Only You
3 O novo professor de esgrima e mais desentendimento
Notas iniciais
Nada a comentar, apenas leiam e deixem um review porque eles são muito importantes, ok?
Boa leitura!
POV Emily
Eu estava olhando para meu guarda-roupa, em completo conflito. Pegava um moletom e voltava para a floresta, ou colocava uma roupa normal e ia para Arena treinar e fazer algo que preste?
Eu tinha fingido muito bem ontem a noite. Acho que todos pensam que superei, mas eu notei olhares curiosos em mim. O jeito é seguir em frente.
Olhei para a caixinha de musica em cima da minha cama. Ai, meu deus! Por que ele tinha feito aquilo? Oh, deuses! Eu me sentia confusa, triste, alegre, esperançosa… Eu era uma bomba de sentimentos preste a explodir. Se eu começasse a chorar naquele momento, não saberia se era de tristeza ou felicidade.
Respirei fundo e peguei uma calça jeans clara e uma camisa do Acampamento. Me troquei rapidamente, calcei minhas sapatilhas e segui em direção ao refeitório.
Já era tarde, a maioria dos campistas já tinham acabado de tomar café. O Refeitório estava vazio, a não ser por duas filhas de Afrodite e André, solitário em sua mesa.
Me sentei e tomei meu café lentamente. Acabei ficando sozinha e encarando a mesa de Nico… Chega! Sacudi a cabeça como se isso me ajudasse a apagar esses pensamentos um tanto dolorosos.
Na Arena o movimento era intenso. Os campistas deviam estar animados com a Caça a Bandeira que teríamos no final da semana.
Caminhei até onde Agatha treinava com um filho de Hermes. Ela até que estava indo bem para quem odeia esse tipo de coisa. Quando me viu ela pediu um tempo com o garoto e veio até mim.
— Bom dia, maninha! – ela falou sorridente.
— Bom dia. – Eu disse e olhei para o outro lado observando Jake treinando com uma garota. Franzi o cenho e me virei para Agatha. – O que você esta fazendo aqui e… Ele lá?
— Caça a bandeira. Estou no outro time, junto com você.
— Nem sabia que estava em algum time. – Falei.
— No time vermelho estão o chalé de Perséfone, Hécate, Quione, Athena, Hermes, Apolo, Hefesto e Poseidon. E no azul estão o resto dos Chalés que eu não vou ficar soletrando agora.
— Inclusive o de Oceanus. Tudo bem… Hã... Eu preciso de uma arma.
— É tão difícil achar alguma coisa não é? Estou usando uma espada normal, mas não consigo nem bloquear um ataque direito! – Ela disse dramática.
— Você não precisa de uma arma, quer dizer, você pode congelar todo mundo! – Falei.
— É, mas eu não consigo fazer isso sempre, você sabe, é como se eu fosse bloqueada ou sei lá. Da mesma maneira que você às vezes não consegue criar raízes ou essas coisas.
— Entendo. – Disse pensativa.
— Não, você não entende. – Ela riu.
— Tanto faz. – Dei de ombros.
Agatha sorriu e voltou a treinar.
Peguei uma espada e comecei a treinar também, o que não foi fácil… Não conseguia me acostumar muito com o peso.
— Eu acho que a lamina dessa é muito grande para você. – Ouvi uma voz atrás de mim, e me virei rapidamente quase decapitando Beck, caso ele não tivesse se esquivado.
— Me desculpa. – Falei rapidamente, abaixando a lamina da espada.
— Acidentes acontecem. – Ele deu de ombros. – Acho que você devia tentar algo menor.
— Eu tentei. Mas não deu certo, achei que uma lamina maior fosse me ajudar. – Eu disse colocando a espada na cesta onde tinha pegado ela.
— Bem, acho que você vai ter que treinar então. – Ele abriu um sorriso lindo. Peraí. Esquece que eu disse isso!
— Fazer o quê… — Demonstrei meu desanimo.
— Não deve ser tão ruim, assim, Emily.
— Eu? Eu sou péssima. – Comecei a rir de mim mesma.
— Então, vou tentar melhorar isso.
Ele se aproximou, passou o braço pelo meu lado direito e pegou a espada que eu guardara. Eu podia sentir sua respiração de tão perto que ele estava. Queria recuar, mas estava entre Beck e uma cesta cheia de espadas. Por sorte, Beck se afastou, lentamente, ainda com seu sorriso bobo nos lábios.
— Aqui está. – Ele me entregou uma espada. – Ela é variável. Se ajusta a força de quem a segura.
Peguei a espada e percebi o quão leve ela era. Fiquei jogando-a de um lado para o outro e parecia que seria fácil manuseá-la. Como não achei ela antes?
— Vamos? – Beck perguntou.
Sorri para ele ainda indecisa. Mas então, respirei fundo e concordei.
— Vamos ver se consegue consertar minha terrível habilidade com a espada.
POV Agatha
Eu tinha acabado de ter uma conversa com André quando esbarrei em Jake, perto do Refeitório.
— Oi, amor! – Lhe dei um beijo. Ele não parecia muito contente.
— Agora você fala comigo, não é?
— É. Por quê?
— Nada. É que esse negocio de ficarmos em times separados me deixou um pouco irritado. – Ele deu de ombros.
— Ah, entendo, esta com medo de que eu te machuque? Fica tranquilo, vou pegar leve com você. – Eu abri um sorriso presunçoso.
— Duvido que você consegue chegar perto de mim. – Ele riu.
— Veremos.
Ele passou o braço por meus ombros e nós começamos a andar.
— Sabe… — Ele começou. – Eu estou ficando preocupado.
— Com que?
— Eu sei que não gosta que eu fale sobre isso… Mas meu pai não fala comigo faz um bom tempo. – Ele disse pensativo. – Desde que voltei da missão.
— Será que Helius de um jeito nele por ter nos deixado fugir? Quer dizer, deixado você e André fugir e eu viva por mais alguns dias para ele mesmo poder me matar? – Falei irônica. Mas isso irritou Jake.
— Agatha, é serio. Você sabe que essa coisa de vingança era só para fazer com que os deuses parassem de se meter no caminho dos outros deuses. Os ataques pararam e bem… Sabemos quem é o traidor, mas não podemos pegá-lo porque ele esta relativamente fora de alcance. Não entendo porque meu pai não veio falar comigo se essa história já acabou!
— Não sei se acabou. – Falei sem pensar. – Acho que não foi o Nico… Não sei. Apenas, não consigo acreditar. E, outra coisa, seu pai não vem falar com você por causa de mim. – Acrescentei para fugir do assunto. Não queria falar sobre o suposto ex-namorado traidor da minha irmã;
Jake franziu o cenho e me encarou.
— Como assim? – Perguntou.
— Ah, você sabe, ele me odeia e eu e você estamos juntos e ele não deve gostar disso. – Falei.
— É você tem razão. – Ele falou. – Eu não iria gostar.
Olhei incrédula para ele.
— Mas, — ele acrescentou. – Se meu filho estivesse verdadeiramente apaixonado por essa pessoa, eu não iria mata-la.
Bufei.
— Tudo bem. – Dei de ombros. Então, reparei onde estávamos. – Por que estamos aqui? – Perguntei recuando.
— Agatha, vínhamos aqui todo dia, se lembra? E já faz muito tempo que não…
— Não venho aqui, porque da ultima vez que cheguei perto do mar eu quase morri. – Argumentei.
Já estava tremendo. Odiava ficar perto dessa quantidade de agua.
— Ei, você estava perto do castelo do meu pai, não é de se esperar que aquilo tenha acontecido. E mesmo assim, aqui não é domínio do meu pai e você vai estar comigo. Fora que tem um monte de gente aqui.
Um monte de filhas de Afrodite com biquínis pequenos, só se for.
— Não quero ficar aqui.
— Não precisa ir até a agua.
— Não quero ficar aqui, Jake. Eu não consigo.
Me virei e comecei a andar. Eu não estava pronta para aquilo. Agua demais me apavora. Quando chegamos no Acampamento, depois de nossa missão, eu mal conseguia respirar de tão apavorada. E eu não consegui respirar quando eu quase morri afogada! Eu não queria passar por nenhuma dessas coisas de novo.
— Agatha, — Jake me chamou. Ele tentou me segurar, mas logo afastou a mão de mim quando eu quase a congelei.
— Desculpa. – Pedi.
— Não, tudo bem. E… Eu não sabia que isso era tão ruim para você.
— Claro que não! Você nunca ai sentir necessidade de respirar no fundo da agua. Não vai se importar quando faltar oxigênio no seu cérebro, não vai se debater em vão quando isso acontecer…
Ele me abraçou pedindo desculpas.
— Nunca mais me diga nada que tem a ver com agua, ok?
— Tudo bem. – Ele concordou e me beijou logo em seguida. – Te amo, branca de neve.
— Ah, que clichê, príncipe encantado. Eu não tenho nem cabelo preto.
— Mas eu te amo mesmo assim, com esse errinho de fabricação. – Ele sorriu.
Não tinha como não se render aquele lindo sorriso.
— Eu também te amo.
Minha pele voltou a ser um pouco menos fria e meu pavor foi diminuindo. Logo já tínhamos esquecido aquele incidente e estávamos felizes andando por aí.
Notas finais
DEIXEM REVIEWS! A mão não cai, falo por experiencia própria!
Beijinhus Amores!
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