Only You

16 Mais um obstáculo


Notas iniciais
Oieee, pessoas lindxas. Sorry a demoram I'm sorry. Mas fui inventar de escrever dois capítulos e demorei um pouquinho mais. Bem, espero que gostem desse capítulo (posto o outro agr mesmo). Boa leitura.

A campainha toca, me fazendo levantar da mesa e ir em direção á porta. A abro e vejo meu amigo.

– August... — Exclamo . — O que está fazendo aqui?

– Vim visitar a minha loira favorita, ué. — Ele responde enquanto me passa um saco com alguma coisa de comida e entra na minha casa. — Opa, cheguei na hora certa.

– Chegou mesmo. Sente-se e coma com a gente.- Peço.

– Terei prazer. Mas, antes, tenho que cumprimentar uma pequena pessoa... — August vai até Henry.

– August? É você mesmo? — Henry se levanta.

– Eu acho que sim. — August responde e dá um abraço apertado em Henry.

– Nossa, quanto tempo! — Henry diz em meio ao abraço.

– Verdade. Bom saber que você virou um homem.

– Homem? — Henry sai do abraço. — Eu tenho cara de homem?

– Ah, você entendeu. — August responde e se senta ao lado de Killian. Henry senta em seu lugar.

A campainha toca outra vez. Parece que todo mundo quer me visitar hoje.

Vou em direção á porta e abro.

– Sentiu nossa falta? — Mary pergunta.

– Claro. — Dou um abraço coletivo nos dois.

– Como foi em Nova York? — Meu pai pergunta quando desvinculo dos seus braços.

– Foi bem. — Respondo. Eles entram na casa e meu pai fecha a porta.

– Você e Killian dormiram em quartos separados todos os dias? — David pergunta.

Bem... Não foram todos os dias...

– Confia em mim, David. Eu chequei e posso confirmar que não dormiram juntos um dia sequer. — August responde por mim.

– August... Você veio. E, obrigado por cuidar de minha filha. — David responde.

– David, deixe de pegar no pé de Emma e não confie em August. — Ouço minha mãe sussurrar.

– Henry, tudo bem? — Meu pai ignora Mary e vai até Henry, que dá um sorriso fofo como resposta. — Killian... — David olha para Killian, que estava comendo panquecas , ignorando a discussão. — Tudo bem?

– Hm... Sim. — Killian responde. — Bom te rever, xerife.

– Também é um prazer te rever, Jones. — David sorri. — Eu vou sentar e comer com vocês porque eu sou o pai, avô, amigo e sogro de certas pessoas que estão neste ambiente. — Meu pai se senta ao lado de August.

– Eu odeio comentar as provocações de seu pai, Emma. — Mary revira os olhos e se senta ao lado dele.

– Pronto. Já que todos chegaram, vamos comer logo. — Digo e me sento entre Henry e Mary.

* * *

– Swan, precisa de ajuda? — Killian surge atrás de mim.

– Não. — Respondo sem olhar para ele.

Mary deve estar pegando no pé de August e meu pai tentando colocar o papo em dia. Henry nem deve estar prestando atenção na conversa porque está assistindo Steven Universe. Eu estou tentando lavar a louça e Killian enchendo meu saco.

– Não precisa me evitar.

– Te evitar? Não estou te evitando. — Continuo sem olhá-lo.

Por mais difícil que seja admitir a verdade, eu gosto de Killian. Não como amigo, mas como homem. E isso me deixa totalmente irritada. E eu fico irritada por estar irritada. Confuso? Também estou.

– Pode me olhar? — Ele se aproxima mais, posso sentir o calor do seu corpo.

– Killian, estou ocupada. — Respondo.

Tenho que me manter firme e forte. Não posso simplesmente dizer ou até agir, que estou interessada nele. E estou. Levei o conselho de Amanda á sério, eu realmente gosto de Killian.

– Pode olhar para mim? — Ele reforça a pergunta. Solto um suspiro impaciente e me viro para ele.

E o pior é que fico derretida por esses olhos, esse cabelo meio arrumado — embora seja um pouco bagunçadinho também — e esse olhar que é difícil de decifrar. Como alguém consegue não se apaixonar por Killian?

– O que foi? — Pergunto com um tom entediado.

– Eu preciso falar com você. — Ele responde.

– Emma, seu pai está te chamando. — Ouço August vir dizendo, ao meu lado.

– Tenho que ir — Sussurro para Killian e vou pra sala.

– Então, Emma. Já comemos, conversamos e acabei sabendo que você e Killian não dormiram juntos. Mas, agora, precisamos ir ao trabalho. Parece que houve um carro roubado. — David diz.

– Tudo bem. — Respondo. — Mãe, August e Killian, cuidem de Henry.

– Não tenho cinco anos. — Henry resmunga.

– Tchau, filho. — Dou um beijo rápido na bochecha de Henry e saio com meu pai.

E, aqui estamos nós, correndo atrás de bandidos.

* * *

– Pai, vou estar dando um tempo na floresta, ok? — Aviso na delegacia, depois de ter corrido, gritado e prendido o bandido. Ninguém de tão importante.

– Está pensativa hoje? — Ele pergunta. É óbvio que meu pai sabe que vou pra lá para pensar, e ele gosta de brincar comigo por isso.

– Muito. — Respondo e saio.

Acho que preciso prestar mais atenção porque, quando estava perto da saída para rua, me esbarrei com Graham.

– Emma? — Ele pergunta. — Desculpa, eu não te vi.

– Tudo bem. Já está solto? — Pergunto.

– Só foram uns três dias por ter batido em Killian. Mas ele está bem e foi sem querer.

– Pois é. Mas o alvo foi meu pai...

– Eu sei. Desculpa por isso. Você sabe... Eu e David nunca fomos amigos.

– Mas não significa que precisa bater nele.

– Ele que começou!

– Graham, você não tem cinco anos então deixe de se passar por inocente.

– Emma, por favor, eu não vim aqui brigar com você.

– Não parece. — Cruzo os braços. — O que você quer?

– Seu perdão. Apenas isso.

– Eu já te perdoei, Graham.

– Já? — Pergunta ele, incrédulo.

– Sim. Você e Regina. Eu fui a culpada disso tudo.

– Emma, não foi sua culpa.

– Se eu tivesse percebido que não te amava antes, isso tudo não teria acontecido.

– Emma...

– Eu sei, Graham. Agora, tenho que ir. — O interrompo e saio.

Antes de ir para a floresta, preciso falar com alguém muito importante.

* * *

Entro na prefeitura. Eu sei que aquela secretária irritante está atrás de mim com aquele papo: "Senhorita, Swan. A senhorita não tem permissão para entrar no gabinete da prefeita", "Não entre, senhorita Swan". Mas eu não estou nem aí.

– Regina. — Chamo o nome dela ao entrar em seu escritório. Ela levanta o olhar de alguns papéis e percebo se espantar ao me olhar.

– Emma? — Ela pergunta. Fico em silêncio olhando para ela. Acho que ela entendeu o recado e se virou para a secretária. — Pode deixar, Rose. — A secretária sai rapidamente, deixando eu e Regina á sós. — Emma...

– Não, Regina. Dessa vez eu vou falar. — A interrompo.

– Dessa vez? Você nem me deixou explicar da última vez!

– Isso não importa, porque eu tenho razão. — Me aproximo e coloco as duas mãos na mesa.

– Verdade. Você tem razão. Mas quem deve explicações e desculpas sou eu.

– Então diga. — Dou de ombros.

Ela fica em silêncio.

Realmente não tem explicação. Ela sabia que Graham estava comigo e mesmo assim ficou com ele pelas minhas costas. Minha melhor amiga. Isso que é um bom exemplo de fidelidade. Palmas para Regina Mills, ganhou como melhor traidora do século.

– Tudo bem. Já entendi. E eu não vim te culpar por isso.

– Não?

– Não.

– Não mesmo?

– Não... — Rio um pouco.

– Tipo... Não?

– Eu percebi que a culpa foi minha. E já os perdoei por isso.

– Nos perdoou?

– Para de repetir o que eu digo.

– Desculpa.

– O que eu quero dizer é que vocês estão desculpados. Não precisam se culpar. Tudo isso já passou.

– De qualquer jeito, obrigada. — Ela sorri.

– De nada. — Sorrio de volta e vou saindo da prefeitura.

– Ah, Emma! — Regina me chama. Me viro para ela.

– O que foi? — Pergunto.

– Você e Killian fazem um casal perfeito. — Ela se inclina e sorri.

– Obrigada. — Respondo. Que bom então que todos acham isso. Estou começando á concordar.

– De nada. — Ela responde.

Saio da prefeitura e vou andando até a floresta.

* * *

Estou organizando pensamentos. Já faz quase uma hora que estou aqui, andando e pensando. Pensando em Killian para ser exata. Estou pensando muito nele.

Essa cidade seria tão sem noção se não fosse por ele. Ele pode ser considerado meu melhor amigo e tem um abraço quentinho. Quando o abraço, dá vontade de nunca se afastar dele. Como se... Precisasse dele para viver.

Amo quando ele me olha com atenção. Sinto seus olhos azuis conversando com os meus. É uma sensação boa. Uma sensação ótima.

Killian realmente me faz me sentir viva. Como se Neal nunca tivesse partido meu coração por causa de dinheiro. Ao contrário dele, Killian nunca me trocaria por dinheiro. Porque, eu sei, Killian também sente o mesmo.

Eu percebo o quanto ele fica sem jeito comigo, quando quer me proteger mais que si mesmo. E eu percebi que quando August ficava falando sobre o que vier á cabeça, Killian ficava olhando para mim.
E eu, para ele, mas sempre disfarçava.

Mas agora eu tenho certeza: Eu gosto, eu quero, eu preciso de Killian Jones.

– Sabia que te encontraria aqui. — Ouço a voz de Killian. Me levanto rapidamente do tronco e o abraço.

Ele pareceu um pouco assustado com minha ação, mas me retribui imediatamente.

– Swan...? Você está bem? — Ele pergunta. Me afasto um pouco contra minha própria vontade e olho em seus olhos.

– Sim, estou. Mas... Eu estava pensando...

– Swan, não precisa se explicar. — Ele me interrompe. — Eu já sei de tudo.

– De tudo? — Me espanto. Ele sabe de tudo sobre o que sinto?

– Sim. Eu sei que você não gosta de mim.

– Não, não é isso. Eu gosto de você.

– Mas não do mesmo jeito que eu gosto. — Ele se aproxima de mim.

– Do mesmo jeito?

– Emma, você não vai entender o que digo.

– Pode dizer.

– Quero que seja feliz, só isso. Eu gosto de você muito mais que uma simples amiga. Eu... Eu não consigo explicar. Tudo fica sem sentido quando estou longe de você. Você é linda, inteligente, incrível, esperançosa, verdadeira, estressadinha... — Solto um sorriso e ele um suspiro. — Mas gosto de você do jeito que você é. E, sim, eu quero ficar junto com você. Quero... Viver com você. Se você não entender, apenas sorria para mim todos os dias que ficarei bem.

– Killian, deixa de ser bobo. Por que eu iria dizer não?

– Por que você me odeia?

– Odeia? Se você está dizendo que te odeio, também está dizendo que odeio seus olhos, suas piadinhas sem graça que eu rio, seu sorriso, sua falta de preocupação quando olha para mim e não disfarça, seus abraços, seus beijos... Killian, eu poderia odiar tudo isso, mas não odeio. Ao contrário, eu gosto.

– Gosta? — Ele dá um sorriso tímido.

– Sim. Eu sinto o mesmo por você.

Essa foi a conversa mais feliz de toda minha vida. Nem consigo explicar o tamanho de minha felicidade.

Killian coloca a mão em meu rosto e se aproxima devagar para um beijo apaixonado e sincero. Estou de olhos fechados esperando o nosso contato quando alguém atrás de Killian grita:

– Killian!? — É uma voz feminina. Killian para e se vira para ver quem é. Dou um passo para trás e abro os olhos.

Killian toma um susto ao ver quem é. Como se não esperasse aquela pessoa nunca em sua vida.

– Killian, senti sua falta! — A mulher abraça Killian. Ela tem os cabelos pretos longos e olhos verdes. Killian ainda está em choque e não retribui o abraço. Apenas se vira para mim e articula os lábios: "Desculpe".

Eu não sei quem é ela e nem o que quer com Killian. Mas é bem melhor ela se afastar dele. Não estou gostando de nada disso...

Notas finais
Espero que não estejam ansiosos. Então, para vocês não esperarem muito, eu resolvi postar o outro agora mesmo. Espero também que tenham gostado desse capítulo (espero muito). Bjs :).