Only Yours Is My Love

16 É Preciso Ter Esperança


Notas iniciais
Hello, pessoas! Tudo bem com vcs? Estou de volta com mais um capítulo. Espero que gostem e perdoem os erros.

— Henry, se estiver me escutando, dê uma ajeitada no cabelo. — diz David para Henry, pelo o celular.

Dentro do bolso da camiseta xadrez de Henry, têm um gravador e em seu ouvido tem um pequeno dispositivo de escuta para nos comunicarmos.

Ontem, quando o garoto teve essa ideia, Emma discordou de primeira. Mas, depois de uma longa discussão, ela aceitou.

E assim Henry faz: ajeita o cabelo e toca a campainha.

Estamos atrás de alguns arbustos e árvores observando tudo escondidos.

— Acha que Neal vai contar? — Emma me pergunta.

Estamos dividindo o mesmo arbusto. Ao nosso lado, está David e Violet atrás de uma árvore.

— Não sei. Onde está Graham? — respondo.

— Ele foi ao 'banheiro'. O que significa que foi em alguma árvore por aqui. — Emma me diz.

A porta da casa se abre e Henry se depara com um homem com quase o dobro de seu tamanho.

— O-olá. — gagueja Henry.

— O que quer, menino? — o homem pergunta.

— Quero falar com.... Com meu pai. — responde Henry.

— Seu pai? Seu pai não está aqui, dê no pé.

— Suponho que conheça meu pai. Se não me deixar entrar, ele provavelmente não vai te perdoar.

— Quem é seu pai?

— Neal Cassidy.

O homem arqueia o cenho e deixa Henry entrar.

— Muito bem, Henry. — parabeniza David.

— Como posso saber que o patrão é mesmo seu pai? — ouvimos o homem perguntar.

Agora não podemos mais vê-los.

— Me leve até ele. — pede Henry.

— Se você não for filho dele, vai se ver comigo, menino.

— Acho que não terá necessidade.

E... Silêncio. Não ouvimos mais nada por alguns segundos. Depois, surpreendemos com a voz de Neal:

— Pode entrar!

Silêncio.

— Esse garoto insinua ser seu filho. — fala o homem.

— Eu não tenho filho. — responde Neal.

— Têm certeza? — pergunta Henry. — Não me reconhece?

— Por que eu faria isso? — Neal pergunta.

— Eu sou Henry. Aquele mesmo Henry. — diz ele.

— Eu estava começando a acreditar nisso mas descartei a possibilidade. Bom te ver, garoto. Vejo que cresceu. — parece que fala com um sorriso sarcástico, só pelo tom de voz. — Martin, deixe-nos a sós.

— Era para termos colocado uma mini câmera em Henry. — comento.

Emma olha para mim e balança a cabeça.

Um som de porta se fechando e um suspiro é o que ouvimos. David aumenta o som enquanto todos nós ficamos paralisados, esperando um início de conversa.

— Está com quantos anos? — Neal pergunta.

— O que está fazendo aqui?

Eles perguntam ao mesmo tempo.

Neal gargalha e diz:

— Está apressado...

— Não é do meu feitio, mas estou, sim.

— Bem, deixe-me saber sobre você.

— Como se fosse te importar.

— Oh, mas me importa muito. Quer um biscoito?

—Não, obrigado.

— Não vai responder a minha pergunta?

— Tenho dezesseis anos.

— Hm... Como está Emma?

— Bem.

— Que bom.

— Por que se importa com ela?

— Sempre me importei. Ainda gosto dela, sabia.

Emma revira os olhos.

— Não é o que pareceu anos atrás. Mas, vamos esquecer por alguns momentos.

— Você parece muito comigo quando eu tinha a sua idade.

— Sinto dizer, mas eu acho eu sou melhor.

— Verdade. Bem, a que devo a honra da sua visita?

— Por que você voltou?

— Minha querida Tamara me apunhalou pelas costas.

— O que ela fez?

— Receio não poder te contar.

— Tudo bem. Eu não espero nada de você mesmo...

— Espere, Henry. Eu ainda sou seu pai.

— Não parece. Como pode mentir para mim? O que aconteceu?

— Só se me prometer que irá gostar de mim.

— Está implorando amor com chantagem?

— Não é isso. Eu quero ser realmente seu pai.

— Pode dizer.

— Prometa.

— Eu juro.

— Ela pegou tudo o que eu tinha. E se mandou. Estou aqui para conquistar o que é meu de direito. Tudo que era de meu pai, será meu. E depois, seu, Henry. Meu pai era o dono da cidade. E eu irei ser dono da cidade também. Por que não se une á mim?

— Eu e você?

— Sim, sim. Iremos reinar esta cidade. A prefeita? Esquece a prefeita. Poderei tirá-la de lá. Consigo algum de nós para ser prefeito e iremos mandar completamente neste lugar.

— É só isso?

— Não. Com certeza é mais. Só que eu só posso lhe dizer isso.

— Eu quero tudo. Quero toda a verdade. Desde o início até agora.

— Não será possível, Henry.

— O que você fez sua vida inteira?

— Henry, eu já disse que não vou te dizer.

— Tudo bem, então. Vou cumprir minha promessa, te vejo depois de amanhã, na praia. Duas horas da tarde. E vê se não se atrase. E também não leve um soldadinho de seu exército. Só será eu e você.

Silêncio.

— Deu sorte, menino. — o homem de antes, Martin, diz.

Silêncio.

Quer dizer, alguém está se aproximando.

— Tem alguém vindo. — Emma avisa. Nos abaixamos para evitar que a pessoa nos veja e me surpreendo ao ver Peter na frente da porta.

— O que ele está fazendo aqui? — David pergunta.

— Vamos descobrir. — respondo.

Saio do arbusto e vou correndo até Peter. Ouço Emma dizer um "não". Mas, já é tarde demais. Já estou arrastando Peter até onde estávamos.

Jogo ele atrás do arbusto entro normalmente.

— Killian? — ele pergunta. — Emma? David? Violet?

— Oh, você é bom em adivinhação... — comento.

— O que estão fazendo aqui? — ele pergunta.

— Não é óbvio? — Emma pergunta.

— Peter, o que você tem a ver com Neal? — Violet pergunta.

— Ele é meu irmão. — Peter responde rindo e ajeitando a roupa. — Estou o ajudando.

— Ajudando? Você só traz problema. Por que não consegue ser normal? — David o pergunta.

— Eu vou vingar minha mãe! — grita ele.

— Shhh... Fala baixo. — peço. — Sua mãe morreu, seu pai a matou.

— Vocês são loucos. São completamente loucos. — ele insinua. — Não foi meu pai que matou minha mãe. Que pai faria isso?

— Gold. Gold fez isso. — Emma diz.

— Não. Seu pai fez isso. — fala Peter

Olho para David que está ao meu lado.

— Eu? Eu não matei ninguém. Por que eu mataria Zelena? — diz.

— Pra atingir meu pai, é claro. Você nunca gostou de Gold mesmo. — Peter responde.

— Isso é totalmente...

— Se contar que estivemos aqui, não vai acabar tudo bem para você. — interrompo o que David estava falando. Jogo o garoto para fora do arbusto e o observo cambaleando até cair.

— Por que o libertou? — Emma pergunta.

— Ele vai ser nosso informante. Vai nos ajudar. — respondo.

— Onde está Henry? — Violet pergunta.

— Enquanto conversávamos com Peter, ele estava falando com aquele homem da porta. — David responde.

— Você vai ter o que merece, Killian Jones. — resmunga Peter.

Nem entrar na casa ele entrou. Girou os calcanhares e deu no pé.

Henry sai da casa e passa direto por nós. Nem sequer nos olha ou faz algum gesto. Apenas sai caminhando.

— Vamos para a ação bruta da qual Henry falou? — pergunta Violet.

— Suponho que sim. — David responde.

***

— Ele quer ser o rei de Storybrooke? — pergunto.

— Ele quer dominar Storybrooke por completo. — conta Henry. — Sabe o que eu vi no quarto dele? Frascos de antidepressivos. Neal não está bem.

— Claro que não. Que ideia estúpida! — diz Emma enquanto amarra o cabelo. — Quem em sã consciência teria uma ideia ridícula como esta?

— Não é uma má ideia. — comento.

— Hã? É uma ideia louca, Killian. — argumenta David.

— Olha, ele está fora de si. Se lembra do que ele disse? Tamara o apunhalou pelas costas.

— O que isso quer dizer? — Emma pergunta. — Ela pegou tudo dele e foi embora? Do que ele estava se referindo?

— A única coisa que ele tinha quando saiu daqui: dinheiro. — respondo. — Ele pode ter tido uma espécie de crise por conta disso e quis virar um tipo de rei, sei lá. São apenas hipóteses.

— Não faz sentido. — comenta David. — Bem, enquanto vocês tentam descobrir algo ou até fazer teorias, vou ligar para Mary. Não se preocupe, irei perguntar sobre Kyle e Emilie.

Balanço a cabeça positivamente.

— Tentem resolver algo. Vou estar dentro do escritório. — falo.

Caminho até o escritório e entro. Me certifico de ter fechado a porta e me sento a cadeira. Ligo o computador e começo á procurar algo sobre a morte de Zelena.

Nem percebo que fiquei a tarde inteira juntando elementos deste "mistério", para Peter.

Quando ergo o olhar para fora do escritório, apenas vejo Emma focada em algo no computador com uma pequena fresta de luz da luminária, iluminando o que quer que estivesse fazendo.

Bato fraco no vidro do escritório para chamar a atenção de Emma. Ela olha para mim e eu faço um sinal para ela entrar. Emma se levanta e entra no escritório.

— O que foi? — ela pergunta.

— Te aborreci? — pergunto.

— É claro que não. — ela dá um sorriso fraco e se aproxima de mim.

— O que foi, então?

Ela fica uns segundos em silêncio, olhando para mim como se eu não tivesse perguntado nada. Depois suspira e se aproxima mais, até sentar em meu colo e pôr a mão em meus ombros. E, como sempre, ela desliza a mão até chegar em minha nuca. E ali, começa uma sequência de cafunés, impossíveis de não gostar.

— Eu só queria que Neal seja preso. — ela diz.

— Só isso?

— An-hã. — ela balança a cabeça positivamente e olha para a tela do computador. — Andou pesquisando sobre Zelena?

— Um favor para meu amigo Peter.

— Acha que ele vai se vingar mesmo de meu pai?

— Não vamos permitir. — acaricio seu rosto. — Vamos dar um jeito nisso tudo, eu prometo.

— Não precisa prometer.

— É claro que sim. Não vou descansar até te ver em paz.

— Eu estou em paz, Killian.

— Não está não, Swan. Você se incomoda com Neal. E logo agora que ele não está bem. Não sabemos o que ele é capaz de fazer.

— Eu sei.

— É preciso ter esperança que tudo ficará bem, okay?

— Claro. — ela sorri e encosta a testa na minha. — Eu te amo.

— Também te amo. — sorrio.

— E sobre seu irmão?

— Talvez amanhã eu fale com ele.

— Se lembre que deve falar com Regina também.

Afasto meu rosto do dela e olho em seus olhos.

— Como ela vai reagir?

— Eu não sei. Mostre a carta para ela, ela vai entender do que se trata.

— Estou um pouco preocupado. Tipo... Isso tudo veio de vez, não foi? Eu não tive tempo de parar para pensar sobre isso. Eu sei lá. Acha que somos mesmo irmãos?

— Killian, confia em mim. A mãe de Regina se chama Cora.E sua assinatura é igual a da carta.

— Eu não consigo ficar bravo com ela. Não sei o porquê. Ela teve que me deixar com meu pai por que tinha outra família. E qualquer outra pessoa teria ódio por ela ter feito isso. Mas eu não.

— Você tinha seu pai.

— Eu tinha meu irmão. Meu pai não era um pai exemplar.

— Sabe qual o melhor de tudo? Você pode até não ter tido o melhor pai do mundo, mas pelo menos não está cometendo o mesmo erro que ele.

— Está dizendo que sou um ótimo pai?

— E um ótimo marido também. E aproveitando isso... Que tal não falarmos mais nada? — ela sorri.

Arqueio as sobrancelhas e pergunto:

— O que sugere?

Ela aproxima seu rosto do meu e me beija. Eu já deveria ter esperado algo do tipo vindo de Emma.

Ela adora quando estamos sozinhos e adora aproveitar. Embora esse não seja um ambiente muito qualificado para isso.

Mas, tenho que confessar, é quase impossível resistir.

Notas finais
Ah, quase esqueci... FELIZ NATAL!! Espero que o ano tenha sido muito agradável para vocês. Bom, era só isso msm. Bjs e até o próximo ♥ ♥ ♥