Only You
19 Um plano?
Notas iniciais
– Emma Swan? — Uma voz masculina interrompe meu abraço com meu pai. Me viro e vejo Sidney.
– Hey, Sidney. Tudo bem? — Pergunto.
– Está tudo bem. E com você também, espero. — Ele responde.
– Hã... Vou procurar Graham com Killian. — Diz o homem que há poucos momentos havia dito que esperaria Graham voltar.
– Aproveita e compra alguma coisa para eu comer. — Peço.
– Pode deixar. — David responde e sai.
– Bem, Sidney... O que quer falar comigo? — Pergunto.
– Um assunto do qual você vem evitando durante anos. — Ele responde.
– Olha, Sidney, eu...
– Chegou a hora, Emma Swan. — Ele me interrompe. — Sem desculpas dessa vez. Aliás, tenho uma notícia muito importante para te dar: Encontramos o testamento.
Fico paralisada olhando para Sidney.
* * *
Filho de uma mãe!
Aquela caixa que Will roubou da loja de Gold, tinha um testamento. A droga do testamento que ele fez para Neal. Sim. Ele fez um testamento para Neal. E o cão do Gold me incluiu no testamento.
PARA QUÊ? Eu não sei.
Essa história está muito mal contada.
Eu sei que Neal me contou sobre Gold o obrigar casar comigo. Sei também que eu estava cega de amor. E por cima de tudo, sei que entre Neal e Gold, nenhum dos dois ganham o troféu de santinhos do século.
Gold matou Zelena e eu o denunciei. Depois ele tentou fazer vingança. E vingança essa que ninguém sabe o que é.
Estou tentando entender porque ele colocou meu nome neste testamento. Eu não sei.
– Emma Swan? Está tudo bem? — Sidney pergunta ao me pegar vidrada no testamento.
– Sim. Está. — Largo a caneta na mesa. — Você sabe, eu não queria fazer isso.
– Me espanta o fato de uma pessoa não querer tanto dinheiro.
– Não é que eu não queira. Aliás, esse dinheiro não é meu e não vai trazer minha felicidade. Eu só... Não me sinto bem com toda essa quantia na mão.
– Pode ter certeza, você vai se acostumar. — Ele se levanta e recolhe os papéis, colocando em sua pasta. — Ah, e sobre a mansão de Gold... Faça o que bem entender.
– Sim, claro.
– Esta cópia do testamento fica com você. — Ele me entrega.
– Tudo bem. Obrigada.
– De nada, srt. Swan. Até mais. — Sidney diz e sai.
Me sento e fico olhando de novo o testamento.
Meu Deus...
* * *
– Gold fez o quê? — Regina me pergunta incrédula.
– Foi isso mesmo que você ouviu. — Respondo me sentando na cadeira da prefeitura.
– Mas, por que ele fez isso?
– Eu não sei.
– Essa história está muito mal contada...
– Eu sei. — Suspiro. — Se ele não tivesse morrido...
– Você nunca estaria com Killian e estaria infeliz ao lado de Neal.
Tenho que concordar com Regina. Se não fosse pelo que Neal fez, eu nunca teria gostado de Killian.
– Em falar em Killian, como vocês estão? — Regina pergunta.
– Bem, eu acho. — Respondo.
– 'Eu acho'? Pensei que tinha superado a 'crise Milah'.
– Regina, minha cabeça está girando. Tem muita coisa pra processar. O plano de Neal... O testamento... Tudo isso está conturbando a minha mente.
– Sabe o que acho? Que você deveria ficar uma semana de folga.
– Não mesmo. Você está louca?
– Não. Emma, aceita logo antes que eu mude de idéia.
– Então vou esperar você mudar de idéia.
– Eu vou te obrigar.
– Me obrigue.
– Emma você tem o quê? Quinze anos de idade? Na época da rebeldia?
– Tudo bem. Eu aceito sua proposta.
– Que bom. Eu ia te obrigar do mesmo jeito.
– E aí, meninas? Como vão? — August aparece na prefeitura.
– August... Quanto tempo... — Diz Regina.
– Ah, foi mesmo. Há seis horas atrás, eu me lembro. — Ele responde.
– Desculpe. Eu não percebi a sua ilustre presença. — Regina responde.
– Está perdoada. — Ele responde com um sorriso. — Ah, Emma, Killian está á sua procura.
– Deixa que ele venha, ainda tenho que conversar com Emma. — Regina diz por mim.
– Ele está preocupado. Ele saiu da delegacia e você estava lá, mas quando voltou você tinha sumido. — Diz August.
– Então eu vou atrás dele. — Respondo.
– Não será necessário. Já estou aqui. — Killian anuncia entrando na prefeitura. — O que está acontecendo? Uma reuniãozinha da qual não fui convidado?
– De fato. — Responde Regina. — Sua presença não nos traz benefícios.
– Obrigado pela parte que me toca. — Killian dá um sorrisinho falso para Regina e se aproxima de mim. — Emma você me deixou preocupado.
– Desculpe, eu tinha que falar com Regina algo muito importante. — Respondo.
– Importante? O que é? — Killian pergunta.
– Ah, é coisa de mulheres, tipo TPM, absor... — Regina começa.
– Regina! — Grito interrompendo ela.
– Desculpa, me empolguei. — Ela responde.
– É sobre Neal e Gold. — Digo, dessa vez um pouco alto para August ouvir.
– Neal? Mas ele não está em Nova York? — August pergunta.
– Sim. — Suspiro e me viro para Killian. — Se lembra naquele dia em que a loja de Gold foi roubada por Will?
– Sim. No dia em que nos conhecemos. — Killian responde.
Que fofo. Ele se lembra do dia em que nos conhecemos...
– Se lembra do objeto roubado? — Pergunto.
– Dois relógios rústicos, uma espada e um baú pequeno de madeira. Só não sei o que tem a ver com Neal. — Ele responde.
– Nesse baú tinha o testamento. O testamento de Gold para Neal. — Respondo.
– Então ele fez mesmo esse testamento? — August pergunta.
– Não só fez, como colocou meu nome presente. — Respondo.
– Seu... Nome? — Killian pergunta.
– Se o nome dela for Emma Swan, sim. — Regina responde.
– Depois me perguntam porque ignoro Regina. — August resmunga.
– Por que você me ignora? — Regina pergunta.
– A verdadeira pergunta é: Por que todos te ignoram? — Diz Killian.
– Desculpa se eu não nasci para agradar á todos. — Regina responde com uma leve jogada de cabelo.
– Ninguém merece. — Killian resmunga.
– De qualquer modo, fiquem alertas. — Digo.
– Em alerta? — August pergunta.
– Milah disse que Neal tem um plano. Ninguém sabe que plano é esse. — Respondo.
– Quem é Milah? — Pergunta August.
– Não importa quem ela é. O que importa é que Neal está com sede dessa herança. — Respondo.
– Não seria uma boa você dar para ele? —
August pergunta.
– Ah, claro. Ela vai depositar um monte de dinheiro na conta de um morto. Faz todo sentido. — Regina responde.
– Bem pensado. — Killian diz. — E se... Você entregar em dinheiro vivo?
– Pode ser. — Respondo.
– Cuidado. Pode ter seus riscos. — August alerta.
– Verdade. Temos que fazer um acordo com ele. — Regina diz. — Quer dizer, você.
– Acordo? Não sou fã de acordos. — Respondo.
– Nem eu. — Killian complementa.
– Não estamos falando de você, Killian. — Regina diz.
– Ah, claro. Esqueci que tenho que ficar calado quando a 'rainha' estiver presente. — Killian responde fazendo aspas em "rainha".
– Rainha? Gostei. — Regina responde.
Por que eles não se dão bem? Parecem Tom e Jerry da vida.
– Não era um elogio. Deveria ser uma rainha, só que má. — Diz Killian.
– Não deixa de ser um elogio. — Responde Regina.
– Já chega vocês dois! — Grito.
– Desculpa. Depois falo com você. Vou estar te esperando. — Killian diz e sai.
– Dá para ser menos infantil? — Pergunto para Regina, logo quando Killian sai.
– Desculpa se seu namorado é sensível. — Ela responde.
– Killian não é sensível. Pare de implicar com ele. O que ele fez? — Pergunto.
– Desculpa, ok? — Ela responde.
– É impressão minha ou Regina tem... — August começa a frase mas não termina.
– Regina tem...? — O incentivo á falar.
– ...Ciúmes de Killian e Emma? — Ele termina. Me viro para Regina e fico a encarando, esperando uma resposta.
– Claro que não. August anda bebendo muita cafeína de manhã. — Ela responde.
– É verdade? — Pergunto para ela.
– Preciso mesmo responder? — Ela pergunta, feito cachorrinho sem dono.
– Assume logo, Regina. — Diz August.
– Tudo bem. É que ás vezes fico com ciúmes de Killian com a minha melhor amiga e desconto nele. Mas não significa que vou parar de provocá-lo. — Ela responde.
– Eu sabia! — August comemora.
– Mas não conte isso para ele. — Ela diz.
– Pode deixar — Respondo rindo e saio da prefeitura.
Encontro Killian parado olhando para o chão.
– O que foi aquilo? — Pergunto para ele.
– Regina me irrita. — Ele responde.
– Desculpa por isso, Killy. — Me aproximo dele.
– Não tem problema. — Ele responde.
– Não mesmo?
– Não.
– Que bom. O que acha de vir comigo buscar Henry na escola?
– Boa idéia. — Ele sorri.
* * *
– Mãe! — Henry grita pulando em meus braços.
– Como foi hoje? — Pergunto o abraçando com um sorriso no rosto.
– Foi bem. Ei, tem uma menina nova. — Ele diz.
– Uma menina nova? — Repete Killian.
– Killian! — Henry sai dos meus braços e vai para os de Killian.
– Como vai, garoto? — Killian pergunta.
– Bem. — Responde Henry. — O nome dela é Violet. — Ele diz se afastando pra olhar para nós dois.
– Hm... — Resmunga Killian.
– Henry! — Uma garotinha fofa de cabelos pretos e olhos verdes se aproxima de meu filho. — Eu já vou para casa. Amanhã te vejo?
– Sim, Violet. — Henry responde.
– Que bom, tchau. — Ela responde e se afasta dele, entrando em um carro preto.
– Henry, você não está gostando de...? — Começo.
– Vamos logo, estou com fome! — Henry diz puxando a minha mão e a de Killian em direção ao Granny's.
* * *
– Seu filho é um amor. — Killian sussurra para mim enquanto observamos Henry conversar com Ruby.
– Eu sei disso. — Respondo. — Preciso saber o que aconteceu com Grace...
– Grace?
– A garota de quem Henry gostava. Eram amigos e depois se distanciaram.
– Talvez ele não goste mais dela.
– Pode ser. Nunca se sabe.
– Killian, eu preciso te contar algo. — Me viro para ele.
– O que aconteceu?
– Não importa o que Neal irá fazer, prometa não se afastar de mim.
– Claro que prometo. — Ele sorri e coloca a mão em meu rosto. — Por que está dizendo isso?
– Porque tenho um plano.
Killian gela, pude sentir.
– Plano? Que plano?
– Olha, não é exatamente um plano bem elaborado... Mas pode ser considerado um.
– Emma... — Killian diz naquele tom que eu sei que é um alerta.
– Você pode ou não concordar.
– Olha, eu quero te proteger, mas também quero ficar em harmonia. Saiba que em qualquer circunstância, eu estarei ao seu lado.
– Obrigada pelo apoio. — Sorrio e o beijo.
– Mãe, Killian! — Henry vem até nós, atrapalhando o beijo.
– Sim? — Digo me virando para ele, com cara de quem não estava fazendo nada.
– Olha o meu desenho da Ruby. — Ele mostra o papel com um desenho em palito de Ruby.
– Está incrível, filho. — Digo bagunçando o cabelo dele.
– Obrigado. — Ele dá um sorriso fofo e volta para Ruby.
Coitada da moça, nem poder trabalhar está conseguindo, com Henry a fazendo de modelo.
– Então...? Como é esse plano? — Killian pergunta.
– Ele terá que vir para Storybrooke. — Respondo.
– Quem? — Ouço a voz de Graham atrás de mim. — Quem terá que vir para Storybrooke?
E vem aquele pensando: Droga!
Qual será a desculpa da vez?
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