Notas iniciais
Heeeeey, pexoas lindxas. Demorei? Sim, eu demorei. Mas cheguei? Sim, eu cheguei. Espero que gostem (eu não tinha a mínima idéia de qual título colocar nesse capítulo). De qualquer modo, boa leitura e perdoem os erros.

Eu falei: "Mãe, não precisa...". Mas quando Mary Margaret Blanchard coloca uma coisa na cabeça é difícil de tirar. Ela me obrigou á ir com ela fazer compras. E aqui estou eu, experimentando roupas das quais Mary me obrigou experimentar.

Eu nem sei porque aqui tem um provador tão pequeno. Pelo menos eu acho pequeno. Gosto de coisas espaçosas, mas que sejam acolhedoras. Foi uma batalha para eu conseguir vestir esse vestido.

– Emma, você já vestiu? — Minha mãe pergunta, fora da cabine do provador.

– Sim. — Respondo para ela e saio da cabine.

– Ficou incrível. — Ela diz me olhando.

– Bom dia, meninas... — A voz de Killian toma conta da área dos provadores. Consigo ouvir berros de mulheres correndo para dentro das cabines. Me viro com os olhos arregalados para a entrada e vejo Killian com as mãos nos olhos e com um sorriso no rosto. — A gritaria está boa... Mas eu preciso encontrar Emma Swan. Conhecem?

Todo mundo olha para mim. Será possível que ele não consegue ser um namorado normal?

– Emma... — Minha mãe me alerta.

Do jeito que estou (descalça e com o vestido) vou correndo até Killian e o puxo para fora da área dos provadores femininos.

– Quem está me puxando? — Ele pergunta ainda com as mãos nos olhos.

– Emma Swan. — Respondo firme e o coloco na parede, perto do provador masculino.

– Precisa de ajuda, xerife? — Um vendedor da loja se aproxima de nós dois.

– Não, está tudo sob controle. — Respondo olhando para Killian. Ele tira a mão dos olhos e me olha.

– Eu estava falando dele. — O vendedor responde. Olho pro vendedor sem entender nada.

– Ele? Eu sou a xerife. — Digo.

– Hã... — O vendedor aponta para a calça de Killian. Sigo o dedo dele e vejo o MEU distintivo de xerife preso na calça dele.

– Obrigada por pegar isso para mim, Killian. — Digo pegando o distintivo com um sorriso falso.

– Ah, lembrei! Você é Emma Swan? — O vendedor pergunta.

– Não, é Regina! — Respondo com sarcasmo. — Claro que sou eu.

– Então, se você é a xerife... Quem é ele? — O vendedor pergunta. — Quer que eu chame a polícia?

Eu olho para ele sem entender nada. Isso fez sentido? Eu não achei que fez.

– Desculpem, ele é novo nisso ainda. — Diz um que homem aparece atrás do vendedor e o puxa. — Será que você nunca vai conseguir fazer algo direito, Bryan?

– Desculpa, pai. Eu não sabia. — Ouço o vendedor responder o homem enquanto os dois se afastam.

– Oi, Swan... — Killian me cumprimenta quando os dois se afastam. Estreito os olhos e olho para ele. — Você está linda, sabia? Quer dizer, você é linda.

– Você sabe ler a palavra "provador feminino"? — Pergunto.

– Sim. — Ele dá um sorriso provocante.

– Está me provocando?

– Não sei.

Olho para os lábios de Killian. Estão vermelhos. Do nada bateu uma vontade de beijá-lo. Mas não aqui.

O empurro para dentro da área dos provadores masculinos. Todo mundo percebeu, mas ficaram calados e continuaram o que estavam fazendo. Abro uma cabine de provador e entro com Killian. Tranco a porta e olho para ele.

– Emma, o quê... — O interrompo com um beijo. Ele me coloca contra a parede e continua me beijando.

Killian intensifica o beijo e coloca as duas mãos em minha cintura enquanto eu deslizo a mão entre os fios do seu cabelo.

– Shh, faz silêncio. — Sussurro enquanto Killian beija meu pescoço com toda calma. Me arrepio ao seu toque e tiro a jaqueta preta dele. Killian me ajuda na função e depois ocupa meus lábios.

Ouço um pequeno barulho na fechadura e vozes de algumas pessoas. Ignoro tudo beijando Killian. Em poucos segundos, a porta se abre e ouço a voz de minha mãe gritar:

– Emma!!!

Arregalo os olhos e empurro Killian para o outro lado da cabine do provador e me viro para olhar pra Mary. Ela não está acompanhada, a maioria dos homens do provador estão nos olhando, inclusive o vendedor que levou o sermão do pai. Ele está com um clipe na mão, ri e sai.

– Mãe... — Digo com uma falsa animação. — Oi...

– Emma Swan... — Ela diz. — O que você e Killian estão fazendo dentro de um provador masculino?

– Estávamos conversando. — Respondo.

– A melhor piada que já ouvi! — Alguém comenta lá no fundo.

– Eu sabia que isso iria acontecer. Na verdade, eu só vim avisar para você trocar de roupa. — Ela responde jogando a minha roupa em cima de mim.

– Ei, mãe, eu não tenho mais cinco anos de idade! — Digo.

– Mas deveria saber que provador masculino não é lugar para trocar amassos, Emma. — Mary responde.

– Foi eu. Eu a trouxe para cá. — Killian diz ficando na minha frente.

– Eu sei que não foi você, Killian. Você pode até ter esse seu jeitinho, mas não agarraria Emma em um provador masculino. — Mary responde. — Aliás, você não estava com uma jaqueta?

– Sim. — Killian pega a jaqueta dele e a veste rapidamente. — E estou.

– Dá pra vocês darem o fora? — Peço para a nossa "platéia". Eles continuam lá, nos fitando. Então pego meu distintivo e ergo na direção deles, rapidinho eles somem dali. — Mãe, desculpa...

– Eu te entendo, Emma. Só inventei aquele show todo para eles pensarem que estava acontecendo alguma coisa. Normalmente eu fazia isso na adolescência. Inventava uma tempestade num copo d'água. — Minha mãe diz se aproximando.

– Sério? — Killian pergunta.

– Na verdade, eu fazia algo parecido com isso quando namorava seu pai. — Ela responde. — Mas não faça isso de novo, por favor.

– Ta bom. — Rio e a abraço. Killian passa por mim e pega o meu distintivo. — Killian. — O chamo por cima do ombro de minha mãe. Ele se vira para mim.

– Sim, Swan? — Killian tenta esconder meu distintivo.

– Não abuse da sua falsa autoridade. — Digo e ele sorri.

– Pode deixar. — Ele responde e sai. Só consigo ouvi-lo gritar: "Eu sou o novo xerife e ordeno que todo mundo pare o que estão fazendo e notem a minha beleza!".

– Emma, vai se trocar, ainda temos mais um programa de mãe e filha. Só para lembrar: É mãe e filha. E não mãe, filha e namorado. — Ela deixa claro.

– Eu já entendi, mãe...

– Então se vista e vamos logo!

Sorrio e vou me trocar.

* * *

– Um piquenique mãe e filha? — Pergunto.

– Sim. — Minha mãe abre a toalha de piquenique na grama. — E com uma vista incrível!

Sinto que já vim á esse lugar. Um vista incrível para a cidade e a praia, lá embaixo. Estamos em uma colina, não muito alta.

– Já faz tanto tempo que não fazemos um piquenique, mãe... — Falo me sentando. Ela se senta ao meu lado.

– É. Finalmente conseguimos vir aqui. Da última vez que viemos por essa proximidade, com seu pai, você não quis vir até aqui. Até hoje não entendi o porquê.

É isso! Me lembrei agora! Essa foi a colina que Kill me levou naquele dia. Lembro que um dia que íamos fazer um piquenique, meu pai sugeriu irmos para cá. Mas eu lutava tanto para não lembrar dele que tive que inventar uma desculpa.

– Se lembra daquele dia em que cheguei em casa e meu pai gritou que eu estava com namoradinho?

– Tiveram dois.

– O primeiro.

– Que você não sabia o nome dele?

– Sim. Ele me trouxe para cá. — Olho para frente.

– E você não quis vir para não lembrar dele.

– Como sabia?

– Lógica.

– Então... Eu meio que descobri o nome dele. Seu apelido era Kill, mas...

– Vai dizer que aquele coisa que seu pai odiava era o menino do qual você saiu?

– Não, não era ele. Quer dizer, era ele, mas... Essas coisas que ele fazia, ele não era ele mesmo. Mas aquele garoto que eu tinha conhecido, era ele mesmo.

– Então ele tinha duas personalidades? Uma falsa e a outra verdadeira. E a falsa você odiava, que era Kill, e a verdadeira você gostou, mas não sabe o verdadeiro nome dele. Acertei?

– Sim. — Suspiro.

– E você descobriu quem era?

– Killian.

– Killian?

– Killian é o Kill.

– Killian?

– Sim!

Minha mãe me olha incrédula.

– Eles se parecem. — Digo. — Porque são a mesma pessoa...

– Bem... Até que faz sentido.

– De qualquer jeito, vamos comer logo. Estou morrendo de fome. — Pego a cesta e vou tirando a comida.

* * *

Entro no Granny's. August pediu para encontrá-lo aqui para conversar sobre algo. Não tenho a mínima idéia do que deve ser.

Ele está sentado e olhando para... Ruby?! Por que ele está olhando para Ruby?

Me aproximo dele e me sento na sua frente, interrompendo a sua visão privilegiada para a garçonete.

– Oi. — Digo.

– Ah, oi, Emma. — Ele responde e suspira.

– Então... O que queria falar comigo?

– Ah, é mesmo. — Ele pega a mochila e tira de lá o seu notebook. — Estou monitorando Neal.

– Oi? Como assim?

– Implantei câmeras pela floresta. — Ele abre o notebook e mexe em alguma coisa.

– Espera... O quê?

– Isso. — Ele vira o notebook para mim e eu posso ver Neal conversar com Tamara no meio da floresta.

– Por que está fazendo isso?

– Porque aí saberemos algo do plano dele.

– E vai que o plano dele depende de nós? Aliás, de mim...?

– O que você quer dizer com isso?

– Não, nada. Deixa pra lá.

– Agora você vai dizer.

– Só é uma teoria boba.

Acabo de perceber que August olha para Ruby á cada quinze segundos. E não é uma simples olhar, ele fica focado nela por alguns segundos e depois olha para mim.

– August! — Chamo ele, acabei de pegá-lo no flagra.

– Ei, hã... O que foi?

– Chama ela pra sair.

– Ela? Quem? — Ele tenta fingir.

– Ruby.

– Ruby?

– Você não para de olhar para ela.

– Ela? Para Ruby?

– Claro, né.

– Por que eu faria isso?

– Porque desde que eu cheguei, você não para de olhar pra ela.

– Oi, amor. — Killian aparece ao meu lado e me dá um selinho se sentando.

– Nem te vi entrar. — Respondo.

– Sou ninja, sabe? — Ele me abraça de lado pelo ombro.

– Oi, Killian. — August o cumprimenta.

– Aqui está o seu pedido, August. — Ruby coloca o pedaço de torta em cima da mesa e sai. August a segue com o olhar, deixando muito evidente que está interessado nela.

– Sério? Posso te ajudar com isso.- Killian diz e se levanta.

Ele falar algo com Ruby. Ela pega um guardanapo e anota algo. Depois olha para August bem rápido e presta atenção em Killian. Ela responde alguma coisa, Killian agradece e volta para a nossa mesa.

– Aqui o número dela. — Killian dá o guardanapo para August. — E depois do expediente de hoje ela vai estar livre, então... Boa sorte. Vou me passear com minha linda namorada por aí. — Ele me puxa e me carrega.

– Killian, me larga! — Peço batendo fraco nele. Ele vai andando e sai do Granny's. — Killian, se você não me largar, eu não falo com você e nem te beijo por uma semana. — Killian me coloca no chão.

– Isso já é maldade, Swan. — Ele comenta. A viatura policial estaciona ao nosso lado e Henry desce correndo.

– Mãe! — Ele me abraça.

– Como foi ser um policial com seu avô? — Pergunto ainda abraçando ele.

– Foi bem. — Ele responde. Me abaixo para ficar da sua altura e olho em seus olhos.

– Você não contou á ele sobre... — Digo.

– Não, mãe. Se eu fosse você, não continuaria com esse segredo. Mas não se preocupe, não sou o tipo de pessoa que sai por aí contando os segredos de todo mundo. — Ele se afasta e vai para os braços de Killian, que o carrega.

Respiro fundo e me levanto. Meu pai sai da viatura e me olha.

– Oi, pai. — O cumprimento.

– Emma, posso trocar uma palavrinha com você? — David pergunta. Olho para Killian que está abraçado com Henry e depois volto á fitar meu pai.

– Sim. — Respondo.

– Emma, deixa que eu levo Henry para casa. — Killian diz.

– Tudo bem. — Respondo e sigo David. Ele começa á caminhar e eu tento acompanhar seus passos.

– O que aconteceu com Henry? — Ele pergunta.

– Com Henry? Como assim?

– Ele está diferente... Sabe aquele olhar que ele sempre teve? Aquele olhar de esperança, ingenuidade... Aquele olhar típico dele... Sumiu. Ele não estava se interessando por nada e ficou de cabeça baixa a maioria do tempo.

– Estranho.

– Eu sei. Olha, eu acho que você devia conversar com ele.

– Ta bom.

– Se cuida. — Ele me dá um beijo na testa, um sorriso de orgulho e sai caminhando. Provavelmente esteja indo para casa. Ou o Granny's. Tanto faz.

* * *

Killian ainda não chegou na minha casa com Henry. Deve ter parado em algum lugar. Talvez na sorveteria que tem aqui perto.

Á cada dois minutos dou um suspiro enquanto estou sentada nas escadinhas da entrada, olhando o jardim. Rio ao lembrar do dia em que meu pai praticamente espancou Graham aqui.

– Lembrança boa ou ruim? — Me assusto com a voz e me viro para o lada ora ver quem é. — Aposto que é boa. — Meu sorriso some. Neal caminha em minha direção e se senta ao meu lado.

– O que faz aqui? — Pergunto olhando para frente, tentando evitar olhar para ele.

– Vim visitar uma velha amiga. — Ele responde e coloca a mão em cima da minha.

– Não me toque! — Afasto minha mão e a coloco em meu colo.

– Não precisa me odiar.

– Para com a droga desses seus jogos e faça logo o que veio fazer aqui! — Me viro para ele.

– Você sabe porquê de eu ter matado meu pai?

– Vai direto ao ponto.

– Você acertou! Pela herança, claro!

– Vai direto ao ponto.

– Eu vim pela minha herança.

– Então vai dizer que...

– Eu sei que estou "morto" e que meu pai colocou seu nome no testamento. Então a única pessoa que sobrou para ser o destinatário do dinheiro foi... Você.

– Você sabe, eu não vou...

– Escuta. — Ele me interrompe. — Você vai me dar esse dinheiro dentro de uma mala, entendeu? Depois de amanhã, de noite. Você vai até aquela casa e vai me dar o dinheiro. Se você não me der, alguém sofrerá as consequências.

– O que quer dizer com isso? É uma ameaça?

– Você que sabe, Emma. Pode ser seus pais... Regina... Graham... Como é o nome daquele? Ah, sim, August. Ou talvez... Killian Jones.

– Não. Você não vai fazer isso!

– Experimenta...

Eu não creio que chegou á esse ponto. Por que ele quer tanto esse dinheiro?

– Eu dou, mas não faça nada com ninguém, por favor. É a única coisa que lhe peço.

– Você que sabe. Tudo depende de você. — Ele se levanta.

– O que você está fazendo aqui? — Henry pergunta entrando no jardim.

– Desculpa, Swan. Eu tentei segurar ele. — Killian se desculpa. Balanço a cabeça positivamente para dizer que está tudo bem.

– Henry... Como vai? — Neal pergunta.

– Vou bem, sem você na minha vida. — Henry responde.

– Você não precisa me odiar. — Neal diz.

– Você diz isso pra todo mundo, companheiro. O que faz com que todo mundo odeie mais você. — Killian responde.

– Não me importo se você me odeia ou não. — Neal comenta.

– Mas eu te odeio! Eu te odeio! Eu te odeio! — Grita Henry para Neal.

– É normal uma criança dessa idade guardar tanto rancor no coração, Emma? Você não educou esse menino direito? — Neal pergunta.

Filho da... Argh!

Ele nunca esteve presente e nem nunca sequer perguntou sobre a possibilidade de eu ter engravidado. De qualquer jeito, ele não ligaria para isso. Nunca ligou para mim e nem para meu sentimentos. Por que seria diferente com Henry?

– Você esteve aqui? Não! Você não esteve! Você não sabe como estar grávida, nova e sozinha. Você nem se preocupou com isso, Neal. Só ligava para seus motivos egoístas. — Grito indo na direção dele.

– Egoísta? Eu fiz um favor pra você! — Ele responde.

– Favor? Se você acha que abandonar uma mulher grávida é um favor, você é doente. Isso foi um ato desumano, seu monstro! — Digo.

– Neal, é melhor você ir embora. — Killian pede.

– Quem é você pra dizer o que eu faço ou deixo de fazer? — Neal o encara.

– Emma, ele está me provocando... — Killian se vira para mim.

– Não aguenta provocação? — Neal fica de frente á Killian.

– Não é hora para isso, Neal. — Digo abraçando Henry.

– Verdade. Eu ganho mais indo embora. — Neal diz se afastando. Dou um suspiro quando ele está longe o suficiente.

– Henry, eu quero falar com você. E Killian, é melhor você ir para delegacia. — Digo. Killian assente e vem até Henry.

– Até mais garoto. — Ele bagunça o cabelo de Henry. — Seja bonzinho. — Ele levanta o olhar e me fita. — Te vejo depois, Swan. — Killian pisca pra mim e sorri. Sorrio de volta e Killian vai andando. Ficamos observando ele ir até o mesmo sumir pela rua.

– Vem. — Digo puxando Henry até as escadinhas na frente da casa. Me sento e ele se senta ao meu lado. — Não fique mal por isso.

– O quê? Saber que meu pai é um monstro? — Henry responde. Suspiro. — Killian me contou.

– Eu sei.

– Pois é...

– Isso é complicado pra você.

– Imagina pra você, deve ser pior. Não aconteceu comigo.

– Henry, eu já superei.

– Não, mãe. Você não superou.

– É porque...

– Eu sinto por você. Deve ter sido horrível. — Ele me interrompe.

– Henry, você não sabe como é...

– Tem razão. Sou só um garoto que foi abandonado pelo pai. Ele nem sequer quis me conhecer de verdade, mãe.

– Não pense que ele era assim na época que namorávamos.

– Dá pra perceber que não era. Você nunca ficaria com alguém tão sem coração como Neal.

– Que por acaso é seu pai.

– Ta, ta, ta, tanto faz. Ele nem é tão importante assim na minha vida.

– Sinto dizer que sim.

– Mas não agora. Só passa de um homem do qual não tenho nenhum interesse de conviver. Não por mim, mas por você.

– Você é um ótimo filho. Não fique triste por causa dele. Apenas... Seja você mesmo.

– Tem razão. Mas... E você e Killian?

Rio.

Por quê? Não sei.

– O que é que tem eu e Killian? — Reviro os olhos.

– Soube que ele entrou naquela área de provador feminino. É verdade?

– Infelizmente.

– Ele deve gostar mesmo de você. Um dia eu sentir o mesmo que Killian...

– O quê?

– O amor. Por outra pessoa, claro.

– Amor?

Henry pensa em... Amor? Tipo... Esse tipo de amor? Meu filhinho? Meu bebê?

– Sim. A gente estava conversando sobre você ontem.

– Sobre... Mim?

– Sim. Ele falou que...

– Que...? — O incentivo á continuar.

– ...Que te ama. — Henry sorri.

Coração ta batendo a mil? Sim. Por que não estaria?

Eu sei, eu também amo Killian. Mas é tão fofo ele falar sobre esse tipo de sentimento para Henry. Ainda mais de mim.

Killian sempre me apoiou, mesmo não sendo uma das melhores idéias propostas por mim. Claro que, para me proteger, ele é capaz de tudo. Consegui perceber isso em pequenas ações. Meu porto-seguro é nos braços de Killian. Achei que nunca me apaixonaria de novo, mas foi possível.

Á cada olhar, sorriso, piada sem graça, piscada, abraço, palavras, beijos e provocações; eu me apaixono mais por ele.

E não é uma paixão. Paixão é passageira, Killian não. Killian é Killian. O amor que eu nunca pensei que iria viver. Só espero que nosso amor seja para sempre.

E sim, nosso amor vai ser para sempre.

Notas finais
Não posso dizer quando vou postar o próximo. Mas prometo não demorar. Então... É só isso. Até o próximo. Bjs ❤ ❤