me estende a boneca com o rosto riscado. — Ele a arruinou!! — chora em meus braços.

— Kyle Swan Jones! Desça aqui! Agora! — grito, abraçando e acalentando Emilie.

— Eu quis fazer uma maquiagem nela! — ele se defende, descendo as escadas.

— Você a arruinou, seu monstro! — Emilie grita para ele.

— Tudo bem. Façam as pazes. — falo.

— Não! Eu não vou fazer as pazes com ele! — Emilie se recusa.

— Vão fazer sim. Vamos, venha cá, Kyle. — estico a minha mão para ele segurá-la.

— Não. Não foi culpa minha... — ele cruza os braços.

— Kyle... — diz Merlin, deixando o notebook ao lado e se levantando. — Por que você não pede desculpas? Sabe que sua irmã ama essa boneca. Você errou e deve pedir desculpas.

— Se você fizer qualquer coisa que machuque alguém, Kyle, você deve pedir desculpas. É um modo de dizer que está arrependido por tê-la machucado. — explico.

— Mas eu não machuquei Emilie! — Kyle fala.

— Você a machucou internamente, Kyle. Ela está triste porque você ter riscado a boneca dela. Isso também é dor, embora não deixe um dodói no corpo. — conto eu.

Kyle fica alguns segundos pensando, até que se aproxima da irmã e a puxa delicadamente para um abraço.

— Desculpa, irmãzinha. Eu não pensei que estaria te machucando, mas acabei fazendo isso e só em te ver machucada eu também me machuco, sabia? Eu te amo muito e eu queria que você me perdoasse por ter feito isso com a Rainha Má. Eu posso fazer outra mais bonita que essa, se você quiser. Apenas me perdoe, por favor...

Como está o meu coração? Eu nem sei. Mas confesso que um enorme sorriso se formou em meus lábios.

— Me perdoa? — ele torna a perguntar, segura o seu rosto com as mãos e beija a sua testa. — Desculpa. — a abraça outra vez.

— Tudo bem, Kyle. Eu te perdôo. — fala Emilie.

Ergo o meu olhar para Merlin, que está, evidentemente, gravando a cena pelo seu celular. Eu balanço a cabeça e solto um risinho.

— Bom... Que bom... — Phillip bate palmas e Lancelot (aliás, como ele foi parar ao meu lado mesmo?) o acompanha.

— Acho que vou vomitar arco-íris... — fala Merlin, animado.

— Me sinto melhor ao ouvir as suas desculpas. — comenta Emilie, se desvinculando dos braços de Kyle.

— Emma vai adorar ver isso! — Merlin termina a gravação e a assiste.

— Estou feliz em saber que fizeram as pazes, filhos. — carreguei ambos de uma vez. — Amo muito vocês e quero vê-los em harmonia. — beijo a face de cada um. — Ah, Merlin, Lancelot e Phillip... Vocês aceitam uma guerra de Nerf com a gente?

— Esqueceu que somos policiais? — Phillip abre um sorriso sapeca.

Deixo Kyle e Emilie no chão e ambos correm para pegar as armas. Em alguns minutos, aqui estamos nós atirando balas falsas uns nos outros e rindo por conta dos dramas de Kyle. Até Henry, que estava trancado no quarto, desceu para brincar conosco. Mas acabou por Emilie ganhar outra vez.

Aliás, qual o truque dela? Como conseguiu ganhar de três policiais de Nova York?

— Deve ser porque eu sou fabulosa... — me responde quando pergunto.

Quem foi que ela puxou? Deve ter sido a Swan...

Notas finais
Estou viva. Atrasei porque estou super ocupada com a escola. Mas é isso. Bjs ♥ ♥